segunda-feira, 25 de março de 2024

TEXTO: MC. 16. 1-8

TEMA: O SIGNIFICADO DO SEPULCRO VAZIO

O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio. Cristo havia ressuscitado. Não estava mais no sepulcro. Agora, estava vazio! Mas qual o significado do sepulcro vazio? Podemos afirmar que há um grande significado. Primeiro, para Jesus que estava no túmulo. Significava que venceu o diabo, o pecado e a morte. Ele salvou o mundo. Confirma o cumprimento da promessa: Jesus foi ferido no calcanhar, mas a cabeça da serpente foi esmagada. 

Segundo,  para àquelas mulheres  que encontraram o túmulo vazio, significava esperança; vitória definitiva sobre a morte. Depois que encontraram o Cristo ressurreto, elas correram para contar a história aos discipulos. Boas notícias devem ser compartilhadas, e elas não podiam ficar caladas.

 E hoje, qual o significado para nós? Significa que podemos ter esperança nesta vida, e que a morte não será o fim da nossa existência, mas uma passagem para a eternidade, para uma vida plena na presença de Deus. Esta notícia da ressurreição e a misericórdia de Deus devem impulsionar os cristãos a divulgar a mensagem da salvação.Também correr para contar a história da ressurreição de Cristo!  Ele está vivo! Seu túmulo está vazio, e o mundo deve saber disso!  Você já percebeu que o sepulcro está vazio e que não há razão para ficar atemorizados?

O nosso texto afirma que no findar do sábado ao entrar o primeiro dia da semana, isto é no domingo, as mulheres se preparam para ir ao sepulcro.  Ao raiar o dia, as mulheres já estavam a caminho da sepultura. Em seus corações ainda pairavam todos os temores e incertezas dos acontecimentos da última semana. Seus pensamentos ainda estavam voltados para a morte de Jesus.  O fato de Cristo estar morto não lhes era bem aceito no coração, muito embora os fatos fossem evidentes. Jesus em várias ocasiões havia predito sua morte sobre a cruz. Mas, o que é mais significativo, é o fato que Jesus, de igual modo, predisse também a sua ressurreição: no terceiro dia ressuscitarei dentre os mortos. (Mc 10.34) E de fato, Ele ressuscitou! No entanto, alguma coisa precisava ser feita. As mulheres tomam uma decisão. Conforme afirma Marcos: “Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, Mãe de Tiago, e Salome, compraram aromas para irem embalsamá-lo”. (v.1). Era um costume preparar o corpo para sepultura, colocando perfumes. Sendo assim, as mulheres levaram aromas para embalsamar o corpo de Jesus. Ervas cheirosas para encobrir o hálito da morte, para deter ao menos o processo de decomposição. Foram a caminho do sepulcro decididas a realizar tal ato.

No entanto, na medida em que se aproximavam do sepulcro, a preocupação crescia Estavam tão preocupadas que nem mesmo pediram, para que alguém fosse junto para deslocar a enorme pedra, que havia sido colocado frente à sepultura. Então, diziam umas às outras: “Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?” (v.3). Quem removerá para nós? Nessa altura talvez alguma delas tenha dito: “Não adianta. Não vamos conseguir remover a pedra!”  A verdade é que a pedra era grande.Para romper a pedra era necessária a força de mais de um homem, Ela foi selada, e guardas foram posicionados para proteger o túmulo. para evitar os roubos nos sepulcros. (Mt 27. 57-61).

Pedras são obstáculos que encontramos na nossa caminhada neste mundo. São pedras pequenas, grandes e enormes que, muitas vezes, não podemos removê-las. São as pedras da amargura, do orgulho, da falta do perdão, do ressentimento, da falta de humildade, do medo, da angustia. Estamos cientes que temos obstáculos e problemas sérios, e ansiedades e medos na nossa vida. Mas não podemos perder o ânimo ou a coragem Não importa o tamanho do problema que enfrentamos em nossas vidas. Precisamos olhar para frente e ver que a pedra foi removida. É preciso deixar que a vitória de Jesus alcance nossos desânimos.

No entanto, grande foi a admiração das mulheres quando, ao poderem vislumbrar a sepultura, viram que ela estava aberta. O corpo de Cristo não estava mais lá dentro. A sepultura estava vazia.  Não podiam entender. Nem ao menos pensaram em ressurreição. De fato a pedra estava removida. Quem será que removeu? Quem abriu o sepulcro?  Mateus afirma “que naquela manhã tinha havido um terremoto e aconteceu uma coisa maravilhosa: um anjo desceu dos céus ao túmulo e revolveu a grande pedra que tinha sido colocada na porta do sepulcro e sentou-se sobre ela”. (Mt. 28.2). Marcos relata que havia um anjo, com aparência de um jovem vestido de branco, que falou às mulheres. A presença do anjo e a ausência do corpo de Cristo fizeram com que as mulheres se sentissem surpresas e cheias de medo. (v.5).Podemos imaginar o estado de espírito em que estas mulheres se encontravam. Elas ficaram surpreendidas e atemorizadas.

