segunda-feira, 11 de maio de 2026

TEXTO: JO 17.1-11

TEMA: JESUS INTERCEDE POR SI E PELOS SEUS DISCIPULOS

O Evangelho deste domingo nos conduz a um dos momentos mais profundos e emocionantes do ministério de Jesus: a oração sacerdotal registrada em João 17. Aproximava-se a hora da sua paixão, morte e ressurreição. Naquela noite decisiva, Jesus reuniu os discípulos no cenáculo. Já havia instituído a Santa Ceia, anunciado a traição de Judas e alertado que os demais discípulos se dispersariam. Era um momento de despedida, tristeza e aflição. A cruz estava cada vez mais próxima.

Entretanto, diante da dor que o aguardava, Jesus não se desespera; Ele ora. Durante toda a sua vida, Jesus alternou entre agir, ensinar, pregar o Evangelho e buscar o Pai em oração. Nos momentos mais decisivos do seu ministério, encontramo-lo falando com o Pai celestial. E é exatamente isso que vemos em João 17.

Assim, esta oração nos traz grande consolo e esperança. Ela nos lembra que não estamos sozinhos na caminhada da fé. Cristo continua cuidando do seu povo, sustentando os seus discípulos e intercedendo continuamente por aqueles que lhe pertencem. Por isso, podemos viver com confiança, certos de que, se pertencemos a Jesus, temos um Salvador que jamais deixa de orar por nós.

Diante do que foi exposto, e com base no tema: “Jesus intercede por si e pelos seus discípulos”, dividimos o texto em três partes:

Jesus ora por sua glorificação (vv.1–5).Jesus inicia sua oração dirigindo-se ao Pai diante da proximidade da cruz: “Pai, é chegada a hora”. Ele pede para ser glorificado, não para sua própria exaltação, mas para glorificar o Pai através do cumprimento perfeito da obra da redenção. Cristo recebeu autoridade para conceder vida eterna àqueles que creem, mostrando que a verdadeira vida eterna consiste em conhecer a Deus e a Jesus Cristo. Tendo completado fielmente sua missão na terra, Jesus pede para retornar à glória eterna que possuía junto ao Pai antes da criação do mundo.

Jesus revela o Pai aos discípulos (vv.6–8).Jesus apresenta ao Pai os discípulos como aqueles que receberam fielmente a revelação divina. Ele manifestou o nome de Deus a eles, revelando seu caráter, vontade e amor. Os discípulos pertenciam ao Pai e foram confiados aos cuidados de Cristo. Eles guardaram a Palavra, reconheceram que Jesus veio do Pai e receberam com fé os seus ensinamentos. Dessa forma, demonstraram uma fé verdadeira, fundamentada na verdade divina revelada em Cristo.

Jesus intercede pela proteção dos discípulos (vv.9–11).Jesus intercede pelos discípulos que permaneceriam no mundo após sua partida. Sabendo dos perigos, tentações e sofrimentos que enfrentariam, Ele roga ao Pai em favor deles. Cristo destaca a perfeita unidade entre o Pai e o Filho e pede que os discípulos sejam guardados pelo poder de Deus. Embora estejam no mundo, pertencem ao Senhor. Por isso, Jesus ora para que sejam protegidos e vivam em unidade, refletindo a comunhão perfeita existente entre o Pai e o Filho.

                                                                  I

Jesus tinha ainda alguns momentos para buscar, com ardor, as forças que seriam necessárias para o desafio que estava por vir, bem como para manifestar amor, zelo e cuidado para com aqueles que continuariam a sua missão. É justamente nessa ocasião que Jesus ora ao Pai celestial.Ele levantou os olhos ao céu, identificou Deus como Pai e disse: “Pai, é chegada a hora” (v.1b). Que declaração dramática de Jesus! Mas que hora era essa? Era a hora de levar sobre os ombros os pecados de toda a humanidade; de ser traído, negado, esbofeteado, cuspido e morto no madeiro da maldição.

Era chegada a hora de ser sepultado, ressuscitar e voltar para casa, pois Cristo havia guardado a Palavra, a ordem e a orientação do Pai, jamais se desviando da sua vontade em qualquer detalhe. Enfim, estava chegando a hora de o plano divino da redenção da humanidade ser cumprido pelo Salvador através do sacrifício na cruz. Era a hora do triunfo de Cristo sobre o príncipe deste mundo e sobre o reino das trevas. Tudo aquilo que havia sido anunciado aos homens no Jardim do Éden estava se cumprindo. E Jesus estava plenamente consciente desse momento único na história.

Esta não foi a primeira vez que Jesus orou ao Pai. Toda a sua vida foi marcada pelo equilíbrio entre agir, pregar o Evangelho e orar. Nos momentos mais decisivos de sua caminhada, Ele buscava o Pai em oração para tomar as melhores decisões.Neste momento, encontramos Jesus orando novamente ao Pai celestial. Ele orou ali mesmo onde estava. Não esperou uma ocasião mais oportuna, não aguardou estar no templo, nem esperou a hora determinada da devoção diária. Simplesmente levantou os olhos aos céus e elevou o espírito ao Pai. Ali mesmo falou com Deus e intercedeu por si mesmo e pelos discípulos.

Nas Escrituras encontramos diversos registros de intercessões maravilhosas. Temos a história de Abraão, quando o Senhor estava prestes a destruir as cidades de Sodoma e Gomorra. Naquela ocasião, Abraão intercedeu ao Senhor e suplicou por Ló, que foi liberto da destruição. Moisés também intercedeu a Deus em favor do povo de Israel e foi ouvido. Samuel orava constantemente pela nação. Daniel clamou pela libertação do seu povo do cativeiro. Davi, igualmente, suplicou em favor do povo.

Tendo tomado conhecimento de que o momento de sua morte estava próxima, Jesus  intercede por si mesmo.Ele não pediu riquezas e honra, nem mesmo influência política no mundo.Não é sua própria pessoa que ele tem em vista,mas é a obra de Deus .Mas qual foi o seu pedido, em sua primeira petição? Diz o texto: “glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti.”(v.1c). A expressão “glorifica” aqui usada vem da palavra glória que significa honra, dignidade, majestade, a manifestação do resplendor divino. Sendo que o verbo significa a mesma coisa: honrar, exaltar, glorificar.

Jesus pede ao Pai que o glorifique diante do sofrimento que estava prestes a enfrentar na cruz. É justamente no caminho que o conduziria à cruz, à rejeição e à morte que Jesus faz esse pedido ao Pai.Ele pede para ser glorificado porque, na condição de Logos encarnado, estava prestes a concluir plenamente a missão que lhe fora confiada pelo Pai. Dessa forma, glorificaria o Pai não apenas naquele momento, mas durante todo o seu ministério terreno.O foco predominante de Jesus sempre foi glorificar o Pai, submetendo-se perfeitamente à sua vontade em tudo, até o fim. Portanto, a maneira como Jesus glorificou o Pai na terra foi consumando a obra que lhe havia sido dada para realizar.Essa declaração antecipa o brado de vitória na cruz: “Está consumado” (Jo 19.30).

No entanto, quando Jesus pediu ao Pai: “Glorifica o teu Filho”, Ele estava pedindo que o plano eterno da redenção fosse consumado exatamente como havia sido estabelecido na eternidade. Esse foi o único pedido que Jesus fez para si mesmo em toda a sua oração: que o Pai o glorificasse por meio de sua morte, ressurreição e ascensão.De acordo com o plano eterno de salvação de Deus, o Filho recebeu autoridade sobre toda a carne, isto é, sobre toda a humanidade, para conceder a vida eterna a todos aqueles que o Pai lhe dera. Por isso Jesus disse: “conferiste autoridade sobre toda a carne” (v.2a).

A palavra “autoridade” está relacionada ao poder, à capacidade de governar e ordenar. Porém, Cristo usa aqui essa expressão em um sentido ainda mais profundo. Essa autoridade refere-se ao poder de conceder vida eterna a todos aqueles que Deus lhe entregou. É exatamente isso que Cristo tem para oferecer, pois Ele afirma que a vida eterna é dada a “todos os que me deste” (v.2b), ou seja, àqueles que buscam um relacionamento verdadeiro com Deus. Quando nos relacionamos com Deus, nossa vida se torna uma grande bênção, pois é nesse relacionamento que conhecemos o Senhor, crescemos espiritualmente e aprendemos a viver em comunhão uns com os outros.

Em contraste com as reivindicações pluralistas da cultura religiosa contemporânea, a vida  eterna é apenas para aqueles que conhecem:Jesus mesmo disse que a vida eterna é que “conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”(v.3). Aqui, o verbo γινώσκω (conhecer,saber), como é frequente nas Escrituras, significa muito mais do que apenas um mero conhecimento intelectual, mas envolve emoções,intimidade,reciprocidade,o querer,uma relação de amor profundo íntimo (vv. 10. 14, 15 e 25).

Mas o que significa “conhecer o único  Deus verdadeiro?E ter um relacionamento vital com Deus, caracterizado por fidelidade e enraizado em amor, confiança e profunda e constante consideração. Confiança e conhecimento são aspectos essenciais e inseparáveis dessa relação.E isso só é possível através de Jesus Cristo, a quem o Pai enviou.Você conhece ao Deus verdadeiro? Não o deus da imaginação dos homens, mas o Deus que é descrito na Bíblia? Você O conhece , de forma que O ame e O sirva? Esta é uma questão mui importante. Portanto, se for para termos vida eterna e viver com Deus para sempre no céu, devemos conhecer a Deus e ao Seu Filho, Jesus Cristo.

