quarta-feira, 3 de agosto de 2022

  

TEXTO: LC 12.22-34(35-40)

TEMA: NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELA VIDA!

Você é uma pessoa ansiosa? A ansiedade tem tomado conta da sua vida nos últimos dias? Você vive preocupada, com medo de que as coisas não saiam como gostaria? Talvez você não seja uma pessoa ansiosa, mas provavelmente já tenha passado por momentos de ansiedade. A ansiedade é o mal deste século. Mas o que é a ansiedade? É um estado emocional caracterizado por sentimentos de tensão, preocupação do ser humano ao enfrentar algum problema no trabalho, antes de uma prova ou diante de decisões difíceis do dia a dia. Ela atinge a todas as pessoas. De crianças a adultos é notório a presença de preocupações, seja no âmbito escolar, familiar, sentimental, espiritual, profissional. Ela abala a nossa felicidade, nossa saúde, nossa fé.

Jesus conhecendo as preocupações, os conflitos, as limitações dos discípulos, ensina a meditar sobre a ansiedade. Ensina a necessidade de uma vida isenta de preocupações. Ensina não ficar, o tempo todo, ansioso sobre as coisas desta vida, mesmo que sejam as necessidades básicas como comer e vestir. Por isso, a ordem de Jesus é não se preocupar ou andar ansiosos. Ele afirma: “eu vos advirto: não andeis ansiosos pela vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quando ao que haveis de vestir”. (v.22).

No entanto, seria errado concluir que Jesus estaria proibindo a busca, ou a preocupação daquilo que é necessário para o ser humano: alimentação e vestiários Afinal, precisamos de alimentação e vestiários para sobreviver. Esta preocupação é normal. É a necessidade primária do ser humano. A preocupação que Jesus proíbe é aquela que tira o sono e a paz. Aquela preocupação presa exclusivamente às solicitudes e demandas da vida, ou seja, o cuidado pelo o bem-estar pessoal. O medo de perder aquilo que dá segurança e o temor de não ter acumulado suficientemente para a vida. Enfim, aquela preocupação excessiva que não produz nenhum fruto proveitoso na edificação espiritual, pelo contrário, manifesta-se como resultado de uma vida desprovida de fé na providência divina.

Jesus enumera, então, três motivos para não vivermos ansiosos. O primeiro motivo: Ele diz: “a vida é mais é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes.” (v. 23). Vivemos numa época na qual as pessoas enfrentam nos dias de hoje uma preocupação constante com tudo o que acontece na vida. O homem se preocupa com o dia de amanhã, com o que vai comer, com o que vai vestir, com os filhos, com a família, com o dinheiro para pagar as suas contas, com o trabalho, enfim, se analisarmos bem, o homem passa a maior parte do seu dia vivendo preocupado. Mas é muito difícil não estar preocupado com alguma coisa, já que vivemos um tempo difícil sob todos os aspectos e não podemos fugir de determinadas coisas.

No entanto, devemos nos questionar: Este é o foco de nossa vida? Quando o foco da vida for a própria subsistência, brotará a ansiedade. Quando faço do alimento ou da roupa, uma preocupação constante, então, não vivo a vida. Por isso, Jesus nos ensina aqui um princípio muito importante para não vivermos ansiosos: A comida e a roupa são importantes para nós, mas a vida é essencial, porque Deus nos deu a vida, e certamente também nos dará o alimento que necessitamos para nosso sustento, nos dará também roupa para que os cubramos e abriguemos. Quando cultivamos o valor da vida, eliminamos muitas preocupações.

O segundo motivo: “observem os corvos: não semeiam, nem colhem, não tem despensa nem celeiros. Contudo, Deus os alimenta”. (v.24). As aves não produzem seu alimento nem cuidam da terra. Mas elas obtêm o alimento de que necessitam, pois Deus cuida de todos os corvos (e aves) todos os dias. Ele se preocupa até mesmo com estas pequenas aves que são criaturas de pouco valor, que eram vendidas no mercado como alimentação dos pobres, mas ainda assim Deus cuidava delas. Porventura esse Deus, não cuidaria de seus próprios filhos? Por isso, não há motivos de estarmos preocupados, porque o Pai Celeste sabe tudo quanto seus filhos precisam receber nesta vida. Lemos em 1 Pedro 5.7: “Lançai sobre ela a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. O profeta Isaías nos diz: “Não temas porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço e te ajudo” (Isaías 41.10). O salmista nos diz: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem”. Sendo assim, podemos esperar confiantemente o fornecimento de todas as necessidades que temos da parte do Pai. Quem é filho do Pai Celeste, tem razão em esperar o fornecimento do tudo, porque Deus é o doador de tudo aquilo que se precisa na vida.

O terceiro motivo: “E por que andais ansiosos quanto ao vestuário?” (v.27). Jesus fala sobre a ansiedade em relação às roupas: “observem como crescem os lírios”. Nada fazem senão crescer conforme a natureza. Eles não trabalham e nem tecem. Jesus exemplifica ao dizer que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no fogo, quanto mais vestirá vocês, homens de pequena fé! Jesus mostrou que as flores apesar de sua beleza, eram de pouco valor e só serviam de combustível que, por sua vez, era utilizado no fabrico do pão para os homens. Esse mesmo Deus, por conseguinte, deve ter muito mais cuidado pelo homem. Se o Deus criador tem tal interesse por uma simples flor, que para nós pouco vale, porventura, não cuidaria de seus filhos, providenciando-lhes as roupas necessárias? Jesus não promete dar-nos trajes mais belos que as vestes das flores, e sim, o fornecimento do que é necessário, Diz Paulo: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Tm. 6.8).

Jesus ao apresentar os motivos para não vivermos ansiosos, concluímos que o foco da nossa vida não pode ser exclusivamente na busca pelos os bens materiais. Não podemos deixar com que os problemas e as inquietações da vida tirem de nós o nosso foco em Deus. Aqueles que se entregam às preocupações; aqueles que dizem que podem garantir a sua própria vida, o seu sustento, age como um gentio. Jesus afirma: “não vos entregueis a inquietações”, pois os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas”. (vv.29 e 30). Os gentios eram os povos que não adoravam o verdadeiro Deus. Para eles, o que importava eram os bens materiais. Era o interesse principal. Eles viviam ansiosos, porque preocupavam-se em guardar seus bens. Tinham medo do que poderia acontecer no futuro. Portanto, a meta principal consistia no comer, beber, e se vestir: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. (Is 22.13). Este é o pensamento filosófico dos gentios: o amanhã não existe. Vamos aproveitar a festa, vamos, comamos e bebamos, pois amanhã morreremos. Não aceite esse pensamento!

 Hoje, as pessoas continuam agindo da mesma forma. Colocam como prioridade a comida, a roupa, o dinheiro, a família, a carreira. Começam admitir que o comer, beber e o vestir são as coisas mais importante em sua vida e questiona a si mesmo: De onde me virá a minha próxima refeição?  O que vou comer no dia de amanhã? Que roupa vou vestir? Além do mais não se contentam com aquilo que possuem. Quer cada vez mais. Quer aumentar mais o seu capital. Que tipo de vida você quer viver? Uma vida focada em você mesmo, atribulada, ansiosa, preocupada com tudo? Lembrem-se: A preocupação demasiada com as coisas da vida cotidiana é reflexo da falta de confiança plena na bondade do Pai Celeste que conhece todas as necessidades de seus filhos.

Enquanto os gentios andam preocupados, buscando desesperadamente coisas materiais, Jesus nos ensina que não faz sentido andar ansiosos e preocupados, quando se reconhece a soberania e a providência divina. Por isso, os seguidores de Cristo são convidados a buscar, antes de tudo, o Reino de Deus. Deveriam focar suas vidas no Reino de Deus, viver para que este reino se amplie cada vez mais na pregação do evangelho. Ele deu aos seus discípulos um novo objetivo na vida: buscar o Reino de Deus: Ele diz: “Buscai, antes de tudo, seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas” (v.31). A expressão “buscai primeiro o Reino de Deus” significa que a vontade de Deus deve estar em primeiro lugar em nossas vidas. Quando buscamos o Reino de Deus acima de tudo, Deus cuida de nossas necessidades. Todo nosso sustento vem dele. Ele providencia tudo que precisamos: estas coisas vos serão acrescentadas”. Deus sabe aquilo que precisamos para viver.  Por isso, Ele deve ser nossa primeira prioridade.

Estimados irmãos! Se preocupe com tesouros e riquezas que perdurem para toda a eternidade. É a maior riqueza que o homem mais necessita, primeiramente, é a salvação. Pela fé em Jesus, crendo em sua obra e sacrifício redentor, Deus nos declara justo e santo e permite nossa entrada no céu, para recebermos a herança que nos será preparada.

Portanto, busquemos ao Senhor em sua Palavra. Depositemos nele toda confiança, e podemos ter certeza: Deus vai cuidar de cada um de nós, e não há motivos para se preocupar com as coisas desta vida. Amém!

terça-feira, 12 de julho de 2022

 

TEXTO: SL 27.1-6

TEMA: COLOQUEMOS A NOSSA CONFIANÇA NO SENHOR!

