segunda-feira, 22 de junho de 2026

TEXTO: MT 10.34-42

TEMA: DIFICULDADES E ALEGRIAS NA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

A proclamação do Evangelho sempre fez parte da missão da Igreja. Desde os tempos dos apóstolos até os dias atuais, Deus nos chama para anunciar a mensagem da salvação em Jesus Cristo. Contudo, essa tarefa é acompanhada tanto por dificuldades quanto por alegrias.

As dificuldades surgem porque o Evangelho confronta o pecado humano e chama as pessoas ao arrependimento e à fé. Nem todos estão dispostos a ouvir essa mensagem. Por isso, aqueles que anunciam a Palavra de Deus podem enfrentar rejeição, críticas, perseguições e incompreensão. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que seriam odiados por causa do seu nome. O apóstolo Paulo experimentou prisões, sofrimentos e inúmeras dificuldades em sua missão, mas jamais abandonou o chamado que recebeu do Senhor.

Além das oposições externas, existem também os desafios internos. Muitas vezes o desânimo, o cansaço e a aparente falta de resultados podem levar o cristão a questionar seu trabalho. Em algumas ocasiões, ele lança a semente da Palavra e não vê imediatamente os frutos. Entretanto, Deus lembra que sua Palavra jamais volta vazia, mas realiza os propósitos para os quais foi enviada.

Apesar das dificuldades, a proclamação do Evangelho é uma fonte de grande alegria. Há alegria quando uma pessoa ouve a mensagem de Cristo e passa a confiar nele como Salvador. Há alegria quando pecadores encontram perdão, quando famílias são fortalecidas pela Palavra e quando vidas são transformadas pela graça de Deus. Cada batismo, cada confirmação, cada retorno à fé e cada oportunidade de compartilhar a esperança cristã revela a ação  do Senhor.

A maior alegria, porém, está na certeza de que Deus é quem realiza a sua obra. Os cristãos são apenas instrumentos em suas mãos. O crescimento da Igreja não depende da capacidade humana, mas da ação do Espírito Santo por meio da Palavra e dos Sacramentos. Essa certeza fortalece os servos de Deus e lhes dá coragem para continuar anunciando o Evangelho.

A missão cristã envolve cruz e alegria. Há desafios, sofrimentos e lutas, mas também há a satisfação de participar da obra de Deus e testemunhar sua graça transformando vidas. Sustentados pelas promessas do Senhor, continuamos proclamando o Evangelho com confiança, sabendo que nosso trabalho no Senhor não é em vão e que a recompensa eterna está preparada para todos os que permanecem fiéis a Cristo

Diante desse contexto, o texto de Mateus 10.34-42 pode ser compreendido a partir de três pilares que sustentam as dificuldades e alegrias na proclamação do Evangelho:

Primeiro,as dificuldades na proclamação do Evangelho (vv.34-39).A proclamação do Evangelho enfrenta dificuldades porque a mensagem de Cristo exige uma decisão de fé. Jesus afirma que sua Palavra pode provocar oposição e até divisão entre as pessoas. Nem todos estão dispostos a aceitar o chamado ao arrependimento e à confiança n’Ele. Por isso, o discípulo pode encontrar resistência até mesmo dentro de sua própria família. Seguir Jesus requer colocá-lo acima de todos os relacionamentos e interesses pessoais.Além disso, o discipulado envolve tomar a cruz, enfrentando renúncias e sofrimentos por causa da fé. Contudo, aqueles que permanecem firmes encontram em Cristo força para vencer as dificuldades.

Segundo, as alegrias na proclamação do Evangelho (vv.40-41).A proclamação do Evangelho também é fonte de grande alegria para os discípulos de Cristo. Jesus ensina que quem recebe seus servos recebe o próprio Senhor e aquele que o enviou. Isso mostra a importância e a dignidade da missão cristã. Deus continua usando seus servos para levar sua mensagem de salvação ao mundo. Há alegria em acolher, apoiar e incentivar aqueles que anunciam o Evangelho. Dessa forma, todos os cristãos podem participar da obra missionária da Igreja.