No texto,Jesus aponta para a vida eterna (Jo 17.2-3,8),para o propósito da fé, da vida eterna (Jo 20.30-31). A vida eterna que Deus promete dar aos remidos é uma  comunhão intima com Deus para sempre.Ela é  uma realidade presente Em João 5.24 Jesus disse: "Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. " "Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus", escreveu João ", para que saibais que tendes a vida eterna" (1 João 5.13).

No plano perfeito de Deus, o Filho teve de vir ao mundo para salvar aqueles que o Pai lhe deu (Lucas 19.10). E Ele estava disposto a fazer tudo o que fosse necessário para que o plano do Pai se cumprisse.Vejamos quatro pontos. Primeiro, Jesus afirma que havia glorificado o Pai aqui na terra (v.4a). De fato, Cristo glorificou pessoalmente o Pai em todas as ocasiões, louvando-o e exaltando-o em tudo. Não buscou a sua própria glória, mas a glória do Pai.A glória de Deus é a única que é eterna; todas as demais “glórias” são passageiras e incapazes de revelar o único Deus verdadeiro. Além disso, Cristo teve uma conduta completamente de acordo com a vontade de Deus.Ele também serviu de exemplo para os discípulos, ensinando-os a confiar na obra soberana de Deus, pois tinha plena certeza de que a eterna promessa divina se cumpriria perfeitamente.

Segundo,Ele havia consumado a obra da qual o Pai havia encarregado. (v.4b). O termo εργον (obra) significa ato, ação, algo feito: aquilo que alguém se compromete de fazer, empreendimento, tarefa.A obra é aquilo que Cristo realizou em favor da humanidade, e está consumada da maneira mais perfeita. Não se pode deixar de exclamar "está consumado!” O verbo τελειόω (completar) significa executar completamente, efetuar, finalizar, levar até o fim. Isto demonstra que Cristo completou a sua obra na cruz quando disse “está consumado”.Ele venceu seus inimigos.como o pecado,Satanás,o mundo e a morte.Nenhuma obra ficou desfeita. Ele não desviou do plano traçado pelo Pai na eternidade. A glória de Deus foi proclamada e exaltada. O propósito foi comprido.

Terceiro, Jesus pede ao Pai que o glorifique (v.5a). Naquele momento, quando sua obra estava prestes a se completar, Jesus ora ao Pai para que o glorifique. Ele havia acabado de afirmar que glorificara o Pai na terra; agora, pede que o Pai o glorifique no céu, restaurando-o ao seu lugar original de honra e autoridade à sua direita gloriosa (Marcos 16.19; Efésios 1.20). Quarto, Ele pede a “glória que tinha com o Pai antes que o mundo existisse” (v.5b). O Filho de Deus, ao encarnar-se, “humilhou-se” e “esvaziou-se” (Filipenses 2.8), deixando temporariamente sua honra e consentindo em assumir a forma de servo, sendo desprezado pelos homens. Agora, porém, Jesus ora para que o Pai o exalte novamente à dignidade e à honra que possuía antes da encarnação, àquela glória eterna que compartilhava com o Pai antes mesmo da criação do mundo. Desde a eternidade, essa glória lhe pertencia, e naquele momento Ele estava pronto para retornar à plena majestade que o aguardava junto ao Pai.

                                                                    II

Após orar por si mesmo, Jesus.agora, ora pelos seus discípulos.Ele está passando por momento de angustia, pois sabe que dentro de algumas horas será entregue ao  sofrimento terrível da crucificação e do desespero, causado pelos pecados da humanidade. Será separado fisicamente daqueles seus amigos, aos quais ensinou através de palavras e de atividades. Mesmo neste momento angustiante,o Salvador supera suas próprias dores e temores. Ele encontra tempo para orar em favor de seus discípulos, fazendo-os compreender a sua missão, pois sabia que eles seriam rejeitados, caluniados, perseguidos, presos e mortos.Sendo assim,Jesus intercede em favor daqueles que  acolheram e guardaram a palavra do Pai, e creram no Salvador.

 A oração de Jesus pelos discípulos apresenta três perspectivas. Primeiro, Jesus manifestou aos homens o nome de Deus neste mundo (v.6a). O verbo grego φανερόω (manifestar) significa revelar, mostrar, tornar conhecido. Jesus havia manifestado, ou revelado, o nome de Deus aos homens, isto é, tudo aquilo que Deus é: seu caráter, sua natureza, seus atributos e seus desígnios misericordiosos para o mundo. Portanto, o Deus que Jesus revelou é o Senhor da Aliança. É o nome pelo qual Deus se manifestou a Moisés e pelo qual desejava ser lembrado para sempre: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3.14). Esse é o Deus que, ao longo da história, se manifestou e se relacionou com o seu povo.

O nome de Deus só pode ser genuinamente conhecido por meio de Jesus Cristo. É em Cristo que Deus se dá a conhecer plenamente. Foi por meio de sua morte que Jesus abriu o caminho para uma comunhão pessoal e amorosa com o Pai. Como Ele mesmo declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). E ainda: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, sairá e achará pastagem” (João 10.9).Diante disso, surge uma reflexão importante: o que temos manifestado aos homens? Que nomes temos anunciado? O nosso próprio nome, o de nossa denominação, ou o nome de homens que admiramos? Ou temos proclamado, acima de tudo, o nome de Jesus Cristo?

Segundo, Jesus declara: “eram teus, tu mos confiaste” (v.6b). Os discípulos, ao serem escolhidos, já pertenciam ao Senhor. Entretanto, o Pai os entregou aos cuidados de Jesus.O verbo grego usado aqui é δίδωμι, significa entregar aos cuidados de alguém, confiar ou dar algo a alguém. De fato, Jesus os acolheu e, durante todo o seu ministério, comprometeu-se a guardá-los para que não perecessem. Todos foram preservados, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição (v.12).O próprio Jesus confirma esse cuidado ao declarar: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6.37). Mais adiante, Ele também afirma: “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja” (João 17.26). Essas palavras revelam o profundo cuidado de Cristo para com os seus discípulos. Eles foram entregues pelo Pai ao Filho, e Jesus os guardou com amor, zelo e fidelidade. Da mesma forma, aqueles que pertencem a Cristo continuam seguros em suas mãos, sustentados pelo amor do Pai e pela presença do próprio Senhor.

Terceiro, Jesus também descreveu os discípulos como aqueles que guardaram a Palavra do Pai: “eles têm guardado a tua palavra” (v.6c).Mas que palavra eles guardaram ou obedeceram? Analisando o texto, encontramos o verbo grego τηρέω (guardar), que significa manter vigilância sobre, observar e cumprir. Já o termo λόγος (palavra) refere-se à própria Palavra de Deus. Assim, o texto introduz o elemento da obediência, essencial na vida cristã (Filipenses 2.12-13).Entretanto, essa obediência não é uma obra meritória que contribui para a salvação (Gálatas 2.15-16), mas o resultado natural de uma fé genuína e salvadora (Efésios 2.8-10). Portanto, afirmar que os discípulos obedeceram à Palavra do Pai é outra maneira de dizer que a fé deles era verdadeira.Dessa forma, podemos afirmar que os discípulos guardaram e obedeceram aos ensinamentos de Jesus, os quais provinham do Pai. Eles receberam tudo aquilo que Cristo revelou acerca de sua pessoa, da vontade de Deus para a vida humana, dos seus propósitos para o seu povo e dos seus atributos divinos.

Quarto, os discípulos não apenas guardaram a Palavra, mas também “agora reconheceram que todas as coisas provêm do Pai” (v.7).Ao analisarmos o verbo grego γινώσκω (reconhecer), percebemos que ele significa saber, conhecer, mas também pode ser traduzido como reconhecer plenamente. Por estar no tempo perfeito, o sentido pode ser expresso como: “têm conhecido” ou “têm reconhecido”.Os discípulos chegaram ao ponto de compreender que o caráter, os dons e as obras de Cristo provinham de Deus, em cujo nome Ele havia vindo ao mundo. Eles se apropriaram da revelação da verdade em Cristo, reconhecendo-a como verdadeiramente divina.Reconheceram a glória do Verbo que se fez carne e entenderam que ela era “como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Mais tarde, também compreenderiam as maravilhas da morte e da ressurreição de Cristo (João 16.20).Com o passar do tempo, especialmente após o Pentecostes, os discípulos entenderiam plenamente as razões pelas quais Jesus precisou morrer. A prova da fé deles seria demonstrada de forma marcante quando passaram a proclamar corajosamente Jesus como Senhor a todos os que desejavam ouvir.O conteúdo da fé dos discípulos torna-se, assim, mais uma evidência da autenticidade da revelação de Deus em Cristo.