Nos dias do salmista, como hoje, as pessoas confiavam nas suas próprias forças, na grandeza dos seus exércitos, na quantidade de suas armas, nos seus cavalos. Davi poderia ter depositado toda a sua confiança nestas coisas, mas, escolheu confiar somente no Senhor. Ele expressa esta confiança no Senhor quando tinha que enfrentar as batalhas durante a sua vida. Nestas circunstancias, ele sempre recorria à segurança, poder e vitória vindas do Senhor. Era um homem de fé genuína, confiante nas promessas do Senhor.

E você, tem confiado somente no Senhor? Tem dado exemplo de fé e confiança no Senhor, ou nas ideologias? Nas riquezas? Nas instituições? Na sua própria força? Verdade é que muitas pessoas, neste mundo materialista, têm colocado a confiança em si mesmo, nas riquezas, em coisas que são perecíveis, ou em qualquer outra coisa, menos no Senhor. Mas não esqueçam:  nossa confiança deve estar depositada no Senhor, pois ele nos garante força, firmeza, paz, persistência e certeza necessárias para seguirmos em frente. Com a confiança no Senhor, permaneceremos firmes diante das dificuldades e problemas, pois temos a certeza de que Ele sempre responderá às nossas súplicas, às vezes, de um modo diferente o que esperávamos, mas sempre responderá.

Davi estava sofrendo por causa da fúria e das tramas dos seus inimigos. Seu filho Absalão se tornou o grande inimigo de Davi. Situação que deixou Davi tão apático diante daquela circunstância, e se mostrou temeroso e inseguro. Não havia pretensão de domínio e força para lutar. Amedrontado com a situação que tinha à sua frente, ele demonstrou medo. Na verdade, Davi teve muitos medos ao longo de sua vida. Mas diante de seu medo, a sua confiança não estava na força do seu braço nem no poderio de seus guerreiros. Sua confiança estava depositada em Deus, que sempre foi a sua rocha, o seu escudo e a sua fortaleza. Sendo assim, ele afirma: “O Senhor é minha luz e minha salvação. O Senhor é a fortaleza de minha de minha vida.” (vv.1-3). Deus é luz, salvação e fortaleza para Davi. Essa realidade é tão poderosa que ele exclama: “por que ter medo?”  (v.1).

O medo faz parte da vida do ser humano.  Ele remonta-nos a Adão e Eva. Depois de desobedecerem a Deus, e de Deus os ter chamado, Adão respondeu: "Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”. (Gn 3.10). São tantas fobias que estão presentes na vida do ser humano que tem levado ao desespero e sofrimento. Mas, afinal, o que é o medo? Medo é um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário. Ele é um sentimento que está presente na vida das pessoas. Você tem medo de alguma coisa? O que pode lhe deixar com medo? Seria o futuro? A área financeira? Seria medo da morte? Da violência e injustiças que vemos todos os dias na TV? De atravessar uma rua movimentada? De uma tempestade? De ser assaltado? O que lhe deixa com medo?

É justamente nesta situação de medo que Davi busca Deus. Demonstra a sua confiança e ânimo, quando diz que o Senhor é a sua luz, salvação e fortaleza. Ele apresenta as características de Deus e se apropria de seus benefícios para a sua vida. Ele confiava no Senhor que é a sua luz. A luz que resplandeceu em sua vida. Ele confiava no Senhor que é a sua salvação. Naquele que livra de situações de perigo, opressão e sofrimento. Ele confiava no Senhor que é a sua fortaleza. Naquele é forte refúgio para aqueles que estão sendo perseguidos pelos inimigos: “Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança”, declara o salmista no verso 3. Na verdade, o medo deu lugar ao sentimento de segurança na vida do salmista.

Diante da dimensão de nossos medos, problemas e tribulações, que são densos, quando não conseguimos enxergar absolutamente nada diante de nossos olhos, ou até mesmo, discernir onde estamos, e o que está acontecendo em nossa vida, eu pergunto: temos confiado no Senhor? Onde está a nossa esperança? Nas ideologias? Nas riquezas? Em si mesmo? Verdade é que muitas pessoas tem colocado a confiança em si mesmo, nas riquezas, em coisas que são perecíveis, ou em qualquer outra coisa, menos no Senhor. E você, tem confiado somente no Senhor? Tem dado exemplo de fé e confiança no Senhor, ou nas ideologias? Nas riquezas? Nas instituições? Na sua própria força? Verdade é que muitas pessoas, neste mundo materialista, têm colocado a confiança em si mesmo, nas riquezas, em coisas que são perecíveis, ou em qualquer outra coisa, menos no Senhor. O que precisamos entender, é que a confiança deve ser depositada no Senhor, porque Ele nos garante força, paz, firmeza e certeza necessárias para seguirmos em frente. Com a confiança no Senhor, permaneceremos firmes diante das dificuldades e problemas, pois temos a certeza de que Ele sempre responderá às nossas súplicas, às vezes, de um modo diferente o que esperávamos, mas sempre responderá.

Confiando no Senhor, o salmista demonstra o seu maior desejo. Ele pede ao Senhor uma coisa que tinha muita necessidade. O que Davi queria?  Morar na Casa do Senhor: “Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”. (v.4). Davi não queria apenas um livramento do problema. Não almejava se esconder debaixo das cortinas da tenda. (tabernáculo). Também não desejava entrar na Casa do Senhor para realizar um dever social, religioso, ou para rever amigos. Mas a Casa do Senhor era o melhor lugar onde ele poderia estar.  Sentia-se feliz, alegre, seguro, protegido, e podia descansar tranquilamente. E os motivos de se assentar diariamente na Casa do Senhor são expostos: “contemplar a beleza do Senhor”. A palavra “contemplar” implica a ideia da busca de um relacionamento íntimo com Deus; transmite a ideia de fixar o olhar. E para onde se concentrava seu olhar? Na beleza de Deus, ou literalmente, no seu encanto. Portanto, Davi queria meditar no templo do Senhor. Meditar sobre quem é o Senhor e manter comunhão com Ele. Davi tinha tanto carinho pela Casa do Senhor que certa vez exclamou: “Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos!” (Sl 84.1).

O que você tem pedido ao Senhor em suas orações? Se você tivesse que pedir apenas uma única coisa para Deus, o que você pediria? Talvez esteja pedindo muitas coisas, mas esquecendo da principal. “só uma coisa é necessária...”. E o que é necessário? Estar na Casa do Senhor contemplar a Sua beleza e meditar no templo do Senhor. Este deve ser o nosso maior desejo, mais do que qualquer outra coisa nesta vida. Você não gostaria de usufruir das bênçãos maravilhosas oferecidas por Deus? De contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo? De manter seu encontro com toda a congregação perante o Senhor, onde se evidência e se fortalece a comunhão entre irmãos na fé? Lembre-se: Você é parte integrante da Casa do Senhor. Sem a sua presença e participação, com os demais irmãos na fé, que se reúnem regularmente para ouvir o Evangelho, não existe comunhão e trabalho.

Davi não almejava se esconder na Casa do Senhor como se fosse uma fortaleza, que consistia de muralhas e portas resistentes. O que ele almejava era a proteção divina, de estar debaixo do cuidado do Senhor. Ele afirma que é na Casa do Senhor, no meio de Sua presença, que encontraria paz de espirito que tanto almejava: “Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo, me acolherá; elevar-me-á sobre uma rocha”. (v.5). O termo pavilhão refere-se a um refúgio, um lugar de proteção. Já o termo recôndito é um lugar mais profundo, íntimo, reservado, baseia-se num relacionamento ligado por afeição e confiança ao Senhor. Sendo assim, o tabernáculo de Deus seria o refúgio, o lugar seguro, que permitiria tranquilidade na vida de Davi, lugar de adoração, pois era onde o Senhor se manifestava.

Infelizmente, vivemos numa época em que muitos cristãos têm perdido a vontade de buscar a presença do Senhor. Quão difícil em nosso tempo de tanta correria é encontrar pessoas na busca pela Casa do Senhor.  Muitos abandonam a Casa do Senhor, deixando de frequentá-la, de se interessar por ela e de zelar pelo seu sustento. Têm perdido a vontade de orar, ler a Bíblia, cantar louvores, glorificar a Jesus Cristo na Casa do Senhor. Na verdade, há um esfriamento espiritual na vida de muitos cristãos.  Como prova disto, encontramos igrejas vazias pessoas “frias” espiritualmente, materialistas, dando mais valor aos negócios do que ir à Casa do Senhor. Precisamos buscar a presença do Senhor constantemente e nunca dispensar a comunhão com Deus e a santificação. Ele é o nosso abrigo e proteção! Se vivemos na Casa do Senhor todos os dias, contemplando a Sua beleza, vamos desfrutar de muitas bênçãos que Ele nos oferece: felicidade, alegria, paz, consolo, comunhão e tantas outras que recebemos, quando dispomos a buscar a face de Deus, unidos em adoração com outros membros do corpo de Cristo.

