TEXTO: RM 8.12-17
TEMA: FILHOS DE DEUS, GUIADOS PELO ESPÍRITO
Você sabe o que é adoção?Adoção é o ato pelo qual uma pessoa recebe legalmente alguém como filho, concedendo-lhe os mesmos direitos, privilégios e responsabilidades de um filho natural. No mundo antigo, a adoção era um ato jurídico de grande importância. Quando alguém era adotado, passava a integrar plenamente uma nova família, recebendo os mesmos direitos e privilégios de um filho legítimo.
No sentido bíblico, a adoção é uma das mais belas imagens da salvação. Paulo utiliza essa imagem para ilustrar a maravilhosa realidade da salvação. Em Cristo, Deus nos acolheu em sua família e nos concedeu a dignidade de sermos seus filhos. Como filhos, podemos nos aproximar de Deus com confiança, chamando-o de Pai. Por isso, ele afirma: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (v.15).
Quando o apóstolo Paulo afirma estas palavras, ele ensina que os verdadeiros filhos de Deus vivem sob a direção e a ação do Espírito Santo: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (v. 14).Segundo Lutero, ser guiado pelo Espírito Santo não significa seguir sentimentos, impulsos interiores ou confiar nas próprias forças. Significa ser conduzido pelo próprio Espírito por meio do Evangelho de Cristo. Ele chama, ilumina, santifica e conserva os cristãos na verdadeira fé. Por meio da Palavra e dos Sacramentos, ele conduz o pecador a Cristo, cria a fé no coração e a fortalece diariamente.
Essa direção do Espírito não elimina a luta contra a carne nem torna o cristão perfeito nesta vida. Pelo contrário, os filhos de Deus enfrentam diariamente a batalha contra o pecado, o mundo e o diabo. Contudo, o Espírito Santo os sustenta pela Palavra, levando-os continuamente ao arrependimento e à confiança nas promessas divinas. Quando caem, são levantados pela graça; quando são tentados, encontram auxílio em Cristo; quando são afligidos, recebem consolo no Evangelho.
Assim, ser guiado pelo Espírito Santo é viver pela fé em Cristo, ouvindo sua Palavra, recebendo seus dons e confiando unicamente em sua graça. Ele também produz frutos, como amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Esses frutos não são a causa da salvação, mas o resultado da obra do Espírito na vida daqueles que pertencem a Cristo.
Diante do que foi exposto, veremos três verdades sobre aqueles que são guiados pelo Espírito:
I
Primeiro, os filhos de Deus não vivem segundo a carne (vv.12-13).O apóstolo Paulo declara: “Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne” (v.12). Antes da conversão, o ser humano estava sob o domínio do pecado e vivia para satisfazer seus desejos pecaminosos. Em sua condição natural, afastado de Deus, ele vivia segundo a carne. Isso significa viver sob o controle da natureza pecaminosa, tendo como guia os próprios desejos, vontades e inclinações contrárias à vontade de Deus.
Quando Paulo usa o termo “carne”, ele não está se referindo simplesmente ao corpo físico, como se o corpo fosse mau em si mesmo. Na verdade, a palavra designa a condição humana corrompida pelo pecado desde a queda de Adão e Eva. Trata-se de uma natureza inclinada à rebelião contra Deus, que busca sua própria vontade em vez da vontade do Criador.
Assim, viver segundo a carne é organizar a vida sem Deus ou em oposição à sua Palavra. É fazer dos próprios desejos a regra suprema da existência. É colocar a si mesmo no centro da vida, buscando satisfação, segurança e felicidade independentemente da vontade divina. A pessoa que vive segundo a carne pensa, decide e age com base apenas em seus próprios interesses, sem se submeter à direção de Deus.
Essa realidade manifesta-se de diversas maneiras: no orgulho que leva o ser humano a confiar em si mesmo; no egoísmo que o faz buscar apenas seus próprios interesses; na impureza, na inveja, na ganância, na ira e em tantas outras obras da carne mencionadas nas Escrituras. Essas atitudes, aparentemente, boas podem ser contaminadas pela carne quando são praticadas sem fé e sem o desejo de glorificar a Deus.
