sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

 

  

TEXTO: SL 15

TEMA: MANTENHAMOS COMUNHÃO PERMANENTE COM DEUS!

Comunhão significa ter coisas em comum, partilhar experiências e viver em união. Todos nós somos seres sociais e precisamos de comunhão para sermos completos. Ninguém consegue viver completamente sozinho neste mundo. Ao analisarmos o Salmo 15, do começo ao fim, o foco do salmista está na comunhão permanente com Deus. Este era o desejo de Davi. Em todo o seu caminhar, Davi sempre manteve comunhão com Deus, sempre manifestava o seu desejo de caminhar com o Senhor.

Diante desta comunhão de Davi com Deus, devemos nos questionar: Será que estamos vivendo nossa vida em comunhão com Deus? Como podemos saber se estamos, de fato, em comunhão com o Pai? O salmista nos ensina. Ele nos questiona e apresenta alguns requisitos que precisamos ter para manter esta comunhão com o Senhor: viver com integridade, não difamar com línguas as pessoas, não viver na perversidade e nem emprestar o dinheiro com usura (ganância). Portanto, a vontade de Deus é que vivamos em comunhão com Ele e uns com os outros, pois estar em comunhão com Deus é a maior dádiva que alguém pode possuir. Que o Espírito Santo possa nos despertar para a urgência de mudarmos nossas atitudes, passando a viver em dependência do Senhor, escolhendo viver uma vida de comunhão com Deus.

Jerusalém era o lugar onde estava o tabernáculo que Davi erigiu para trazer a arca da aliança de seu exílio, desde os dias do sumo sacerdote Eli (1Sm 4). Esta cidade também era chamada de Sião. Era o lugar do santuário da presença especial de Deus onde o povo expressava seu louvor e adoração. Era justamente sobre este lugar que o salmista questiona:Quem Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” (v.1). Vamos analisar primeiro os termos das duas perguntas. O termo (habitar) גּוּר no hebraico significa residir temporariamente, permanecer, ficar. O habitar sugere permanência, fazer morada, ficar de forma definitiva. Já o   termo (morar) שָׁכַן significa instalar, habitar, residir, morar em tenda. Acrescenta a ideia de estar em casa, ser um membro do lar, tendo status permanente na família. Portanto, “habitar/morar" é como ser hóspede de alguém. Naquela época quem entrava nos palácios de um rei estava seguro. Era considerado um hóspede. Tendo estas certezas o salmista desejava com muita ansiedade, o prazer de habitar no santuário do Senhor. Não só nos dias desta vida, mas para sempre.

A pergunta é: Quem seria digno de entrar, ou quem seria merecedor de habitar na presença de Deus? Davi dá-nos uma dimensão da grandeza e santidade do nosso Deus, e apresenta as características daquele que habitará no tabernáculo do Senhor, e que irá morar no santo lugar. Lembrando que não é de qualquer forma, sem critério nenhum, que será admitida na casa de Deus, como hóspede, sob seu teto e desfrutando da comunhão com Ele. Davi nos ensina. Ele dá uma resposta ao descrever as qualidades que Deus deseja das pessoas, que querem andar no Seu caminho. Ele apresenta o tipo de caráter que devemos cultivar, uma vez que fomos integrados à família da fé, chamados para viver uma vida santificada diante de Deus. Enfim, ele oferece quatro características daquele que é verdadeiro servo do Senhor.

Quem segue estes passos, vive em comunhão com Deus. Esta é a Sua vontade. No entanto, muitas pessoas querem habitar no santuário do Senhor, apresentando suas virtudes, vida exemplar, autojustiças, aparência. Outras cantam, pregam, oram, se reúnem, mas não possuem comunhão permanente com Deus. E tem aquelas que querem permanecer na Casa do Senhor por obrigação, por tradição vazia. Mas não é o orgulho, posição, mérito ou ações próprias vida exemplar e autojustiças, requisitos para mantermos comunhão com o Senhor. Isto nada contribui para a edificação, nem para a glória de Deus. Sendo assim, o salmista nos ensina, questiona e apresenta alguns requisitos que precisamos ter para manter esta comunhão com o Senhor, pois a vontade de Deus é que vivamos em comunhão com Ele e uns com os outros.

