segunda-feira, 14 de agosto de 2023

TEXTO:MT 15.21-28

TEMA:Ó MULHER, GRANDE É A TUA FÉ!

Este é o tema central da nossa mensagem que tem como objetivo encorajar as pessoas a buscar a intervenção divina em suas vidas. O texto base é Mateus 15.21-28, uma passagem que nos mostra o poder da persistência e da confiança em Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis. O texto relata a história de uma mãe  que foi um grande exemplo de fé ,de humildade e perseverança, ao  buscar auxilio no Senhor. Ela gritou, buscou, falou, foi atrás da solução. Se expôs ao extremo, tudo em prol da sua filha, para que a solução viesse e ela fosse curada, liberta. Sabia que o Senhor poderia de fato resolver sua situação. E diante de sua perseverança, o Senhor disse: “ Ó mulher grande é a tua fé!”

Esta atitude da mulher é uma lição que devemos aprender na nossa vida. Ser resiliente, não murmurar e nunca desistir de buscarmos a Deus, mesmo numa situação de desespero quando  o problema bate à nossa porta. “Ó mulher grande é a tua fé!” Quantos em Israel possuíam esta fé? Quantos, hoje, possuem esta fé? Lembre-se que a grande fé é sempre vitória. Não  a vitória através de esforço humano, de méritos ou virtudes próprias, caso contrário não seria fé, mas dúvida, incerteza, e com isto derrota. Sendo assim, a nossa fé deve ser firme, constante, inabalável. Aquela que avança para o alvo que é Cristo, sem desistir. (Filipenses 3.12-14).Aquela que levou a mulher cananéia a interceder intensamente a Jesus com humildade. Aquela que fez a mulher ser perseverante, pois soube lidar com o silêncio do Senhor e seguir com fé em direção ao propósito, mesmo diante das adversidades. Você possui esta fé?

Jesus acabara de ter uma conversa com os fariseus, instruiu o povo e depois, e se retira em companhia dos discípulos e segue para a região de Tiro e Sidom, que fica ao norte da Galiléia, no atual Líbano. Era uma terra estrangeira onde a maior parte dos habitantes não eram judeus, ao contrário da Galiléia onde quase todos eram judeus.  O texto não entra em detalhes sobre o que Jesus foi fazer naquela região, mas nos traz uma história muito interessante de um mulher chamado cananéia. Marcos chama-a de Síro-Fenícia.( 7.24-30 ).Na verdade, era uma mulher estrangeira, e não tinha relação alguma com a aliança de Deus. Mesmo assim, ela intercede a Jesus, pois é de extrema urgência, uma situação aparentemente sem solução. Ela tinha uma filha endemoninhada, e  desejava ardentemente que sua filha fosse liberta deste mal. Mas o amor pela sua filha, a moveu a ir ao encontro de Jesus. Ela era perseverante naquilo que acreditava. e com humildade pediu ao Mestre: "Senhor, Filho de Davi.” (v.22a).

Contudo, aquela mulher não clama aos deuses que o seu povo acreditava. A sua confiança não reside no poder dos deuses, feiticeiros, nas superstição e magia, mas no “Filho de Davi.” Jesus foi chamado, muitas vezes, de “Filho de Davi” durante seu ministério. Nome que o identifica como o Messias prometido ao povo, desde os tempos dos profetas no AT. Era justamente no “Filho de Davi” que ela sentia algo tão diferente do que seu povo ensinava .Foi justamente na sua confiança que, surgiu-lhe na sua mente a figura “Filho de Davi”, aquele que veio difundir luz, amor, paz e esperança. Desta forma, firmava-se cada vez mais a certeza em seu coração, que Jesus é a única pessoa neste mundo que pode salvar sua filha. Então, neste momento, ela declara  uma verdade ímpar que rompe a “cerca”, pois fé não conhece barreiras, e afirma: “tem misericórdia de mim!” (v.22b).

Enquanto os filhos de Israel questionavam se Cristo realmente era o “Filho de Davi”, a mulher cananéia clamou  com plena certeza ao Senhor: “tem misericórdia de mim!” Quantas vezes diante do desespero, do choro. lamentamos e clamamos ao Senhor:  “tem misericórdia de mim!” A verdade é que na angústia aprendemos a depender totalmente da misericórdia de Deus, reconhecendo que sem ele nada podemos fazer, pois não temos outro caminho, refúgio nos momentos de angustia do que a presença de Deus, porque somente Ele é o Deus que pode nos socorrer diante dos nossas angustias. Ele sempre ouve quem clama por socorro diante do sofrimento. As muitas dificuldades podem nos angustiar, mas quando pedimos ajuda a Deus, ele muda a situação. Não desanime seja qual a for a situação! Interceda a Deus com humildade. Confie nele, e ele o ajudará. Deus está bem perto de você. O grandioso e maravilhoso Deus desceu dos céus em seu Filho Jesus Cristo para dar perdão, paz e vida ao homem. Lembremos que a Palavra nos diz: “Para aquele que está entre os vivos há esperança” (Ec 9.4).