Essa visão, exposta por Davi, é tão reconfortante que ele faz questão de demostrar sua gratidão, diante da atuação de Deus em seu favor. Ele afirma: “Que eu ofereça, no seu tabernáculo, sacrifícios de alegria; que eu cante e faça músicas ao Senhor”. (v.6a). Aqui está um aspecto importante da vida de Davi. Ele oferece a Deus sacrifício de júbilo – ele canta louvores a Deus, ele se sente alegre por estar na Casa do Senhor. Esta é uma forma de agradecimento ao Senhor, diante das vitórias sobre seus inimigos. Por isso, ele declara seu propósito de oferecer sacrifícios de gratidão ao Senhor.

A circunstância em que se encontrava o salmista, também tem sido a nossa situação. A vida do cristão é comparada a uma jornada. Somo peregrinos neste mundo, e estamos a caminho da nova Jerusalém. Muitos são os perigos nesta jornada. São tantas as dificuldades que temos que enfrentar, mas Deus é o nosso socorro. É justamente do próprio Deus que vem a nossa ajuda. É maravilhoso ser protegido pelo Senhor! Ele nos protege das armadilhas de Satanás, de doenças, enfermidades e epidemias, de violência, acidentes. Esta proteção ocorre na vida daqueles que confiam no Senhor. De fato, quem confia no Senhor pode passar por momentos de segurança.

Portanto, precisamos aprender a confiar em Deus. Confiar em Deus é uma atitude que temos de tomar todos os dias, ou melhor, ela deve estar impregnada em nossa mente, ainda que não enxerguemos propósitos nas circunstâncias que enfrentamos, nem nos desafios que somos obrigados a passar. Confiar significa ter fé, esperar, ter esperança em algo ou alguém.  Deus é digno de nossa confiança. Ao contrário dos homens, Ele nunca deixa de cumprir as Suas promessas. Você já parou pra pensar o quanto Deus age, mostrando seu amor e sua bondade em sua vida? Amém.                                                            

terça-feira, 5 de julho de 2022

 

TEXTO: LC 10.25-37

TEMA:  SEJAMOS MISERICORDIOSOS PARA COM O PRÓXIMO

Ainda, hoje, temos dificuldades de expressar o verdadeiro cristianismo de maneira concreta, no amor ao próximo, na ajuda ao necessitado, na assistência social. Todavia, Jesus não deixa dúvidas sobre esta necessidade ao contar a parábola do bom samaritano, ao intérprete da lei, quando este se levantou para por Jesus à prova: Que farei para herdar a vida eterna? Jesus responde: Que está escrito na Lei? O intérprete responde citando o resumo das duas tábuas da Lei: o amor de Deus e ao próximo. Faze isto, e viverás. Esta é a resposta de Jesus. Entretanto, o intérprete tentando justificar-se, pergunta: Quem é meu próximo? Jesus responde ao contar a história do Bom Samaritano, conclamando a cada cristão a seguir o exemplo do Bom Samaritano. A cada um de nós, Jesus diz: Sê misericordioso. Ser misericordioso significa passar por perto do necessitado. Compadecer-se do necessitado. Cuidar das necessidades do necessitado.

Jesus inicia dizendo que certo homem descia de Jerusalém para Jericó e foi assaltado. Os salteadores haviam atacado, maltratado e roubado, deixando quase morto à beira do caminho. Um sacerdote e um levita seguiam pela mesma estrada. O sacerdote constituía o clero e ministrava no templo em Jerusalém. O levita era israelita da tribo de Levi. Essa tribo foi escolhida por Deus para cuidar do templo e guiar o povo na adoração a Deus. Os dois tinham profundo conhecimento sobre a religião. Portanto, o sacerdote e o levita deveriam exercitar seu amor por alguém que precisava de ajuda, uma vez já que tinham o conhecimento da vontade de Deus. Eles sabiam o que tinham de fazer. Mas não foi esta a atitude desses homens. O texto afirma que ao verem a situação daquele homem, “passaram de largo”. A expressão significa passar longe de qualquer lugar ou coisa, ignorando o acontecimento. Enfim, decidiram não socorrer o homem, passando pelo outro lado da estrada, para garantir uma distância adequada do desconhecido.

Muitas desculpas e dúvidas surgiram na mente daqueles homens. O sacerdote achou que precisava preocupar-se com as regras do cerimonial das purificações. O levita reagiu de forma semelhante e evitou o contato com a vítima desafortunada. Talvez pensassem: Não conheço este homem; não tenho tempo para socorrê-lo, é um estrangeiro. Além do mais este lugar é perigoso. Desta forma, não viram naquele homem ferido a oportunidade que Deus estava lhes promovendo para exercerem a misericórdia que Ele demonstrou pela humanidade. Para aqueles homens era grande a ocasião para pôr em prática a caridade, prestar auxílio e pregar o amor. No entanto, não o fizeram. “Passaram de largo”. Deixaram o pobre homem ali sem ajudá-lo. Não quiseram envolver-se; continuaram indiferentes, como se nada tivesse acontecido.

Encontramos tantas pessoas caídas nas estradas, assaltadas, espancadas. E quais são as nossas desculpas? Será que não agimos da mesma forma? É evidente que sim! Uma atitude que é muito comum entre nós. Na verdade, alguns nem percebem as diversas e grandes oportunidades que Deus coloca em seu caminho; outros querem uma oportunidade especial para demostrar o seu amor ao próximo. Assim, continuam no seu indiferentismo e passando de largo como o sacerdote e o levita, desprezando a oportunidade que Deus oferece para exercer misericórdia. Só quem ama Deus com todo o seu ser, é capacitado para o amor ao próximo, para vencer todas as barreiras de preconceito, egoísmo, impaciência e falta de compromisso. Este entenderá o amor como uma forma de servir sem esperar recompensa. Entenderá que Jesus o ama e também deve amar quem está por perto.

De repente surge ajuda a aquele homem que fora atacado, maltratado e roubado, que estava quase morto à beira do caminho. O texto afirma: “Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele”. (v.33). Aquele samaritano teve enorme compaixão ao ver a grande necessidade da vítima. Mesmo diante do perigo, ele não pensou muito, mas simplesmente fez, o que o amor de Deus o constrange a fazer. Ele se aproxima e se compadece naquele homem ferido e demonstra o amor ao próximo. A palavra “compaixão” na Bíblia significa “ter misericórdia, sentir compaixão e ter pena”. É identificar-se com a dor e o sofrimento da pessoa necessitada e, ao mesmo tempo, aliviá-la desta dor e sofrimento com os recursos ao nosso dispor. 

O grande exemplo da verdadeira compaixão, encontramos na atitude de Jesus. Ele exemplificou a Sua compaixão em vários momentos durante o seu ministério. A morte do filho da viúva de Naim, por exemplo. O texto diz que o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! E em seguida, ressuscitou o filho morto, o único filho da viúva (Lc. 11-15). Quando Jesus viu Seus amigos chorando no túmulo de Lázaro, sentiu compaixão deles e chorou ao seu lado (João 11.33-35). Jesus curou as grandes multidões que vieram a Ele (Mateus 14.14), bem como indivíduos que buscavam a Sua cura (Marcos 1.40-41). Estes exemplos de Jesus nos mostram o quanto Deus é compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade. Sua compaixão é infinita e eterna. Suas misericórdias nunca falham. Elas se renovam a cada manhã (Lamentações 3.22-23).

Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? O intérprete da Lei, respondeu: o que usou de misericórdia. De fato, quem usou de misericórdia foi o samaritano. E por causa da sua compaixão, ele toma algumas atitudes concretas: ali no próprio local, faz os primeiros curativos com vinho e óleo, usando medicamentos normais da época. Cuidadosamente o colocou sobre o seu animal e levou até uma hospedaria, onde no dia seguinte paga pelos gastos e adianta dinheiro para os gastos que o hospedeiro ainda teria com o ferido. (vv.34 e 35). Ele não pensou em si, mas na necessidade do próximo. Todos estes serviços definem o verdadeiro amor como algo sem limites. Revela que o verdadeiro amor não conhece fronteiras. Como se observa, ser misericordioso envolve sacrifício, compartilhar os sofrimentos, andar a pé, deixar o animal para o outro, pagar pelas despesas. Mas será que nos compadeçamos, assim, dos necessitados? Será que nos condoemos das fraquezas e limitações uns dos outros? Será que há compaixão verdadeira no relacionamento com o próximo?

São sobre estas coisas que precisamos refletir. Olhar para Jesus quando esteve nesse mundo. Ele sempre demostrou misericórdia. Ele dava pão aos famintos, saúde aos doentes, consolo aos aflitos. Por fim deu sua vida. Hoje, Deus ainda continua usando esta misericórdia. Ele continua nos abençoando ricamente. Recebemos inúmeras bênçãos do Pai Celestial. Ele perdoa os nossos pecados, busca os pecadores arrependimento, se compadece dos necessitados e fortalece a nossa fé. Sendo assim, Ele nos convida a praticarmos esta misericórdia em relação ao nosso próximo. Ele quer que coloquemos a serviço do próximo as nossas forças, habilidades, a nossa ajuda ao próximo, da mesma forma como o Pai é misericordioso. Esta é a recomendação de Jesus: “Vai e procede tu de igual modo”. (v.37). Proceder significa a ação daquilo que segue, que continua, mas também pode indicar um comportamento, uma forma de agir. Deus requer de nós uma atitude de amor ao próximo. O mundo precisa da nossa misericórdia para com os necessitados, daqueles que precisam do afeto, do carinho, do amor. Peça a Deus para tornar seu coração sensível a outras pessoas, sentindo misericórdia de seu sofrimento.

