terça-feira, 9 de abril de 2024

 TEXTO: SL 23

TEMAO SENHOR É O BOM PASTOR!

Composto por Davi, o Salmo 23 tem sido um dos mais famosos textos da Bíblia através dos tempos. Nele encontramos conforto e encorajamento diante das adversidades; crises materiais, medo e angustia; consolo, proteção e orientação. Ao descrever este Salmo, Davi conhecia todas as implicações e realidades do trabalho pastoril. Ele apresenta as realidades que eram vividas no cotidiano de seu trabalho e as aplica ao contexto espiritual. Davi olha para Deus e vê que, assim como lidava e tratava suas ovelhas, era também cuidado e tratado por Deus que era o seu pastor. Ao chamar o SENHOR de pastor, Davi se coloca na posição de ovelha, um animal frágil, limitado e totalmente dependente do pastor para se manter segura e viva.

O SENHOR também é o nosso pastor, diante da nossa jornada. Hoje, vamos aprender quatro características que o Salmo 23 nos ensina sobre o SENHOR é o bom pastor. Primeira, assim como o pastor está ciente das necessidades das suas ovelhas e as conduz aos pastos verdes e águas tranquilas, o SENHOR também está ciente de nossas necessidades. Ele supre  e conhece cada coisa que precisamos e está pronto para entrar em ação em nossa vida. Por isso, não precisamos nos preocupar com nossas necessidades. Segunda, o pastor renova as forças e guia suas ovelhas por caminhos certos. Da mesma forma,  SENHOR também nos guia. Só o SENHOR pode nos mostrar o verdadeiro caminho ,pois Ele é o nosso guia.

Terceira, o pastor é a fonte da segurança. Ele sempre está presente ao lado das suas ovelhas. O SENHOR também está sempre está ao nosso lado. Não precisamos ter medo de nada, porque Deus está conosco. Ele é a nossa segurança. Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo.

Quarta, o pastor cuida das suas ovelhasO SENHOR também cuida e protege as suas ovelhas diariamente. O seu objetivo é fortalecer a nossa fé e um dia habitar na Casa do SENHOR para sempre: “Certamente a bondade e misericórdia me seguirão todos os dias de minha vida, e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.” (v.6).

                                                              I

Davi sabia o que era ser pastor, pois exercera esta atividade quando jovem.  Sua tarefa como pastor era conduzir o rebanho de um pasto para outro a fim de providenciar alimento para as ovelhas. Ele sabia dos perigos que as ovelhas haveriam de enfrentar. Baseado neste contexto, Davi inicia o salmo com uma declaração, reconhecendo que o SENHOR é o pastor que supre suas ovelhas em quaisquer circunstâncias. Para descrever estes acontecimentos, ele toma emprestada a figura de um bondoso pastor de ovelhas para falar do SENHOR como sendo O pastor, e compara o cuidado que Deus tem conosco, ao afirmar: “O SENHIOR é o meu Pastor; nada me faltará.” (v.1). O “SENHOR é”. Ele nunca foi, e nunca será. Ele é Deus Ele é nosso Salvador, nosso Redentor, nosso Mestre, nosso Guia, nossa Luz, nosso Pai. Precisamos entender que Deus nunca deixará de ser. Portanto, Ele é o nosso Pastor e, por isso, deve ser respeitado, reverenciado, e, acima de tudo, obedecido!

Ao reconhecer que o SENHOR é seu pastor, Davi deposita toda a sua confiança, pois entendia que o SENHOR supre todas as suas necessidades. Ele afirma: “nada me faltará”. A expressão traduzida como “faltar” ou “faltará”, vem do verbo hebraico  חָסַר  que significa faltar; diminuir; não ter. Junto com a partícula de negação לא, que significa “não, sem, nenhum, nada”, também poder ser traduzido como: “nada sentirei falta”. Mas, afinal, o que Davi tinha em mente ao escrever "nada me faltará"? Tendo o SENHOR como nosso Pastor, porventura não nos faltará nada? Imunes aos problemas da vida? Livres de todos os perigos? Não é isto que Davi está ensinando com as palavras “nada me faltará"? O salmista quer nos transmitir algo muito mais rico, mais profundo e mais sublime do que meros bem materiais  ou status deste mundo. Não são “coisas” efêmeras, passageiras,  transitórias, de curta duração desta vida, mas aquilo que o SENHOR dá graciosamente, por sua bondade e por seu amor. O cristão sabe contentar-se com o que Deus lhe concede por sua infinita bondade (Fp 4.11-13)

Davi sabia que nem o seu poder, nem as suas riquezas, e muito menos suas próprias forças, poderiam suprir suas necessidades. Somente o SENHOR é quem poderia lhe fazer descansar em pastos verdejantes e conduzi-lo às águas tranquilas (v.2).A palavra pasto vem do original דָּשָׁא que significa campinas, relva, grama. São pastos caracterizados como "exuberante”, ou seja, rica em vegetação, e o termo מְנֻחוֹת caracteriza a água refrescante; tranquilas, descanso. Neste contexto, observa-se que o pastor demonstra o cuidado especial, oferecendo “pastos verdejantes” e o “descanso” às ovelhas. A região da Palestina em determinadas épocas do ano carecia de pastos verdejantes e águas cristalinas. Isto obrigava os pastores seguirem em uma cansativa peregrinação em busca de pastos verdes. Uma vez encontrando o alimento para o rebanho, as ovelhas tinham descanso e tranquilidade, pois pastos “verdejantes” e “águas tranquilas” são tudo o que uma ovelha necessita.

O bom pastor conhece melhor as necessidades particulares de  todas as suas ovelhas. Sabe qual é mais forte e a mais fraca. Compreende que os cordeirinhos não podem andar tão depressa com as ovelhas mais velhas, e, por isso, muitas vezes, as toma nos braços porque sabe que algumas necessitam de mais atenção do que outras. Como é maravilhoso saber que o SENHOR, o bom pastor  cuida de cada uma de suas ovelhas e não deixa faltar nada, mesmo em meio aos desertos da vida. Ele nos tira dos campos secos e nos leva em segurança para os pastos verdejantes, onde há mesa farta no deserto. Deste modo podemos suportar as provações e inquietações da vida, com o auxílio e a graça de Deus. Hoje, a principal missão do pastor é cuidar das ovelhas de Cristo, que lhe são confiadas. Cabe a ele, apascentar as ovelhas, dando-lhes o alimento espiritual, através do ensino fundamentado (doutrina) da Palavra de Deus. O verdadeiro pastor cuida bem das ovelhas. Leva as ovelhas de Jesus a alimentar-se do “pasto verde”, que nutre a alma e o espírito, fortalecendo-as, para que cresçam na graça e conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

                                                                   II

O SENHOR é o nosso pastor porque renova as nossas forças e nos guia por caminhos certos, como ele mesmo prometeu. Algumas pessoas acreditam que a sua força vem da família, outras do dinheiro e outras ainda dizem que são fortes por causa de sua personalidade ou do seu temperamento. No entanto, todas essas motivações são limitadas em comparação ao SENHOR,  que é o nosso guia que conhece e ama as suas ovelhas, e que não faltará descanso e justiça aqueles que lhe pertencem: “Refrigera-me a alma, guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” (v.3). O verbo שׁוֹבֵב significa restaurar a força, trazer de volta, refrescar, refrigerar. O termo alma נַפְשִׁי, para este caso específico, refere-se a vida, mente, pensamentos e emoções. Este era o trabalho do pastor: restaurar o vigor ,voltar a vida e proporcionar descanso às ovelhas, pois em vários momentos de perigo, o rebanho era atacado por animais ferozes e deixava as ovelhas estressadas e cansadas, Elas precisavam de cuidados e descanso, bem como também o pastor precisava descansar. Por isso, o rebanho é conduzido  aos pastos verdejantes e ao descanso das águas tranquilas.

Outra tarefa era conduzir as ovelhas pelas “veredas da justiça”. A expressão “vereda” significa uma trilha estreita, sinuosa. Então, podemos entender que “veredas da justiça”. refere-se ao que é “aprumado”. Na verdade, o Senhor nos conduz pelo caminho reto, aprumado. Não nos permite andar em caminhos que levam à ruína. Essa certeza de ser guiado por vereda plana, por vereda de justiça, consola nosso coração. Por isso, eu pergunto: Quer andar nos caminhos aprumados? Quer deixar de viver uma vida injusta? Quer andar nos caminhos de integridade, de obediência? Quer fazer a vontade de Deus?  Só existe um caminho: siga o Pastor. Ele jamais nos conduzirá no caminho da injustiça. Jamais será injusto, pois age com retidão, revelando seu amor a todos nós.

O SENHOR é a nossa fonte da segurança neste mundo. Vivemos dias de insegurança em diferentes áreas da vida. O medo da violência, das doenças, de perder o emprego ou de perder alguém que se ama, tem mexido com o emocional de muitas pessoas. Contudo, não é isso que Deus tem para nós. Não precisamos ter medo de nada, porque Deus está conosco. Ele é a nossa segurança. Há uma declaração de absoluta confiança ao andar pelo vale da sobra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo. (v.4a). Esta é a maneira de atravessar o vale sem medo, pois andar pelo vale da sobra da morte era perigoso para o pastor que conduzia as suas ovelhas.

