TEXTO: JO 14.15-21
TEMA: O ESPÍRITO SANTO, O NOSSO CONSOLADOR!
O texto proposto para este final de semana é a continuidade dos versículos anteriores, os quais nos mostram Jesus fazendo um discurso de despedida aos seus discípulos. Ele afirma que, na casa de seu Pai, há muitas moradas e declara ser o caminho, a verdade e a vida.
No texto de hoje, Jesus dá sequência à sua conversa com os discípulos. São as últimas horas que Ele passa com o seu grupo antes de ser preso pelos soldados romanos, guiados por Judas Iscariotes, no jardim do Getsêmani. Nesse momento, os discípulos estão reunidos ao redor da mesa, partilhando o pão e participando da angústia de Jesus.
Então, Jesus antecipa fatos e eventos futuros aos seus discípulos. Ele deseja encorajá-los, oferecendo esperança diante da preocupação que sentem sobre como cumpririam a missão quando Ele não estivesse mais fisicamente presente, especialmente diante do medo e das perseguições que viriam.
Diante dessa situação, Jesus promete que, após a sua partida, enviaria outro Consolador. Esse Consolador, o Espírito Santo, faria companhia aos discípulos e os ajudaria na missão de serem verdadeiros seguidores de Cristo (Jo 14.16–26; 16.13). Ele os ensinaria todas as coisas e os faria lembrar de tudo quanto haviam ouvido do Salvador. Dessa forma, seriam guiados pelo Espírito Santo em toda a verdade.A diferença nos discípulos é evidente após o cumprimento da descida do Espírito Santo sobre eles. Aqueles discípulos, antes confusos, ao receberem o Espírito Santo, tornam-se convictos das verdades concernentes a Jesus. Sob o poder do Espírito Santo, cumprem sua missão de forma destemida, conforme registrado no livro de Atos.
A presença do Espírito Santo na vida dos primeiros discípulos foi fundamental para que pudessem levar adiante a mensagem do Evangelho. É claro que também precisamos do auxílio do Espírito Santo para termos certeza acerca das verdades a respeito de Jesus e, assim, podermos anunciar o Evangelho com poder.Enfim, precisamos agradecer ao Senhor por ter cumprido a sua promessa ao enviar o seu Espírito para estar sempre conosco e nos capacitar a sermos verdadeiros discípulos de Cristo Jesus.
Estimados irmãos, Jesus, sabendo que nas próximas horas seria crucificado, começou a revelar aos seus discípulos os acontecimentos finais. Essa despedida gerou neles um profundo sentimento de tristeza e desânimo. Ao observar essa cena e vê-los abatidos, Jesus os consola.Ele entende que, naquele momento, o mais importante para os discípulos era manter uma relação profunda de comprometimento e lealdade. Sendo assim, deveriam demonstrar seu amor por Ele, pois o próprio Jesus sempre lhes demonstrou amor e os ensinou a amarem uns aos outros. Então, Jesus parte do princípio de que amar implica obedecer aos seus mandamentos. Ele expressa claramente essa verdade ao afirmar: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (v.15).
Jesus os orienta a demonstrar esse amor na prática. Amar a Jesus é aderir incondicionalmente ao seu projeto de vida plena e abundante. É permanecer em sua Palavra, que conduz à verdade que liberta. Amar a Jesus é acolher, obedecer e guardar os seus mandamentos, pois é na prática do amor que se reconhece quem é, de fato, seu discípulo.Por isso, o desânimo e a falta de esperança que os discípulos estavam vivendo não deveriam prevalecer, pois, à medida que demonstrassem amor a Jesus e obedecessem aos seus mandamentos, encontrariam força, direção e esperança para seguir adiante.
É verdade que precisamos amar, pois foi para isso que fomos criados: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Para alcançar esse propósito, já temos o caminho: seguir, praticar, guardar e obedecer aos mandamentos, como o próprio Jesus fez. Podemos afirmar que os mandamentos aos quais Jesus se refere constituem todo o conjunto daquilo que Ele requer de seus discípulos durante a caminhada de carregar a cruz — ou seja, a vivência cristã. Essa vivência consiste no amor a Deus e na obediência à sua Palavra e aos seus ensinamentos. Esse foi o grande desafio na vida dos discípulos.