Hoje, somos desafiados a nos perguntar: Quem é meu próximo? Pergunta que deve ser feita a cada um de nós, cuja resposta deve ser dada com atitudes concretas e não somente com meras palavras, pois vivemos num mundo dominado pela cultura do interesse próprio, do materialismo e da exaltação do eu, pessoas que ignoram os interesses do seu próximo. Sendo assim, precisamos tirar o foco de nós, dos nossos interesses, desejos e olharmos para os interesses e necessidades de nosso próximo. Por isso, o cristão nunca pode passar ao largo, como fizeram o sacerdote e o Levita, pois neste mesmo mundo encontramos pessoas precisando de ajuda; pessoas cobertas de dor pela falta de compreensão, de carinho e de amor; feridas por terem sofrido humilhações que vão contra a dignidade humana.

Estimados, irmãos! Sejamos, pois, misericordiosos! Coloquemos em prática o que disse Jesus. Façamos como fez o samaritano. Só assim, estaremos amando de verdade. Portanto, “Vai, e procede tu de igual modo”. Amém.

terça-feira, 28 de junho de 2022

 TEXTO:SL 66

TEMA:LOUVEMOS A DEUS POR SEUS GRANDES FEITOS


O Salmo 66 é um hino de gratidão a Deus por seu livramento. Não sabemos o autor, nem a circunstância da sua composição. Mas pelos exemplos, expressões e estilo citados, é possível que seja de Davi. O Salmo oferece uma grande contribuição à nossa compreensão do valor do louvor bíblico. No decorrer do Salma, o poeta fala de um louvor descritivo, exaltando a Deus pelo que é e pelo que faz, bem como um louvor declarativo, adorando a Deus por determinadas respostas específicas às suas orações. Ele coloca diversos motivos que nos levam a reconhecer a grandeza de Deus. Ele mesmo reconhece as grandes obras de Deus do passado, tais como a abertura do Mar Vermelho nos dias de Moisés e a travessia dos israelitas no Rio Jordão nos dias de Josué. Israel se alegrou sobremaneira no Senhor, em ambas as ocasiões.

O salmista passou por uma grande crise, a qual ele chama de “minha aflição” que o levou a fazer voto, e clamar a Deus em oração. Pelo modo como se expressa no salmo, é provável que tenha sido uma crise nacional, afligindo todo o povo. Entretanto, essa crise havia cessado por uma ação poderosa do Senhor. Diante da grande libertação, toda a nação está tremendamente feliz e o salmista se vê, não apenas devedor, mas desejoso de oferecer a Deus todo louvor e agradecimento com toda sua força. Sendo assim, ele convida a todos, não apenas o povo de Israel, mas os povos que habitam todas as terras se unirem a louvar ao Senhor por suas obras: “Aclamai a Deus, toda a terra. Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor” (vs.1 e 2).

Essa atitude do salmista, em demonstrar sua gratidão, aclamando, glorificando, enaltecendo o poder de Deus, tem um motivo: “quão tremendos são os teus feitos!” (v.3a). A palavra “tremendos” significa que seus atos são tão grandes que eles causam espanto e admiração. As obras de Deus causam sensação de assombro e admiração (Salmo 19.1,2). Diante desta grandiosidade do poder de Deus, todos os povos da terra são convidados a salmodiar a glória do nome do Senhor, prostrando-se perante Deus. (v.4). O termo “prostrar”, “curvar” significa render honra prestar reverência e homenagem a alguém em admiração e reconhecimento de sua posição hierárquica superior. Esta honra até mesmo os inimigos se mostram submissos à grandeza divina: “Pela grandeza do teu poder, a ti se mostram submissos os teus inimigos”. (v.3b).

Também somos convidados a exaltar e proclamar os grandes feitos de Deus, pois são impressionantes em nossas vidas. Deus nunca está distante. Ele ouve nossas súplicas e não afasta de nós o seu amor. Olhando para o passado, lembramos quão bom o Senhor tem sido em nossas vidas. Ele manifestou a sua graça ao longo da história, e continua a manifestá-la até hoje. Isto se verifica nas bênçãos materiais e espirituais, no cuidado e proteção, no conforto diante de uma enfermidade ou aflição, na direção da vida, mas principalmente da salvação do homem através de Jesus Cristo. Por isso, este é o momento de reconhecimento do homem para com Deus, agradecendo pelas bênçãos recebidas. Como Paulo escreveu aos Tessalonicenses: “Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus” (I Ts 5.18).

No versículo 5, o salmista estende o convite a todas as nações para adoração a Deus: “Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para os filhos dos homens”. “Vinde e vede” é um convite para reconhecer as obras maravilhosas manifestadas junto ao povo de Israel. Quais são estas obras? O salmista relembra feitos grandiosos de Deus a fim de comparar a atuação do passado com a que ele presenciou com seus olhos no momento. O texto relembra dois fatos impressionantes: “Converteu o mar em terra seca atravessaram o rio a pé; ali, nos alegramos nele.” (v.6). Essa é uma clara menção do poder de Deus demonstrado nos feitos miraculosos ao abrir o mar Vermelho para que o povo pudesse passar. (Ex 14.15-31), e parar o curso de água do rio Jordão para Israel iniciar a conquista de Canaã (Js 3.12-17). Quanta alegria houve em Israel naqueles dias! O povo exultou no Senhor, cujo poder e domínio nunca terminam.

Esta grandiosidade de Deus demonstra que o universo é governado pelo Criador e todas as coisas existentes cumprem o seu desejo. Ele tem um propósito para a humanidade e cumprirá os seus desígnios. O salmista resume este pensamento ao dizer: “Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações não se exaltam os rebeldes.” (v.7). Na verdade, Deus é o controlador da história e das nações: “Teus olhos vigiam as nações” É interessante que a recordação dos seus feitos do passado é um dos instrumentos que o povo de Deus sempre utilizou para enfrentar os problemas do presente. O que realizou no passado serve de parâmetro para que o povo reconhecesse a grandiosidade das obras de Deus. Jeremias em suas Lamentações relembra os acontecimentos do passado: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (3.21). O profeta estava lembrando, recordando, trazendo de volta algo que poderia dar esperança. Estava recordando a grandiosidade que Deus tinha demostrado ao seu povo no passado.

Assim, deve ser a vida do cristão. Olhar diariamente as bênçãos recebidas, reconhecendo que elas vêm do Senhor, e dando graças a ele por tão grande amor. Ao contemplar estas bênçãos maravilhosas, perguntamos: O que Deus tem feito em nossas vidas? O que ainda fará no futuro? Ele tem realizado grandes feitos em nossas vidas e continua realizando! Esta confiança deve nos ajudar nos momentos em que nos sentimos incapazes de superar um problema que nos aflige. Devemos contemplar o Senhor, suas obras, sua Palavra, seus feitos, sua memória viva em nossa história. Olhar para Deus nos lembra de que, não importa a origem ou causa de nossa aflição, o final último de nossa vida está em Deus e em suas promessas de aliança e resgate.

Ao lembrar toda a grandiosidade das obras de Deus, o salmista convida a todos a agradecer a Deus: “Bendizei, ó povos, o nosso Deus, fazei ouvir a voz do seu louvor”. (v.8). Bendizer significa reconhecer, elogiar. Já o termo louvor significa glória, cânticos de louvor, exaltar. Portanto é um convite para louvar e adorar, reconhecendo a magnitude de Deus por suas obras e feitos. Lembrar que Deus “preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem (escorregar) os pés”, (v.9), mostrando assim o seu cuidado, proteção e condução no nosso caminhar. Lembre-se: só Deus pode fazer com que nossos pés não fraquejem, não vacilem. Só Deus pode nos firmar em momentos tão difíceis pelos quais temos passado. Nenhum filho de Deus permaneceria de pé, por um momento sequer, diante de abismos, armadilhas, fraquezas físicas e inimigos sutis, se não fosse por causa do fiel amor de Deus, que não permitirá que os pés de seus filhos vacilem. Portanto, temos muitos motivos para louvar, adorar e render graças ao Senhor.

O salmista ainda, no reconhecimento dos feitos e propósitos de Deus, O bendiz também nas tribulações, nas lutas, na angústia, nas lágrimas, na dor, afirmando, “pois, Tu, Ó Deus, nos provaste” (v.10a). O salmista entendeu o propósito de Deus através das provações. Ele admite que a provação é algo essencial na vida do povo, por causa dos pecados em Israel. O povo precisava ser lapidado, transformado, regenerado, purificado pelo próprio Deus: “acrisolaste-nos como se acrisola a prata” (v.10b). Outra tradução seria: “Tu nos purificaste assim como se purifica a prata”.  O verbo acrisolar significa tirar as impurezas, aperfeiçoar, apurar, dar qualidade. Como todo o metal, a prata precisa ser lapidada para que tenha algum valor comercial. Para que isto ocorresse, colocava-se a pedra bruta de prata no crisol, submetendo-a a altíssimas temperaturas. O crisol é um vaso de fundir metais, como prata e ouro.