Além disso, viver segundo a carne não significa apenas cometer pecados visíveis. Também significa rejeitar a Deus, ignorar sua Palavra e viver como se não dependêssemos dele. O maior problema da carne não é apenas seu comportamento pecaminoso, mas sua oposição ao próprio Deus. Por isso, Paulo afirma anteriormente que “o pendor da carne é inimizade contra Deus” (Rm 8.7).
Essa era a condição de todos nós por natureza. Estávamos espiritualmente mortos, incapazes de agradar a Deus e sem forças para nos libertar do domínio do pecado. Porém, em sua infinita graça, Deus enviou seu Filho para nos resgatar. Por meio da fé em Cristo, fomos libertados da escravidão da carne e recebemos o Espírito Santo. Agora, embora a velha natureza ainda esteja presente e continue travando batalha contra nós, ela não tem mais poder sobre nós. Por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo, fomos libertados dessa escravidão. Aquilo que era impossível ao ser humano realizar por suas próprias forças, Deus realizou em seu Filho. Na cruz, Cristo carregou sobre si os nossos pecados, sofreu a condenação que merecíamos e pagou plenamente a dívida que tínhamos diante de Deus. Com sua ressurreição, venceu o pecado, a morte e o poder de Satanás, abrindo para nós o caminho da vida eterna.Agora, somos chamados a viver não segundo a carne, mas segundo o Espírito, que habita em nós .
É por isso que Paulo afirma: “somos devedores, não à carne”. Quando Paulo declara que não somos devedores da carne, ele está lembrando aos cristãos que sua identidade mudou radicalmente. Antes, eram escravos do pecado; agora, são filhos de Deus. Antes, viviam para satisfazer os desejos da velha natureza; agora, são chamados a viver para a glória de Deus. Antes, caminhavam rumo à morte; agora, possuem a promessa da vida eterna.Essa nova identidade produz uma nova maneira de viver. O cristão não busca mais agradar a si mesmo acima de tudo, mas procura seguir a vontade de Deus. Ele reconhece que pertence a Cristo, que foi comprado por seu sangue precioso e que sua vida tem um novo propósito: ser guiado pelo Espírito Santo.
Segundo Lutero, ser guiado pelo Espírito Santo não significa seguir sentimentos, impulsos interiores ou confiar nas próprias forças. Significa ser conduzido pelo próprio Espírito por meio do Evangelho de Cristo. Ele chama, ilumina, santifica e conserva os cristãos na verdadeira fé. Por meio da Palavra e dos Sacramentos, ele conduz o pecador a Cristo, cria a fé no coração e a fortalece diariamente.Assim, fortalecido pela Palavra e pela graça divina, continua sua caminhada de fé, confiando não em suas próprias forças, mas na misericórdia do Senhor.
Paulo prossegue com uma séria advertência: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte” (v.13a). Depois de afirmar que os cristãos não são devedores da carne, ele mostra o perigo de voltar a viver sob o seu domínio. O pecado frequentemente se apresenta de forma atraente. Ele promete liberdade, prazer, realização e felicidade. Contudo, suas promessas são enganosas. O resultado final do pecado é sempre destruição. Ele afasta o ser humano de Deus, endurece o coração, enfraquece a fé e conduz à morte espiritual. Por isso, Paulo adverte que aquele que persiste em viver segundo a carne caminha por um caminho perigoso, cujo destino é a separação de Deus.
Essa advertência deve levar cada cristão ao arrependimento. Ao ouvir as palavras de Paulo, somos chamados a examinar nossa vida à luz da Palavra de Deus e a reconhecer sinceramente nossos pecados. O arrependimento não consiste apenas em sentir tristeza pelas consequências do pecado, mas em reconhecer que pecamos contra Deus, lamentar nossas faltas e desejar abandonar os caminhos que desagradam ao Senhor. A verdade é que o cristão não procura justificar seus pecados nem encontrar desculpas para eles. Em vez disso, aproxima-se humildemente de Deus, confessando suas transgressões e reconhecendo sua total dependência da graça divina. Quanto mais compreende a santidade de Deus e a gravidade do pecado, mais percebe sua necessidade do perdão oferecido em Cristo.