Você está passando pelo vale da sombra da morte? Não fique amedrontado. Confie no SENHOR. Ele é contigo por onde quer que andares. Por que temer o vale da sombra da morte? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem poderá nos separar do seu amor e da sua presença? Os perigos e males desta vida? Nossas tribulações? O diabo? A morte? Não!  Ninguém poderá separar-nos do amor e da presença do SENHOR.  Não importa quão escuro seja o vale no qual estamos peregrinando, não temeremos mal nenhum, pois o bom Pastor está sempre conosco guiando-nos em nossa caminhada e consolando-nos com Sua Palavra.

Ao atravessar o vale da sombra da morte, e também em outras ocasiões, o pastor leva consigo dois instrumentos : “ o  bordão e o cajado.”(v.4a). A palavra “vara” traduz o hebraico שֵׁבֶט  que nesse contexto significa “bordão”, “cetro” ou “bastão”. Isso quer dizer que na frase o salmista se refere ao bastão usado pelos pastores de rebanhos para combater animais selvagens. Nesse sentido, a vara era o principal instrumento de proteção. Já o termo  מִשׁעֵנָה (cajado) significa “apoio” ou “suporte” e se refere ao cajado usado pelo pastor como auxílio para caminhar e também como instrumento para orientar as ovelhas. É um costume antigo no Oriente Médio, quando o pastor sai para o pasto carrega apenas uma vara e um cajado. Esta é sua “arma” de poder, defesa. força, segurança e autoridade, pois com ela afastava os predadores, e também servia como instrumento para disciplinar e corrigir ovelhas rebeldes que insistiam em se afastar do grupo. Já  o cajado é utilizado para dirigir as ovelhas. Várias vezes o pastor precisava conduzi-la para entrar em um portão ou ao longo de uma estrada, e ele o faz encostando levemente a ponta longa da vara no flanco do animal, e assim guia a ovelha ao caminho que deseja. É uma demonstração de amor e da dedicação do seu pastor por ela.

Este é cuidado que o SENHOR tem para com suas ovelhas. Ele nos protege  com sua vara e nos orienta com  o seu cajado, e acima de tudo nos consola.(v.4c).O verbo נָחַם (consolar) significa confortar, ter compaixão, aliviar, arrependimento. Então, as ovelhas do bom Pastor podem se juntar ao salmista e dizer: “a tua vara e o teu cajado me consolam," Ele  também quer consolar o seu povo do presente século. Apenas Ele pode nos oferecer consolo, pois Ele é um Deus de amor. A sua Palavra garante que Deus está perto de todos os que o invocam, e ouvirá seu clamor por ajuda. Ele busca os aflitos, abatidos, desanimados. Este consolo é plenamente eficaz, renova as nossas esperanças e nos fornece alivio e paz. Este verdadeiro consolo, encontramos somente na Bíblia. Ela nos revela através de inúmeros exemplos de que Deus é o verdadeiro consolador. O maior de todos os consolos, Ele nos deu através de seu Filho, Jesus, que morreu na cruz para nos salvar, oferecendo assim o verdadeiro consolo à humanidade. Sem dúvida podemos dizer que todas essas coisas apontam para Cristo. Ele é o Pastor capaz de nos proteger e nos orientar.  Ele é o Pastor que dá a vida por suas ovelhas (João 10:11-15). Com sua vara Ele afugenta todos os predadores que buscam tragar aqueles que lhe pertencem, de modo que ninguém é capaz de destruir o seu rebanho.

Depois de passar pelo vale da sombra da morte, agora, as ovelhas estão seguras, e já podem fazer uma alimentação sadia e o descanso necessário. Este momento é tão sublime, quando o pastor oferece pastos verdejantes e águas cristalinas para suas ovelhas.  É maravilhoso, quando o pastor prepara uma “mesa de pasto” que sirva de alimento para seu rebanho.  Davi diz que o SENHOR prepara uma mesa para ele na presença de seus inimigos. (v.5a).  A expressão mesa שֻׁלְחָן  é o lugar de intimidade de nossa casa. Nela nos sentamos, reunimos a família , nos alimentamos, conversamos com nossos filhos. Quando gostamos muito de alguém, nós convidamos esta pessoa para nossa casa e a levamos a este lugar de intimidade, que é a nossa mesa. Nós nos alegramos em servi-la, em proporcionar prazer e conforto, e  compartilhar com ela o que temos de melhor, fazendo com que se sinta à vontade em nossa casa.

No entender do salmista Deus fornece o sustento de sua parte, mesmo havendo muitos inimigos se levantando para lhe fazer mal, Deus nunca desiste de fazer o bem para seus servos. Isto não é apenas no sentido espiritual, mas também no sentido físico. Portanto, Ele continua a pôr diante de qualquer que O teme e O ama uma mesa preparada, um banquete. No entanto, para sentar à mesa do Senhor precisamos estar preparados.  Ele quer que os seus sejam bem servidos e sejam bem acomodados à sua mesa. Como poderei eu estar preparado para aproveitar tudo de bom que esta mesa oferece? Como estarei preparado para sentar à mesa do SENHOR e aproveitar das bênçãos maravilhosas que proveem de sua bondade e misericórdia?

O SENHOR não somente prepara, mas também unges-me a cabeça com óleo. (v.5b). A palavra ungir vem do hebraico. דָּשֹׁן  que significa ser gordo, deixar gorduroso, cinzas gordurosas. Na época de Davi os pastores acompanhavam diariamente a saúde de todas as suas ovelhas. Procuravam feridas que infeccionavam e causavam danos maiores. Diante das enfermidades, usavam gordura para tratar das feridas das ovelhas, principalmente na cabeça. Este era o cuidado que pastor demonstrava em relação às suas ovelhas quando estavam enfermas. Da mesma forma, o SENHOR, também cuida das suas ovelhas. Ele chama pelo nome, está disposto a tirar os carrapichos de nossa lã, derrama bálsamo em nossas feridas e nos defende dos lobos com a própria vida. Somos ovelhas do seu rebanho e Nele temos provisão de bom alimento, aconchego e a segurança dos seus braços. Nele temos segurança e paz, carinho e refúgio, alimento e cura. Podemos confiar no consolo da vara e cajado do Senhor. Podemos confiar nas promessas e bênçãos, pois assim diz o Senhor: “O meu cálice transborda.” (v.5c).

                                                          III

 Na cena final deste salmo, vemos que as ovelhas obedientes vão morar com o SENHOR. O  Pastor  promete nos guiar e nos proteger ao longo da nossa vida, para nos levar  e morar com Ele, para sempre. Ele disse: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.” (v.6). Esta é a verdadeira situação da ovelha que segue o SENHOR. É uma situação privilegiada. É uma situação onde ela pode estar sempre, perfeitamente, em paz, porque a bondade e misericórdia estarão sempre presentes.

Neste versículo, três coisas merecem nossa ponderação: Primeiro, a expressão “certamente”. A expressão confirma que Davi acreditava em um Deus seguro, que faz promessas seguras e oferece uma base segura. Também confirma a promessa de Deus que será cumprida na terra através da bondade e misericórdia. A sua bondade se manifesta no sustento, na preservação e em várias bênçãos sobre toda a humanidade. Ela é manifestada na misericórdia. A misericórdia jamais acaba não tem fim, ou seja, Deus está sempre disposto a dar uma nova chance, a começar de novo. Ele sempre se renova. A compaixão divina renova a nossa esperança, o nosso ânimo, a nossa disposição no dia a dia da vida. Sua misericórdia manifesta sua grandeza: grande é a tua fidelidade. Temos um Deus fiel. Suas promessas serão cumpridas.

A segunda é a duração do cumprimento da promessa de Deus na terra: “Todos os dias da minha vida”. A terceira é a extensão do cumprimento da promessa de Deus na eternidade: “E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.” Quem entrava nos palácios de um rei estava seguro, a segurança de um palácio era inviolável, esse é o seu lugar! Tendo estas certezas o salmista desejava com muita ansiedade, o prazer de habitar na Casa do SENHOR. Não só nos dias desta vida, mas também depois. A vida aqui não é a nossa casa. Nossa pátria está no céu diz o apóstolo Paulo (Fp. 3.20).

Portanto, depositamos a nossa confiança no SENHOR. Ele é o nosso Pastor, cuida de cada um de maneira pessoal, pois sem seus cuidados, sem sua proteção estaremos vulneráveis aos ataques dos lobos ferozes, sem seu cajado para nos guiar não encontraremos caminho seguro  neste mundo. Ele é o nosso Pastor! Amém.

 

 

TEXTO: LC 24.36-49

TEMA: SOMOS TESTEMUNHAS DO CRISTO RESSUSCITADO!

Ainda estamos vivendo o clima de Páscoa. Os nossos pensamentos ainda estão voltados para os acontecimentos ocorridos em Jerusalém, no qual de modo especial nos lembramos do padecimento, morte e finalmente a ressurreição de Jesus Cristo. Estes acontecimento também estavam ainda presentes na mente dos discipulos. Eles ficaram profundamente preocupados, decepacionados e cheios de dúvidas, com o que acontecera com Jesus após a Sua morte. Eles ainda estavam escutando o que diziam os discípulos de Emaús quando o próprio Jesus se coloca  no meio deles e lhes mostra as cicatrizes em suas  mãos e nos pés. À semelhança do que fez com Tomé, Jesus os convida a tocarem nas suas cicatrizes, para que tenham certeza de que não se tratava de um fantasma. Para dar ainda mais uma prova de sua ressurreição, come com eles  peixe e mel.