Deus fez isso com Israel. Colocou Israel no fogo para retirar as impurezas e deixar o povo mais puro, e esse processo se repetiu várias vezes, porque Deus não queria ver seu povo destruído, mas purificado. Por isso, Deus havia colocado seu povo em situações tão difíceis que não podia resolver sem o auxílio do Senhor: “Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas”. (v.11). “fizeste que os homens cavalgassem sobre nossas cabeças”. (v.12a). Era como se tivessem sido obrigados a passar por chamas ardentes e inundações furiosas: “...passamos pelo fogo e pela água...” (v. 12b). Apesar disso, Deus não permitiu que o povo fosse derrotado. Pelo contrário, trouxe-o para um lugar espaçoso, ou seja, uma terra onde havia amplos rios, nascentes e córregos, produzindo fertilidade e abundância.

O mesmo acontece conosco. Encontramo-nos numa época de tantas provações. Deus nos dá diversas provas e literalmente nos coloca no fogo para nos acrisolar. E quando passamos por essas provações, ficamos sem alegria, sem paz e em desespero. São situações que nunca pensávamos em viver, e parecem que nunca terão fim. É nessas horas que os questionamentos a Deus começam a surgir:  Que Deus é esse que deixa seus filhos desemparados? Que Deus é esse que não tem piedade com aqueles que sofrem? Mas se você anda nesse vale de lagrimas, diante de situações adversas, como enfermidade, problema financeiro, crises, relacionamentos. Lembre-se que os filhos de Deus ao longo da história enfrentaram as mesmas circunstâncias e sempre foram amparados pelo Senhor.

A Bíblia, possui muitos exemplos de pessoas que passaram por provações, e enfatiza o objetivo das provações: servem para nos fortalecer, aperfeiçoar e purificar e ajudar a crescer espiritualmente. O livro de Provérbios, por exemplo, afirma: “Assim como o ouro e a prata são provados pelo fogo, o bom nome de uma pessoa também pode ser posto à prova...” (Provérbios 27.21). Pedro afirma:  “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”.(1 Pedro 1.7).Lemos em Zacarias: " Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: é meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus." (13.9).

No entanto, ainda, que a provação em si seja algo difícil, o resultado dela é motivo de alegria e gratidão a Deus. O que fazer, então, quando somos assolados pelo sofrimento?  Tiago disse: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1.2-4). A ordem de Tiago é para que nos alegremos face às várias provações a que estamos sujeitos neste mundo. É preciso se manter íntegro e fiel a Deus diante das provações, pois, somente Ele pode nos tirar de um lugar de morte e nos posicionar em um lugar espaçoso, onde passamos encontrar esperança, fé, amor e salvação em seu Filho Jesus Cristo.  É certo que as tribulações continuarão fazendo parte da nossa vida até a volta de Jesus. Mas não podemos nos esquecer por mais difícil que seja a situação, confie que Deus. Ele derramará muitas bênçãos sobre sua vida no momento certo.

Mesmo diante das provações, o salmista agradece a Deus ao realizar a sua oferta. Ele não faz de uma forma mecânica, ao contrário ele o faz de todo o coração. Ele afirma: “Entrarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos.” (v.13). Com isso, o salmista afirma sua fidelidade no relacionamento com Deus, fato evidenciado no culto público e no cumprimento dos compromissos que ele assumiu com o Senhor. Ele também diz: “Oferecer-te-ei holocaustos de vítimas cevadas, com aroma de carneiros; imolarei novilhos com cabritos.” (v.15). A princípio, essa lista de sacrifícios parece não dizer muito. Mas, ao identificar os elementos presentes no texto, é possível notar, na primeira parte, a menção de “holocaustos” – ofertas totalmente queimadas. Na segunda, a menção de um novilho oferecido com cabritos remete às “ofertas pacíficas” – ofertas que, depois de oferecidas a Deus, eram comidas pelos sacerdotes e pela família do ofertante – das tribos israelitas na consagração do tabernáculo. Assim, pela lista de sacrifícios propostos, o salmista garante que adorará o Senhor no culto público com “coração grato, alegre e dedicado”. Era algo grandioso que o salmista estava realizando ao Senhor.

Assim, após a oferta de agradecimento a Deus, atitude do salmista é um desejo de testemunho a respeito do Senhor. Ele faz um convite aberto e amplo, dizendo: “Vinde, ouvi, todas vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma.” (v.16). O salmista quer anunciar as grandezas de Deus. No início do Salmo, ele lembrou:” “Vinde e vede” (v.5) Agora, lembrou dos feitos grandiosos de Deus a fim de comparar a atuação do passado com a que ele presenciou com seus olhos. Tendo recordado os milagres do passado, o salmista anuncia a resposta positiva do Senhor aos seus clamores: “Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração.” (v.19). Esse é um fato que não pode ser escondido diante da gratidão que o escritor do salmo sente: Deus ouviu a sua oração.

Deus ouve e atende as nossas orações. Esta é a grande verdade que todo o cristão precisa compreender. Deus diz para Jeremias 33.3 "clama a mim e responder-te-ei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas..." Que bom que temos um Pai amoroso que cuida de nós e atende as nossas orações. E ele faz isso tão somente por causa de seu grande amor para conosco. Deus ouve e atende as nossas orações feitas com fé, em nome de Jesus. Mesmo que a resposta seja “não”, ele sabe sempre o que é bom para nós. E, no seu amor, nos dá tudo o que é necessário para a nossa salvação. Se você tem pedido alguma coisa a Deus, ouça a sua resposta em seu coração, acalme-se creia que Ele sabe o que faz. Deus tem o controle do tempo, do modo, da situação, de sua vida. Ele sabe o que é melhor para você.

O salmista termina o salmo, afirmando esta grande verdade. Ela fala da resposta divina aos seus clamores e louva seu nome: “Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça.” (v.20).  O encerramento do salmo faz transparecer a razão pela qual Deus atende a súplica de homens pequenos e falhos: “Pois não rejeitou a minha oração, nem afastou de mim o seu amor”. Esse “amor” pode ser traduzido como “graça”, “bondade” ou “misericórdia”. Mas sua ênfase é sobre a ideia de um “amor fiel” que não abandona os seus. É o amor que, movido por graça plena, busca o benefício alheio mesmo se – ou principalmente se – esse benefício não pode ser retribuído à altura. Essa é a razão da resposta positiva de Deus libertando a nação do salmista e o motivo pelo qual este depende de Deus para ouvi-lo e para abençoá-lo. Esse é um dos maiores motivos de gratidão que podem existir diante de Deus.

Estimados irmãos! Vamos mostrar a Deus toda a nossa gratidão e louvor diante de seus grandes feitos em nossas vidas! Melhor ainda é fazê-lo de todo o coração em todo o tempo e não apenas quando Deus tem de corrigir os nossos erros. Que possamos, ó povo de Deus, viver constantemente em estado de adoração e gratidão ao nosso Deus. Amém.

 

 


quarta-feira, 22 de junho de 2022

 

TEXTO: 1 REIS 19.9-21

TEMA: QUE FAZES AQUI, ELIAS?

Estimados irmãos! Enfrentamos diariamente humilhações, perseguições, zombarias adversidades, angústias, ansiedades. O profeta Elias também se encontrava nesta situação. Ao derrotar os profetas de Baal foi ameaçado de morte por Jezabel. Fugiu para o deserto e foi parar dentro de uma caverna. Mas Deus não o abandonou. Ele queria que seu servo voltasse ao seu povo. E ao pernoitar numa caverna, o Senhor lhe pergunta: “Que fazes aqui, Elias?” (v.9). Em outras palavras o Senhor diz: Não era para você estar aqui. Você não precisava ter feito toda esta caminhada, não precisava ter sofrido tanto. Deus sabia que aquele lugar, não era onde Elias deveria estar.

Também vivemos na mesma situação de Elias. Quem já não se sentiu um fracassado? Ou com vontade de desistir, diante das crises na família e no trabalho? Ficamos, às vezes, desanimados, com medo, decepcionados, frustrados. E diante dos nossos problemas ao invés de lutarmos, avançarmos; recuamos e nos escondemos. Falhamos com o Senhor. Por falta de fé, por falta de coragem, por nossas reclamações, por medo, por decepções com as pessoas. Que fazes aqui? Levante-se e saia desta caverna! Não fique se escondendo, reclamando, questionando. É tempo de estar em outro lugar, servindo a Deus na obra para a qual foi chamado.

Nesses momentos precisamos voltar-nos para o Senhor e permitir que ele nos ajude a superar a depressão, a ansiedade, o medo.  Precisamos confiar no Senhor. Precisamos nos levantar e nos ocupar, deixando de pensar em nós mesmos e realizar a obra do Senhor.