Terceiro,Deus não esquece nenhum ato feito por amor a Cristo (v.42).O discurso de Jesus termina com uma promessa cheia de conforto e esperança. Ele afirma que até mesmo um simples copo de água fria oferecido a um de seus discípulos não ficará sem recompensa. Uma palavra de encorajamento, uma visita a quem sofre, uma oração, um gesto de generosidade ou um ato de cuidado podem parecer pequenos aos olhos humanos, mas têm grande valor diante de Deus. Essa promessa fortalece os cristãos em sua missão, lembrando-lhes que seu trabalho no Reino de Deus não é inútil. Mesmo quando os resultados não são visíveis, Deus continua agindo e recompensará, segundo sua graça, aqueles que servem com fidelidade. Assim, os discípulos de Cristo podem perseverar com alegria, sabendo que o Senhor vê, sustenta e honra todo serviço realizado para a glória do seu nome.

                                                                 I

Jesus inicia a sua mensagem ao afirmar aos discípulos: “não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer paz, mas espada”(v.34). As palavras de Jesus, a princípio podem nos parecer um dito paradoxal, uma vez que  as Escrituras  citam vários exemplos  que Jesus é o Príncipe da Paz. (Isaías 9.6). Ele é a nossa paz. (Ef.2.14). Os anjos ao proclamar o nascimento do Messias, eles cantaram "Paz na terra". E, em João 14.27, Jesus afirma: "A minha paz vos dou". Ele mesmo disse: que são bem-aventurados os pacificadores. (Mateus 5.9). Em pelo menos três lugares na carta aos Romanos, Paulo falou sobre a paz que Deus nos dá. (5.1; 8.6; 14.17). Portanto, não seria uma contradição o que Jesus estaria ensinando? Como  poderia afirmar que não veio trazer paz, mas espada, instrumento  característico da guerra? Como poderia afirmar que não veio trazer união, mas divisão?

Não há contradição. Quando Jesus afirma estas palavras.  ele não está incentivando a violência nem contradizendo sua missão como Príncipe da Paz. A “espada” é uma figura de linguagem que representa a divisão. É uma arma tanto ofensiva quanto defensiva, usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era uma arma poderosa, e por onde ela passava, ocorria uma divisão. Jesus proibiu ao discípulo o uso da espada para defendê-lo contra a turba que veio prendê-lo. E ainda alertou que todos que lançam mão da espada à espada perecerão. (Mt 26.52). Quando Jesus fala de espada, não está enviando seus discípulos ao mundo para a luta em forma de guerra e destruição. Ele  não veio armar seus seguidores para que estes, por meio da força, possam conseguir novos discípulos.

A espada como arma de guerra é símbolo da Palavra de Deus. A Bíblia nos ensina que a Palavra do Senhor "é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hebreus 4.12). Quando seria anunciado, ministrado e praticada de forma tão intensa a mensagem de Cristo, resultaria em divisão entre as pessoas. Causariam discussões, debates, discórdias, reações, ódio e perseguições, bem como  sacrifícios dolorosos, inclusive   nas estruturas sociais, políticas e religiosas.Assim, a “espada” representa o poder da Palavra que separa, revela e transforma, mostrando que o seguimento de Cristo exige decisão e pode implicar consequências profundas na vida de quem crê e de quem rejeita a mensagem do Evangelho.

Portanto, Jesus não veio trazer violência e guerra, mas paz. Mas não a paz  que os  judeus esperavam, e que o mundo tanta almeja, uma paz que simplesmente significasse ausência de guerras no mundo, pois o mundo nos dá uma paz falsa e mentirosa, efêmera, fugaz, passageira. O mundo procura nos enganar, iludir com essa paz. Jesus fala aos seus discípulos de outra paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”( Jo14.27). E ,ainda, disse: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Portanto, Ele veio trazer ao coração do pecador redimido a paz com Deus. ( Mt 11.29). Por intermédio da cruz somos reconciliados com Deus. Por meio de Cristo há um caminho de aproximação para com Deus. Ele é a Porta, o Caminho para o Pai (Jo 10.7,9; 14.6); por intermédio dele, os homens, embora pecadores, uma vez reconciliados, podem se aproximar “com confiança do trono da graça” (Hb 4.16).