Eram provas convincentes para que os discipulos mudessem de comportamento ou opinião sobre a ressurreição de Jesus. Ele não era um fantasma, nem de um morto, nem mesmo de um anjo, mas  um Ressuscitado. Jesus,então, aproveita aquele momento para  revelar aos discipulos, o que diz às Escrituras a seu respeito. Ele queria que eles compreendessem, completamente, o significado das profecias sobre a sua morte e ressurreição.  E à medida em que Jesus ensinava às Escrituras, Ele fortalecia e iluminava  o entendimento deles para pudessem   compreender  o significado da sua morte e ressurreição. Atraves destes ensinamentos,Jesus trouxe nova vida, nova esperança aos discipulos. A alegria estava de volta e o medo desaparece.

Eles,agora,deveriam testemunhar estas verdades a todas as nações: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (v.48). Mesmo em face dos obstáculos, dos sofrimentos e mesmo da morte, eles deveriam  pregar não somente em Israel, mas  em todas as nações. Este convite, Jesus deixou evidente, antes de ser elevado aos céus: “E serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra.” (Atos 1.8). E de fato isto aconteceu no Dia de Pentecostes. Após receberem o Espírito Santo, Pedro se apresenta diante de muitos israelitas como testemunha do Ressuscitado. Seu testemunho é decidido e audaz.

O tempo pascal é uma grande oportunidade para refletirmos sobre a nossa missão de ser testemunha fiel sobre a Ressurreição do Senhor. Mas como posso ser testemunha de Jesus Cristo? Como falar sobre a ressurreição de Jesus quando as pessoas depositam esperança em tantas coisas neste mundo, menos no Cristo que ressuscitou? Os discipulos testemunharam  sobre a Ressurreição do Senhor. Para eles, não se tratava simplesmente de pregar, mas sim de contar tudo o que viram e ouviram: “Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido''. (Atos 4.20). Continuar o testemunho dos discipulos deve ser a missão da Igreja e de cada um dos cristãos de todos os tempos. Estamos testemunhando o poder de Deus, do milagre da ressurreição, da vida que venceu a morte, do Cristo que  está vivo e presente no meio de nós?

Estimados irmãos!  O texto anterior mostra dois discípulos que estavam a caminho de Emaús. E depois de terem reconhecido Jesus, se dirigiram cheios de alegria à Jerusalém para informar aos outros discípulos, o que tinha acontecido sobre a ressurreição de Jesus. As notícias eram ótimas, mas havia uma mistura de incredulidade e medo na vida dos discipulos. Quando estavam falando, o próprio Senhor se coloca no meio deles com uma saudação inesperada. Assim, Ele afastou os temores e pressentimentos que os discípulos acumularam durante o sofrimento de Jesus: “A paz esteja convosco!”.(v.36). 

Mas,afinal, de que paz Jesus estava falando aos discípulos? Quando se coloca no meio deles com uma saudação inesperada e, ao mesmo tempo, redentora? Ora, esta saudação, tem um significado profundo. Ela é significativa. Não se trata de um desejo ou saudação simplesmente. Em Cristo, porém, a paz adquire dimensões mais sublimes.  O que Jesus conquistou na cruz para nós vai muito além daquilo que o mundo poderia nos oferecer. Ele nos trouxe a paz de Deus, perdão dos pecados e vida eterna. Trata-se, portanto, da paz plena que Jesus concede aos seus discípulos. O Príncipe da paz veio trazer alegria. Ele vencera a morte e o pecado.

O apóstolo Paulo responde em Rm 5.1 em que consiste a paz: “Justificados, pois mediante a fé tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” É a paz da reconciliação do perdão dos pecados; vida e salvação. É a paz que o mundo necessita. Esta paz só pode ser encontrada em Jesus, o Príncipe da paz. Ele tem o imenso prazer de dar a sua paz: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração" (Jo 14.27). No meio de toda angústia estamos ancorados em Jesus Cristo. É em Jesus que temos uma esperança viva de que o nosso sofrimento será coroado de paz.

No entanto, o medo ainda continuava na vida dos discípulos, e isso impedia que eles o reconhecessem. Assustados, julgavam estar vendo um espírito (fantasma). (v.37). Esta não era a primeira vez. Em outras ocasiões os discípulos também não reconheceram Jesus, como no alto mar (Mc 6.48-49), no caminho para Emaús ( Lc 24.16), quando estavam pescando, depois da ressurreição ( Jo 21.4). Por isso, Jesus questiona:  Por que estais perturbados? E por que sobem dúvidas ao vosso coração? (v.38) A reação dos discípulos era compreensível. Afinal, viram o Salvador sendo surrado, chicoteado e pendurado na cruz. Estava morto e não poderia sair de sua sepultura. Contudo, não deveriam estarem perturbados e com dúvidas, pois Jesus havia explicado várias vezes que seria vítima de uma morte dolorosa e ressuscitaria ao terceiro dia. Além disso, deveriam estar convencidos do testemunho de Pedro ou outros discípulos, como aconteceu com Tomé.

 Jesus sabia o quanto os discípulos estavam perturbados e com medo. E que era difícil lidar com estas contrariedades. Por isso, a melhor maneira de dissipar as dúvidas persistentes de alguns discípulos, assim como suas ideias equivocadas a respeito de sua ressurreição, era o contato com a realidade objetiva, com a verdade dos fatos. Era mostrar suas mãos e seus pés furados pelos pregos que  mantiveram Jesus preso à cruz. Isto mostraria que  tinha ressuscitado verdadeiramente, e assim afastaria qualquer espécie de dúvida. Esta era uma demonstração de que não era um fantasma, e que de fato havia ressuscitado:  Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” (v.39). 

Após Jesus mostrar as marcas da crucificação e ,principalmente, depois de dizer, claramente, quem era, os discípulos ainda permaneceram incrédulos. Ainda continuavam duvidando. Parece que suas mentes estavam fechadas. Eles não compreendiam, plenamente, sobre a morte e ressureição de Cristo. Foi preciso que Jesus mostrasse as suas mãos e pés. Para Tomé, Jesus disse: “Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente”. (João 20.27). Jesus interpreta essa situação como falta de fé. E para que terminassem de acreditar que tinha ressuscitado com um corpo autêntico e real, Jesus, então, pediu algo para comer: “ Tendes aqui alguma coisa que comer?” (v.41). Os discípulos lhe dão “ um pedaço de  peixe assado e um favo de mel”.(v.42). Então, Jesus comeu na frente dos discípulos. Um peixe assado foi a “prova” que convenceu os discípulos que Jesus havia ressuscitado, e que Ele não era um fantasma, nem de um morto, nem mesmo de um anjo, mas  um Ressuscitado.

O Senhor Jesus depois de insistir em mostrar que ressuscitou, ao exibir as marcas da crucificação e comer diante deles, Ele agora  aproveita o momento para  revelar aos discipulos, o que diz às Escrituras a seu respeito: “São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: “importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (v.44). Jesus queria que eles compreendessem ,completamente, o significado das profecias sobre a sua morte e ressurreição. Deveriam se conscientizar de que Ele havia cumprido às Escrituras, algo predito no Antigo Testamento. Isto significa que o plano de Deus, como foi delineado na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos, (esta era a divisão judaica de toda a Antiga Aliança)  cumpriu-se em Jesus naquele momento. Portanto, Jesus não apresenta nada de novo, mas deveriam estar familiarizados desde a infância com a Antiga Aliança. E à medida em que Jesus ensinava às Escrituras, Ele fortalecia e iluminava  o entendimento deles para pudessem   compreender ,completamente, o significado das profecias, da sua morte e ressurreição.  (v. 45).

Jesus ao expor às Escrituras aos discipulos, duas partes do plano de Deus foram cumpridas. “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia.” (v.46). Primeiro, Ele  “havia de padecer”. Segundo, “no terceiro dia havia de ressucitar dos morto.”  Este assunto,Jesus sempre  havia falado, pessoalmente, enquanto estava com os discipulos. E durante o Seu ministerio, Ele fez várias previsões sobre a sua própria morte e ressurreição: Assim, afirma, Mateus: “Começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia.”  (16.21). “Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte.” ( 20.18,19).

No entanto,  cada vez que Jesus falava sobre este assuto, os discípulos demonstravam não compreender de alguma forma, mas Jesus sempre utilizou-se da ocasião para repeendê-los e ensinar-lhes, a importância de se manterem firmes na fé. Isto Ele o fez durante todo o seu ministerio, antes da sua morte. Agora, após a sua morte e ressurreição, Jesus  aparece aos seus discipulos, que estavam decpcionados e desorientados, para ensinar-lhes às Escrituras, que de fato Ele foi preso, condenado e morto, mas ressuscitou. Eles só conseguiram entender às Escrituras quando Jesus abriu o entendimento deles, como já havia acontecido com os dois discípulos no caminho para Emaús ( Lucas 24:25-31). Com a sua ressurreição, Jesus trouxe nova vida, nova esperança . Foi isto que aconteceu com os discípulos que, dominados pela decepção, tristeza e desorientação, encheram-se de alegria e esperança diante do Cristo ressurreto. A alegria estava de volta e o medo desaparece na vida daqueles discípulos. Resgataram a confiança de que poderiam enfrentar qualquer desafio e ser vencedores. A partir daquele momento, passaram a confiar, mesmo diante de provas e sofrimentos.