O Senhor Jesus usou de sua autoridade para cumprir com fidelidade o seu ministério. Por isso mesmo, Ele é fiel em seu testemunho. Deste modo, pôde declarar  ao Pai esse aspecto verdadeiro e fundamental de seu ministério ao afirmar: “Porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam.” (v.8a). O termo ῥῆμα ( palavra) significa aquilo que é ou foi proferido, falado, palavra,discurso.Já  o verbo λαμβάνω no grego (receber) significa tomar, pegar, apossar-se, agarrar, receber.O significado “receber” é mais comum, porém na (NTLH) aparece “aceitar” e na  (BJ) “acolher”. Isto significa que os discípulos receberam a doutrina de Jesus, um ensinamento puro, sem nem uma fábula, nem ficção de homens. Ao receberem os ensinamentos de Jesus,os discípulos  “e verdadeiramente conheceram que saí, e creram que tu me enviaste.” (v.8b). Eles sabiam que Jesus veio do Pai. Estavam plenamente convencidos e reconhecem que Jesus é o Messias prometido,  sendo que a sua origem é proveniente do Pai, e que todas as coisas que ele tem são do Pai.Eles creram, acreditaram (πιστεύω) nesta verdade que Jesus ensinou.Na verdade,Cristo foi uma testemunha fiel de Deus para os discípulos, de modo que a fé deles foi fundada,exclusivamente, na verdade de Deus

                                                                 III

Em vista dos perigos e das provações, Jesus buscou a proteção e a bênção de Deus sobre os seus discípulos. Ele pede ao Pai aquilo que está de acordo com a sua vontade: “É por eles que eu rogo” (v.9a). O verbo grego ἐρωτάω (rogar) significa perguntar, pedir, solicitar ou suplicar. Já a preposição περί pode ser traduzida como “por”, no sentido de “em favor de”. Assim, outra tradução possível seria: “É em favor deles que eu suplico”.Isso revela que, naquele momento, a principal preocupação de Jesus não eram os famintos, os pobres ou os aflitos, mas aqueles que lhe haviam sido dados como discípulos. Eles seriam a base para a continuidade da sua obra neste mundo. Por isso, precisavam de direção, fortalecimento e orientação quanto à missão que haviam recebido.Na verdade, Jesus desejava que o Pai concedesse aos discípulos um ministério frutífero e cheio de alegria, que expressasse a continuidade da obra iniciada por Ele (v.13). É justamente nesse contexto que Cristo intercede ao Pai para que eles fossem encorajados, pois ainda se sentiam desamparados diante da iminente partida do Mestre.

Jesus  não intercede pelo mundo.(v.9b).A petição não foi oferecida a homens perversos, perversos, cruéis e rebeldes. O termo Κόσμος (mundo) no seu sentido original é “ordem, arranjo, ornamento, adorno”. Certamente todos estes predicativos serviam para admirar a beleza de toda a criação de Deus.Mas é usado de forma diferente,conforme o contexto.Mundo aqui pode significar as pessoas que não creem, não aceitam a soberania de Deus, não reconhecem Jesus como Filho de Deus e Salvador universal dos homens. Por isso,Jesus diz: “não rogo pelo mundo.” Esse “mundo” preferiu as trevas e não à luz, que odeia Jesus e o persegue a ponto de querer matá-lo.Mas Jesus intercede pelos os seus  discípulos que estavam dispostos  a receber seus favores, “por aqueles que me deste, porque são teus”(v.9c),diz Jesus.

Ao interceder pelos discípulos, Jesus apresenta uma razão pela qual Deus deveria protegê-los e guiá-los: “Ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas” (v.10a).Fica evidente, nessa declaração, a perfeita unidade entre o Pai e o Filho. Como ambos têm todas as coisas em comum, aquilo que pertence ao Pai pertence igualmente ao Filho, e vice-versa. O sentido dessa passagem é claro: aqueles que são meus discípulos também são teus. Aquilo que promove a minha honra também promove a tua glória.Além disso, os discípulos já pertenciam ao Pai antes mesmo de serem entregues ao Filho: “eles eram teus” (v.6). Jesus afirma ainda: “e neles eu sou glorificado” (v.10b).

A expressão “sou glorificado” está no tempo perfeito, sugerindo a continuidade do testemunho acerca de Cristo. Ou seja, Cristo continua sendo glorificado por meio da vida, da fé e da pregação dos discípulos. Eles reconheceram e confessaram que Jesus era verdadeiramente o Messias enviado por Deus.Após a ascensão de Cristo, sua glória continuaria sendo manifestada na terra através de seus seguidores, mesmo em sua ausência física. Esse pedido de Jesus estava em perfeita harmonia com o propósito do Pai: dar ao Filho um povo redimido que o glorificaria eternamente.

Tendo estabelecido as razões pelas quais sabia que o Pai responderia à sua oração, Jesus faz então um pedido. Ele primeiro explica a situação dos discípulos neste mundo: “Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti” (v.11a).Embora os discípulos não sejam do mundo, continuam vivendo nele, cercados por tentações, perigos e ameaças. Eles não pertencem a nenhum sistema humano, mas unicamente a Deus. Contudo, permanecem vivendo sob as condições de uma humanidade ainda marcada pelo poder do pecado.Por isso, Jesus pede: “Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós” (v.11b). Nesse pedido, Cristo suplica ao Pai que preserve os discípulos da apostasia, das falsas doutrinas, das tribulações e dos sofrimentos.Mais uma vez, Jesus enfatiza sua perfeita unidade com o Pai, afirmando que o nome do Pai também lhe foi dado. O caráter santo de Deus refletia-se perfeitamente no Filho.

Estimados irmãos! A oração sacerdotal de Jesus, em João 17, nos ensina profundas verdades espirituais. Aprendemos que Jesus viveu em total dependência do Pai, buscando-o constantemente em oração. Seu maior objetivo era glorificar a Deus e cumprir fielmente a missão da redenção. Cristo também demonstrou grande amor e cuidado pelos discípulos, intercedendo por eles diante dos perigos, tentações e sofrimentos que enfrentariam no mundo.Além disso, o texto nos mostra que os verdadeiros discípulos guardam a Palavra de Deus e reconhecem Jesus como o enviado do Pai. Embora vivam no mundo, pertencem a Deus e são sustentados por sua graça. Enfim, assim como Jesus orou pelos seus discípulos, Ele continua intercedendo por nós hoje.

Portanto, diante desta extraordinária oração de Jesus, somos chamados a permanecer firmes na fé, viver em unidade e anunciar Cristo ao mundo para a glória de Deus. As palavras do Senhor revelam seu profundo amor, cuidado e intercessão por aqueles que lhe pertencem. Mesmo em meio às lutas, tentações e aflições deste mundo, temos a certeza de que Cristo continua guardando e sustentando o seu povo.

Que as profundas e ricas palavras dessa oração penetrem em nossos corações, fortaleçam nossa comunhão com Deus e transformem a nossa vida diariamente. Que aprendamos a confiar plenamente em Cristo, a guardar fielmente a sua Palavra e a viver de maneira que o nome do Senhor seja glorificado em tudo. Amém.

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

TEXTO: LC 24.44-53

TEMA: POR QUE JESUS SUBIU AO CÉU?

A Igreja Cristã comemora a Ascensão de Jesus. Uma data que está caindo cada vez mais no esquecimento. São poucas as congregações cristãs que celebram cultos neste dia. E, o que é grave, são poucos os cristãos que se lembram desta data, e que sabem o seu significado. A palavra ascensão significa escalada, subida, elevação. Para os cristãos essa palavra tem um significado muito mais profundo, principalmente, quando se fala da Ascensão de Cristo. Ela lembra o momento de sua morte, a sua ressurreição e o cumprimento do plano da salvação, estabelecido por Deus. Lembra a Sua volta para o trono celeste. Ele foi recebido no céu, e assentou-se à destra de Deus. Lembra a Sua subida ao céu para preparar-nos o lugar na casa paterna. Os discípulos ouviram dos anjos essa promessa da volta de Jesus Cristo: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir" (At 1.11). Estes são os motivos da subida de Jesus ao céu!

Mas o que dizem as Escrituras sobre a subida de Jesus ao céu? Os textos canônicos dos Evangelhos não trazem uma mesma narrativa. No livro de Mateus há uma despedida, que acontece na Galileia, exatamente onde começou o ministério de Jesus. Nessa ocasião, Jesus se despede e envia os discípulos, referidos como Os Onze (Mt 28.16-20). O texto de Marcos é muito semelhante ao de Mateus, mas acrescenta ao final que “O Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus. (Mc 16.14-20). No Evangelho de João, nem há referência a isso. O evangelho termina bruscamente, Jesus e seus discípulos comendo peixe assado.

O nosso texto, conforme o Evangelho de Lucas, também há uma semelhança com Mateus e Marcos, momento em que Jesus fala sobre a missão dos discípulos e depois os levou até Betânia, onde viram Jesus subindo aos céus. Mas antes deste grande acontecimento, da subida de Jesus aos céus, os discípulos, após a ressurreição, ficaram confusos, temerosos e tanto desorientados. Diante deste medo e angústia, Jesus os prepara para uma missão sublime. Ele faz isto ao citar as Escrituras como base de sua pregação. E é justamente nas Escrituras onde está registrado o plano de Deus para a salvação da humanidade, um plano com centralidade nos acontecimentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Estimados irmãos! Jesus reuniu seus discípulos. Era os últimos ensinamentos. Ele inicia à sua preleção, afirmando: “São estas as palavras” (v.44). É a maneira de Jesus dizer que todos estes acontecimentos, especialmente sua morte e ressurreição, são relatos que Ele ensinou aos seus discípulos, e que na verdade já haviam sido previstos por Moisés, os profetas e pelos salmistas. Após os seus ensinamentos, Jesus os convoca para serem testemunhas. Deveriam ser testemunhas destes fatos, em seu nome deveriam pregar o arrependimento para remissão dos pecados, para que a certeza do cumprimento das promessas e também a redenção da humanidade, possam ser conhecidas de todos.