Estimados irmãos! Após Elias confrontar e matar os profetas de Baal no monte Carmelo, o rei Acabe foi até Jezabel, sua esposa, e contou a ela como o profeta Elias confrontou e matou todos os profetas. Quando Jezabel ouviu o relato do rei Acabe, ficou completamente irada, e mandou um mensageiro ao encontro do profeta Elias, determinou e mandou avisar:  Vou matar este homem!  “Que os deuses me castiguem com todo rigor, se amanhã nesta hora eu não fizer com a sua vida o que você fez com a deles” (v.2). Ela não quis saber se Elias era homem de Deus, se ele tinha poder para fazer chover fogo do céu. A sua intenção era matar o servo de Deus.

Quando Elias ouviu aquela mensagem teve medo e fugiu para salvar sua vida. Ele deixou o seu servo na cidade de Berseba de Judá, e em completo desespero, saiu correndo para o deserto, a fim de tentar salvar-se. Após caminhar um dia inteiro pelo deserto, Elias cansou e se sentou à sombra de uma árvore. Naquele lugar, olhando para si, reconhece a sua impotência e incapacidade. Continua sozinho. Não quer mais importar-se com ninguém. Deitou-se para morrer.  Então, em total estado de pessimismo, ele pediu a morte a Deus: “Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois sou não melhor do que meus pais.” (v.4). Quem poderia imaginar esta cena? Depois de tudo que ele havia feito? Depois das grandes e poderosas manifestações de poder da parte de Deus por meio de Elias? Depois de sua fidelidade e firmeza, sua coragem e retidão? Onde estava, agora, a ousadia daquele que desafiara os 450 profetas de Baal?  Para onde estava indo o homem que zombava dos adversários de Israel?

Também vivemos na mesma situação de Elias. Quem já não se sentiu um fracassado? Ou com vontade de desistir, diante das crises na família e no trabalho? Ficamos, às vezes, desanimados, com medo, decepcionados, frustrados. E diante dos nossos problemas ao invés de lutarmos, avançarmos; recuamos e nos escondemos. Falhamos com o Senhor. Por falta de fé, por falta de coragem, por nossas reclamações, por medo, por decepções com as pessoas. Que fazes aqui? Esta pergunta também é dirigida a nós. E a recomendação é: levanta e saia desta caverna! Não fique se escondendo, reclamando, questionando. É tempo de estar em outro lugar, servindo a Deus na obra para a qual foi chamado.

Contudo, Deus não abandona seu servo. Deus queria que ele voltasse ao seu povo. Sendo assim, enviou um anjo ao profeta. Ele fornece alimento para preservar-lhe a vida. Após alimentação com pão e água, se sentido revigorado, segue em direção a Horebe, o monte de Deus. A caminhada durou quarenta dias e quarenta noites, e o profeta foi sustentado pelo Senhor. No entanto, o desânimo logo o cercou novamente, e ele entrou em uma caverna em Horebe, e ali permaneceu.

Ao pernoitar naquela caverna, o Senhor lhe pergunta: Que fazes aqui, Elias? (v.9). Em outras palavras o Senhor diz: Não era para você estar aqui. Você não precisava ter feito toda esta caminhada, não precisava ter sofrido tanto. Então, Elias, procura justificar todas as suas atitudes: “Eu tenho sido zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e eu fiquei só; e procuraram tirar-me a vida”. (v.10). Deus escuta todas as suas lamentações, decepções e as ameaças de morte, e procura consolar o profeta.

Fico imaginando, Elias, o grande profeta, que fez o fogo descer do céu, agora, estava escondido dentro de uma caverna chorando, resmungando com Deus, sentindo o cansaço físico e vivendo as expectativas não cumpridas. Deus não quer seus servos escondidos e, sim, dispostos para lutar. Mas, infelizmente, muitos servos continuam escondidos em cavernas, perguntando: de que serviu tanto esforço, ou porque foi injustiçado? Lamentam e oram: “Senhor sinto-me cansado, decepcionado, frustrado. Estou sozinho. Tenho Te servido, todos estes anos. Evangelizo, oferto, e até, hoje, não tenho visto o resultado do meu trabalho”. Qual seria a resposta de Deus? Levante-se e saia desta caverna!

Deus não apenas responde, mas também ordena: “Sai e põe-te neste monte perante o Senhor” (v.11). Deus precisa passar diante dos olhos de Elias os elementos raivosos da natureza, muitas vezes, usados por Deus para juízo, mas não para salvação. Através destes exemplos, Deus quer o profeta reconheça o Seu poder, a Sua graça e misericórdia. Assim diz o texto: “Um grande vento forte que fendia os montes e quebrava as penhas... um terremoto... um fogo, e o Senhor não estava nessas coisas. Então, veio um som brando, tranquilo e suave”.  Era o Senhor que falava com o profeta, mostrando o contraste dessa suavidade com aquele espírito revoltado e rancoroso, que tinha se instalado no coração de Elias. Foi uma lição que Deus deu a Elias. Ele precisava confiar em Deus.

Após esta manifestação de Deus, Elias envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora e pôs-se à entrada da caverna. E outra vez Deus pergunta: “Que fazes aqui Elias?   A segunda pergunta pode deixar implícito algo como: é tempo de estar em outro lugar, servindo a Deus na obra para a qual foi chamado. Ali naquela caverna, Ele teve um tempo de preparação e meditação, onde a aproximação com Deus foi fortalecida. Agora, o Senhor lhe dá uma nova tarefa: “Vai, volta ao teu caminho para o deserto...” (v.15). Deus mandou que Elias voltasse pelo caminho do deserto e ungisse dois reis, um sobre a Síria e outro sobre Israel, e a Eliseu como profeta em seu lugar. Eliseu, homem da roça, aceitou o manto de Elias. Era um gesto simbólico. E, imediatamente, compreendido este gesto, Eliseu aceitou o chamado. Deus o escolheu e o separou para a sua obra. O motivo foi para que ele continuasse a missão de Elias. Prontamente deixou o que estava fazendo, pediu para despedir de seus pais e irmãos, e seguiu Elias.

A vida de Elias não foi fácil. Lutou com todas as forças para preservar a aliança que Deus estabeleceu com o povo. Foi perseguido, ameaçado de morte. Apesar das dificuldades e dos altos e baixos, vemos que a sua vida se tornou tranquila e feliz. Mas Deus deu-lhe os meios que necessitava para cumprir a sua missão. A sua vida serve de exemplo. O seu chamado, sua vocação profética, as marcas que ele deixou no mundo é um exemplo para todos nós. Sua renúncia aos bens materiais, profissionais e seculares, nos dá uma nítida sensação que precisamos aprender mais a cada dia e a nos dispormos ao serviço da obra de Deus na terra. Com certeza é uma referência para todo aquele que deseja servir ao Senhor. Na verdade, quando nos dedicamos à vontade de Deus, Ele nos dá aquilo que precisamos, mesmo quando a situação parece impossível. Quando estamos atentos à voz de Deus e andando em obediência à Sua Palavra, podemos encontrar encorajamento, vitória e recompensa.

Estimados irmãos! Assim como Deus ajudou a Elias a recuperar-se, Ele também pode restaurar a vida daqueles que vivem na angustia. Por isso, confie em Deus, a tristeza não durará para sempre! Ele não abandona quem O ama.  Quem possamos encontrar forças no Senhor para se posicionar, sair da caverna e viver em plenitude da sua vontade. Amém!

 

terça-feira, 31 de maio de 2022

 

 

 TEXTO: ATOS 2.1-21

TEMA: O ESPÍRITO SANTO CAPACITA AS PESSOAS PARA A MISSÃO DE EVANGELIZAÇÃO NO MUNDO.

 

No próximo fim de semana, a Igreja Cristã festeja o Dia de Pentecostes. É o dia da descida do Espirito Santo, sobre os primeiros discípulos em Jerusalém. Dia em que Jesus enviou o Espírito Santo, conforme prometeu a seus discípulos. (Jo 14.16).  Esta promessa se cumpriu no dia de Pentecostes. Lemos em Atos: Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam reunidos. E apareceram línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo. (At 2.1-3).

A sua promessa continua presente em nossas vidas, nos guiando, iluminando nossa mente para entendermos a pregação do Evangelho, e nos capacitando para a missão de evangelização neste mundo. Ele coloca em nossos lábios as palavras que não conseguimos encontrar por nós mesmos. Ele nos mostra o caminho, removendo os obstáculos, abrindo as portas para o entendimento e fazendo todas as coisas claras e evidentes, bem como o caminho que devemos seguir em todas as questões espirituais. Enfim, Ele faz com que a pregação traspassasse os nossos corações, e nos leva a oração, à santidade e nos dá discernimento. Estes são os assuntos que queremos refletir sobre o Espirito Santo, nesta mensagem. Que Deus nos abençoe!