Observa-se que a presença de Cristo produz paz, segurança e esperança na vida daqueles discipulos. Agora, deveriam prosseguir, crendo Nele, e ainda lhes deu uma missão muito importante: deveriam “em nome de Jesus pregar o arrependimento para a remissão dos pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.”(v.47). O arrependimento e a remissão de pecados deveriam ser pregados a todas. Ninguém ficaria fora do propósito salvador de Deus, independentemente, de sua idade, sexo, raça, cor ou condição social.   Esta é a mensagem que Pedro pregaria no Pentecostes, uma mensagem que faria com que milhares de pessoas declarassem Jesus, como seu Salvador. Através do arrependimento, eles deveriam convidar  às pessoas a saírem de seus caminhos egoístas e se voltarem para Jesus, aquele que havia morrido e ressucitado. E tudo isto  deveria ser realizado “em seu nome”. Esta é uma referência à autoridade de Jesus. O perdão e a bênção vêm somente por meio da obra de Cristo ressuscitado (At 2.30-39).

Eles deveriam ser também testemunhas da morte e ressurreição de Cristo e espalhar esta mensagem até aos confins da terra. Essa é a grande verdade do Evangelho que os discípulos deveriam  testemunhar: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (v.48).Este convite, Jesus deixou evidente,antes de ser elevado aos céus: “E serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra.” (Atos 1.8). Agora, vocês devem testemunhar estas verdades a todas as nações. Mesmo em face dos obstáculos, dos sofrimentos e mesmo da morte, vocês devem ir e pregar não somente em Israel, mas a todas as nações.

A  vontade de Deus é que todos conheçam os seus ensinamentos, apesar de que muitos têm negligenciado o plano traçado por Jesus e ensinado por ele aos seus discípulos. De qualquer forma, Jesus nos convida a ser testemunhas da crucificação, morte e ressurreição de Jesus, pois a mensagem do evangelho continua tendo a mesma força, propósito e impacto na vida das pessoas, tal como ocorrera na vida dos discípulos de Jesus. Por isso, precisamos aprender com os discípulos e apóstolos. Eles foram as primeiras testemunhas de Jesus,  e agora  somos herdeiros deste testemunho sobre a Ressurreição do Senhor. Somos testemunhas de sua misericórdia e de seu amor.

As últimas palavras do Senhor é uma promessa aos discipulos:   Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” (v. 49),  A promessa é uma referência  â vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes (At 2).  Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. Os discípulos deveriam ficar em Jerusalém até que o Espírito os capacitasse no Dia de Pentecostes. E assim permamneceram na cidade! Após receberem o Espírito Santo no Dia de Pentecostes, Pedro se apresenta diante de muitos israelitas como testemunha do Ressuscitado. Seu testemunho é decidido e audaz. Em meio a perplexidade de alguns que buscavam entender o que estava acontecendo naquele momento, Pedro se levanta juntamente com os onze, e tomando a palavra, dirige-se aos judeus e a todos os que se encontram em Jerusalém. Proclama uma pregação envolvente, destacando a necessidade de se explicar os fenômenos à luz da Palavra de Deus,proferida no AT. Nela, Pedro liga os eventos desse dia com a morte e ressurreição de Jesus e termina com um convite ao arrependimento.

Que possamos cumprir a nossa missão, com o auxílio do Espirito Santo, testemunhando Jesus em todos os lugares, seja indo, orando pelos missionários e pastores, seja contribuindo com aqueles que se dispõe a ir. Faça a sua parte! Seja uma testemunha de Cristo! Amém!

 

segunda-feira, 8 de abril de 2024

TEXTO: SL 4

TEMA: COLOQUEMOS NOSSA CONFIANÇA EM DEUS! 

Você já parou para pensar sobre o que é confiança? Conforme os dicionários, a palavra confiança significa depositar esperança em alguém; em alguma coisa; sentimento de segurança, de certeza, tranquilidade, dar crédito plenamente.Quando refletimos sobre  este tema, encontramos pessoas que nos inspiram confiança e outras que nos causam o contrário, a desconfiança. Pessoas  que não honram a sua palavra. Pessoas com discursos vazios,com tantas mentiras, falam e não provam o que dizem.Como podemos confiar nestas pessoas? Como podemos confiar num mundo conturbado,diante da falta de confiança entre os homens? Em quem nós podemos depositar a nossa confiança? Na filosofia, na ciência, nas leis humanas?

É importante afirmar que não temos outro caminho, em quem nós podemos depositar a nossa confiança.Somente Deus pode nos ajudar  diante dos nossos dilemas. Quando confiamos em Deus, podemos experimentar paz, esperança e segurança, mesmo em meio às adversidades. Nas Sagradas Escrituras, temos vários exemplos de pessoas que confiaram nas promessas de Deus em meio às dificuldades do dia a dia. Davi é um grande exemplo. Por várias vezes demonstrou confiança em Deus. Em nosso texto, ele declara que o Senhor lhe deu alívio em sua angústia, ou seja, concedeu-lhe livramento de um perigo iminente, porque colocou a sua confiança em Deus. Quando ocorre esta confiança,então,podemos dizer: Senhor, eu não tenho outro refúgio na angústia de minha alma! Não tenho ninguém em quem confiar na vida e na morte, senão a ti! Tu tens as palavras da vida!

Davi vivia um momento de tristeza, preocupação e angústia. Enfrentava uma situação em que necessitava de ajuda, auxilio, socorro, pois encontrava-se sob ameaças de Absalão, seu filho. Além disso, ele havia sido julgado de forma temerária por falsos amigos, que falavam mal dele, expondo a sua reputação ao ridículo. Traidores que zombavam dele, dizendo que ele não tinha mais salvação, que estava completamente perdido (Sl 2.2). Na verdade, os seus inimigos queriam destruir a sua reputação e a sua honra. Para Davi, seria uma ótima ocasião para demonstrar a sua ira contra os seus inimigos, mas ele não toma essa atitude. Ao contrário, ele exorta e aconselha seus inimigos. Ele se dirige ao Senhor, chamando-o de “Deus da minha justiça”. É do Senhor que vem a justiça. Ele julgará!

Todos os dias pessoas são injustiçadas, caluniadas e perseguidas por motivos diversos, até por confessar sua fé em Jesus Cristo. Quando tal situação ocorre, alguns buscam a justiça através de processos judiciais; outros agem pacificamente, ou seja, não fazem nada diante do problema. Davi diante de tantos problemas e injustiças em sua vida, resolveu dar um basta naquela situação. Colocou sua confiança na justiça de Deus. Numa justiça que nunca falha, pois Deus é justo. É soberano. Como é maravilhoso, quando Davi se dirigir a Deus como “Deus da minha justiça”, pois somente a justiça de Deus, que é evidenciada na história de seu povo, poderia lhe trazer o consolo diante de sua angustia. Enfim, ele reconhece a sua incapacidade e indignidade. Deixa de confiar em seus méritos, na sua autojustiça, vangloria, e busca na justiça do Senhor. Sente total segurança na justiça proveniente de Deus

Davi tinha essa certeza,pois sabia que Deus faria o que é certo. Confiava plenamente no Senhor. Por isso, ele súplica misericórdia ao Deus da justiça: “tem misericórdia de mim e ouve a minha oração”. (v.1b). A verdade é que na angústia aprendemos a depender totalmente da misericórdia de Deus, reconhecendo que sem ajuda do Senhor nada podemos fazer. Deus nos ama e não nos abandona na angústia. Ele sempre ouve quem clama por socorro no tempo da angústia. Ele nos dá paz e vitória no meio da angústia. As dificuldades podem nos angustiar, mas quando pedimos ajuda a Deus, ele muda a situação. Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará!

Davi apresenta o problema da sua angústia. Faz inclusive uma pergunta retórica aos homens, como se estivessem diante deles: “Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?” (v.2). Até quando essas pessoas vão viver no pecado? Quanto tempo? A indignação de Davi aqui era justa, tinha a ver com a glória de Deus e com o Seu povo escolhido. Absalão e os seus homens estavam trazendo vergonha à cidade santa, vergonha à glória de Deus. Estavam amando a vaidade, aquilo que é passageiro, efêmero, que não tem valor eterno. Estavam usando de mentiras para alcançar os seus objetivos. Além disso, Davi questiona esses perversos, uma vez que estava sendo humilhado, afrontado, afligido por muitos que zombavam sobre a sua reputação. Eram os seus inimigos que se baseavam na vaidade e na mentira.