A primeira característica é a integridade. (v.2a). No Antigo Testamento, a palavra hebraica תָּמִים traduzida como integridade significa “a condição de ser sem defeito, perfeição, sinceridade, solidez, retidão, inteireza”. Uma outra designação para o próprio termo, que traz um sentido mais amplo do que Davi quer transmitir, é “aquele que anda irrepreensivelmente”, que diz respeito a sua solidez, sua integridade e sua lealdade total a Deus. Em resumo, significa   caminhando com perfeição, isto é, aquele que anda ou vive "perfeitamente"; aquilo que é completo em todas as suas partes; onde nenhuma parte está faltando ou está com defeito.

Como viver com integridade em um mundo de corrupção? Onde há tantos corruptos? Onde há uma inversão de valores e falta de honestidade? A verdade é que a corrupção é algo presente e latente em nossa sociedade. Ela é carente de pessoas íntegras na política e nos negócios. Mas isso não é novidade, a própria história nos revela inúmeras situações de falta de seriedade, honestidade, honradez e ética das pessoas. Entendo que o princípio de tudo isso é a pura falta da educação básica familiar, ou seja, a falta dos valores de base, como o respeito aos pais, à família, aos idosos, à igreja e à sociedade como um todo. Por isso, precisamos entender que a integridade define o nosso caráter, ela está relacionada com o conjunto de valores e o modo de ser de uma pessoa no contexto de suas vivências e experiências interpessoais.

Todos nós devemos buscar e viver uma vida de integridade a cada dia. Ela precisa fazer parte da vida do cristão. Portanto, integridade, retidão e perfeição é o que Deus espera e exige do seu povo. Somos desafiados a seguir o exemplo de tantos heróis da fé, mantendo-nos íntegros em todo o tempo. Aprendemos com Josué. Ele ensinou o seu povo a viver com firmeza, sinceridade, integridade e fidelidade: “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor”. (24.14). Se aquele povo pretendia seguir adiante e habitar na terra prometida, tinha que continuar mantendo a aliança com integridade e fidelidade ao Senhor. Deveria temer ao Senhor que o salvou da terra do Egito.  Deveria adorar com todas as forças o Deus que derrotou os seus inimigos da terra de Canaã.

A vida de Jó também é um grande exemplo de integridade: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este homem era sincero (íntegro), reto e temente a Deus; e desviava-se do mal”. (Jó 1.1). Por mais que seus amigos tentassem achar algum erro em sua vida, que justificassem aquele momento de luta pelo qual passava, não acharam nada! Não havia acusação contra ele. A vida de Jó refletia a sua retidão. Ele nos ensina que, mesmo nas adversidades, por maior que elas sejam, não podemos abandonar o caminho da retidão. A doença, a perda dos filhos, da riqueza e de tudo o que possuía, não foram capazes de apagar o amor que Jó tinha por Deus.

O exemplo de Davi nos inspira sobre a integridade. É inegável o quanto nós aprendemos com sua integridade, seu coração puro e seu espírito submisso totalmente ao Senhor. O que importava para Davi era estar com o coração em pleno acordo com Deus. Ele não professa nada além do que sente e pretende. Sua boca não fala nada além do que expressa seu coração. Hipocrisia, astúcia e engano não têm lugar em sua alma. Sendo assim, ele andava na integridade, praticava a justiça e falava a verdade no seu coração (v.2b). Viver na integridade, andar na justiça, sem astúcia sem falsidade, tanto nas palavras como nos atos; falar sempre a verdade – especialmente com relação a si mesmo, deve ser a nossa atitude. Nosso coração deve ser o santuário e refúgio da verdade. Por isso, devemos ter cuidado para que o coração seja realmente estabelecido em princípio.

Vejamos, a segunda característica para habitar na casa do Senhor: não difamar com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injuria contra o seu vizinho”. (v.3a). Literalmente significa ele “não pisa em sua língua". Difamar significa “tirar a boa fama ou o crédito”. É falar mal de alguém. É fazer com que alguém deixe de possuir uma boa reputação, usando para este expediente a mentira. Na verdade, a fofoca, a intriga, a difamação, são males que crescem em qualquer lugar e se multiplicam com facilidade entre as pessoas. Hoje, existe uma verdadeira indústria milionária de fofoqueiros. Pessoas que vivem em função de nutrir diariamente esse comércio inescrupuloso, atingindo, prejudicando as pessoas. Tiago nos adverte do perigo de fazermos uso da língua de forma errada. É um inimigo perigoso que causa tragédia, que ataca à honra e resultam contendas; que traz desgraças, destrói e traz choro, sofrimento entre as pessoas. Disse alguém que “A língua das pessoas morde mais que os dentes. A língua não é de aço, mas corta e suas feridas são muito difíceis de curar.”