No entanto, a suplica da mulher foi recebida com resistência. Jesus não  responde a sua súplica, e os discípulos sugerem que Jesus a mande embora: "Despede-a, que vem gritando atrás de nós" (v.23b).No entender dos discípulos aquela mulher estava importunando Jesus. Mesmo diante da atitude surpreendente de Jesus e das palavras dos discípulos, a mulher não desistiu. Ela persevera no seu pedido. Ela continua pendido a Jesus, sem se importar com preconceito cultural, pois tinha convicção de que, aquele que estava diante dela, seria o único capaz de socorrê-la. Essa é a conduta que deve ser imitada por aqueles que desejam superar as adversidades e perseverar em Cristo. A Palavra de Deus sempre nos incentiva a perseverarmos pelo o que desejamos. Assim, lembremos do que nos diz Cristo: "Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta” (Mt 7.7-8).

Contudo,  Jesus insiste em não querer ajudá-la, pois  era uma estrangeira. Apesar de que as próprias profecias messiânicas não excluíam os gentios como beneficiados, mas restringiam a execução do plano a um povo escolhido.(Lv.20.26).É desta forma que Jesus age com aquela mulher: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.”(v.24).Isto significa que embora, Jesus tenha vindo para salvar todas as nações do mundo, a pregação do próprio Evangelho deveria estar confinado inteiramente aos israelitas. E, por isso, tornava-se necessário que Jesus começasse com os judeus e, naquele momento, se dedicasse aos judeus de uma maneira peculiar de que foi enviado “às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Assim, a princípio, Jesus parecia recusar o pedido da mulher e a intercessão dos discípulos em seu favor.

Apesar da repreensão, essas palavras não foram o suficiente para impedi-la de continuar suplicando a Jesus. Ela não desanima. É insistente, mas com uma humildade admirável. E mais uma vez, ela surpreende: “Ela, porém, veio e o adorou, dizendo, socorre-me.” (v.25).Que atitude! Não discutiu, não argumentou. Simplesmente, prostrou-se diante de Jesus! Um gesto de profundo respeito e humildade. Não era apenas um pedido de socorro, mas um pedido  carregado de adoração com postura de “ajoelhar-se” diante do Senhor, ao único  podia realizar o que ela buscava. Ela não encontra socorro nos montes ou nos deuses que seu povo adorava.

Também precisamos de ajuda, auxílio, socorro, pois enfrentamos situações difíceis na família, na saúde, no trabalho, no casamento, no relacionamento com pessoas. Nessas horas, costumamos recorrer aos amigos, parentes, irmãos na fé, etc. Mas estes, algumas vezes, por certas razões, não conseguem nos ajudar. Ficamos desesperados e olhamos ao redor e formulamos a mesma pergunta: De onde virá o meu socorro? Para muitas pessoas o socorro vem do mundo e das pessoas; outras procuram nas vãs filosofias, no dinheiro e nos vícios; também têm aquelas que procuram olhar para dentro de seu interior, procurando respostas para seus problemas, ao invés de buscar ajuda no próprio Deus. Você está  precisando de socorro? Faça como a mulher cananéia, Clame ao Senhor  com fé e Ele lhe socorrera!

Todavia, a resposta do Senhor estava longe de encorajá-la. Ele não cedeu e ainda usou de uma metáfora, dizendo: “não é bom tomar o pão dos filhos e lança-lo aos cachorros.”(v.26). O termo cachorro em hebraico é כֶּלֶב.No grego κύων.Estes dois termos são aplicados tanto no sentido literal quanto no sentido figurado. A ideia sobre os cães nos tempos bíblicos era muito diferente de como enxergamos os cães na atualidade. Naquele tempo, os cães geralmente eram animais selvagens que andavam em bandos e causavam muito transtorno para as pessoas. Eles ficavam nas ruas  e comia lixo. As referências bíblicas mostram que o termo cães era utilizado para os pecadores, gentios, impuros. Os que não eram judeus eram chamados "cães" ( Filipenses 3.2).  ( Salmos 22,17; Salmos 22,21; Isaías 10-11) De modo que não eram bem vistos pelos judeus. Logo, chamar alguém de cachorro, naquela época, era algo muito pejorativo.

 Jesus usa esta ilustração quando conversa com a mulher cananéia. Mas teria Jesus ofendido aquela mulher ao usar esta metáfora? Na verdade, Jesus não tinha em mente a ofensa ou  quer insultar aquela mulher, mas sim demonstrar, qual era o foco de Sua missão. Ele mostra nesse momento à mulher que Sua missão principal era levar o “pão”, ou seja, a Palavra de Deus, o Evangelho, primeiramente, aos de Seu povo. Ocorre que esse era o pensamento dos judeus, de que eles como povo escolhido, possuíam ,exclusivamente, a salvação por parte do Messias. Portanto, era natural que uma mulher de outra nação fosse desprezada dessa forma. A verdade é que Jesus não estava classificando a mulher cananéia dessa forma, mas apenas confrontando sua reação corajosa quanto a sua fé.