Os seus inimigos queriam, na verdade, destruir a sua reputação. O seu bom nome, sua honra, mas não podiam, por ser ele um eleito de Deus. Davi afirma: “O Senhor distingue para si o piedoso.” (v. 3a).Ele deixa evidente, o que eles deveriam saber: que Deus é justo e faz distinção entre aquele que serve e não serve a Deus. Ele distingue para Si o “piedoso”. Piedoso é aquele que tem piedade, respeito pelas coisas religiosas, temor e respeito para com Deus. Além disso, Davi era protegido por Deus: “O Senhor me ouve quando eu clamo por ele”. (v.3b). Apesar de todas as adversidades, ele estava sob a proteção de Deus. Deus o ama e o preserva de uma forma especial.

Davi poderia demonstrar a sua ira contra os seus inimigos, mas ele não toma essa atitude. Ele exorta seus inimigos ao arrependimento: “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.” (v.4). Davi não estava aconselhando para que os seus inimigos ficassem irados, porque isso seria um absurdo, mas que tremessem diante da ideia de perseguir o ungido de Deus. Como tem sido a nossa atitude diante daqueles que nos ofendem? Quando, muitas vezes, somos dominados pelo ódio, pela vingança, pela ira? Quando temos momentos de raiva e de indignação? Quando gostaríamos de demostra a nossa ira? Mas não podemos deixar a raiva ou a ansiedade destruírem a nossa confiança no Senhor: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo”. (Ef 4.26-27). Quando a ira aparecer pense antes de tomar uma decisão. Meditamos nas consequências que podem nos causar. O desafio é para que ao invés de ficar olhando amargurado para os problemas, olhe para Deus, o cultue, confie e sossegue. Siga o conselho: “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai”.

Consultar o coração no travesseiro é a recomendação que temos de fazer, já na cama, antes de pegar no sono, examinando a nossa consciência, perscrutando os nossos caminhos, se estamos andando retamente, ou se há algum caminho mau que devemos abandonar. Temos que fazer um exame de consciência. Temos que consultar o nosso coração em sinceridade. Sendo assim, pergunto: Quais são os nossos planos? Temos ajudado o próximo?  Ou temos prejudicado a alguém com nossas palavras? Temos falado bem dos outros? Qual é a nossa influência sobre as pessoas, boa ou danosa? O que fazemos para enaltecer a reputação dos semelhantes? Se for essa a atitude, podemos dormir e repousar seguros, certos de que o Senhor nos guardará.

No entanto, “muitos” no tempo de Davi percebiam os problemas existentes e davam lugar ao desespero, pois não conseguiam ver ninguém capaz e disposto em ajuda-los. E, por isso, resolvem questionar: “Quem nos dará a conhecer o bem? (v.6a). Esse questionamento era a base filosófica de muitos israelitas que colocavam dúvida quanto a providência de Deus. Eram pessimistas. Hoje, quando as pessoas se deparam com todos estes acontecimentos de forma profunda, elas expressam inquietudes e questionamentos.: “Quem nos dará a conhecer o bem?” Em quem podemos confiar? Quem poderá nos tirar da situação desfavorável que vivemos? São questionamentos de pessoas que não confiam, que o Senhor possa ajudá-las, diante dos sofrimentos, calamidades, dor, desastres

Mas Davi não estava preocupado com questionamentos dos céticos, porque para ele o que realmente importava era a confiança no Senhor. O Senhor era a única esperança, a fonte de todo bem que concederia ao seu povo favor, alegria e paz. Ele entende que a verdadeira alegria, que vem do Senhor, é superior a qualquer tipo de alegria por coisas terrenas: “Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho” (v.7). Enquanto que a alegria do ser humano está condicionada ao cuidado de suas necessidades diárias, para Davi a sua alegria não estava restrita a esses bens, (seu trigo e o seu vinho), ainda que necessários. A alegria concedida por Deus transcende a alegria da colheita. A produção agrícola, resultado de chuva perene sobre solo fértil, era uma bênção de Deus para o seu povo. Mas há algo maior que celeiros cheios e cisternas transbordando: “Senhor, levanta sobre nós a luz do teu rosto”. (v.6b). A presença iluminadora de Deus lhe é suficiente.

Davi conclui o seu salmo expressando mais uma vez sua profunda confiança no Senhor. Davi tinha, agora, algo que tanto precisava: alegria da presença de Deus. Podia dizer em meio à maior tempestade de sua vida, que havia alegria. Tinha segurança e paz: “Em paz me deito e logo pego no sono.” (v.8a). Ele sabia que podia descansar tranquilo tendo a certeza de que sua vida estava segura em Deus. Podia dormir e descansar sem sofrer de insônia.  Podia dizer em meio à maior tempestade de sua vida: “Senhor, só Tu me fazes repousar seguro!” (v.8b). Segurança é indispensável. Não podemos ter alegria sem segurança. Não podemos ter paz sem segurança. Não podemos ser felizes sem segurança. Sendo assim, os que confiam em Deus estão seguros em seus braços poderosos. Podemos dormir e repousar seguros, certos de que o Senhor nos guardará.

Estimados irmãos! Não coloquem sua confiança em homens, riquezas, fama. Depositem toda sua confiança em Deus, pois, “melhor é buscar refúgio no Senhor que confiar no homem” (Sl 118.8). Amém!

 

 

segunda-feira, 1 de abril de 2024

 TEXTO: JO 20.19.31

TEMA: PAZ SEJA CONVOSCO!

Estas foram as palavras que Jesus disse aos discípulos, que ainda estavam vivendo na insegurança e no medo. Sentimentos que tomaram conta da vida dos discípulos naquele domingo de Páscoa. Eles tinham visto tudo o que os judeus fizeram contra Jesus: preso, açoitado, julgado e condenado à morte. Sentiam que Seu líder, agora, estava morto. Certamente, eram também procurados e seu destino não seria diferente. Temiam represálias, uma vez que o sinédrio tinha poder e influência para perseguir os seguidores de Jesus e, por isso, eles estavam com medo dos judeus. Sendo assim, trancaram as portas da casa onde estavam. Refugiaram-se da ira, do ódio e perseguição dos fariseus, escribas e doutores da lei. Tristes e angustiados choravam a morte de seu Mestre. Discutiam entre si sobre a sua fuga no Getsêmani, o seu fracasso e sobre a incerteza de sua vida futura, sem a presença do Redentor.

No entanto, aquele momento se transforma em alegria, tranquilidade e paz. De repente, Jesus põe-se no meio deles com uma saudação inesperada e, ao mesmo tempo, redentora: “Paz seja convosco!” (v.19). A saudação de Jesus é significativa. Não se trata de uma saudação simplesmente. A paz se relaciona com a ressurreição. Ela expressa a reconciliação universal de Jesus com o mundo através da vitória sobre morte e pecado. Trata-se, portanto, da paz plena que Jesus concede aos seus discípulos. O Príncipe da paz veio trazer alegria. Ele vencera a morte e o pecado. Agora, havia de fato paz para os discípulos. Não havia mais razão para temer e duvidar, pois Jesus ressuscitou.

Estimados irmãos! Desde os primórdios até os dias contemporâneos, o homem sempre se preocupou em obter a paz, nas suas diversas formas. Mas em que consiste esta paz? O que as pessoas pensam sobre a paz? O que elas precisam para ter paz, num mundo onde existem tantas discórdias e desunião? Ter uma boa saúde? Proteção e segurança? Ter tranquilidade, respeito à liberdade entre os povos? Pensamos, muitas vezes, que estes são os requisitos para que realmente tenhamos paz. Na verdade, a paz que o mundo oferece, ela é falsa, enganosa, política. Ela é resultado de contratos, alianças e acordos de cessar-fogo, mas que nem sempre se consegue a paz. Sendo assim, conclui-se que as pessoas têm um falso conceito sobre a paz.

Precisamos compreender que a paz de Jesus é algo diferente da paz do mundo. Jesus Cristo nos concede uma paz interior que supera a paz que o mundo oferece, como ele próprio afirmou: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”, (Jo. 14.27). Aos discípulos, Ele disse: “Paz seja convosco!” Mas de que paz Jesus estava falando aos discípulos? Quando se coloca no meio deles com uma saudação inesperada e, ao mesmo tempo, redentora? Ora, aquela saudação, “Paz seja convosco!”, tem um significado profundo. A saudação de Jesus é significativa. Não se trata de um desejo ou saudação simplesmente. Em Cristo, porém, a paz adquire dimensões mais sublimes. O que Jesus conquistou na cruz para nós, vai muito além daquilo que o mundo poderia nos oferecer. Ele nos trouxe a paz de Deus, perdão dos pecados e vida eterna. Trata-se, portanto, da paz plena que Jesus concede aos seus discípulos. O Príncipe da paz veio trazer alegria. Ele vencera a morte e o pecado. É essa a paz que o mundo não pode dar!

O apóstolo Paulo também responde em que consiste esta paz: “Justificados, pois mediante a fé temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5.1). A justificação é a forma que Deus usa por meio de Cristo para nos tornar livres da condenação que antes permanecia sobre nós. Ela ocorre por meio da fé na morte de Cristo em nosso lugar, pois não há outro caminho. O homem não é capaz de sozinho se reconciliar com Deus porque todos pecaram. E ninguém pode ser considerado justo por suas próprias obras perante Deus. Não há qualquer mérito ou justiça própria que o credencie a desfrutar da comunhão com nosso Criador. Dessa forma, a paz com Deus só pode ser restabelecida através da obra expiatória de Cristo na cruz. Foi o sacrifício de Cristo que trouxe a reconciliação com Deus. Na verdade, não conseguiríamos nunca chegar em paz diante de Deus sem esta obra tremenda do Senhor para nossa vida. Agora, justificados, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é paz que o mundo necessita. Esta paz só pode ser encontrada em Jesus, o Príncipe da paz. E Jesus tem o imenso prazer de dar a sua paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração” (Jo 14.27).