Portanto, aquele que quer manter comunhão com Deus, não deve usar a sua língua para caluniar, ou diminuir a reputação de qualquer um. Não deve “fazer mal ao próximo, nem lançar injuria contra o seu vizinho.” Falar mal é uma realidade deste mundo de conflito e contenda, onde as pessoas não hesitam em desejar o mal para seu próximo. Já a expressão "não lança injuria contra o seu vizinho”, significa não espalhar boatos a respeito dos seus vizinhos, ofensa, desonra, vergonha, vexame; aquilo que humilha. A ideia é que o homem que será admitido a morar no santuário do Senhor dever ser aquele que ama o próximo. E quem ama não pode fazer o mal contra o próximo. Amar ao próximo é se importar com a vida do outro e tratá-lo com respeito. Quem ama sempre, se torna exemplo.

A terceira característica: aquele que a seus, tem por desprezível ao réprobo. (v.4a). Réprobo é sinônimo de reprovado, perverso, mal; alguém totalmente desinteressado pelas coisas espirituais. Agora, aquele que deseja manter comunhão com Deus não pode aprovar o comportamento dessas pessoas, porque essas são pessoas ímpias, más, infiéis e agem mal. São na verdade inimigo de Deus e do homem. Em resumo, o justo está do lado dos que seguem a Deus e não dos pecadores, bajuladores e hipócritas. Ele honra aos que temem ao Senhor (4b) Para o justo onde há verdadeira piedade, ele honra as pessoas, os estima e os ama muito cordialmente, e mostra-lhes grande respeito e bondade. Promete e se compromete a fazer algo que possa ser benéfico para o próximo. Tal o justo também jura com dano próprio e se retrata. (v.4c), ou seja, ele cumpre o que promete, mesmo com prejuízo próprio. (Mt 5.37, Tg 5.12). Sua palavra é confiável e não depende das circunstâncias.

Finalmente, aquele que deseja manter comunhão com Deus “não deve emprestar seu dinheiro com usura(ganância). (v.5a). O que é usura? É um delito cometido por quem empresta dinheiro, cobrando taxa excessiva de juros; agiotagem. Juro excessivo, muito além da taxa usual ou legal. Esta é a realidade do mundo capitalista: as pessoas emprestam dinheiro e cobram juros excessivos. É a ganância! Aquele que deseja manter comunhão com Deus, não deve emprestar seu dinheiro com ganância. Se tivermos condições de ajudar alguém, concedendo-lhe um empréstimo, devemos fazê-lo de modo cristão e compassivo (Sl 37.25). O justo jamais aceita a prática do suborno, seja contra o culpado e muito menos contra o inocente. (v.5b). Suborno quer dizer corrupção. Subornar é dar dinheiro para conseguir alguma coisa que vá de encontro à moral e aos princípios cristãos. Devemos condenar esta prática.

Por fim, o salmista conclui o Salmo 15 afirmando que “quem deste modo procede não será abalado” (v.5). As pessoas que são caracterizadas por essas qualidades estarão sempre seguras. Elas temem a Deus, cumpre os seus preceitos e por isso habitam constantemente na presença do Senhor. Esta é a promessa para aqueles que mantem a comunhão com Deus. Isto está em harmonia com o que escreve o apóstolo João“Aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João 2.17).Portanto, saibamos avaliar a nossa conduta e  nossa vida espiritual e perceber se de fato estamos mantendo  comunhão  permanente com Deus. Amém.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

 

TEXTO:  MT  4.12-25                                                      

TEMA: SOMOS PESCADORES DE HOMENS

 Pescar homens. Essa foi uma tarefa muito importante no plano salvador de Deus. Muitos homens foram chamados por Deus para essa tarefa. Homens simples, pescadores, coletor de impostos, iletrados que iriam aprender com Jesus a pescar homens, ou seja, ensinar as pessoas o único caminho que conduz à vida eterna, que é Jesus Cristo, pois de nada adiantaria o seu sacrifício na cruz e sua ressurreição, se as pessoas, em todas as épocas não tomassem conhecimento desta mensagem.