Realmente, Cristo ressuscitou. Ele não permaneceu no túmulo. Ele ressuscitou dos mortos. Ele não poderia ficar na sepultura, porque Ele é Deus, o Autor da vida. Se ele não tivesse ressuscitado, nós não teríamos a certeza de que o preço da nossa salvação tinha sido aceito por Deus. Em 1 Coríntios 15, Paulo explica em detalhe a importância da ressurreição de Cristo. Ele mostra consequências desastrosas se a ressurreição nunca tivesse ocorrido: em primeiro lugar, pregar sobre Cristo seria em vão (v.14a). Em segundo lugar, fé em Cristo seria em vão (v.14b).Em terceiro lugar, todas as testemunhas e pregadores da ressurreição seriam mentirosos (v.15).Em quarto lugar,ninguém poderia ser redimido do pecado (v.17).Em quinto lugar, todos os Cristãos que dormiam teriam perecido (v.18). Enfim, seríamos os mais infelizes de todos os homens (v.19). Mas Paulo confirma que Cristo realmente ressuscitou dos mortos e é “as primícias dos que dormem” (v.20), assegurando-nos a esperança de que a ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição.

Cristo ressurgiu. Ele vive! Aquele que foi crucificado, que o mundo tinha rejeitado e desprezado, agora vive. Vive vida glorificada, depois de passar pelo abismo escuro da morte. O Senhor vive para que nós também possamos viver. Cristo vive! Sua sepultura está vazia. Mas qual o significado para Jesus? Significa que Cristo venceu a morte. O bom Pastor que deu a sua vida, Ele salvou o mundo. Ele venceu o próprio Satanás. Aquele que o feriou no calcanhar, agora. recebeu o golpe fulminante na cabeça. A cabeça da serpente estava esmagada. Cristo ressuscitou e mostrou-se a toda a humanidade.

Também havia um grande significado da ressurreição de Jesus  para àquelas mulheres que encontraram o sepulcro vazio. Elas receberam as primeiras notícias da ressurreição de Jesus através do anjo: “ Ide,dizei a seus discipulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galiléia;lá o vereis,como ele vos disse.” (v.7). Elas não precisavam mais andar tristes e preocupadas. Não havia mais incerteza, dúvida, desespero, porque foram iluminadas e agraciadas pelo Evangelho. Diante desta noticia, o medo de que ainda estavam vivenciando se mistura com a alegria. Elas percebem que algo novo havia acontecido

Portanto, a mensagem do anjo, que Cristo ressuscitou, não deveria ser escondida. As mulheres deveriam sair dali contar aos discípulos que Cristo estava vivo. Mesmo tremendo sob o impacto da notícia da ressurreição de Jesus, as mulheres no caminho de regresso, em busca dos discípulos, elas fizeram o que o anjo lhes havia dito: falaram aos discípulos que Cristo havia ressuscitado, principalmente, para o discípulo Pedro. Pedro e os demais discípulos estavam confusos e duvidavam de muitas coisas. Em meio a dúvida, Pedro precisava saber que Cristo havia ressuscitado. Deveria, agora, ser restaurado pela notícia evangélica de que Cristo vive. Também deveria ser preparado para a grande missão que Jesus tinha para ele e os demais discípulos.

A notícia da ressurreição de Jesus, transmitida pelo anjo também vale para nós. Não podemos nos silenciar diante de uma notícia maravilhosa. Ela nos impulsiona anunciar uma mensagem do Cristo que não permaneceu no sepulcro. Precisamos anunciar: se o Senhor não tivesse ressuscitado, continuaríamos mortos em nossos delitos e pecados; se o Senhor não tivesse ressuscitado, ainda seríamos escravos de Satanás; se Cristo não tivesse ressuscitado dentre os mortos, estaríamos fazendo a vontade da carne, andando segundo o curso deste mundo, conforme a vontade de Satanás; se Cristo não tivesse ressuscitado, não teríamos a esperança da vida Eterna, nem tampouco poderíamos desfrutar dos benefícios do seu Reino. Esta é a mensagem da  Páscoa. É a mensagem que o mundo precisa conhecer. Nós não podemos nos silenciar diante de uma noticia maravilhosa. Não podemos anunciar uma mensagem do Cristo morto e encerrado num sepulcro. Mas a realidade de um túmulo aberto e vazio, que nos confirma a ressurreição. Por isso, corramos como fizeram as mulheres,foram e anunciaram o Cristo que ressuscitou! Você tem anunciado?