Na pregação de sua palavra, Deus não deixaria os seus discípulos abandonados. Ele os capacita com o poder do Espírito que acompanharia esta pregação da salvação em Cristo “Eis que envio sobre vos a promessa de meu Pai” (v.49). De fato, esta promessa se cumpriu mais tarde, no dia de Pentecostes. Eis a razão porque Jesus disse que não se ausentassem de Jerusalém. Neste dia, os discípulos foram confortados pelo Espírito Santo, anunciaram arrependimento para remissão dos pecados.

Após esses ensinamentos com os seus discípulos, Jesus os levou para fora da cidade, através do monte das Oliveiras, para Betânia e lá se despediu deles. Enquanto suas mãos estavam estendidas em bênçãos, Ele lentamente subiu aos altos céus. Era o cumprimento de mais uma etapa no plano de Deus: “enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu” (v.51). Jesus subiu aos céus. Ele não foi para um lugar ignorado, mas “foi recebido no céu, e assentou-se à destra de Deus”. A sua subida era necessária, pois foi para preparar-nos lugar na casa do Pai Celeste. Este é o grande significado da Sua subida ao céu!

Os discípulos, depois de terem visto Jesus subir ao céu, retornaram a Jerusalém. “tomados de grande jubilo” (v.52), obedeceram a instrução do Senhor de que aguardassem a vinda do Espírito Santo. Não estavam mais tristes. Não mais se lamentavam, como antes. Agora, louvam a Deus, e com regozijo contavam às pessoas a maravilhosa história da ressurreição de Cristo e de sua ascensão ao céu. Não tinham mais qualquer desconfiança do futuro. Sabiam que Jesus estava no céu. Por isso, havia motivos para jubilar. Também jubilamos ao Senhor porque Ele nos libertou da terrível escravidão do pecado, da morte e de Satanás. Jubilamos porque, mesmo andando aqui na terra ainda sob a cruz e em humilhação, expostos aos sofrimentos, às injustiças e, muitas vezes, a cruéis perseguições, não tememos. Jubilamos porque ascensão diz respeito à verdade de que, agora, Cristo está coroado como o Rei dos reis. Ele deixou para trás toda humilhação, sofrimento e dor que experimentou nesta terra, para estar junto do Pai exaltado para sempre no meio dos louvores dos anjos e da Igreja.

Estimados irmãos! A Ascensão de Jesus torna-se importante, pois lembramos o momento de sua morte, a sua ressurreição e o cumprimento do plano da salvação, estabelecido por Deus. Ela torna-se importante, pois Ele foi recebido no céu, e assentou-se à destra de Deus. Enfim, torna-se importante, pois Ele subiu ao céu para preparar-nos o lugar na casa paterna. Enquanto, aguardamos a sua vinda, devemos ser suas testemunhas neste mundo: “Sereis as minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Amém!

TEXTO: At 1.1–11

TEMA: A ASCENSÃO E A PROMESSA DO RETORNO

Hoje,  a Igreja Cristã comemora a ascensão de Jesus Cristo, uma data profundamente rica em significado espiritual, mas que, ao longo do tempo, tem perdido espaço na consciência e na prática de muitos cristãos. São poucas as congregações que ainda dedicam cultos específicos a esse momento, e mais raro ainda é encontrar pessoas que compreendam, de fato, o seu verdadeiro significado.

A palavra “ascensão” carrega a ideia de subida, elevação e exaltação; no contexto cristão, porém, vai muito além de um simples movimento físico. a ascensão de Cristo é o coroamento de toda a obra redentora iniciada na encarnação, consumada na cruz e confirmada na ressurreição. Não se trata meramente de Jesus deixar a terra,mas de sua exaltação gloriosa: o retorno ao Pai após cumprir, de forma perfeita, o plano da salvação estabelecido desde a eternidade.

Ao ascender aos céus, Cristo não apenas encerra seu ministério visível entre os homens, mas inaugura uma nova etapa: Ele é recebido na glória e se assenta à direita de Deus — posição de honra, autoridade e soberania. Isso significa que Jesus reina; Ele não é apenas um personagem histórico do passado, mas o Senhor vivo e exaltado, que governa sobre todas as coisas e intercede continuamente por seu povo.

Além disso, a ascensão aponta para uma verdade consoladora: Cristo subiu para preparar um lugar para os seus. Sua subida não representa ausência, mas propósito; Ele vai adiante como precursor, abrindo o caminho para que todos os que nele creem tenham acesso à casa do Pai. Há, portanto, uma dimensão de esperança viva nessa doutrina — não estamos destinados ao abandono, mas à comunhão eterna com Deus.

Os discípulos, ao presenciarem esse momento, também receberam uma promessa que sustenta a fé da Igreja ao longo dos séculos: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (v.11). A ascensão não é o fim da história, mas uma ponte entre a primeira e a segunda vinda de Cristo; o mesmo Senhor que subiu voltará em glória. Diante disso, a ascensão de Jesus não pode ser tratada como um detalhe secundário da fé cristã, pois reafirma que a obra de Cristo foi completa, que Ele está reinando, que intercede por nós e que um dia voltará. Esquecê-la é perder de vista uma parte essencial do evangelho.

 

Mais do que lembrar uma data no calendário, a Igreja é chamada a redescobrir o valor espiritual da ascensão, celebrando não apenas um evento do passado, mas uma realidade presente e uma esperança futura. Diante do que foi exposto sobre a ascensão de Jesus, a nossa mensagem de hoje está dividida em quatro partes: refletimos sobre a promessa do batismo com o Espírito Santo; a perspectiva dos discípulos quanto à vinda de Cristo; o início da missão da Igreja; e como a ascensão aponta para a promessa do retorno de Cristo.

Primeiro, a ascensão de Cristo e a promessa da vinda do  Espírito Santo (vv. 1–5). Ao subir aos céus, Cristo conclui seu ministério físico na terra, marcado por ensinamentos, milagres e pela revelação do Reino de Deus. Sua ascensão não representa um fim, mas o início de uma nova etapa: a atuação do Espírito Santo na vida dos discípulos. Antes de partir, Ele ordena que permaneçam em Jerusalém, aguardando a promessa do Pai. Isso mostra que não houve abandono, mas preparação para algo maior. A ascensão cria o contexto para a vinda do Espírito, que passaria a habitar na vida do cristão. Assim, ascensão e promessa do Espírito estão profundamente ligadas. Cristo é exaltado em glória, enquanto o Espírito desce com poder. Dessa forma, a Igreja é capacitada para cumprir sua missão. Hoje, vivemos essa realidade, sendo guiados e fortalecidos pelo Espírito Santo.

Segundo, a Ascensão corrige a perspectiva dos dicipulos sobre a vinda de Cristo (v. 6–7). No momento que antecede a ascensão, os discípulos revelam sua expectativa ao perguntarem sobre a restauração do reino a Israel. Mesmo após tudo o que viveram com Jesus, ainda tinham uma visão limitada, esperando um reino político e nacional. Jesus corrige essa compreensão ao afirmar que não lhes compete saber os tempos determinados por Deus. Com isso, Ele redireciona o foco dos discípulos, transformando curiosidade em propósito. Eles deixam de olhar para expectativas terrenas e passam a entender a missão espiritual. A ascensão, então, amplia a visão do Reino de Deus. Da mesma forma, muitas vezes buscamos respostas imediatas sobre o agir divino. No entanto, somos chamados a confiar na soberania de Deus. Nosso papel é viver com fé e cumprir a missão no presente.

Terceiro, a ascensão marca o início da missão da Igreja. (v.8). Com sua subida aos céus, encerra-se sua presença física entre os discípulos, mas inicia-se uma nova etapa, na qual Ele continua sua obra por meio do Espírito Santo. A Igreja passa, então, a assumir um papel ativo no mundo, sendo enviada para testemunhar o evangelho a todas as nações. Capacitada pelo Espírito, ela não atua por suas próprias forças, mas sustentada pelo poder de Deus. Dessa forma, a ascensão não representa um afastamento, mas um envio: Cristo reina em glória, enquanto sua Igreja cumpre, na terra, a missão que lhe foi confiada, vivendo e anunciando a mensagem do Reino com fidelidade e esperança.

Quarto, a ascensão aponta para a volta de Cristo.(vv.9-11).Ao ser elevado e envolto pela nuvem da glória divina,  os discípulos ficaram olhando para o céu, tentando compreender aquele momento extraordinário. Naquele momento, surgem dois anjos que os questionam: “Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir.” Os anjos trazem uma declaração que enche o coração de esperança: o mesmo Jesus Cristo que subiu, voltará. Note a ênfase do texto: “esse Jesus”. Não é outro, não é uma ideia, não é uma força espiritual — é o próprio Cristo, pessoal, real, aquele que andou com eles, que morreu e ressuscitou. Isso garante a continuidade da promessa e a certeza do cumprimento.Além disso, o texto afirma que Ele voltará “da mesma forma”.