 Jesus faz um convite aqueles homens, que ali estavam pescando. E qual foi a decisão em relação ao convite de Jesus? Eles largaram imediatamente tudo e seguiram a Jesus. Aceitaram o convite. Abandonaram suas redes, os familiares, o conforto e são capacitados e instrumentalizados pelo Mestre para essa tão nobre tarefa.

 Jesus também nos convida. Nos chama para sermos “pescadores de homens”. Ele tem uma tarefa para nós, exatamente, como tinha para os discípulos: “Vinde após mim, e eu farei de vós pescadores de homens”.

I

Ao iniciar o seu ministério, Jesus chamou diversas pessoas, conforme as suas qualidades específicas no trabalho. Chamou os irmãos Pedro e André que pescavam no logo da Galiléia, e outro dois irmãos, Tiago e João que consertavam as redes com seu pai. Afinal, quem eram estas pessoas que Jesus havia convidado para serem seus discípulos?  Eram pessoas comuns, humildes, simples e com profissões diferentes. Um era cobrador de impostos, mas a maioria eram pescadores. Mas ao chama-los, Jesus tinha algo especial para eles. Eles agora seriam “pescadores de homens”. Apesar de suas falhos se tornaram instrumentos para a salvação de muitos. No entanto, serem “pescadores de homens” a vida destes homens exigia mudança, transformação espiritual, pois eram cegos espiritualmente, mortos e inimigos de Deus. Viviam nas trevas e clamavam por luz. Não tinham esperança, porque ainda não conheciam Jesus como seu Salvador, o verdadeiro caminho da salvação.

Também vivíamos em pecado. Isaias descreve o nosso estado: “Andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho.” (Is 53.6). A verdade é que nos afastamos de Deus, e, consequentemente, ficamos perdidos, como ovelha desgarrada, sem pastor. Andávamos sem rumo, sem esperança e sem propósito, perdidos em nossas transgressões contra Deus. O pecado gerou morte, como diz Paulo “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Esta era a situação do homem: separado de Deus, perdido e condenado; trilhando o caminho errado, o caminho da perdição e sendo incapaz de renascer por força própria, porque o homem estava “morto em seus delitos e pecados”. (Ef 2.1).

Diante desta situação, Cristo chama estes homens e os transforma, dando-lhes vida e perdão pelo poder de sua Palavra. E assim foram escolhidos e preparados para serem discípulos de Jesus. Cristo também nos chama quando Ele diz: “Não temas porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.” (Is 43.1). Ele o faz através do batismo, dando-nos assim o perdão, uma nova vida ao lavar todos os nossos pecados. O Espírito Santo opera nos corações e limpa todos os pecados. Por isso que o batismo é chamado um lavar celestial. O apóstolo Paulo afirma: “Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” (Tt 3.5). É por meio do batismo que nos tornamos membros da santa família de Deus, filhos amados de Deus. Estas maravilhosas bênçãos recebemos pela fé, e a fé nos é dada pelo Espírito Santo, mediante o batismo, pois Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo.” (Mc 16.16).

Cristo também nos chama através do evangelho. Ele mesmo diz: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.” (Mt 11.28). Cristo quer ajudar, realmente, aqueles que estão oprimidos pelo cansaço do pecado e ao mesmo tempo libertar a nossa alma deste fardo. Sendo assim, nos oferece o evangelho que é a boa notícia da Graça de Deus em Cristo Jesus. Qual é a notícia? Cristo nos livrou de nossos pecados e da morte eterna. Sofrendo na cruz, assim, levando os castigos dos nossos pecados e cumprindo todas as exigências da lei que estavam sobre nós. Agora, estamos livres, perdoados e redimidos. Paulo diz: “Somos justificados, gratuitamente, por sua Graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (Rm 3.24).