Que o bondoso Deus possa sempre nos consolar, alegrar e fortalecer com esta mensagem maravilhosa: Jesus morreu, mas, não permaneceu morto. Ele ressuscitou, e o túmulo está vazio. Ele vive. Aleluia! Que nossa Páscoa seja vivida com toda esta alegria! Amém!

segunda-feira, 18 de março de 2024

TEXTO: MC 11.1-10

TEMA: SAUDEMOS O NOSSO REI JESUS !

Em muitos lugares na antiguidade, era costume cobrir com ramos o caminho à frente de alguém que merecesse grandes honras. Essa era a maneira comum que os súditos prestavam honra a um rei quando se aproximava de uma cidade montado num cavalo.

Em nosso texto, acontece algo idêntico. Jesus entra em Jerusalém onde é aclamado pelo povo ao saudar com vestes estendidas em seu caminho e ramos que lhes eram lançados como saudação. Ele entra triunfalmente em Jerusalém, não como um rei guerreiro.  Não como os grandes reis e conquistadores triunfantes depois de uma batalha, ou de um cortejo real cheio de luxo mostrando seus escravos e conquistas. Não como um conquistador militar ou libertador político. Mas como um rei humilde que veio para reinar sobre a sua igreja. Como um monarca que vem em paz, como príncipe da paz. Aquele que veio libertar a humanidade do pecado, da morte e condenação eterna. Todos estes aspectos demonstram que o seu reino não é terreno, mas espiritual.

Neste domingo estaremos comemorando o dia denominado de “Domingo de Ramos”. É o momento em que estaremos recordando a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, saudando o nosso Rei Jesus. Temos dois motivos para saudar o nosso Rei Jesus: primeiro porque Ele é o nosso verdadeiro Rei e merece toda a nossa honra, glória e louvor. Segundo, porque Ele veio nos salvar como verdadeiro Rei.

Era domingo, Jesus estava a caminho rumo à grande cidade de Jerusalém. Não era a primeira vez que Ele ia a esta cidade. A Escritura registra seis visitas que Jesus fizera antes de sua entrada em Jerusalém, pela última vez. Entretanto, esta entrada em Jerusalém, era uma ocasião especial. Jesus entraria para iniciar o seu sofrimento, a finalidade principal de seu reino. Entraria para salvar a cidade e seus moradores, chamando-os ao arrependimento. Por esta razão, Jesus faz sua entrada publicamente na cidade, fazendo com que o povo aclamasse e falasse da grande missão que o levava até ali.

E de acordo com a finalidade e a importância de sua presença em Jerusalém, ao contrário das vezes anteriores, cogita de preparativos especiais para sua entrada. Ele se aproxima com seus discípulos de Jerusalém. Eles estavam no monte das Oliveiras, e dali contemplavam Betfage e Betânia, duas pequenas aldeias antes de Jerusalém. Betânia fica na encosta sul do monte das Oliveiras, ao passo que Betfagé se localizava provavelmente na encosta ocidental do monte das Oliveiras, logo do outro lado do ribeiro de Cedrom em Jerusalém. Era praticamente uma extensão da própria Jerusalém.

Antes de chegar a Jerusalém, Jesus escolhe dois discípulos para enviá-los a Betfage.Neste lugar, os discípulos encontrariam um jumentinho. O Senhor não disse que precisava de qualquer animal, mas mostrou um específico, e disse que precisava daquele animal; nenhum outro serviria. E a ordem de Jesus era muito simples: “Desprendei-o e trazei-o” (v.2). Jesus dá uma demonstração, uma ideia de seu inesgotável poder de realizar qualquer coisa aos olhos humanos. Ele não hesita em mostrar aos discípulos quem Ele era. Ele mostra através de suas palavras grande autoridade, pois é o Senhor quem fala e autoriza. Por isso, não há qualquer questionamento da parte dos discípulos. Eles simplesmente obedecem à ordem do Senhor. Mas algumas pessoas questionaram: Que fazeis, soltando a jumentinha? Os discípulos responderam: conforme as instruções de Jesus (v.6). O evangelista Mateus descreve de forma enfática: O Senhor precisa deles. (Mt 21.3) Literalmente: “O senhor necessita deles”. E de fato, tudo ocorreu como Jesus tinha dito.