                                                                I

Lucas inicia seu relato dirigindo-se a Teófilo,(v.1a) — cujo nome significa “amigo de Deus” — provavelmente era uma pessoa importante na sociedade romana, já que é chamado de “excelentíssimo” no Evangelho. Ao dirigir-se a Teófilo, Lucas revela que escreve para alguém de posição relevante, mas que também representa um público mais amplo. Seu objetivo é que Teófilo tenha plena certeza (segurança, firmeza) acerca das verdades que lhe foram ensinadas. Sendo assim, Lucas estabelece uma ponte entre o seu Evangelho e a narrativa que agora se desenvolve. Ao mencioná-lo novamente, ele demonstra que não se trata de uma obra isolada, mas de uma continuidade cuidadosamente construída: no primeiro livro, registrou tudo o que Jesus “começou a fazer e a ensinar” (v.1b); agora, apresenta como essa mesma obra prossegue, não mais de forma visível na carne, mas por meio de sua ação glorificada e do agir do Espírito Santo na Igreja.Com isso, Lucas deixa claro que a história não terminou no Evangelho; Atos é a sequência natural dessa obra, mostrando que Jesus continua agindo, agora de forma glorificada.

Outro ponto importante é que  Lucas não apenas relata fatos, mas organiza seu texto com cuidado para mostrar que a fé cristã é firme e confiável , deixando claro que não se trata de um movimento desordenado, mas de uma obra de Deus, coerente e baseada na história. Além disso, ele mostra que a mensagem que começou na Galileia não ficou limitada a um lugar. Pelo contrário, aquilo que começou com Jesus se expandiu pelo poder do Espírito Santo, ultrapassando barreiras culturais e sociais até chegar ao Império Romano. Esse crescimento, que vai de Jerusalém até os confins da terra, mostra que o Evangelho é para todos. Lucas deixa claro que o cristianismo não é uma fé restrita a um povo, mas uma mensagem de salvação para todas as nações.

Mas antes de subir ao céus,Jesus prepara seus seguidores para algo maior. Ele ordena que permaneçam em Jerusalém, aguardando “a promessa do Pai”( v.4). Isso mostra que a ascensão não é um abandono. Cristo sobe, mas não deixa seus discípulos desamparados; ao contrário, cria o ambiente necessário para que o Espírito venha e habite neles. Por isso, Jesus lhes deu uma ordem clara: que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa do Pai, a qual, segundo Ele, já haviam ouvido anteriormente. Essa promessa se referia ao batismo com o Espírito Santo, que aconteceria em breve e marcaria o início de uma nova fase na história do povo de Deus.(v.5).Aqui, Jesus faz uma clara distinção entre o batismo de João Batista e o batismo no Espírito Santo. O batismo com água, praticado por João, tinha um caráter de arrependimento e preparação. Ele apontava para algo maior que estava por vir. Já o batismo com o Espírito Santo representa uma experiência mais profunda: não apenas externa, mas interna, espiritual e transformadora.

Essa promessa encontra seu cumprimento no evento de Pentecostes, narrado em Atos dos Apóstolos 2, quando o Espírito Santo desce de maneira visível e poderosa sobre os discípulos reunidos em oração. O som como de um vento impetuoso, as línguas repartidas como que de fogo e a capacitação sobrenatural para falar em outras línguas demonstram que Deus estava inaugurando uma nova fase de sua atuação na história. Não se tratava apenas de uma manifestação extraordinária, mas da concretização da promessa feita por Jesus. Aquilo que havia sido anunciado  tornava-se realidade diante dos olhos dos discípulos.

Portanto, o prólogo de Atos não é apenas uma introdução, mas um texto  que revela um momento de transição entre a ressurreição e a ascensão, entre a presença física de Jesus e a atuação do Espírito Santo, e entre o tempo de aprendizado e o envio para a missão, mostrando que antes de agir, os discípulos precisavam aprender a depender completamente de Deus.Dessa forma, Lucas ensina a Teófilo — e também a nós — que a fé cristã é verdadeira, transformadora e universal. Ela não depende apenas do esforço humano, mas da ação de Deus na história. Seu relato liga o Jesus histórico à Igreja primitiva, mostrando que o mesmo Espírito que atuou em Cristo continua agindo em seus seguidores. Enfim, a Igreja não surge como algo novo e separado, mas como a continuação do plano de Deus, confirmada pelas Escrituras e pelo poder divino que segue atuando por meio dos discípulos.

                                                                    II

No momento que antecede a ascensão, os discípulos fazem uma pergunta que revela muito do que ainda estava em seus corações: “Senhor, será este o tempo em que restaurarás o reino a Israel?” (v. 6). Mesmo depois de tudo o que haviam presenciado — caminhar com Jesus Cristo, testemunhar seus milagres, ouvir seus ensinamentos e presenciar sua ressurreição — os discípulos ainda demonstravam uma compreensão limitada do Reino de Deus. Eles continuavam associando o Reino a uma restauração política e nacional de Israel, esperando que Jesus estabelecesse imediatamente um governo visível, libertando o povo do domínio romano e restaurando a glória dos tempos passados.Ao questionarem sobre o tempo da restauração, utilizam o verbo grego ἀποκαθιστάνεις que significa“restauras” ou “reestabeleces”.Esse verbo está no presente do indicativo, indicando a expectativa deles de uma ação imediata — ou seja, eles ainda pensavam em uma restauração política e visível naquele momento.

No entanto, a resposta de Jesus aponta para uma realidade muito mais profunda. Ele corrige essa perspectiva de forma clara e direta: “Não vos compete saber os tempos ou as épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (v. 7). Com isso, Jesus transforma uma expectativa equivocada em propósito. Ele afirma que não cabe aos homens conhecer os tempos (χρόνος) ou as épocas (καιρός). O χρόνος refere-se ao tempo cronológico, mensurável e sequencial — o tempo do relógio e do calendário. É o tempo que pode ser contado: dias, meses, anos. Quando pensamos em duração ou em “quanto tempo”, estamos falando de chronos.  O καιρός por outro lado, indica o tempo oportuno, o momento certo, qualitativo e carregado de significado. Não se mede, mas se discerne. É aquele instante decisivo em que algo especial acontece — o “tempo de Deus”, Não cabe aos discípulos saber nem o tempo cronológico, nem o momento oportuno  em que Deus realizará Seus planos.O foco, portanto, não deve estar em calcular ou prever, mas em viver a missão confiada.

No entanto, muitas vezes, também buscamos respostas imediatas sobre o agir de Deus, querendo saber “quando” certas promessas se cumprirão. Há em nós uma tendência natural de querer controlar o tempo, de tentar compreender os detalhes do que ainda está por vir, como se a segurança estivesse em conhecer os prazos e não em confiar naquele que governa todas as coisas. Essa inquietação, porém, revela mais sobre a limitação do coração humano do que sobre a fidelidade de Deus. Por isso, o Senhor nos chama a confiar  nele e  descansar na certeza de que o tempo está em suas mãos e que nada foge ao seu controle. Mesmo quando não entendemos os caminhos do Senhor, somos desafiados a permanecer firmes, sabendo que Deus trabalha de maneira perfeita, no tempo certo e com objetivos que muitas vezes vão além da nossa compreensão imediata. E, quando o tempo determinado por Ele chega, tudo se cumpre de maneira plena, revelando que confiar sempre foi o caminho mais seguro.

                                                                  III

Em vez de revelar datas ou prazos, Jesus promete algo essencial: “recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”(v.8). Esse poder, vindo do alto, não é humano nem circunstancial, mas espiritual, capacitando os discípulos a cumprirem aquilo que por si mesmos não conseguiriam realizar. Trata-se da ação do Espírito Santo que fortalece, guia e dá autoridade para testemunhar.

Em seguida, Jesus define o propósito dessa capacitação: “sereis minhas testemunhas”. Isso significa que os discípulos não apenas falariam sobre Jesus, mas viveriam de tal forma que suas vidas se tornariam evidências da obra de Cristo. Eles testemunhariam aquilo que viram, ouviram e experimentaram, proclamando a verdade do Evangelho com palavras e atitudes.

Por fim, o texto apresenta a abrangência dessa missão, que segue uma progressão significativa: começa em Jerusalém, alcança a Judeia, avança para Samaria e se estende até os confins da terra. Essa sequência revela que o Evangelho não está restrito a um povo ou território específico, mas é destinado a todas as nações, rompendo barreiras culturais, sociais e geográficas.

Portanto, as palavra de Lucas mostra que a vida cristã não é marcada pela espera passiva, mas por uma ação guiada pelo Espírito. O foco deixa de ser a curiosidade sobre o futuro e passa a ser o compromisso com a missão presente. Capacitados pelo Espírito Santo, os discípulos são enviados ao mundo como testemunhas vivas, participando ativamente da expansão do Reino de Deus.