Ao mesmo tempo, o arrependimento cristão não termina na confissão do pecado. Ele conduz à fé no Evangelho. Depois de reconhecer sua culpa, o cristão volta-se para Cristo, confiando na promessa de que seus pecados foram plenamente perdoados por meio da morte e ressurreição do Salvador. Na cruz, Jesus assumiu sobre si toda a condenação que merecíamos e conquistou para nós a reconciliação com Deus.Por isso, a vida cristã é uma vida de arrependimento diário. Todos os dias somos chamados a reconhecer nossos pecados, confessá-los diante de Deus e buscar a misericórdia que somente Cristo pode oferecer. Todos os dias o velho ser humano deve ser afogado pelo arrependimento, para que o novo homem, criado pelo Espírito Santo, se levante para viver em justiça e santidade diante de Deus.
Mas Paulo não encerra sua exortação com uma palavra de condenação. Ao contrário, ele apresenta uma gloriosa promessa: “Mas, se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (v.13b). Aqui encontramos o consolo e a esperança do Evangelho. Deus não abandona seus filhos na luta contra o pecado. Ele lhes concede o Espírito Santo, que habita em seus corações, fortalece sua fé e os capacita a resistir às tentações. Mortificar os feitos do corpo significa combater diariamente o pecado e rejeitar tudo aquilo que se opõe à vontade de Deus. É uma atitude contínua de arrependimento, na qual o cristão procura crucificar sua velha natureza e viver de acordo com a nova vida recebida em Cristo. Isso não acontece pela força humana ou pelo esforço pessoal, mas pela ação do Espírito Santo, que opera no coração do cristão por meio da Palavra e dos Sacramentos.
Assim, Paulo ensina que os filhos de Deus não vivem segundo a carne, mas segundo o Espírito. Embora continuem enfrentando tentações e fraquezas, não estão mais sob o domínio do pecado. Fomos comprados pelo sangue de Cristo, adotados na família de Deus e selados com o Espírito Santo. Não pertencemos mais ao pecado, mas ao Senhor que nos salvou. Vivamos, então, como verdadeiros filhos de Deus, rejeitando os caminhos da carne e seguindo a direção do Espírito. E quando tropeçarmos em nossa caminhada, corramos para Cristo, que nos perdoa, nos restaura e nos conduz seguramente à vida eterna.
II
Segundo, os filhos de Deus podem chamar Deus de Pai (vv.15-16).Depois de falar sobre a nova vida no Espírito, Paulo apresenta um dos maiores privilégios do cristão: a certeza de ser filho de Deus. Ele escreve: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (v.15).
Você sabe o que é adoção?Adoção é o ato pelo qual uma pessoa recebe legalmente alguém como filho, concedendo-lhe os mesmos direitos, privilégios e responsabilidades de um filho natural.No mundo antigo, a adoção era um ato jurídico de grande importância. Quando alguém era adotado, passava a integrar plenamente uma nova família, recebendo os mesmos direitos e privilégios de um filho legítimo. No sentido bíblico, a adoção é uma das mais belas imagens da salvação. Paulo utiliza essa imagem para ilustrar a maravilhosa realidade da salvação. Em Cristo, Deus nos acolheu em sua família e nos concedeu a dignidade de sermos seus filhos. Como filhos, podemos nos aproximar de Deus com confiança, chamando-o de Pai.