No entanto, apesar da paz de Cristo estar à disposição, não são todos que a vivem e a acolhem. No mundo existem pessoas que não aceitam a mensagem do Evangelho de Cristo. Para muitos são loucura. (1 Coríntios 1.18). A verdade é que o mundo está cheio de perversos, de pessoas que têm suas vidas no pecado, sem qualquer arrependimento. Nesse sentido, vemos Jesus explicando que essas pessoas se levantarão em oposição àqueles que vivem na paz de Cristo. Elas vão hostilizar a mensagem de Cristo e rejeitá-la. Os servos  de Cristo, que vivem nesse mundo, também serão hostilizados e rejeitados por seguirem a Cristo.

Como se observa, a proclamação do Evangelho resultaria discussões, sofrimento,perseguição,conflitos e desprezo. Essa divisão é tão profunda que ,muitas vezes, à espada trazida por Cristo rompe até mesmo os laços pessoais mais íntimos: “pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.” (vv.35 e 36). Jesus aplica uma profecia do profeta Miquéias e indica que por amor a Cristo pessoas seriam perseguidas e desprezadas pelos membros de sua própria casa ( Miquéias 7.6). O profeta está se queixando da corrupção moral que prevalecia em seus dias: amigos infiéis; esposas em quem não se podia confiar, filhos que não honravam os pais, conflitos familiares; os mandamentos do Senhor estavam sendo desobedecido.

Entretanto,, as orientações  de Cristo vão ainda mais além: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama o filho e a filha mais do que a mim, não é digno de mim.” (v.37). Jesus não está desejando que não amemos nossa família.que desprezemos aos pais e filhos. Mesmo porque temos vários textos que falam da obediência aos pais, do amar ao pai e a mãe: “honra a teu pai e a tua mãe… ” (Êx 20.12; Mt 19.19; Ef 6.2),do amar aos filhos e do próximo. (Lv 19.18; Mt 19.9). Amar aos pais e aos filhos é da vontade de Deus.

Contudo, a nossa família pode  tornar-se uma “cruz”. Pode tornar-se um empecilho quando deixamos de buscar a Jesus, nosso Salvador, porque, muitas vezes, colocamos como primeira prioridade a comida, a roupa, o dinheiro, a família, a carreira e  nos esquecemos de Deus.Por isso, Jesus nos desafia a mudar nossas prioridades. Buscar primeiro a Deus, ou seja, a nossa maior preocupação deve ser o nosso relacionamento com Deus. Quando o nosso relacionamento com qualquer pessoa estiver sendo um impedimento, um embaraço em nosso relacionamento com Jesus, a nossa escolha deve ser Jesus. E isto se estende até mesmo em relação às pessoas que mais amamos.

Jesus deixa explícito quando afirma que não é digno dele todo aquele que ama seu pai e sua mãe mais do que a Ele. Amar aqui significa ouvir, seguir, dar atenção, privilegiar, enfim, ter mais consideração e obedecer.E para ser digno de Jesus, precisamos amar mais a Jesus que os próprios familiares.Mas Jesus  deixa claro que ninguém será digno, se recusar a  tomar a cruz: “E quem não toma a sua cruz e vem após mim,  não é digno de mim.” (Mt 38). Ele coloca algumas condições e apresenta dois princípios básicos para quem almeja ser um verdadeiro discípulo de Cristo. Primeiro, os discípulos deveriam esquecer de si mesmo; perder a visão ou interesse próprio e viver submisso a Cristo. Segundo, tomar a cruz e seguir a Jesus,não significa fazer uma cruz real, pendurar no pescoço e afirmar que isto torna-se um verdadeiro sofrimento, ou que possa livrá-lo de um sofrimento.Então,“carregar a cruz” não é de maneira alguma simplesmente “sofrer” por sofrer. Mas trata de enfrentar as consequências de seguir a Jesus.Ele ilustra as dificuldades que os apóstolos deveriam esperar no discipulado cristão. Seria árduo e traria sofrimento, tão horríveis como a morte na cruz. Seria inevitável a cruz na vida dos discípulos.