                                                                  IV

Jesus,após dialogar com seus discipulos,chegou o momento de sua partida.: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos” (v.9 ). Esse versículo marca a transição definitiva entre a presença física de Cristo e o início de sua atuação por meio do Espírito Santo. A ascensão não é apenas um encerramento, mas um novo começo. Jesus não está mais limitado a um lugar, mas passa a reinar em glória, à direita do Pai.O fato de Ele ser “elevado à vista deles” mostra que esse não foi um evento simbólico ou subjetivo, mas real e testemunhado pelos discípulos. Eles viram Jesus subir, o que fortalece a certeza daquilo que experimentaram e posteriormente proclamariam. Já a “nuvem” que o encobre carrega um profundo significado bíblico: ao longo das Escrituras, a nuvem frequentemente representa a presença e a glória de Deus. Enfim, Jesus não apenas sobe, mas é recebido na esfera da glória divina.

Esse versículo também ensina que há momentos em que Deus encerra ciclos de forma clara e visível. Para os discípulos, era o fim de uma fase de convivência direta com Jesus e o início de uma caminhada marcada pela fé e pela dependência do Espírito Santo.Portanto, Lucas revela que a ascensão de Cristo não é ausência, mas exaltação. Ele sobe, mas continua presente de outra forma; deixa de ser visto, mas passa a agir de maneira ainda mais ampla. É um convite à confiança: mesmo quando não vemos, Cristo reina e conduz a sua obra com soberania.

Lucas continua falando sobre ascensão e revela a reação dos discípulos diante daquele momento extraordinário: “E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Ele subia, eis que dois homens vestidos de branco se puseram junto deles”(v.10).Após verem Jesus subir, os discípulos permanecem olhando fixamente para o céu. Essa atitude demonstra admiração, reverência, mas também certa perplexidade. Eles estavam diante de algo que ultrapassava sua compreensão, tentando assimilar o que acabara de acontecer. No entanto, esse olhar prolongado também sugere uma possível tendência de permanecer presos ao momento, sem ainda compreender plenamente o próximo passo.É nesse contexto que surgem “dois homens vestidos de branco”, que, à luz do restante das Escrituras, são entendidos como anjos. A veste branca simboliza pureza, santidade e a realidade celestial. A presença deles indica que aquele evento não era apenas histórico, mas profundamente espiritual e divino.

Esse cenário prepara para uma correção importante que virá em seguida: os discípulos não deveriam permanecer apenas contemplando o céu, mas se preparar para a missão que lhes foi confiada. Há, portanto, uma transição entre contemplação e ação. O mesmo Jesus que subiu não os abandonou, mas os chamou a viver com propósito. Dessa forma,Lucas nos ensina que experiências espirituais profundas não são um fim em si mesmas. Elas devem nos conduzir a uma vida de compromisso, direção e ação, alinhada com a vontade de Deus.

Lucas ainda traz uma mensagem clara e cheia de esperança: “Homens da Galileia, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado ao céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (v.11 ).Aqui, os anjos interrompem a contemplação dos discípulos com uma pergunta que é, ao mesmo tempo, uma exortação. Eles estavam parados, olhando para o céu, talvez ainda tentando compreender a ascensão. No entanto, a pergunta revela que não era mais tempo de permanecer apenas observando, mas de seguir adiante com aquilo que lhes havia sido confiado.

Ao mesmo tempo, os anjos reafirmam uma verdade fundamental: Jesus voltará. Aquele que subiu aos céus retornará da mesma maneira, visível e gloriosa. Essa promessa estabelece a esperança cristã na segunda vinda de Cristo, mostrando que a história não terminou com a ascensão — ela caminha para um cumprimento futuro. Portanto, equilibra duas verdades importantes: esperança e responsabilidade. A esperança está na certeza da volta de Jesus; a responsabilidade está em não permanecer inerte enquanto esse dia não chega. Os discípulos são chamados a viver entre esses dois pontos: não presos ao passado, nem apenas olhando para o futuro, mas comprometidos com a missão no presente.

Estimados irmãos! Ao contemplarmos a ascensão de Jesus, entendemos que aquele acontecimento não foi um adeus final, mas o começo de uma nova fase no plano de Deus. Os discípulos ficaram olhando para o céu, mas logo foram lembrados pelos anjos de que não era tempo de permanecer apenas observando, e sim de continuar a missão. Jesus  não deixou seus seguidores sozinhos. Ele prometeu e enviar o Espírito Santo, que fortalece e capacita o seu povo para testemunhar com coragem e fidelidade.Portanto, não deveriam permanecer parados, olhando para o alto,pois o Senhor os chamou para viver servindo e anunciando o evangelho.

Assim como os discípulos, também somos chamados a sair da expectativa passiva para uma vida de compromisso e serviço. O mesmo Cristo que subiu aos céus continua reinando, conduzindo sua Igreja e fortalecendo seus servos.  Enquanto aguardamos o retorno do Senhor, devemos permanecer firmes na obra, trabalhando com dedicação e amor pelo Reino de Deus. Que Cristo nos encontre vivendo com propósito, anunciando sua Palavra e mantendo o coração cheio de esperança até o dia da sua volta.Amém.

terça-feira, 5 de maio de 2026

TEXTO: Pv 31.25-31

TEMA: O VALOR DE UMA MÃE SEGUNDO A PALAVRA DE DEUS

Hoje é um dia especial. Um dia de gratidão, honra e reconhecimento: o Dia das Mães. Esse dia nos convida a olhar com mais atenção para aquelas que, muitas vezes em silêncio, sustentam lares, formam vidas e deixam marcas eternas no coração de seus filhos.Ser mãe é uma missão nobre, mas também profundamente desafiadora. É um chamado que exige amor constante, renúncia diária, fé inabalável e perseverança incansável.  É cuidar, ensinar, corrigir, proteger e amar — mesmo quando o cansaço insiste em falar mais alto.

No entanto, em meio a tantas responsabilidades, é essencial refletirmos sobre o verdadeiro valor de uma mãe. Vivemos em um tempo em que o valor das pessoas, muitas vezes, é medido por aparência, status ou conquistas externas. A sociedade estabelece padrões baseados em aparência, desempenho, sucesso profissional ou reconhecimento público. Redes sociais, cultura popular e até expectativas familiares criam modelos. muitas vezes, difíceis de atingir.

Há uma pressão para que a mulher seja tudo ao mesmo tempo: forte, bem-sucedida, perfeita — e, ainda assim, feliz o tempo todo. Quando não consegue corresponder a esses padrões, surge a culpa, o cansaço e, muitas vezes, a sensação de não ser suficiente para atingir o seu objetivo. Esse cenário acaba gerando confusão sobre a identidade e o propósito da mulher. Em vez de firmarem sua identidade em valores permanentes, muitas acabam se comparando e avaliando a si mesmas com base em critérios temporários e superficiais.

Entretanto, a Palavra de Deus nos convida a olhar para um referencial diferente. Em Provérbios 31, encontramos o retrato de uma mulher virtuosa — e, de forma especial, vemos ali o coração de uma mãe segundo Deus.O texto bíblico não apresenta uma mulher perfeita, sem falhas ou limitações, mas uma mulher que vive com propósito, que teme ao Senhor e que se dedica com fidelidade àquilo que lhe foi confiado. É uma vida construída dia após dia, marcada pela dependência de Deus e pela disposição de servir.

Diante disso, surge uma pergunta essencial que deve nos levar à reflexão: qual é, de fato, o valor de uma mãe segundo Deus? Neste texto, vemos  características que revelam o verdadeiro valor de uma mãe virtuosa. Longe de se basear em padrões externos ou passageiros, esse valor está firmado em princípios sólidos, que refletem caráter, temor a Deus e sabedoria no viver. Então, vejamos:

                                                                 

Primeiro,  uma mãe que se reveste de força e dignidade(v.25).O texto afirma que ela se reveste de força e dignidade e sorri diante do futuro. O uso de 'reveste-se' demonstra que essa virtude não é espontânea, mas sim uma escolha consciente e um estado de espírito permanente. Assim como alguém escolhe suas roupas ao começar o dia, essa mulher escolhe cobrir-se de força e honra, independentemente das circunstâncias. Essa força não é apenas física, mas emocional e espiritual. É o que a sustenta nos dias difíceis, no cansaço e nas preocupações do dia a dia.  nos momentos em que ninguém vê, nas horas de cansaço, nas preocupações silenciosas e nas responsabilidades constantes. A mãe virtuosa enfrenta desafios reais: dias difíceis, pressões, inseguranças e, muitas vezes, renúncias profundas. Mesmo assim, ela permanece firme. Não porque nunca se abala, mas porque confia em Deus. É d’Ele que vem sua força. Por isso, ela consegue olhar para o futuro com esperança, sabendo que Deus cuida de tudo.

Ela também se reveste de dignidade. Isto significa que ele revela uma vida íntegra, coerente e firme em seus valores. Mesmo quando ninguém está observando, essa mulher mantém seus princípios. Mesmo quando não recebe reconhecimento ou palavras de gratidão, ela continua fazendo o que é certo. Sua identidade não está baseada na aprovação humana, mas no seu relacionamento com Deus.Essa combinação de força e dignidade transforma sua postura diante da vida. Ela não é definida pelas circunstâncias, nem pelas dificuldades que enfrenta, mas pela maneira como responde a elas. Há uma firmeza silenciosa, uma estabilidade interior que não se explica apenas por fatores humanos.Por isso, a verdadeira força de uma mãe não está na ausência de fraqueza, mas na sua dependência de Deus. Ela também se cansa,sente o peso da caminhada, mas aprende a se renovar na presença do Senhor.