Mas por que chamamos de Pai? Porque antes de conhecer a Cristo, o ser humano vive como escravo do pecado, da culpa e do medo da condenação. A Lei de Deus revela o pecado e mostra que ninguém pode justificar-se diante do Senhor por seus próprios méritos. Por isso, quem confia em si mesmo vive sem verdadeira paz, sempre inseguro quanto à sua situação diante de Deus. Mas o Evangelho anuncia uma maravilhosa mudança. Por meio de Jesus Cristo, Deus não apenas perdoa os pecadores, mas também os adota como seus filhos. Em Cristo, deixamos de ser inimigos de Deus para nos tornarmos membros de sua família. Não somos recebidos como servos temporários ou hóspedes ocasionais; somos acolhidos como filhos amados.
Quando o apóstolo Paulo afirma estas palavras, ele está ensinando que os verdadeiros filhos de Deus vivem sob a direção e a ação do Espírito Santo: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (v.16). Significa que o Espírito Santo o conduz por meio da Palavra de Deus, criando e fortalecendo a fé em Cristo, levando-o ao arrependimento e orientando sua vida de acordo com a vontade do Senhor. Ele consola, fortalece e preserva o cristão na fé, para que ele não abandone o Senhor diante das provações. Ele produz no coração frutos como amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Enfim, ser guiado pelo Espírito significa ainda confiar nas promessas de Deus, mesmo em meio às dificuldades.
Essa verdade é um grande consolo para os cristãos. Em meio às lutas, tentações e sofrimentos da vida, podemos nos dirigir a Deus com confiança. Sabemos que ele nos ouve, cuida de nós e trabalha para o nosso bem. Quando a culpa nos acusa, podemos lembrar que somos filhos perdoados. Quando o medo nos assusta, podemos recordar que pertencemos ao Pai celestial.
Portanto, os filhos de Deus podem chamar Deus de Pai. Essa não é uma conquista humana, mas um presente da graça divina. Fomos adotados por Deus por causa de Cristo e recebemos o Espírito Santo, que nos dá a certeza dessa filiação. Por isso, vivamos com confiança, alegria e gratidão, sabendo que temos um Pai celestial que nos ama, nos sustenta e jamais abandona seus filhos.
III
Terceiro, os filhos de Deus são herdeiros da glória eterna (v.17). Depois de afirmar que somos filhos de Deus e que podemos chamá-lo de Pai, Paulo apresenta uma consequência maravilhosa dessa filiação. Ele afirma que,se somos verdadeiramente filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, então também somos seus herdeiros : “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (v.17).
No mundo antigo, os filhos tinham direito à herança da família e eram reconhecidos como herdeiros dos bens, do nome e das promessas deixadas pelo pai. Paulo aplica essa imagem à vida cristã. Pela fé em Cristo, os cristãos não são apenas servos ou seguidores, mas filhos adotivos de Deus. Paulo afirma que “somos também herdeiros de Deus.”A expressão “herdeiros de Deus” destaca a grandeza da herança reservada aos cristãos. Essa herança não consiste em riquezas terrenas, bens materiais ou honras passageiras. Trata-se da vida eterna, da comunhão perfeita com Deus e da participação na glória do seu Reino.
Paulo ainda revela que, se somos filhos de Deus por adoção, somos também “coerdeiros com Cristo”. Isso significa que, pela fé e pela união com Cristo, participamos da herança que pertence ao Filho de Deus. Tudo o que Cristo conquistou por sua vida, morte e ressurreição é concedido aos que nele creem. Ele venceu o pecado, a morte e o diabo. Sua vitória não ficou restrita a Ele, mas é compartilhada com todos os seus filhos. Por isso, os cristãos recebem o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus e a promessa da vida eterna. Assim como Cristo ressuscitou dentre os mortos e foi glorificado, também aqueles que pertencem a Ele ressuscitarão para viver eternamente na presença de Deus.Essa verdade traz grande consolo ao cristão. Mesmo em meio às lutas e sofrimentos desta vida, ele sabe que sua herança está garantida em Cristo. O que hoje é recebido pela fé será plenamente desfrutado na eternidade, quando os filhos de Deus participarão da glória do seu Senhor.