 Esta é a verdade tão importante que compõe a compreensão acerca, do que é, de fato, ser um discípulo de Jesus. Sendo assim, Jesus ensina o que realmente faz com que uma pessoa seja um discípulo verdadeiro, um seguidor genuinamente unido a Ele: essa pessoa precisa negar-se a si mesma. No  entanto, aquele que nega ou está ansioso para salvar sua vida, ou seu conforto e segurança neste mundo, diante das perseguições, perderá a vida "eterna”: “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á”(v.39).

Evidente que queremos salvar a nossa vida.  Não está errado! Entretanto, o erro se configura quando os bens materiais são colocados antes de servir, honrar e glorificar a Deus. Afinal, vivemos numa época em que as pessoas só pensam em ganhar. Nossa sociedade é capitalista, materialista, consumista e existencialista. O que está no centro de toda a filosofia de vida é o eu, o meu, o que posso ganhar de lucro pessoal. Os nossos tempos estimulam a necessidade de ganhar. Em nome dessa vontade de ter o mundo inteiro, o homem quer viver a sua própria vida. A triste realidade é que pelo fato de muitas pessoas ao salvar sua vida terrena, aproveitando de tudo, perderão a vida eterna, pois preferem trocar os valores eternos pelos prazeres transitórios dessa vida efêmera. Ganhar o mundo e perder a alma é uma péssima decisão!

Está disposto a perder a sua vida por Cristo, ou ganhar a sua vida neste mundo? Qual a sua decisão? O convite de Jesus continua valendo: venham a mim e sigam-me; sejam meus discípulos e busquem as coisas de Deus em primeiro lugar. As palavras de Jesus nos chamam para uma atitude de vida, de renúncia. Por isso, entrega-se totalmente a Cristo! Essa entrega implica em deixar o que existe de mais precioso em sua vida para seguir a Cristo, para que posso obter a salvação de sua alma. Jesus deixa bem claro que se queremos viver eternamente temos que estar preparados se for possível a renunciar a nossa vida.

                                                                II

Jesus encerra os seus ensinamentos. Ele não fala somente de perseguição, rejeição, dificuldades, mas também haveria receptividade. Os discípulos seriam recebidos ao levar a mensagem do Evangelho, ou seja, Cristo se manifesta  às pessoas por meio daqueles a quem Ele envia. Ele seria aceito ou rejeitado: “Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.”(v.40). Receber Jesus Cristo significa receber Deus e a salvação que ele oferece. Ele vem em primeiro lugar, porque, recebendo-o, recebe-se Deus. Quem cumpre a tarefa do fazer conhecido o nome de Jesus Cristo são os discípulos. Nesta parte dos ensinamentos de Jesus, vemos implícito o “Ide”. Indo precisavam pregar as Boas Novas. Sendo assim, Jesus os encoraja mostrando-lhes que quem os recebe tem a salvação. Por esse motivo, podemos nos colocar no lugar deles e saber que, sempre que fazemos um trabalho de evangelismo, estamos levando não a nossa mensagem, mas Cristo e o Pai.

Quando recebemos e honramos uma pessoa enviada de Deus, Ele nos recompensará devidamente. Jesus prometeu galardoar os seus discípulos tanto no presente quanto no por vir. Ele associou essa recompensa ao sofrimento, aflição, perseguição  pela causa do Evangelho. Então, Jesus esclarece essa questão aos discípulos:  “Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo”.(v.41).A palavra galardão de uma maneira geral significa recompensa.É bom deixar claro que esse galardão não tem nada a ver com a salvação. Até porque a salvação não é por obras, mas pela graça e mediante a fé (Efésios 2.8).O verbo “receber” significa aceitar, tomar aquilo , ter algum favor, ser recompensado, ser alcançado e dar recepção a algo.Mas podemos ainda entender o  “receber” literalmente significa receber em casa, hospedar, dar uma refeição,ou atentar ao ensino, ao exemplo de vida.