Não havia mais dúvidas sobre a ressurreição para os discípulos. Jesus mostra as provas para que não houvesse nenhuma dúvida: “E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado.” (v.20a). Ele mostra-lhes as marcas mais profundas da sua paixão: mãos e pés perfurados pelos pregos e o lado perfurado pela lança. Mostra-lhes as marcas da injustiça, as marcas da dor, as marcas do flagelo com que passou nos seus últimos dias. Ao contemplarem os sinais da identidade do Cristo crucificado, a alegria estava de volta e o medo desaparece na vida daqueles discípulos: “Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor.” (v.20b). Resgataram a confiança de que poderiam enfrentar qualquer desafio e ser vencedores. Abraços e conversas tomam conta daquilo que até, então, era silêncio, medo e perplexidade. A partir daquele momento, passaram a confiar que, mesmo diante de provas e sofrimentos, a presença de Cristo produz paz, segurança e esperança. Agora, havia paz.

Semelhante aos discípulos nossa tendência é nos fechar, trancar nossas portas e tentar nos proteger. Mas o Senhor se aproxima e nos ajuda a enfrentar o medo, provações, problemas que nos causam preocupações. Ele diz: “Paz seja convosco!” São palavras consoladoras e cheias de esperança que todos precisamos. Hoje, encontramos tantas pessoas precisando de paz neste mundo. São pessoas com almas estressadas, sorrisos ausentes, angústia, medo e remorso. São famílias em conflito, solidão, tristeza, angústia precisando da verdadeira paz. O que fazer quando não há paz? Quando a paz aparece estar tão distante? Em Jesus, encontramos todas as respostas para os intermináveis e infinitos questionamentos da alma conturbada, do espírito irrequieto, da consciência traumatizada e da memória torturante. Somente em Jesus é que temos a esperança viva, de que o nosso sofrimento será coroado de paz. A fé em Jesus é o único remédio para um coração turbado. Ela triunfa nas crises. Por isso, o nosso consolo é olhar para a cruz de Cristo, quando nos falta a paz.

Jesus diz ainda algo mais profundo aos seus discípulos. Seriam habilitados para continuar com o ministério que Jesus começou. Ele diz, “assim como o Pai me enviou para pregar, ser perseguido, sofrer, oferecer perdão aos homens, Eu também vos envio.” (v.21). Senhor ordena que eles sejam seus embaixadores, para estabelecer seu reino neste mundo. Essa realidade tornou-se viva na vida dos discípulos pela ação do Espírito, quando Jesus, “assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”. (v.22).  Se a grandeza da manifestação do Cristo ressuscitado aos discípulos, ainda não fosse suficiente para encoraja-los, então, o sopro do Espírito Santo, a ação do Espírito, completaria o que faltava. Portanto, os discípulos foram capacitados e dirigidos pelo Espírito Santo para pregar as Boas Novas a respeito de Jesus.

Os discípulos ao receberem o Espírito Santo, também foram enviados para perdoar pecados e retê-los das pessoas: “Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.” (v.23). Na verdade, Jesus ensinou aos Seus discípulos, que ao receberem a autoridade de perdoar ou de não perdoar os pecados, deveriam realizar no nome de Cristo. Esse entendimento é fortemente apoiado pela observação do que os apóstolos fizeram logo após a ascensão de Jesus: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38). Essa é exatamente a mensagem ordenada por Cristo, o poder de apresentar às pessoas o perdão de Deus disponível pelo sacrifício de Cristo. Observe que Pedro não o perdoou os pecados das pessoas, mas levou as pessoas a se arrependerem diante de Deus e crerem no sacrifício feito pelo Senhor Jesus para a remissão dos pecados.

No entanto, Tomé, um dos discípulos, esteve ausente quando Jesus se manifestou. Mais tarde, os outros discípulos lhe contaram o que havia visto, ao receber o testemunho unânime dos seus colegas: “Vimos o Senhor”. (v.25a). Ele não quis acreditar, se manteve céptico: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.” (v.25b). A reação de Tomé era compreensível. Ele afinal, vira o Salvador pendurado na cruz. Estava morto e não poderia sair de sua sepultura. Por isso, queria ver para crer. Ao que tudo indica, Tomé endureceu o seu coração. Fechou-se em sua incredulidade. Enquanto todos os discípulos estavam alegres com a comunhão de Cristo, Tomé estava imerso em tristeza por causa da sua falta de fé. A reação de Tomé mostra o ceticismo natural do ser humano diante da inédita vitória sobre a morte: queria sinais concretos do ressurreto.

Ele teve esta oportunidade, de um testemunho mais claro e eloquente, conforme era o seu desejo. Para Tomé era precisava sentir as mãos de Jesus, tocar aquelas marcas, para acreditar que Jesus estava vivo, do que apenas palavras dos discípulos. Ele entendia que todos viram e creram, mas ele precisava tocar. Era uma necessidade dele. Sendo assim, oito dias mais tarde, Jesus novamente, em condições semelhantes, apareceu aos discípulos. Jesus, que Tomé tanto amava, que estivera sempre ao seu lado, estava na sua frente. Naquele momento, Jesus chamou Tomé ao arrependimento e o convida para ver mais de perto os seus ferimentos como prova da sua ressurreição: “Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente”. (v.27).

Contudo, a incredulidade de Tomé não é tão diferente dos demais discípulos. Eles também duvidaram diante do sepulcro vazio (Jo 20.3; Lc 24.12). Não creram nos testemunhos das mulheres (Lc 24.10-11). E o que é mais grave ainda, não acreditaram nem mesmo quando O viram pessoalmente: pensaram que era o Seu espírito (Lc 24.41). Como é difícil entender a situação que viveram os discípulos. Eles andaram com Jesus. Contemplaram seus milagres e sinais, e ainda assim duvidaram. Agora, imaginem aqueles que nunca O viram! Na verdade, esta é a reação do ser humano diante das Escrituras. Como é difícil aceitar as Escrituras, assim, como ela se apresenta. Já no passado, como no presente, o homem sempre colou dúvida em torno da Palavra de Deus. As diversas teorias sobre a ressurreição nos causam tristezas. Mas por que duvidar de algo maravilhoso que Deus realizou? Por que duvidar da ressurreição?

Tomé estava perplexo. Agora, ele perde completamente sua postura arrogante. Deixa de lado o orgulho e a descrença. E não se limita a ter uma nova opinião sobre a ressurreição de Jesus. Sendo assim, ele reage. Toma uma decisão. Faz uma humilde confissão, uma das maiores declarações de fé. A sua resposta a Jesus, não foi uma exclamação, mas uma afirmaçãoSenhor meu e Deus meu!” (v.28). Jesus tinha sido o Mestre para Tomé o tempo todo, mas agora, acreditando em sua ressurreição, ele clama cheio de emoção, “Senhor meu e Deus meu!”, entendendo que Deus estava em Cristo. Portanto, aceita Jesus como quem ressuscitou, sendo ele “o Senhor” e “Deus”. Que confissão maravilhosa! Ele não vê somente o homem Jesus, que estava com os apóstolos e comia com eles, mas o seu Senhor e seu Deus. Ele se arrepende e entrega-se incondicionalmente a Jesus aceitando-o e tendo a oportunidade de sentir, ouvir e enxergar Jesus, o Salvador

Depois que Tomé fez a profissão de fé, Jesus anuncia um princípio fundamental para os todos os cristãos: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram”. (v.29). De fato, não vimos Cristo com nossos olhos, não contemplamos os poderosos feitos que ele realizou sobre a terra, tampouco enxergamos os sinais dos cravos ou as marcas da lança, e ainda assim nós cremos que Jesus ressurgiu dentre os mortos e nos garantiu vida eterna. Então, podemos dizer: somos felizes porque cremos que Jesus ressuscitou dentre os mortos, sem ver Jesus como os discípulos o viram.

Ao finalizar o texto, João identificou o motivo deste relato. Ele conclui: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (vv. 30,31). De fato, Cristo fez muitos “sinais” diante dos discípulos que não foram escritos neste livro. No entanto, aqueles  “sinais” que foram escritos, servem para que “Jesus, o Cristo, Filho de Deus” seja reconhecido e associado à esperança messiânica judaica. O objetivo do evangelho, portanto, não é escrever um “diário da vida de Jesus”, mas servir “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (v. 31). Todos os sinais neste evangelho apontam para Jesus como sendo o Cristo e o Filho de Deus, que veio dar vida a todos aqueles que creem. Nós, que cremos, somos encorajados a ler e reler o Evangelho de João para continuarmos na nossa fé.