Os discípulos encontraram os animais e, sem problemas os trouxeram. Colocaram em cima dele as suas vestes e Jesus montou. Jesus se prepara para entrar em Jerusalém de forma humilde, manso, brando, pacifico. Esta foi a maneira como Jesus entrou em Jerusalém.  Não como os grandes reis e conquistadores triunfantes depois de uma batalha, ou de um cortejo real cheio de luxo mostrando seus escravos e conquistas. Não como um conquistador militar ou libertador político. Mas como um rei humilde que veio para reinar sobre a sua igreja. Como um monarca que vem em paz, como príncipe da paz. Todos estes aspectos demonstram que o seu reino não é terreno, mas espiritual.

Aquela entrada triunfal era um momento de jubilo, alegria e de louvor ao Senhor. Os discípulos e numerosa multidão rendiam homenagens espontâneas a Jesus, que se encaminhavam triunfalmente a Jerusalém, preparando-lhe uma passagem ou caminho com as próprias vestes e com ramos que cortavam de árvores e espalhavam pelo caminho. Era o delírio do povo gritando, clamando em alta voz: Hosana! A multidão que acompanhava Jesus, aclama-o com  expressão do Salmo 118.25s: salve-nos, por favor, ou salve-nos agora, te imploramos! 

No período pós-exílico, o Salmo 118 foi incorporado à liturgia de dias festivos. Por ocasião das principais festas judaicas, os peregrinos que chegavam a Jerusalém podiam ser saudados com esse Salmo. O povo clamava um pedido de socorro a Deus. A libertação orquestrada por alguém que virá da parte de Deus: “Bendito é o que vem em nome do Senhor!” (v.26a). Parece que tanto o salmista como os judeus em geral tinham a esperança da chegada de um rei eterno (Mq 5.2) que promoveria restauração plena para Israel (Mq 5.3,4) e para o mundo (Mq 4.1-4). O salmista convida o povo a celebrar este momento adornando a festa: “O Senhor é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até as pontas do altar.” (v.27). Essa festa era um tipo de parada ou procissão festiva, quando as pessoas se reuniam e caminhavam pelas ruas dirigindo-se ao templo, onde finalmente começariam as celebrações religiosas relativas à Páscoa, momento em que afirmavam enfaticamente seu relacionamento pessoal com seu salvador: Tu és meu Deus! Queremos te exaltar porque a sua misericórdia dura para sempre!

Em nosso texto, a palavra Hosana ὡσαννά (hosanna) significa grito de exaltação ou adoração entoado em reconhecimento ao messianismo de Jesus em sua entrada em Jerusalém; exclamação de louvor a Deus. Esse é o significado dela também nos tempos atuais. Foi a forma como o povo saudou Jesus. Esta deve ser a nossa atitude: Saudar Jesus com o mesmo entusiasmo, alegria e louvor.Juntar a nossas vocês e cantar: "Bendito o que vem em nome do Senhor!" O Rei dos Reis, que chora para trazer-nos a salvação. É este Rei Jesus que nos convida para acompanharmos todos os seus passos no decorrer desta semana Santa. É a Ele que devemos dar a nossa honra, glória e louvor.

A entrada de Jesus em Jerusalém foi coroada de entusiasmo e empolgação. Jesus montado num jumentinho é recebido com honra como um rei. O povo saudou Jesus com “Hosanas”. Mas à medida que a procissão ia se aproximando, vagarosamente, a cidade alvoroçou, e perguntavam: Quem é este? (Mt 21.10). Era a pergunta  que corria de boca em boca, especialmente entre os peregrinos. Sim, quem é este que hoje entra em Jerusalém em marcha triunfal, aclamado pelo povo numa exaltação como a história da cidade não registra há tempos? Quem este Rei que devemos prestar honra e louvor?

 Este é o Reis dos reis, o Senhor dos Senhores. É o Rei do poder e da Glória, santidade e justiça. É o rei que governa este mundo turbulento em que vivemos. É um Rei que morreu por nós, entregou-se humildemente naquela Cruz, suportou toda ignomínia, toda humilhação, todas as chicotadas, blasfêmias, acusações, provocações, traições, abandono, os pregos, a coroa de espinhos, a Cruz, tudo para nos salvar. É um Rei justo. Ele nos justificou ao morrer em nosso lugar. Nós não tínhamos como nos justificar de nossos pecados, nosso destino era a condenação eterna no inferno. Sendo assim, Ele tomou o nosso lugar e pagou esse preço.  Ele usou próprio sangue que Ele derramou para pagar o preço da nossa justificação. Ele deu a Sua própria vida! Ele padeceu por nós na Cruz do Calvário para que fôssemos feitos justiça de Deus

 Vamos saudar o Filho de Deus!Ele merece o nosso louvor, honra e gloria. Ele nos salvou. Vamos abrir as portas dos nossos corações para que Cristo entre! Amém!