Portanto, aqueles que receberem um profeta, uma pessoa justa significa receber a mensagem de Deus e tem a promessa da recompensa. A história da viúva que deu a Elias alimento e água,é uma exemplo. Por “receber um profeta”, foi grandemente abençoada. Seu estoque de farinha de trigo e de azeite foi multiplicado por este profeta que agiu sob o espírito de Deus. Evidentemente, a viúva recebeu Elias ‘porque ele era profeta’. Assim, ela recebeu “a recompensa de profeta”.Nos dias de Jesus, se alguém tivesse o privilégio de receber um seguidor dele em sua casa, estava em condição de receber “a recompensa de homem justo”. O visitante sem dúvida partilharia as verdades edificantes sobre a sua fé e os ensinamentos da Palavra de Deus, com seu hospedeiro, assim como fez Jesus.O texto dá uma amplidão a cerca deste princípio, quem recebe um apóstolo, um pastor, um líder…, no exercício do seu ministério ,  recebe o galardão.

                                                                 III

No entanto, as palavras de Jesus sugere algo prático. O receber se constitui exclusivamente a mesma atitude que o próprio Cristo nos recebeu, e ainda recebe: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.”(v.42).Os discípulos deveriam se conscientizar da importância dessa prática.Ela era imprescindível durante a perseguição, uma vez que muitos deles necessitavam desse apoio e segurança em suas viagens missionárias de expansão do reino de Deus.A prática da hospitalidade é um importante dentro da igreja. Por meio dela, podemos expressar mais uma maneira de servir ao Senhor.A nossa hospitalidade ajuda os irmãos a cumprirem as suas tarefas, principalmente quando estão viajando a serviço do Senhor.

Com certeza, as recompensas estarão garantidas aos que são hospitaleiros, visto que Deus nunca fica devendo nada a ninguém. Jesus  diz que, quando damos de beber, ainda que seja um copo de água fria, a um pequeninos,aqueles  que são enviados, Jesus nunca esquece e garante o galardão. Agora, imagine quando agimos indo além de um copo de água fria, quando obedecemos,  e andamos em fidelidade, lealdade, unidade e aliança com o nosso Deus. Isto nos motiva ainda mais a enfrentar as perseguições que nos sobrevêm com coragem e alegria.Por isso, mãos à obra, porque sabemos que há grande número de pessoas que ainda não ouviram o Evangelho de Cristo. Temos que anunciar. Eis a nossa grande responsabilidade. Somos missionários, chamados e enviados a ser sal da terra e luz do mundo. Quem descobriu uma fonte de água cristalina no deserto não pode deixar de anuncia-lo aos outros que também estão com sede.

Se hoje o nome de Cristo é proclamado nos lugares mais longínquos deste mundo é porque estes discípulos levaram o Evangelho.E a história confirma que muitos apóstolos morreram morte de martírio. E com eles e após eles muitos outros cristãos foram martirizados até a morte.

Estimados irmãos! Ao refletirmos sobre as dificuldades e alegrias na proclamação do Evangelho, aprendemos que anunciar Cristo nunca foi uma tarefa fácil. O próprio Senhor enfrentou rejeição, e seus discípulos também experimentaram oposição, sofrimentos e desafios. No entanto, nenhuma dificuldade é capaz de impedir a ação de Deus por meio de sua Palavra.

Ao mesmo tempo, a proclamação do Evangelho traz profundas alegrias. Ver pessoas sendo alcançadas pela graça de Deus, fortalecidas na fé e conduzidas à esperança da vida eterna é um privilégio incomparável. Cada semente lançada, cada testemunho compartilhado e cada ato de serviço realizado em nome de Cristo, participa da grande obra que Deus está realizando no mundo.

 Por isso, não devemos desanimar diante das dificuldades. O Senhor continua acompanhando sua Igreja, fortalecendo seus servos e fazendo frutificar sua Palavra. Com confiança em suas promessas, sigamos anunciando o Evangelho, certos de que nosso trabalho não é em vão e de que a maior recompensa é ver o nome de Cristo glorificado e pessoas sendo conduzidas à salvação eterna.Amém.

 

 

 

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