Jesus foi o maior exemplo, pois demonstrou seu amor a Deus por meio da obediência. Sendo assim, também devemos demonstrar nosso amor por Jesus por meio dessa mesma obediência. Esse continua sendo o grande desafio de todo aquele que afirma amar ao Senhor. Quando amamos a Deus, nosso amor pelos seus filhos também se expressa na obediência aos seus mandamentos, conforme está escrito: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (1 Jo 5.2–3). Portanto, aqueles que amam o Senhor encontram prazer, alegria, contentamento e satisfação em tudo o que Ele ensinou e, certamente, desejam conhecer e cumprir a sua vontade. Este é o caminho.
Diante da expectativa da partida de Cristo, os discípulos ficaram perplexos com a notícia. Perceberam que Jesus estaria por pouco tempo em sua companhia. Conhecendo as limitações deles, Jesus lhes deu a garantia de que, em sua ausência física, não estariam entregues à própria sorte. Ele não os deixaria sozinhos.Eles deveriam amá-lo e obedecê-lo, e, por sua vez, Jesus promete a vinda de outro Consolador: “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador” (v.16a). Essa é uma declaração de grande encorajamento aos discípulos, pois Jesus intercede ao Pai em favor deles.
O termo grego παράκλητος merece atenção. Ele é traduzido como “Consolador”, mas também pode ser entendido como Auxiliador, Advogado, Ajudador ou Conselheiro (como na NVI). O significado aponta para “aquele que é chamado para ajudar alguém”. Ainda pode ser compreendido como aquele que vem em favor de outro: mediador, intercessor, ajudador — alguém que auxilia, defende e acompanha, como um advogado ou representante.Portanto, Jesus assegura que seus discípulos não ficariam desamparados, mas seriam acompanhados continuamente Consolador que os ajudaria, orientaria e fortaleceria em todos os momentos.
Outra questão importante neste versículo é que Jesus descreve o παράκλητος como “outro Consolador”. Essa expressão (ἄλλον Παράκλητον) possui um significado profundo no texto original grego. Indica que Jesus faz referência a si mesmo como Consolador e promete a vinda de outro que daria continuidade à sua obra. Trata-se de alguém da mesma natureza, essência e caráter — alguém que realizaria, pelo Espírito, a continuidade do ministério de Cristo entre os discípulos.Esse Consolador viria para permanecer com eles para sempre: “a fim de que esteja para sempre convosco” (v.16b). Aqui, é importante observar o termo grego αἰών,(sempre) que carrega a ideia de tempo perpétuo, eternidade.Isso significa que o Consolador não seria uma presença temporária, mas permanente. Ele permaneceria continuamente com os discípulos, ensinando, confortando, aconselhando, defendendo e intercedendo. Desse forma, a promessa de Jesus não aponta apenas para um auxílio momentâneo, mas para uma presença constante e eterna na vida daqueles que o seguem.
Entretanto, Jesus prossegue afirmando que o Paráclito é o Espírito da verdade. Ele é aquele que dá testemunho da verdade, ou seja, da verdade que o próprio Jesus é. Além disso, declara que o mundo não pode receber o Espírito da verdade, “porque não o vê, nem o conhece” (v.17a).O termo grego κόσμος (mundo) pode significar “ordem”, “organização”, “beleza” e “harmonia”, referindo-se ao universo em sua totalidade. Contudo, no sentido bíblico, especialmente nos escritos de João, também é utilizado para descrever a humanidade afastada de Deus, um sistema de vida que se opõe a Ele.Nesse contexto, o termo carrega a ideia de imperfeição, maldade e distanciamento do Senhor.