Havia muitos peregrinos na cidade, vindos de diversos lugares para comemorar Pentecostes. Os discípulos estavam reunidos. Até aquele momento, podemos imaginá-los orando, aguardando a promessa da vinda do Espírito Santo, pois confiavam nas promessas de Jesus. Ele prometeu aos seus discípulos a ajuda que precisavam para viver vidas transformadas, pois sabia que os discípulos ainda não estavam capacitados espiritualmente para a missão designada por Ele, e, por isso, o Espírito Santo viria para equipá-los e fortalecê-los para serem verdadeiras testemunhas sobre os ensinamentos de Jesus. Ele disse: “O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar-se de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26). E ainda: “E eu rogarei ao Pai, ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”. (Jo 14.16). É importante lembrar que antes de sua subida aos céus, Jesus pediu aos discípulos que permanecessem em Jerusalém, até que a promessa de derramamento do Espírito Santo se cumprisse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Somaria e até os confins da terra”.  (Atos 1.4,8).

É justamente naquele momento, quando se comemorava o Pentecostes, que o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos e diversas pessoas que acolheram a mensagem de Cristo, e se tornaram seus seguidores, as palavras de Jesus foram cumpridas. O tempo estava se cumprindo. Deus escolheu esse período para cumprir sua promessa de derramar o Espírito Santo. A promessa do AT estava cumprindo. O profeta Joel já havia afirmado que um dia Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a carne (Joel 2.28-32). E assim, aconteceu: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas.” (vs 1-4).

Os fatos que ocorreram naquele dia marcaram definitivamente o início da História da Igreja Cristã. Eclodiu no coração daquelas pessoas o desejo de espalhar o Evangelho de Jesus Cristo por todos os lugares. Pedro que havia negado Jesus anteriormente por três vezes consecutivas, que antes se acovardou e fugiu amedrontado, agora, cheio do Espirito Santo se levantou com os onze discípulos e, em alta voz, dirigiu-se à multidão através de sua pregação. Não permitiu que o seu fracasso no passado atrapalhasse o seu futuro. Ele superou as dificuldades, ele superou a frustração, o fracasso, e venceu. Teve uma postura, totalmente diferente, ousada, convicta e firme na sua fé, mesmo diante do perigo iminente de açoite, prisão, apedrejamento e morte.

Em meio a perplexidade, alguns buscavam entender o que estava acontecendo naquele momento, Pedro se levanta juntamente com os onze, e tomando a palavra, dirige-se aos judeus e a todos os que se encontravam em Jerusalém. Proclama uma pregação envolvente, destacando a necessidade de explicar os fenômenos à luz das Escrituras Sagradas. Nela, Pedro liga os eventos desse dia com a morte e ressurreição de Jesus e termina com um convite ao arrependimento: “Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia”. (vs 14 e15).

Naquele momento, Pedro dirigiu a sua saudação aos “varões judeus”. Ele revela autoridade ao proferir as suas palavras. Não é um homem inculto e iletrado, mas é um embaixador de Cristo, um arauto de Deus. Por isso, querendo ou não os judeus deveriam ouvir as suas palavras. Com apenas uma frase, Pedro aniquila a zombaria dos adversários: “Estes homens não estão embriagados”.  Pedro explica: era cedo para beber, conforme o costume judeu. Por isso, não tinha sentido afirmação dos seus adversários. Explicou, ainda, o que eles estavam vendo, nada mais era do que o cumprimento de uma das promessas do profeta Joel, quando disse que “nos últimos dias” Deus ia derramar do seu Espírito. (Joel 2.28, 32). Pedro tomou as palavras do profeta e as aplica ao grandioso evento que estava ocorrendo. Ele resume em quatro partes a sua mensagem.

Em primeiro, lugar, o derramamento do Espírito de Deus tem alcance universal: “derramarei do meu Espírito sobre toda a carne”. A palavra "derramar" indica abundância e "toda a carne" significa universalidade. Não se limitava somente aos judeus. Mas todo aquele que crer em Cristo será habitado pelo Espírito Santo, independente da raça, condição social, sexo e idade. Em segundo lugar, o dom da proclamação do Evangelho se estenderá a todos: “Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão”. (vv.17,18). Nos últimos dias, segundo a profecia, o testemunhar, o falar, o proclamar da Boa Nova de Deus seriam tarefas de todos.

Em terceiro lugar, a iluminação do Espírito Santo não se limita a qualquer idade: “vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos”. Trata-se da iluminação do Espírito Santo, através do qual ele dá aos jovens uma notável visão das necessidades e possibilidades no trabalho da igreja de Cristo no mundo. Os velhos também não devem desprezar esse desafio e tantas possibilidades de trabalho na igreja. Quando o Espírito Santo nos enche, Ele enche de sabedoria, paz, alegria, amor, projetos e sonhos a serem realizados na igreja. Tanta as visões dos jovens quanto os sonhos dos velhos são necessários na preparação da igreja, diante da mensagem profética.

Em quarto lugar, o fim da era messiânica será acompanhado por sinais extraordinários em todo o universo: “Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor.” (vv.19,20). Há, contudo, uma mudança: o Dia do Senhor se refere, agora, à Segunda Vinda de Jesus, Na verdade, não é mais o SENHOR que garantirá a salvação, mas Jesus, que, agora, é o Senhor em cujo nome as pessoas devem clamar para serem salvas, pois Jesus é ambos, Salvador e Juiz. É o que se concretizará na mensagem de Pedro, extraído do profeta Joel: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. (v.21). A salvação em Cristo, recebida pela fé, agora, é estendida a todos os povos, de todos os lugares, de todos os tempos. Nos dias de Joel, como nos dias de Pedro, de Paulo e também nos nossos dias, invocar o nome do Senhor é o único caminho para a salvação.

A presença do Espírito Santo capacitou os apóstolos a entender, interpretar os ensinamentos de Jesus. Agora, ungidos pelo Espírito Santo reconheceram serem arautos autorizados e, repetidas vezes, informaram disso aos seus ouvintes. Eles entenderam que a eficiência da pregação só era possível com a capacitação do Espírito Santo. Sendo assim, inspirado pelo Espírito Santo, Pedro, conclamou a multidão a aceitar a salvação que Deus oferecia. E muitos que ali estavam ficaram comovidos com a mensagem, e perguntaram o que deviam fazer, Pedro aconselhou as pessoas a arrependerem-se dos seus pecados e serem batizadas. Como resultado desta mensagem comovente, três mil pessoas foram batizadas.

A promessa de Jesus não terminava em Jerusalem. Antes de subir aos céus Cristo deixou a grande comissão aos seus discípulos: (Mt 28.19-20). “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”. A grande missão de evangelizar o mundo só poderia ser assumida com o poder do Espírito Santo. Ela nunca será possível sem a ação do Espírito Santo. Na caminhada que os discípulos tiveram que trilhar, encontram muitos desafios. Os desafios eram tão grandes que não podiam ser encarados com suas próprias forças. Era preciso do auxílio do Espírito Santo.

A promessa de Jesus continua presente em nossas vidas. O Espirito Santo nos guia, ilumina nossa mente para entendermos a pregação do Evangelho, e nos capacita para a missão de evangelização neste mundo. Ele coloca em nossos lábios as palavras que não conseguimos encontrar por nós mesmos. Ele nos mostra o caminho, removendo os obstáculos, abrindo as portas para o entendimento e fazendo todas as coisas claras e evidentes, bem como o caminho que devemos seguir em todas as questões espirituais. Enfim, Ele faz com que a pregação traspassasse os nossos corações, e nos leva a oração, à santidade e nos dá discernimento.

Estimados irmãos! Nenhum desafio que a vida nos apresenta supera a força do Espírito Santo.Com a Sua presença, somos fortes, capazes de enfrentar a vida, vencer batalhas. Não estamos sós. Ele está ao nosso lado. Ele nos faz novas criaturas, e vida nova cresce em nós por meio de sua ação. Sentimo-nos amados e protegidos pela presença do Espirito Santo. Então, podemos experimentar o que vivenciou o apóstolo Paulo: “Quando sou fraco, aí é que sou forte!”. É a ação revigorante e restauradora do Espírito!

Portanto, sigamos com coragem nosso caminho, sendo verdadeiro discípulo, mensageiro na missão de evangelizar o mundo. Agradecemos, ó Senhor, por enviares o Espírito Santo para guiar os teus discípulos e também a nós. Vem Espírito consolador, convencer o mundo e especialmente a nós do pecado, da justiça e do juízo, e conduze-nos ao verdadeiro caminho. Amém.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

 

TEXTO: ATOS 2.1-21

TEMA: O ESPÍRITO SANTO CAPACITA AS PESSOAS PARA A MISSÃO DE EVANGELIZAÇÃO NO MUNDO.

No próximo fim de semana, a Igreja Cristã festeja o Dia de Pentecostes. É o dia da descida do Espirito Santo, sobre os primeiros discípulos em Jerusalém. Dia em que Jesus enviou o Espírito Santo, conforme prometeu a seus discípulos. (Jo 14.16).  Esta promessa se cumpriu no dia de Pentecostes. Lemos em Atos: Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam reunidos. E apareceram línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo. (At 2.1-3).