Estimados irmãos! Abandonem a dúvida. Não há razão para a incerteza quanto à ressurreição de Jesus. As Escrituras mostram claramente. O próprio Jesus transmite a mensagem pascoal: Paz seja convosco! Mensagem que alegra os discípulos e a todos nós; que leva o incrédulo Tomé à fé verdadeira. Que o Senhor nos abençoe! Amém

segunda-feira, 25 de março de 2024

TEXTO: MC. 16. 1-8

TEMA: O SIGNIFICADO DO SEPULCRO VAZIO

O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio. Cristo havia ressuscitado. Não estava mais no sepulcro. Agora, estava vazio! Mas qual o significado do sepulcro vazio? Podemos afirmar que há um grande significado. Primeiro, para Jesus que estava no túmulo. Significava que venceu o diabo, o pecado e a morte. Ele salvou o mundo. Confirma o cumprimento da promessa: Jesus foi ferido no calcanhar, mas a cabeça da serpente foi esmagada. 

Segundo,  para àquelas mulheres  que encontraram o túmulo vazio, significava esperança; vitória definitiva sobre a morte. Depois que encontraram o Cristo ressurreto, elas correram para contar a história aos discipulos. Boas notícias devem ser compartilhadas, e elas não podiam ficar caladas.

 E hoje, qual o significado para nós? Significa que podemos ter esperança nesta vida, e que a morte não será o fim da nossa existência, mas uma passagem para a eternidade, para uma vida plena na presença de Deus. Esta notícia da ressurreição e a misericórdia de Deus devem impulsionar os cristãos a divulgar a mensagem da salvação.Também correr para contar a história da ressurreição de Cristo!  Ele está vivo! Seu túmulo está vazio, e o mundo deve saber disso!  Você já percebeu que o sepulcro está vazio e que não há razão para ficar atemorizados?

O nosso texto afirma que no findar do sábado ao entrar o primeiro dia da semana, isto é no domingo, as mulheres se preparam para ir ao sepulcro.  Ao raiar o dia, as mulheres já estavam a caminho da sepultura. Em seus corações ainda pairavam todos os temores e incertezas dos acontecimentos da última semana. Seus pensamentos ainda estavam voltados para a morte de Jesus.  O fato de Cristo estar morto não lhes era bem aceito no coração, muito embora os fatos fossem evidentes. Jesus em várias ocasiões havia predito sua morte sobre a cruz. Mas, o que é mais significativo, é o fato que Jesus, de igual modo, predisse também a sua ressurreição: no terceiro dia ressuscitarei dentre os mortos. (Mc 10.34) E de fato, Ele ressuscitou! No entanto, alguma coisa precisava ser feita. As mulheres tomam uma decisão. Conforme afirma Marcos: “Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, Mãe de Tiago, e Salome, compraram aromas para irem embalsamá-lo”. (v.1). Era um costume preparar o corpo para sepultura, colocando perfumes. Sendo assim, as mulheres levaram aromas para embalsamar o corpo de Jesus. Ervas cheirosas para encobrir o hálito da morte, para deter ao menos o processo de decomposição. Foram a caminho do sepulcro decididas a realizar tal ato.

No entanto, na medida em que se aproximavam do sepulcro, a preocupação crescia Estavam tão preocupadas que nem mesmo pediram, para que alguém fosse junto para deslocar a enorme pedra, que havia sido colocado frente à sepultura. Então, diziam umas às outras: “Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?” (v.3). Quem removerá para nós? Nessa altura talvez alguma delas tenha dito: “Não adianta. Não vamos conseguir remover a pedra!”  A verdade é que a pedra era grande.Para romper a pedra era necessária a força de mais de um homem, Ela foi selada, e guardas foram posicionados para proteger o túmulo. para evitar os roubos nos sepulcros. (Mt 27. 57-61).

Pedras são obstáculos que encontramos na nossa caminhada neste mundo. São pedras pequenas, grandes e enormes que, muitas vezes, não podemos removê-las. São as pedras da amargura, do orgulho, da falta do perdão, do ressentimento, da falta de humildade, do medo, da angustia. Estamos cientes que temos obstáculos e problemas sérios, e ansiedades e medos na nossa vida. Mas não podemos perder o ânimo ou a coragem Não importa o tamanho do problema que enfrentamos em nossas vidas. Precisamos olhar para frente e ver que a pedra foi removida. É preciso deixar que a vitória de Jesus alcance nossos desânimos.

No entanto, grande foi a admiração das mulheres quando, ao poderem vislumbrar a sepultura, viram que ela estava aberta. O corpo de Cristo não estava mais lá dentro. A sepultura estava vazia.  Não podiam entender. Nem ao menos pensaram em ressurreição. De fato a pedra estava removida. Quem será que removeu? Quem abriu o sepulcro?  Mateus afirma “que naquela manhã tinha havido um terremoto e aconteceu uma coisa maravilhosa: um anjo desceu dos céus ao túmulo e revolveu a grande pedra que tinha sido colocada na porta do sepulcro e sentou-se sobre ela”. (Mt. 28.2). Marcos relata que havia um anjo, com aparência de um jovem vestido de branco, que falou às mulheres. A presença do anjo e a ausência do corpo de Cristo fizeram com que as mulheres se sentissem surpresas e cheias de medo. (v.5).Podemos imaginar o estado de espírito em que estas mulheres se encontravam. Elas ficaram surpreendidas e atemorizadas.

Realmente, Cristo ressuscitou. Ele não permaneceu no túmulo. Ele ressuscitou dos mortos. Ele não poderia ficar na sepultura, porque Ele é Deus, o Autor da vida. Se ele não tivesse ressuscitado, nós não teríamos a certeza de que o preço da nossa salvação tinha sido aceito por Deus. Em 1 Coríntios 15, Paulo explica em detalhe a importância da ressurreição de Cristo. Ele mostra consequências desastrosas se a ressurreição nunca tivesse ocorrido: em primeiro lugar, pregar sobre Cristo seria em vão (v.14a). Em segundo lugar, fé em Cristo seria em vão (v.14b).Em terceiro lugar, todas as testemunhas e pregadores da ressurreição seriam mentirosos (v.15).Em quarto lugar,ninguém poderia ser redimido do pecado (v.17).Em quinto lugar, todos os Cristãos que dormiam teriam perecido (v.18). Enfim, seríamos os mais infelizes de todos os homens (v.19). Mas Paulo confirma que Cristo realmente ressuscitou dos mortos e é “as primícias dos que dormem” (v.20), assegurando-nos a esperança de que a ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição.

Cristo ressurgiu. Ele vive! Aquele que foi crucificado, que o mundo tinha rejeitado e desprezado, agora vive. Vive vida glorificada, depois de passar pelo abismo escuro da morte. O Senhor vive para que nós também possamos viver. Cristo vive! Sua sepultura está vazia. Mas qual o significado para Jesus? Significa que Cristo venceu a morte. O bom Pastor que deu a sua vida, Ele salvou o mundo. Ele venceu o próprio Satanás. Aquele que o feriou no calcanhar, agora. recebeu o golpe fulminante na cabeça. A cabeça da serpente estava esmagada. Cristo ressuscitou e mostrou-se a toda a humanidade.

Também havia um grande significado da ressurreição de Jesus  para àquelas mulheres que encontraram o sepulcro vazio. Elas receberam as primeiras notícias da ressurreição de Jesus através do anjo: “ Ide,dizei a seus discipulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galiléia;lá o vereis,como ele vos disse.” (v.7). Elas não precisavam mais andar tristes e preocupadas. Não havia mais incerteza, dúvida, desespero, porque foram iluminadas e agraciadas pelo Evangelho. Diante desta noticia, o medo de que ainda estavam vivenciando se mistura com a alegria. Elas percebem que algo novo havia acontecido

Portanto, a mensagem do anjo, que Cristo ressuscitou, não deveria ser escondida. As mulheres deveriam sair dali contar aos discípulos que Cristo estava vivo. Mesmo tremendo sob o impacto da notícia da ressurreição de Jesus, as mulheres no caminho de regresso, em busca dos discípulos, elas fizeram o que o anjo lhes havia dito: falaram aos discípulos que Cristo havia ressuscitado, principalmente, para o discípulo Pedro. Pedro e os demais discípulos estavam confusos e duvidavam de muitas coisas. Em meio a dúvida, Pedro precisava saber que Cristo havia ressuscitado. Deveria, agora, ser restaurado pela notícia evangélica de que Cristo vive. Também deveria ser preparado para a grande missão que Jesus tinha para ele e os demais discípulos.

A notícia da ressurreição de Jesus, transmitida pelo anjo também vale para nós. Não podemos nos silenciar diante de uma notícia maravilhosa. Ela nos impulsiona anunciar uma mensagem do Cristo que não permaneceu no sepulcro. Precisamos anunciar: se o Senhor não tivesse ressuscitado, continuaríamos mortos em nossos delitos e pecados; se o Senhor não tivesse ressuscitado, ainda seríamos escravos de Satanás; se Cristo não tivesse ressuscitado dentre os mortos, estaríamos fazendo a vontade da carne, andando segundo o curso deste mundo, conforme a vontade de Satanás; se Cristo não tivesse ressuscitado, não teríamos a esperança da vida Eterna, nem tampouco poderíamos desfrutar dos benefícios do seu Reino. Esta é a mensagem da  Páscoa. É a mensagem que o mundo precisa conhecer. Nós não podemos nos silenciar diante de uma noticia maravilhosa. Não podemos anunciar uma mensagem do Cristo morto e encerrado num sepulcro. Mas a realidade de um túmulo aberto e vazio, que nos confirma a ressurreição. Por isso, corramos como fizeram as mulheres,foram e anunciaram o Cristo que ressuscitou! Você tem anunciado?