Quando João fala sobre o κόσμος, ele se refere às pessoas que vivem como se Deus não existisse. Organizam suas vidas segundo seus próprios valores e deixam Deus de lado, considerando-O irrelevante. Ao rejeitarem a Deus, passam a viver em função desse sistema mundano. Como está escrito: “Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve” (1 João 4.5).Essa linguagem é clara e revela por que o mundo não pode receber o Espírito da verdade: “porque não o vê, nem o conhece” (v.17b). O mundo rejeita a Cristo (João 7.7), odeia os seus escolhidos (João 15.19; 17.14) e, por isso, não pode aceitar o Espírito, pois não possui relacionamento com Ele. Em síntese, o mundo permanece incapaz de acolher o Espírito da verdade justamente por estar distante de Deus e fechado à sua revelação.
No entanto,Jesus diz aos discípulos: “vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.(v.17c).Embora o mundo não vê e nem reconhece o Espírito da verdade, Jesus diz aos discípulos: “vós o conheceis.” O verbo γινώσκω (conhecer) significa chegar a saber, vir a conhecer, obter conhecimento de, perceber, sentir.Entende-se que os discipulos já conheciam o Espirito Santo.Ele estava presente ou ativo antes de Pentecostes sob a antiga aliança, Ele esteve presente no AT de forma geral.( Gn 6.1;Cr 12.18; Sl 51.1: Sl 143.10; Ez 36.27). Os discípulos, portanto, já o conhecem, melhor do que pensam,e o conhecerão em breve, como Cristo prometeu, de uma forma sem precedentes, pessoalmente e permanentemente, depois que Jesus for exaltado
E de fato,os discípulos tiveram oportunidade de conhecer o Espírito da verdade no dia de Pentecostes.Lemos em Atos: Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam reunidos. E apareceram línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo. (At 2.1-3).O Espirito Santo passou habitar na vida dos discipulos.Ensinaram e suas palavras tornaram-se poderosas,e houve mudanças reais e permanentes: cerca de três mil pessoas se converteram, fruto da ação do Espírito Santo.
No entanto, Jesus diz aos discípulos: “vós o conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós” (v.17c). Embora o mundo não veja nem reconheça o Espírito da verdade, Jesus afirma que os discípulos o conhecem. O verbo grego γινώσκω (conhecer) significa chegar a saber, vir a conhecer, perceber, experimentar. Isso indica um conhecimento relacional, não apenas intelectual.Entende-se, portanto, que os discípulos já conheciam o Espírito Santo. Ele já estava presente e atuante antes de Pentecostes, inclusive na antiga aliança, conforme testemunha o Antigo Testamento (Gn 6.1; 1Cr 12.18; Sl 51.11; Sl 143.10; Ez 36.27). Sendo assim,conclui-se que os discípulos já tinham alguma experiência com a ação do Espírito, ainda que não de forma plena. Jesus, porém, promete que esse conhecimento se tornaria mais profundo, pessoal e permanente após sua exaltação.
De fato, os discípulos tiveram a oportunidade de conhecer o Espírito da verdade de maneira plena no dia de Pentecostes. Como lemos em Atos 2.1–3: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam. E apareceram línguas como de fogo, que pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo.”A partir desse momento, o Espírito Santo passou a habitar neles de forma permanente. Eles foram capacitados, suas palavras se tornaram cheias de poder e ocorreram mudanças reais e duradouras. Como resultado, cerca de três mil pessoas se converteram, fruto da poderosa ação do Espírito Santo na vida dos discípulos.
Jesus continuou com suas palavras de encorajamento e prometeu aos discípulos que não os deixaria órfãos, pois ainda se sentiam abandonados (v.18a). Quando falamos de órfãos, pensamos naqueles que perderam pai, mãe ou ambos — pessoas desprovidas de amparo e cuidado. De certo modo, essa imagem expressa também a realidade humana: em meio à transitoriedade da vida, à hostilidade e às dificuldades deste mundo, muitas vezes nos sentimos desamparados.