                                                                 II

 Segundo, uma mãe que fala com sabedoria e bondade (v.26). O texto destaca uma dimensão essencial de uma mãe: o uso sábio e gracioso da palavra. Uma palavra pode construir identidade, fortalecer a autoestima, encorajar nos momentos difíceis. Mas também pode ferir, desanimar e deixar marcas profundas.Por isso, a Bíblia destaca que uma mãe não fala de maneira impulsiva ou descontrolada.Ela “abre a boca para falar com sabedoria.” Isto significa que sua fala não é precipitada, vazia ou impulsiva. Pelo contrário, suas palavras são guiadas pela sabedoria. Ela discerne o momento certo, a forma adequada e a intenção correta ao falar. Enfim , ela sabe quando corrigir, quando ensinar e até quando silenciar. Sua fala não é dominada pela emoção do instante, mas orientada por um coração que teme ao Senhor.

Além disso, suas palavras são “temperadas com bondade”.  Ela não fere; ao orientar, não oprime; ao ensinar, não humilha. Isso demonstra que sua comunicação não apenas transmite conhecimento, mas também carrega graça, misericórdia e sensibilidade.Ela ainda compreende que é necessário falar a verdade com amor. Afinal, verdade e amor devem caminhar juntos. Na prática, isso significa que sua influência vai além das ações — ela também forma vidas por meio das palavras. Sua boca se torna um instrumento de vida dentro do lar, refletindo o próprio caráter de Deus. Dessa forma, o texto nos ensina que a verdadeira sabedoria não reside apenas no que se sabe, mas na maneira como esse conhecimento é comunicado. Por isso, a voz de uma mãe se torna um instrumento capaz de restaurar corações e ensinar verdades que permanecerão por toda a jornada de um filho.

                                                                 III

Terceiro, uma mãe dedicada, vigilante e responsável (v.27). Essa descrição revela uma mulher que compreende o valor daquilo que Deus lhe confiou e, por isso, vive de maneira comprometida com sua missão. Ela não age de forma descuidada ou indiferente, mas mantém os olhos abertos para tudo o que acontece ao seu redor, demonstrando atenção constante e um coração disposto a servir.

Sua vigilância não é apenas uma observação passiva, mas um envolvimento ativo. Ela acompanha, orienta, corrige e cuida. Seu zelo se manifesta nas pequenas e grandes coisas do cotidiano, mostrando que sua dedicação vai além de palavras — é traduzida em atitudes concretas. Ao dizer que ela não come o pão da preguiça, o texto destaca sua diligência: ela não se rende à acomodação, mas trabalha com disposição, sabendo que sua presença e seu esforço fazem diferença na vida de sua família.

Essa mãe entende que seu papel é significativo e, por isso, o exerce com responsabilidade. Ela não busca perfeição, mas vive com intencionalidade. Em meio às demandas da vida, escolhe estar presente, participar e contribuir para o bem-estar do seu lar. Seu exemplo ensina que ser uma mãe virtuosa não está em nunca falhar, mas em permanecer fiel, cuidando com amor, zelo e constância daquilo que Deus colocou em suas mãos.

                                                                IV

Quarto, uma mãe reconhecida por sua família (vv.28-29).Esse texto revela uma verdade profunda: o reconhecimento mais importante não vem de fora, mas de dentro do lar. A mulher descrita aqui não vive em busca de aplausos públicos, mas constrói, no silêncio do dia a dia, uma história de amor, entrega e fidelidade. E é justamente nesse ambiente, onde ninguém mais vê, que sua vida é observada, sentida e, no tempo certo, reconhecida.

Seus filhos se levantam e a chamam bem-aventurada. Isso indica honra, gratidão e respeito. Eles percebem, talvez até mais tarde na vida, o quanto foram amados, cuidados e ensinados. Seu marido também a louva, reconhecendo o valor de uma mulher que edificou o lar com sabedoria e dedicação. Esse reconhecimento não nasce de aparência, status ou conquistas externas, mas de uma vida investida consistentemente no cuidado com a família.

Trata-se de um reconhecimento que brota da convivência diária, das renúncias silenciosas, dos gestos de amor que muitas vezes passam despercebidos no momento, mas deixam marcas profundas ao longo do tempo. É a recompensa de uma vida vivida com propósito e fidelidade diante de Deus.

Ser uma mãe reconhecida não é correr atrás de elogios, mas viver de maneira fiel ao chamado recebido. Em muitos momentos, pode parecer que o esforço não é notado ou valorizado. No entanto, aquilo que é plantado com amor, zelo e constância jamais se perde. Ainda que o reconhecimento não venha imediatamente, ele floresce no tempo certo. Deus vê cada detalhe, e a colheita de uma vida fiel sempre chegará — seja no reconhecimento da família, seja na alegria de um lar edificado sobre bases sólidas.

                                                                V

Quinto, uma mãe que teme ao Senhor (v.30). “Enganosa é a graça, e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.”Aqui está o centro de tudo. Depois de descrever tantas qualidades, o texto revela a raiz que sustenta cada uma delas: o temor do Senhor. Sem isso, todas as outras virtudes se tornam superficiais; com isso, tudo ganha sentido, direção e firmeza.A beleza passa. Os padrões mudam. Aquilo que hoje é valorizado pelo mundo, amanhã pode ser descartado. Mas o temor do Senhor permanece. Ele não envelhece, não perde valor e não depende das circunstâncias. É uma base sólida que sustenta a vida em qualquer tempo.

O valor dessa mulher não está no exterior, nem em sua aparência ou reconhecimento humano, mas no seu relacionamento com Deus. É na comunhão com o Senhor que ela encontra sabedoria para agir, força para continuar e graça para viver cada dia. Seu temor não é medo, mas reverência, dependência e um profundo desejo de agradar a Deus em tudo.Essa é a fonte de sua verdadeira beleza — uma beleza que não se limita ao que os olhos veem, mas que se manifesta em seu caráter, em suas atitudes e na maneira como conduz sua vida e sua família.

O que sustenta uma mãe não é a perfeição, mas sua comunhão com Deus. É desse relacionamento que vêm a força nos dias difíceis, a paciência nas pressões e a sabedoria nas decisões. Mais importante do que tentar corresponder a expectativas externas é cultivar um coração que teme ao Senhor. Porque é isso que, no fim, realmente será louvado.

                                                                VI

Sexto, uma vida que deixa frutos (v.31). “Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.” O texto encerra mostrando que a vida dessa mulher não foi em vão. Tudo aquilo que ela semeou ao longo dos anos — com dedicação, amor e temor a Deus — agora se torna visível. Seus frutos aparecem. Sua história fala. Suas obras testemunham quem ela foi.

Essa mulher deixa marcas profundas. Sua influência não se limita ao tempo presente nem às tarefas do cotidiano. Aquilo que ela construiu no silêncio do lar, com fidelidade e perseverança, ganha reconhecimento e se transforma em legado. Seus frutos não são apenas materiais, mas espirituais, emocionais e eternos.São valores transmitidos, fé cultivada, caráter formado e vidas impactadas. Sua dedicação gera resultados que ultrapassam sua própria existência, alcançando filhos, netos e todos aqueles que foram tocados por sua vida. O que ela plantou com lágrimas e esforço floresce em honra e memória.O louvor público mencionado no texto não é fruto de autopromoção, mas o reconhecimento natural de uma vida bem vivida. Suas obras falam por si mesmas, revelando que cada gesto de amor, cada renúncia silenciosa e cada ato de cuidado valeram a pena.

Uma mãe virtuosa constrói algo que vai além do presente — ela impacta gerações. Talvez nem todos os frutos sejam vistos imediatamente, mas nenhum esforço feito com amor e fidelidade é perdido. Deus transforma dedicação em legado. Por isso, vale a pena viver com propósito, sabendo que uma vida entregue a Deus sempre produzirá frutos que permanecem.

Estimadas mães! A Palavra de Deus nos mostra com clareza: o valor de uma mãe não está na perfeição, mas na sua caminhada com o Senhor. É nessa relação com Deus que ela encontra força para continuar, sabedoria para decidir e graça para viver.

Filho! Valorize sua mãe enquanto há tempo. Reconheça o impacto espiritual que ela exerce, muitas vezes de forma silenciosa, mas profundamente transformadora.E, se você é mãe, lembre-se: Deus vê tudo. Cada esforço, cada lágrima, cada gesto de amor. Nada passa despercebido diante d’Ele. Por isso, busque ao Senhor. É Ele quem fortalece, sustenta e conduz cada passo.Amém!

 ORAÇÃO

 Senhor nosso Deus e Pai, nós Te agradecemos neste dia especial pela vida de cada mãe. Obrigado pelo dom da maternidade, por esse chamado tão nobre de cuidar, ensinar e amar. Reconhecemos, Senhor, que cada mãe é instrumento em Tuas mãos, formando vidas e deixando marcas eternas. Por isso, colocamos diante de Ti cada uma delas. Fortalece-as em suas lutas diárias.Nos momentos de cansaço, renova suas forças. Nas horas de dúvida, concede sabedoria. Nas dificuldades, sustenta com a Tua graça. Abençoa, Senhor, aquelas que enfrentam lutas silenciosas, as que carregam preocupações no coração, as que se sentem sobrecarregadas ou desanimadas.Que hoje elas possam sentir o Teu cuidado, o Teu consolo e o Teu amor de maneira especial.