Entretanto, Paulo acrescenta uma importante verdade: “se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”. Com essas palavras, o apóstolo descreve uma realidade presente na vida daqueles que seguem a Cristo. Assim como Jesus passou pelo sofrimento da cruz antes de entrar em sua glória, seus discípulos também enfrentam lutas em sua peregrinação neste mundo.Isso significa que a vida cristã não é um caminho livre de dificuldades. O cristão enfrenta tentações, aflições, perseguições e muitas provações.Por isso, seguir a Cristo implica tomar a sua cruz diariamente, permanecer firme na fé e confiar em Deus mesmo quando as circunstâncias são difíceis.Enfim, os sofrimentos não são um sinal do abandono de Deus, mas fazem parte da caminhada daqueles que pertencem a Cristo.
Contudo, para aqueles que sofrem por causa do nome de Cristo, o sofrimento não é a palavra final. Aquele que participa dos sofrimentos de Cristo também participará de sua glória: “com ele seremos glorificados”.A promessa é que todos os que pertencem a Cristo participarão de sua glória. Isso aponta para a ressurreição final, quando os cristãos receberão corpos glorificados e viverão para sempre na presença de Deus. A cruz é temporária; a glória é eterna. As lágrimas darão lugar à alegria, as lutas terão fim e a vitória será completa. No último dia, os filhos de Deus serão glorificados juntamente com Cristo e desfrutarão para sempre da herança que lhes foi preparada.Por isso, os cristãos podem enfrentar as dificuldades com esperança e perseverança, sabendo que os sofrimentos do tempo presente não se comparam com a glória que Deus há de revelar em seus filhos.
Que promessa extraordinária! Os filhos de Deus não vivem apenas para esta vida. Eles possuem uma esperança que vai além das dificuldades e limitações deste mundo. Essa esperança sustentou os cristãos de todas as épocas. Os apóstolos, os mártires e incontáveis servos de Deus enfrentaram perseguições e sofrimentos porque mantinham sua esperança na herança eterna. Eles sabiam que as aflições deste tempo não podem ser comparadas com a glória que será revelada aos filhos de Deus.Da mesma forma, essa promessa fortalece hoje a nossa fé. Quando enfrentamos dores, perdas ou incertezas, lembramos que nossa história não termina neste mundo. Em Cristo, temos uma herança incorruptível, reservada nos céus. Nada pode roubá-la, destruí-la ou diminuí-la. Ela está garantida pela obra perfeita de Jesus.
Estimados irmãos! O apóstolo Paulo nos revela a maravilhosa realidade da vida cristã: aqueles que pertencem a Cristo são filhos de Deus e vivem sob a direção do Espírito Santo. Essa não é apenas uma ideia teológica, mas uma nova identidade que transforma toda a nossa existência.Fomos lembrados de que não somos devedores da carne. Em Cristo, fomos libertos do domínio do pecado e chamados a viver uma nova vida. Também ouvimos que podemos nos aproximar de Deus com confiança, chamando-o de Pai, porque recebemos o Espírito de adoção. E ainda recebemos a promessa de que somos herdeiros da glória eterna, coerdeiros com Cristo.
Diante dessas verdades, somos convidados a olhar para a nossa vida com sinceridade. Ainda lutamos contra o pecado, ainda enfrentamos tentações e fraquezas, mas não estamos mais sozinhos nem abandonados ao domínio da carne. O Espírito Santo habita em nós, nos conduz, nos corrige e nos fortalece na caminhada da fé.
Por isso, a resposta do cristão é viver como filho de Deus: rejeitando os caminhos da carne, confiando na graça de Cristo e permitindo que o Espírito Santo dirija cada passo da vida. Quando caímos, não permanecemos no desespero, mas corremos para Cristo, que perdoa, restaura e renova.
Assim, seguimos nossa caminhada com confiança e esperança, sabendo que aquele que nos adotou como filhos também nos sustentará até o fim e nos conduzirá à herança eterna preparada em seu Reino.Amém
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