Entretanto, Jesus afirma claramente que não nos deixará órfãos. Temos a segurança e a certeza de sua presença, tanto na pessoa e obra de Cristo quanto na pessoa e obra do Espírito Santo, reveladas na Palavra e nos sacramentos. Não estamos abandonados.Além disso, Ele declara: “voltarei para vós outros” (v.18b). O verbo grego ἔρχομαι (vir/voltar), aqui no presente, pode ser entendido como “estou voltando”, indicando uma ação certa e imediata. Isso aponta para a continuidade da presença de Jesus junto aos seus discípulos. Ele não apenas promete voltar no futuro, mas assegura que sua presença seria real e constante, fortalecendo e consolando os seus em todos os momentos.
Essa questão fica ainda mais clara quando Jesus afirma: “Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais” (v.19a). Em poucas horas, Ele seria crucificado, e os incrédulos não o veriam mais fisicamente, nem mesmo após a sua ressurreição. Contudo, Jesus declara: “vós, porém, me vereis” (v.19b), ou seja, “Eu virei a vocês, e vocês me verão”. De fato, após a ressurreição, os discípulos tiveram a oportunidade de vê-lo. Assim, Jesus cumpre sua promessa: seus discípulos o veriam, enquanto o mundo não o veria.
Isso é possível por causa do poder e do significado da ressurreição, como Ele mesmo afirma: “porque eu vivo, e vós vivereis” (v.19c). Jesus continua vivo — Ele ressuscitou. A sua ressurreição é a garantia de que nós também viveremos. Essa é a base da nossa esperança e do nosso consolo em tempos de angústia, de sentimento de abandono e diante da realidade da morte.Se Ele não tivesse ressuscitado, essas palavras seriam motivo de profunda tristeza tanto para os discípulos quanto para nós. Mas Jesus os consola ao revelar a provisão que Ele e o Pai estabeleceram para suprir a ausência física entre sua partida e seu retorno no fim dos tempos: a vinda do “outro Consolador”, o Espírito Santo.
Jesus afirma que “naquele dia” — isto é, após a sua ressurreição e a vinda do Espírito —, quando sua vida lhes fosse plenamente revelada, os discípulos receberiam a certeza de que Ele vive. Então, “vós conhecereis que eu estou em meu Pai” (v.20a), ou seja, estariam plenamente convencidos dessa verdade essencial.Até aquele momento, porém, os discípulos ainda não compreendiam claramente o relacionamento entre Jesus e o Pai. Mas, diante da despedida e da dura provação que se aproximava, Jesus lhes abre o coração e revela essa realidade profunda: há uma unidade perfeita entre Ele e o Pai. Ele veio em nome do Pai, fala em nome do Pai e realiza as obras do Pai. Suas palavras não são independentes, mas expressão da vontade divina, pois o Pai, que nele habita, é quem realiza a sua obra.Portanto, Jesus ensina que existe uma comunhão íntima e inseparável entre o Pai e o Filho. Essa revelação seria plenamente compreendida pelos discípulos “naquele dia”, quando, iluminados pelo Espírito Santo, passariam a entender de forma clara essa unidade divina.
O Espirito da verdade continuou habitando na vida dos discipulos. Continuou os guiando,iluminando a mente para que entendessem a pregação do Evangelho e os ensinassem a todas as nações.Da mesma forma o Espirito da verdade habita em nós e coloca em nossos lábios as palavras que não conseguimos encontrar por nós mesmos. Ele é o verdadeiro guia, mostrando o caminho, removendo os obstáculos, abrindo as portas para o entendimento e fazendo todas as coisas claras e evidentes.Ele é o Consolador também em meio aos nossos gemidos, lágrimas e sofrimentos. Através do Espírito Santo, somos lembrados que em Jesus Cristo, Deus enviou seu Filho,nasceu,sofreu,morreu, ressuscitou, e venceu o diabo e a morte.
Outro promessa importante, que os discípulos conheceria, é que havia uma unidade entre Ele e seus discípulos: “e vós em mim, e eu, em vós.”(v.20b). Em outra ocasião Jesus diz aos discípulos: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós.” (João 15. 4). O que significa permanecer? Permanecer significa, ficar, esperar; ter uma relação vital, uma relação profunda, uma dependência total com Jesus. Esta permanência é mútua, dos discípulos com o Senhor e do Senhor com os discípulos, e define uma relação de profunda comunhão entre ambos, similar à comunhão que existe no amor do Filho e o Pai.Todas essas promessas têm a finalidade de animar e consolar os discípulos, preparando-os para os tempos depois da ascensão de Jesus. E a maior de todas as promessas é que eles terão o Consolador.Mas era necessário que os discipulos mantivessem comunhão constante,permanente com Cristo, uma vez que essa comunhão era fundamental para que pudessem ter uma vida abençoada, capaz de realizar a missão proposta por Cristo.