Derrama paz sobre seus lares, sabedoria em suas palavras e esperança para cada novo dia. Abençoa também, Senhor, as avós, que continuam sendo fonte de amor e exemplo de fé. Pai, ajuda-nos a honrar nossas mães não apenas hoje, mas todos os dias, com atitudes, palavras e gratidão sincera. Entregamos cada mãe em Tuas mãos, crendo que o Senhor é quem sustenta, fortalece e recompensa. Oramos com gratidão, em nome de Jesus. Amém. 

TEXTOÊX 2.1-10

TEMA: JOQUEBEDE, A MÃE QUE CONFIOU EM DEUS

 Dia das mães! O dia em que voltamos nossos pensamentos  de modo muito especial, àquela que merece o nosso respeito, gratidão e consideração. Como é maravilhoso estar perto, dar um beijo, um abraço, uma demonstração de carinho, prestar uma homenagem e oferecer um presente à nossa mãe. Ela merece, pois é uma mulher guerreira incansável que passa noites em claro, pacientemente, consolando e cuidando de seus filhos. É alguém que tem sido  conselheira, responsável, amorosa à sua família.

Para este dia especial, escolhi o texto de Êxodo 2.1-10, que nos fala sobre Joquebede, uma mãe que confiou em Deus. Ela era a mãe de Moisés, uma das mães mais notáveis das Escrituras pela sua ousadia e inteligência, ao arriscar a sua própria vida para salvar o seu filho Moisés. Ela acreditou no livramento de Deus, mesmo quando todas as circunstâncias ao seu redor não eram favoráveis. E diante desta insegurança,  buscou sabedoria e paciência  para lidar com aquela situação. Enfim, foi um mãe corajosa. Fez tudo o que podia para defender seu filho, com a certeza de que Deus não permitiria sua morte.

Esta história inspira todas as mães a seguir o exemplo de Joquebede.Uma mãe que teve coragem,determinação,acima de tudo, confiou em Deus quando todas as circunstâncias ao seu redor diziam o contrário. Ela ensina a todas  as mães a seguirem esses passos. O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você. O Senhor  prometeu estar com você em cada situação. Ele oferece o seu amparo, consolo, amor a todas as mães que sofrem  no dia a dia, tendo de acompanhar as angústias, os desânimos e fracassos na vida e na família. Não tenha medo! Não desanime!”

A história de Joquebede começa no Egito. Neste país,um novo rei começou a reinar. Ele  ficou temeroso quando o povo hebreu começou a crescer.Temendo que o povo se rebelasse e tomasse o seu trono, usou a estratégia da opressão, manipulação e perseguição contra o povo. Ele estabeleceu trabalhos forçados e tarefas pesadas durante a construção de cidades e celeiros no Egito. Todavia, quanto mais o povo era oprimido, mais numeroso se tornava. Ao perceber que sua estratégia não estava funcionando, resolveu chamar as parteiras hebreias. E ordenou que matassem todos os meninos dos hebreus após seu nascimento. As parteiras, temendo a Deus, se recusaram a obedecer.antes deixaram nascer os meninos. Então, faraó ficou furioso, fez um decreto: “A todos os filhos que nascerem aos hebreus lançareis no Nilo, mas a todas as filhas deixareis viver.”(1.22).

Durante este tempo, uma mulher levita, chamado Joquebede, decidiu ter um filho mesmo vivendo um tempo de escravidão: “E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses”. (v.2). Podemos   imaginar aflição de Joquebede e  todas as familia hebreias. Foi um desafio enorme em manter a criança viva em seus braços. Como é maravilhoso saber que as mães possuem um espírito acolhedor admirável, unindo força e esperança em suas atitudes. Elas oferecem amor, generosidade, compaixão, cuidado e empatia aos seus filhos. Luta contra qualquer coisa que possa prejudica-los. Enfim, elas são capazes de enfrentar tudo para defender seus filhos. É   a força do amor  que se transforma em coragem no coração de uma mãe. Ser mãe é uma dádiva, pois só ela tem o dom de carregar um filho no ventre, acompanhando seu crescimento até que ele ganhe independência para viver neste mundo.

Entretanto, a cada dia que se passava se tornava mais difícil esconder aquela criança. Então, Joquebede usou  uma estratégias para mantar a criança viva. Ela buscou sabedoria, paciência e inteligência para lidar com aquela situação. Foi um mãe corajosa,pois teve que tomar uma decisão difícil, dolorosa e arriscada.Ele usou a sua criatividade. Colocou seu filho dentro de um cesto feito de junco no rio Nilo.O cesto foi vedado com piche e betume, isso ajudava a proteger a criança de infiltração de água. E,assim, providenciou um lugar seguro para ele.Apesar de que  muitas incidentes poderiam acontecer naquele rio,  Joquebede não entregou o seu filho à morte, mas o lançou sobre as mãos protetoras do Senhor. Ela confiava na proteção do Senhor.Acreditava no livramento de Deus, mesmo quando todas as circunstâncias ao seu redor diziam o contrário. Na verdade, o Senhor conduziu o menino sobre aquelas águas até o seu destino. Isto demonstra que  o plano de Deus, traçado ali, era muito maior do que Joquebede poderia imaginar.Tem momentos na vida que não podemos fazer mais nada, apenas confiar em Deus. Quando toda as possibildades acabar, lembre-se que o Senhor está na espera da sua confiança.  

 Joquebede ao colocar o cesto no rio, Mirian, irmã de Moises, acompanhou  de longe, nas margens no rio para observar o que lhe haveria de suceder. (v.4). Mas naquele momento algo inédito acontece. Diz o texto que ao “descer a filha de Faraó para se banhar no rio, e as suas donzelas passeavam pela beira do rio; vendo ela o cesto no carriçal, enviou a sua criada e o tomou.” (v.5).A filha de faraó queria saber  o que havia dentro do cesto, e percebeu que havia uma criança hebreia. Uma criança muito formosa ao ponto dela tomar em seu braços,e chamou o nome de Moises que significa “tirado das aguas.”  Miriam correu até a princesa e ofereceu uma mulher para amamentar e cuidar da criança: “Queres que eu vá chamar uma das hebreias que sirva de ama e te crie a criança?” (v.7). A filha de faraó concordou com a proposta: “Vai. Saiu, pois, a moça e chamou a mãe do menino.” (v.8). Miriam chamou sua mãe Joquebede. Agora, ela poderia cuidar da criança com paz e segurança, pois a própria filha de faraó daria proteção:  “Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário. A mulher tomou o menino e o criou.” (v.9). “Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Esta lhe chamou Moisés e disse: Porque das águas o tirei.” (v.10).

Joquebede dá a todas as mães exemplo de virtude que uma mãe deve cultivar. Demonstrou coragem quando faraó  havia ordenado que todos os meninos hebreus fossem mortos. Ela não aceitou essa ordem. Não teve medo! Escondeu o menino por três meses e, quando não pôde mais mantê-lo escondido, colocou-o em um cesto e o deixou à deriva no rio Nilo. Ela  também foi uma mãe determinada. Do inicio ao fim determinou que não deixaria o seu filho morrer, mesmo correndo o risco de ser descoberta,pois confiava na proteção  do Senhor.Toda mãe tem essa determinação capaz de vencer tudo para abençoar seus filhos.

No entanto, acima de tudo, Ela foi uma mãe de fé. Ela confiou em Deus para proteger seu filho, mesmo em uma situação difícil.Ao colocar o menino no cesto tinha o propósito de protege-lo. E talvez com lágrimas , sem ter a certeza do que aconteceria, coração apertado, colocou o menino no cesto, mas com um plano em mente: a confiança no Senhor.Como mães corajosas, é preciso confiar na proteção e no zelo de Deus pela vida dos filhos, entregando-os diariamente aos cuidado  do Senhor .(Salmos 37.5).   Muitas situações em nossas vidas vai exigir-nos a confiar também em Deus. E Deus jamais deixa de livrar aqueles que confiam Nele.Entregue seu filho nas mãos do Senhor. Deus cuida e guia a vida dos filhos, segurando-os nas suas fortes mãos. Confie no cuidado e na bondade do Pai!

Você já parou para imaginar a situação dessa mãe?  Você teria coragem de esconder o seu filho? Deixaria seu bebê fora de sua vista, mesmo por alguns minutos?  Na verdade, muitas mães enfretam muitas lutas diárias.E diante dessas lutas é preciso ter muita coragem para criar os seus filhos na disciplina e admoestação do senhor. Ensinar os seus filhos, no caminho em que deve andar como dizia Moisés em suas palavras: É preciso inculcar, colocar, depositar... e dela falarás aos teus filhos em tua casa. Siga os passos de Joquebede com coragem,determinação e fé!

 Estimada ,mãe! Como é maravilhoso comemorar este dia tão especial em sua vida!   Que o bondoso Deus  abençoa neste dia a todos as mães, dando-lhes saúde, força, disposição, responsabilidade, sabedoria e fé, para educarem os seus filhos no temor do Senhor e no caminho da salvação. Siga os passos de Joquebede! Amém!