A sua promessa continua presente em nossas vidas, nos guiando, iluminando nossa mente para entendermos a pregação do Evangelho, e nos capacitando para a missão de evangelização neste mundo. Ele coloca em nossos lábios as palavras que não conseguimos encontrar por nós mesmos. Ele nos mostra o caminho, removendo os obstáculos, abrindo as portas para o entendimento e fazendo todas as coisas claras e evidentes, bem como o caminho que devemos seguir em todas as questões espirituais. Enfim, Ele faz com que a pregação traspassasse os nossos corações, e nos leva a oração, à santidade e nos dá discernimento. Estes são os assuntos que queremos refletir sobre o Espirito Santo, nesta mensagem. Que Deus nos abençoe!

Havia muitos peregrinos na cidade, vindos de diversos lugares para comemorar Pentecostes. Os discípulos estavam reunidos. Até aquele momento, podemos imaginá-los orando, aguardando a promessa da vinda do Espírito Santo, pois confiavam nas promessas de Jesus. Ele prometeu aos seus discípulos a ajuda que precisavam para viver vidas transformadas, pois sabia que os discípulos ainda não estavam capacitados espiritualmente para a missão designada por Ele, e, por isso, o Espírito Santo viria para equipá-los e fortalecê-los para serem verdadeiras testemunhas sobre os ensinamentos de Jesus. Ele disse: “O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar-se de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26). E ainda: “E eu rogarei ao Pai, ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”. (Jo 14.16). É importante lembrar que antes de sua subida aos céus, Jesus pediu aos discípulos que permanecessem em Jerusalém, até que a promessa de derramamento do Espírito Santo se cumprisse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Somaria e até os confins da terra”.  (Atos 1.4,8).

É justamente naquele momento, quando se comemorava o Pentecostes, que o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos e diversas pessoas que acolheram a mensagem de Cristo, e se tornaram seus seguidores, as palavras de Jesus foram cumpridas. O tempo estava se cumprindo. Deus escolheu esse período para cumprir sua promessa de derramar o Espírito Santo. A promessa do AT estava cumprindo. O profeta Joel já havia afirmado que um dia Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a carne (Joel 2.28-32). E assim, aconteceu: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas.” (vs 1-4).

Os fatos que ocorreram naquele dia marcaram definitivamente o início da História da Igreja Cristã. Eclodiu no coração daquelas pessoas o desejo de espalhar o Evangelho de Jesus Cristo por todos os lugares. Pedro que havia negado Jesus anteriormente por três vezes consecutivas, que antes se acovardou e fugiu amedrontado, agora, cheio do Espirito Santo se levantou com os onze discípulos e, em alta voz, dirigiu-se à multidão através de sua pregação. Não permitiu que o seu fracasso no passado atrapalhasse o seu futuro. Ele superou as dificuldades, ele superou a frustração, o fracasso, e venceu. Teve uma postura, totalmente diferente, ousada, convicta e firme na sua fé, mesmo diante do perigo iminente de açoite, prisão, apedrejamento e morte.

Em meio a perplexidade, alguns buscavam entender o que estava acontecendo naquele momento, Pedro se levanta juntamente com os onze, e tomando a palavra, dirige-se aos judeus e a todos os que se encontravam em Jerusalém. Proclama uma pregação envolvente, destacando a necessidade de explicar os fenômenos à luz das Escrituras Sagradas. Nela, Pedro liga os eventos desse dia com a morte e ressurreição de Jesus e termina com um convite ao arrependimento: “Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia”. (vs 14 e15).

Naquele momento, Pedro dirigiu a sua saudação aos “varões judeus”. Ele revela autoridade ao proferir as suas palavras. Não é um homem inculto e iletrado, mas é um embaixador de Cristo, um arauto de Deus. Por isso, querendo ou não os judeus deveriam ouvir as suas palavras. Com apenas uma frase, Pedro aniquila a zombaria dos adversários: “Estes homens não estão embriagados”.  Pedro explica: era cedo para beber, conforme o costume judeu. Por isso, não tinha sentido afirmação dos seus adversários. Explicou, ainda, o que eles estavam vendo, nada mais era do que o cumprimento de uma das promessas do profeta Joel, quando disse que “nos últimos dias” Deus ia derramar do seu Espírito. (Joel 2.28, 32). Pedro tomou as palavras do profeta e as aplica ao grandioso evento que estava ocorrendo. Ele resume em quatro partes a sua mensagem.

Em primeiro, lugar, o derramamento do Espírito de Deus tem alcance universal: “derramarei do meu Espírito sobre toda a carne”. A palavra "derramar" indica abundância e "toda a carne" significa universalidade. Não se limitava somente aos judeus. Mas todo aquele que crer em Cristo será habitado pelo Espírito Santo, independente da raça, condição social, sexo e idade. Em segundo lugar, o dom da proclamação do Evangelho se estenderá a todos: “Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão”. (vv.17,18). Nos últimos dias, segundo a profecia, o testemunhar, o falar, o proclamar da Boa Nova de Deus seriam tarefas de todos.

Em terceiro lugar, a iluminação do Espírito Santo não se limita a qualquer idade: “vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos”. Trata-se da iluminação do Espírito Santo, através do qual ele dá aos jovens uma notável visão das necessidades e possibilidades no trabalho da igreja de Cristo no mundo. Os velhos também não devem desprezar esse desafio e tantas possibilidades de trabalho na igreja. Quando o Espírito Santo nos enche, Ele enche de sabedoria, paz, alegria, amor, projetos e sonhos a serem realizados na igreja. Tanta as visões dos jovens quanto os sonhos dos velhos são necessários na preparação da igreja, diante da mensagem profética.

Em quarto lugar, o fim da era messiânica será acompanhado por sinais extraordinários em todo o universo: “Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor.” (vv.19,20). Há, contudo, uma mudança: o Dia do Senhor se refere, agora, à Segunda Vinda de Jesus, Na verdade, não é mais o SENHOR que garantirá a salvação, mas Jesus, que, agora, é o Senhor em cujo nome as pessoas devem clamar para serem salvas, pois Jesus é ambos, Salvador e Juiz. É o que se concretizará na mensagem de Pedro, extraído do profeta Joel: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. (v.21). A salvação em Cristo, recebida pela fé, agora, é estendida a todos os povos, de todos os lugares, de todos os tempos. Nos dias de Joel, como nos dias de Pedro, de Paulo e também nos nossos dias, invocar o nome do Senhor é o único caminho para a salvação.

A presença do Espírito Santo capacitou os apóstolos a entender, interpretar os ensinamentos de Jesus. Agora, ungidos pelo Espírito Santo reconheceram serem arautos autorizados e, repetidas vezes, informaram disso aos seus ouvintes. Eles entenderam que a eficiência da pregação só era possível com a capacitação do Espírito Santo. Sendo assim, inspirado pelo Espírito Santo, Pedro, conclamou a multidão a aceitar a salvação que Deus oferecia. E muitos que ali estavam ficaram comovidos com a mensagem, e perguntaram o que deviam fazer, Pedro aconselhou as pessoas a arrependerem-se dos seus pecados e serem batizadas. Como resultado desta mensagem comovente, três mil pessoas foram batizadas.

A promessa de Jesus não terminava em Jerusalem. Antes de subir aos céus Cristo deixou a grande comissão aos seus discípulos: (Mt 28.19-20). “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”. A grande missão de evangelizar o mundo só poderia ser assumida com o poder do Espírito Santo. Ela nunca será possível sem a ação do Espírito Santo. Na caminhada que os discípulos tiveram que trilhar, encontram muitos desafios. Os desafios eram tão grandes que não podiam ser encarados com suas próprias forças. Era preciso do auxílio do Espírito Santo.

A promessa de Jesus continua presente em nossas vidas. O Espirito Santo nos guia, ilumina nossa mente para entendermos a pregação do Evangelho, e nos capacita para a missão de evangelização neste mundo. Ele coloca em nossos lábios as palavras que não conseguimos encontrar por nós mesmos. Ele nos mostra o caminho, removendo os obstáculos, abrindo as portas para o entendimento e fazendo todas as coisas claras e evidentes, bem como o caminho que devemos seguir em todas as questões espirituais. Enfim, Ele faz com que a pregação traspassasse os nossos corações, e nos leva a oração, à santidade e nos dá discernimento.

Estimados irmãos! Nenhum desafio que a vida nos apresenta supera a força do Espírito Santo. Com a Sua presença, somos fortes, capazes de enfrentar a vida, vencer batalhas. Não estamos sós. Ele está ao nosso lado. Ele nos faz novas criaturas, e vida nova cresce em nós por meio de sua ação. Sentimo-nos amados e protegidos pela presença do Espirito Santo. Então, podemos experimentar o que vivenciou o apóstolo Paulo: “Quando sou fraco, aí é que sou forte!”. É a ação revigorante e restauradora do Espírito!

Portanto, sigamos com coragem nosso caminho, sendo verdadeiro discípulo, mensageiro na missão de evangelizar o mundo. Agradecemos, ó Senhor, por enviares o Espírito Santo para guiar os teus discípulos e também a nós. Vem Espírito consolador, convencer o mundo e especialmente a nós do pecado, da justiça e do juízo, e conduze-nos ao verdadeiro caminho. Amém.