Jesus agora retoma a verdade apresentada no versículo 15 e a reforça ao afirmar: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (v.21a). O amor por Jesus é evidenciado não apenas por palavras, mas por uma vida que acolhe e obedece aos seus mandamentos.O verbo “ter”, nesse contexto, não significa apenas “receber” ou “possuir”, mas também “compreender”, “assimilar” interiormente. Ou seja, não se trata de algo superficial, mas de uma compreensão que envolve mente e coração, resultando em prática.Diante disso, surge a pergunta: seriam esses mandamentos apenas uma lista de regras e leis a serem cumpridas? A resposta é não. Compreender os mandamentos de Jesus vai muito além de seguir normas externas; envolve abraçar todo o propósito do ensinamento da Palavra de Deus. Trata-se de uma relação viva com a verdade que Ele revela.Por isso, o próprio Jesus declara: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Assim, guardar os mandamentos é permanecer na Palavra, viver segundo a verdade e experimentar a liberdade que vem de uma vida em comunhão com Cristo.
De fato, quando permanecemos em sua palavra, a nossa vida se encontra em inteira consonância com ele. Ele afirma: “esse é o que me ama.” (v.21a). Nas palavras de Jesus, é o amor que ocupa o centro.Mas vamos entender o que significa amar a Jesus!Amar a Jesus é refletir o amor que Deus tem por nós, pois “nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho” (1 João 4.10). Amar Jesus é uma relação ativa, permanente e contínua de seguimento e obediência ao nosso Salvador: "Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos" (1 João 2.3). Amar a Jesus é cuidar daqueles que Ele ama (1 João 4.19; 21.16).Portanto,”aquele ama será amado pelo Pai”(v.21c). Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou” (João 14.23-24)
Enfim,aqueles que guardam os meus mandamentos "Eu (...) me manifestarei a [eles]"(v.21d).Manifestar é mostrar, fazer aparecer, colocar diante dos olhos para que um objeto possa ser visto. Isso significa que Jesus se mostraria ou revelaria a seus seguidores para que eles vissem depois da sua ressurreição e soubessem que ele era o Salvador deles. De fato,Jesus continua manifestando seu poder e bondade a todos aqueles que acreditam e lhe obedecem, até o fim do mundo. Esta é a grande bênção que vem para aqueles que valorizam e praticam os seus mandamentos.Por isso, devemos permanecer no Senhor,manter comunhão constante com ele, sempre firmados no seu grande amor por nós, e manifestando este mesmo amor para com nossos irmãos,
Como é maravilhoso saber que o mesmo Espírito Santo, que esteve presente na criação da terra, que se manifestou em forma de pomba no batismo de Cristo, que acompanhou os apóstolos no surgimento da Igreja Cristã, continua presente na vida do cristão, convencendo “do pecado, da justiça e do juízo”. É o Espírito de que a nossa época tanto precisa: aquele que consola no desespero do pecado, orienta na confusão deste mundo, conduz à fé em Jesus Cristo, fortalece a esperança da vida eterna e nos concede o privilégio de sermos chamados “filhos de Deus.
Portanto, estimados irmãos, agradeçamos ao Senhor por ter enviado o Espírito Santo para guiar os discípulos, pois Ele veio trazer conforto e abrigo, livrando-os do medo, da dúvida e da angústia. Hoje, temos a certeza de que Ele também está conosco em todo o tempo, ajudando-nos e capacitando-nos a realizar aquilo que, por nós mesmos, não conseguiríamos cumprir na missão de anunciar Cristo a todos.
Que possamos andar no Espírito, viver no Espírito e obedecer ao Espírito. Amém!
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