Cristo nos chama e continua a chamar na Santa Ceia, oferecendo-nos o perdão dos pecados. E Ele dá esta dádiva maravilhosa de modo especial para aqueles que creem.  E para que eu tenha certeza absoluta, Jesus selou esta dádiva com seu corpo e sangue. Ele diz: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramada em favor de muitos para remissão de pecados.” (Mt 26.28). Por isso, lembremo-nos: se participarmos da Santa Ceia, arrependidos dos nossos pecados e com fé inabalável em Jesus, que adquiriu remissão para nós, receberemos uma grande bênção, isto é o perdão dos pecados.

Portanto, ao sermos chamados, Cristo nos qualifica nos transforma e nos dá nova vida, assim como aconteceu com os discípulos. Depois de conhecer o verdadeiro caminho foram instruídos para levar a Sua mensagem a todos os povos. A partir deste momento seriam “pescadores de homens”: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. (v.19). Durante a Pesca Maravilhosa Jesus repetente estas palavras: “Não temas; doravante serás pescador de homens” (Lc 5.8-11). Isto quer dizer, que seriam mensageiros de Sua palavra. Iriam pescar homens para o reino de Deus. Iriam trabalhar com outro tipo de rede, ou seja, a Palavra de Deus. Iriam pescar aquelas almas perdidas. Estes homens simples, pescadores, coletor de impostos, iletrados, tinham como objetivo ensinar às pessoas o único caminho que conduz à vida eterna, que é Jesus Cristo, pois de nada adiantaria o seu sacrifício na cruz e sua ressurreição, se as pessoas, em todas as épocas não tomassem conhecimento desta mensagem.

                                                                  II

E, assim, eles obedeceram a Jesus. Em resposta deixaram tudo e o seguiram. Jesus queria que os deixassem seus negócios de pesca, mesmo que representassem um grande valor. Queria que os seguissem, para que aprendessem o que deveriam falar sobre Ele aos outros. E como resultado, tornaram-se discípulos e ajudantes de Jesus, pois seguiram imediatamente. De fato, eles obedeceram, deixaram tudo, e seguiram a Jesus”. Era um grande desafio para os discípulos, pois tiveram que abandonar suas redes, os familiares, o conforto e seus negócios de pesca, mesmo que tivessem que sofrer.

Também somos enviados para salvar o mundo, proclamar e ensinar a Palavra de Deus a todos às nações e administrar os sacramentos. Somos enviados para construir a sua Igreja, porque a Igreja cristã é formada por pessoas chamada por Deus, iluminadas pelo Espírito Santo, redimidas por Jesus Cristo. E os que foram chamados para dentro da Igreja de Cristo devem, agora, viver, em novidades de vida. Andar no verdadeiro caminho e “proclamar as virtudes daquele que o chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (1 Pe 2.9). Precisamos chamar outras pessoas para que possam conhecer esta verdadeira luz. Jesus diz: “Assim como tu me enviaste ao mundo também eu vos enviarei ao mundo.” (Jo 17.18). Ele quer que demos bom testemunho. Glorifiquemos o Seu nome. Anunciemos que ele sal da terra e a luz do mundo.

No entanto, devido a certas dificuldades, nem sempre cumprimos com a tarefa de sermos “pescadores de homens.” De acordo com a nossa natureza humana, seremos zombados, criticados, desprezados e perseguidos. Isto nos causa a sensação de medo. Além disso, seria melhor nos ocultar dessa tarefa para evitar tais problemas. No AT, Moisés que foi chamado por Deus, apresentou o argumento que era pesado de língua, que não tinha uma boa oratória, capacidade de comunicação tão apurada.   E ainda disse mais: “Envia aquele que quiseres enviar, menos a mim.” (Ex 4.13). Deus chamou Jeremias. Ele disse que não sabia falar porque achava que não passava de uma criança. (Jr 17). Deus chamou Jonas. E Jonas fugiu da presença do Senhor. (Jn 1.3). E você? Tem colocado empecilhos diante do chamado de Jesus?

Apesar de todas estas dificuldades existentes. Cristo nos encoraja em nosso trabalho ao sermos “pescadores de homens”. Ele nos dá força para pregar a Sua palavra, e prometeu estar conosco. “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” (Mt 28.20). Ele é o nosso amigo. O nosso protetor. “Tu estás comigo.” (Sl 23.4). Por isso, sejamos “pescadores de homens”. Sejamos mensageiros da palavra de Deus, cumpramos a nossa tarefa aqui no mundo com dedicação, testemunhando o nome do Senhor. Amém.