Que o bondoso Deus possa sempre nos consolar, alegrar e fortalecer com esta mensagem maravilhosa: Jesus morreu, mas, não permaneceu morto. Ele ressuscitou, e o túmulo está vazio. Ele vive. Aleluia! Que nossa Páscoa seja vivida com toda esta alegria! Amém!

segunda-feira, 18 de março de 2024

TEXTO: MC 11.1-10

TEMA: SAUDEMOS O NOSSO REI JESUS !

Em muitos lugares na antiguidade, era costume cobrir com ramos o caminho à frente de alguém que merecesse grandes honras. Essa era a maneira comum que os súditos prestavam honra a um rei quando se aproximava de uma cidade montado num cavalo.

Em nosso texto, acontece algo idêntico. Jesus entra em Jerusalém onde é aclamado pelo povo ao saudar com vestes estendidas em seu caminho e ramos que lhes eram lançados como saudação. Ele entra triunfalmente em Jerusalém, não como um rei guerreiro.  Não como os grandes reis e conquistadores triunfantes depois de uma batalha, ou de um cortejo real cheio de luxo mostrando seus escravos e conquistas. Não como um conquistador militar ou libertador político. Mas como um rei humilde que veio para reinar sobre a sua igreja. Como um monarca que vem em paz, como príncipe da paz. Aquele que veio libertar a humanidade do pecado, da morte e condenação eterna. Todos estes aspectos demonstram que o seu reino não é terreno, mas espiritual.

Neste domingo estaremos comemorando o dia denominado de “Domingo de Ramos”. É o momento em que estaremos recordando a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, saudando o nosso Rei Jesus. Temos dois motivos para saudar o nosso Rei Jesus: primeiro porque Ele é o nosso verdadeiro Rei e merece toda a nossa honra, glória e louvor. Segundo, porque Ele veio nos salvar como verdadeiro Rei.

Era domingo, Jesus estava a caminho rumo à grande cidade de Jerusalém. Não era a primeira vez que Ele ia a esta cidade. A Escritura registra seis visitas que Jesus fizera antes de sua entrada em Jerusalém, pela última vez. Entretanto, esta entrada em Jerusalém, era uma ocasião especial. Jesus entraria para iniciar o seu sofrimento, a finalidade principal de seu reino. Entraria para salvar a cidade e seus moradores, chamando-os ao arrependimento. Por esta razão, Jesus faz sua entrada publicamente na cidade, fazendo com que o povo aclamasse e falasse da grande missão que o levava até ali.

E de acordo com a finalidade e a importância de sua presença em Jerusalém, ao contrário das vezes anteriores, cogita de preparativos especiais para sua entrada. Ele se aproxima com seus discípulos de Jerusalém. Eles estavam no monte das Oliveiras, e dali contemplavam Betfage e Betânia, duas pequenas aldeias antes de Jerusalém. Betânia fica na encosta sul do monte das Oliveiras, ao passo que Betfagé se localizava provavelmente na encosta ocidental do monte das Oliveiras, logo do outro lado do ribeiro de Cedrom em Jerusalém. Era praticamente uma extensão da própria Jerusalém.

Antes de chegar a Jerusalém, Jesus escolhe dois discípulos para enviá-los a Betfage.Neste lugar, os discípulos encontrariam um jumentinho. O Senhor não disse que precisava de qualquer animal, mas mostrou um específico, e disse que precisava daquele animal; nenhum outro serviria. E a ordem de Jesus era muito simples: “Desprendei-o e trazei-o” (v.2). Jesus dá uma demonstração, uma ideia de seu inesgotável poder de realizar qualquer coisa aos olhos humanos. Ele não hesita em mostrar aos discípulos quem Ele era. Ele mostra através de suas palavras grande autoridade, pois é o Senhor quem fala e autoriza. Por isso, não há qualquer questionamento da parte dos discípulos. Eles simplesmente obedecem à ordem do Senhor. Mas algumas pessoas questionaram: Que fazeis, soltando a jumentinha? Os discípulos responderam: conforme as instruções de Jesus (v.6). O evangelista Mateus descreve de forma enfática: O Senhor precisa deles. (Mt 21.3) Literalmente: “O senhor necessita deles”. E de fato, tudo ocorreu como Jesus tinha dito.

Os discípulos encontraram os animais e, sem problemas os trouxeram. Colocaram em cima dele as suas vestes e Jesus montou. Jesus se prepara para entrar em Jerusalém de forma humilde, manso, brando, pacifico. Esta foi a maneira como Jesus entrou em Jerusalém.  Não como os grandes reis e conquistadores triunfantes depois de uma batalha, ou de um cortejo real cheio de luxo mostrando seus escravos e conquistas. Não como um conquistador militar ou libertador político. Mas como um rei humilde que veio para reinar sobre a sua igreja. Como um monarca que vem em paz, como príncipe da paz. Todos estes aspectos demonstram que o seu reino não é terreno, mas espiritual.

Aquela entrada triunfal era um momento de jubilo, alegria e de louvor ao Senhor. Os discípulos e numerosa multidão rendiam homenagens espontâneas a Jesus, que se encaminhavam triunfalmente a Jerusalém, preparando-lhe uma passagem ou caminho com as próprias vestes e com ramos que cortavam de árvores e espalhavam pelo caminho. Era o delírio do povo gritando, clamando em alta voz: Hosana! A multidão que acompanhava Jesus, aclama-o com  expressão do Salmo 118.25s: salve-nos, por favor, ou salve-nos agora, te imploramos! 

No período pós-exílico, o Salmo 118 foi incorporado à liturgia de dias festivos. Por ocasião das principais festas judaicas, os peregrinos que chegavam a Jerusalém podiam ser saudados com esse Salmo. O povo clamava um pedido de socorro a Deus. A libertação orquestrada por alguém que virá da parte de Deus: “Bendito é o que vem em nome do Senhor!” (v.26a). Parece que tanto o salmista como os judeus em geral tinham a esperança da chegada de um rei eterno (Mq 5.2) que promoveria restauração plena para Israel (Mq 5.3,4) e para o mundo (Mq 4.1-4). O salmista convida o povo a celebrar este momento adornando a festa: “O Senhor é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até as pontas do altar.” (v.27). Essa festa era um tipo de parada ou procissão festiva, quando as pessoas se reuniam e caminhavam pelas ruas dirigindo-se ao templo, onde finalmente começariam as celebrações religiosas relativas à Páscoa, momento em que afirmavam enfaticamente seu relacionamento pessoal com seu salvador: Tu és meu Deus! Queremos te exaltar porque a sua misericórdia dura para sempre!

Em nosso texto, a palavra Hosana ὡσαννά (hosanna) significa grito de exaltação ou adoração entoado em reconhecimento ao messianismo de Jesus em sua entrada em Jerusalém; exclamação de louvor a Deus. Esse é o significado dela também nos tempos atuais. Foi a forma como o povo saudou Jesus. Esta deve ser a nossa atitude: Saudar Jesus com o mesmo entusiasmo, alegria e louvor.Juntar a nossas vocês e cantar: "Bendito o que vem em nome do Senhor!" O Rei dos Reis, que chora para trazer-nos a salvação. É este Rei Jesus que nos convida para acompanharmos todos os seus passos no decorrer desta semana Santa. É a Ele que devemos dar a nossa honra, glória e louvor.

A entrada de Jesus em Jerusalém foi coroada de entusiasmo e empolgação. Jesus montado num jumentinho é recebido com honra como um rei. O povo saudou Jesus com “Hosanas”. Mas à medida que a procissão ia se aproximando, vagarosamente, a cidade alvoroçou, e perguntavam: Quem é este? (Mt 21.10). Era a pergunta  que corria de boca em boca, especialmente entre os peregrinos. Sim, quem é este que hoje entra em Jerusalém em marcha triunfal, aclamado pelo povo numa exaltação como a história da cidade não registra há tempos? Quem este Rei que devemos prestar honra e louvor?

 Este é o Reis dos reis, o Senhor dos Senhores. É o Rei do poder e da Glória, santidade e justiça. É o rei que governa este mundo turbulento em que vivemos. É um Rei que morreu por nós, entregou-se humildemente naquela Cruz, suportou toda ignomínia, toda humilhação, todas as chicotadas, blasfêmias, acusações, provocações, traições, abandono, os pregos, a coroa de espinhos, a Cruz, tudo para nos salvar. É um Rei justo. Ele nos justificou ao morrer em nosso lugar. Nós não tínhamos como nos justificar de nossos pecados, nosso destino era a condenação eterna no inferno. Sendo assim, Ele tomou o nosso lugar e pagou esse preço.  Ele usou próprio sangue que Ele derramou para pagar o preço da nossa justificação. Ele deu a Sua própria vida! Ele padeceu por nós na Cruz do Calvário para que fôssemos feitos justiça de Deus

 Vamos saudar o Filho de Deus!Ele merece o nosso louvor, honra e gloria. Ele nos salvou. Vamos abrir as portas dos nossos corações para que Cristo entre! Amém!