Ela, porém, apesar de reconhecer que não tem esse direito, insiste na sua humilde “súplica.” E desesperada transforma a aparente reprovação numa razão para seu otimismo, e a sua reação foi surpreendente: “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos”.(v.27). Jogar migalhas ou restos de comida para os cachorros era algo comum em sua cultura, diferente dos judeus que não tinham  cachorros de estimação. A resposta da mulher significa que ela entendeu claramente a ilustração e concordava com Jesus. Apenas queria contar com a graça de Cristo para receber o que lhe pedia. Sendo assim, Jesus não deixou aquela mulher desamparada, e ainda ensinou aos discípulos o tipo de fé que Ele espera das pessoas. Enfim, ela  alcançou o que desejava através de sua fé. Jesus disse: ”Ó mulher, grande é a tua fé! Faça contigo como queres.”(v.28).E, a partir daquela hora, a filha da cananéia ficou curada.

Estimados irmãos! Esta atitude da mulher é uma lição que devemos aprender na nossa vida. Aquela mulher teve que enfrentar muitas barreiras, mas ficou firme até o final. Ela poderia ficar em casa, questionando: Onde está Deus que não me ajuda? Mas ela saiu e foi em busca do socorro. Não foram os seus gritos  que comoveu Jesus em socorre-la, mas a perseverança da sua fé:  “Ó mulher, grande é a tua fé!. Precisamos ter perseverança e humildade espiritual como teve a mulher cananéia. Então, prostre-se diante de Jesus e o adore. Seja resiliente, não murmure e nunca desista de buscar a Deus, mesmo numa situação de desespero quando  o problema bate à sua porta, seja qual for a origem. Sendo assim, a sua fé deve ser firme, constante, inabalável,  que avança para o alvo que é Cristo, sem desistir. (Filipenses 3.12-14). Você possui esta fé? Amém

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

TEXTO: MT 14.22-33

TEMA:HOMEM DE POUCA FÉ, POR QUE DUVIDASTE?

Que impressionante! Simão Pedro começou a caminhar sobre o mar, movido e sustentado pela fé. E, quando a fé vacilou, ao notar o vento se intensificar, começou a afundar. Impressionante também é o comentário de Jesus: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Mas qual o significados destas palavras? Esta afirmação de Jesus contém uma grande lição sobre a fé cristã, isto é, sobre a confiança em Jesus. A confiança em Jesus é o que faltou para Simão Pedro. Vacilou,  deixou a fé de lado, e pensou na naturalidade e nas suas limitações. Pedro, no momento, deixou-se vencer pelo medo. Tudo o que era firme e sólido sob seus pés deixou de sê-lo, a segurança que tinha desaparece para dar lugar a uma experiência de total insegurança. Mas Jesus age no momento certo e da maneira correta. Estendeu  a sua mão, segurou-o e disse-lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” O Senhor analisa atitude de Pedro como um momento de dúvida, de pouca fé e confiança nele. Só a fé e confiança em Deus lhe devolveu a solidez e consistência em sua vida.

O Senhor dirige esta mesma pergunta a cada um de nós. Quantas vezes duvidamos do amor e das promessas do Senhor? Quantas vezes o temor dos ventos (preocupações, tentações, fraquezas, etc.) fazem-nos desviar nosso olhar a Jesus? Quantas vezes na noite escura, alta madrugada, nos sentimos sós, fracos. Enfrentamos  diversas barreiras como, tribulações, mágoas preocupações, inquietudes, ansiedades, medo. Somos levados de um lado para outro num mar de agitações e medos. É justamente nestes momentos é que duvidamos do poder de Deus em nossa vida. Julgamos que tudo depende da nossa inteligência, capacidade e razão e não com olhos da fé. Então, o Senhor nos diz: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Por isso, em vez de nos concentrarmos nas dificuldades ao nosso redor, devemos manter nossa fé firmemente ancorada em Jesus. Ele é aquele que acalma as tempestades e nos guia em segurança. Precisamos crer que o nosso socorro vem do Senhor. Ele  não permitirá que a tempestade venha a nos destruir.

O milagre que Jesus havia realizado ao alimentar milhares de pessoas impressionou o povo. Eles concluem que Jesus “é realmente o Profeta que devia vir ao mundo”. (Jo 6.14) Sendo assim, o povo queria transformá-lo num rei. Mas Jesus percebe tal situação, dispensa a multidão, convida os seus discípulos a embarcar no barco, envia a Betsaida e se retira para as montanhas a fim de orar sozinho naquela noite.(Mc 6.45).Ao cair da tarde, o barco estava no meio do mar, e Jesus estava sozinho em terra. Enquanto os discípulos remavam em direção ao outro lado do lago, se deparam diante de uma violenta tempestade. Naquele momento, o barco começou ser açoitado pelo vento , e aqueles homens, mesmo sendo experientes pescadores e acostumados às variações do mar, chegaram a um momento que pensaram não ter mais solução para eles.

Teria Jesus abandonado os seus discípulos? Aquela tempestade estava oculta aos olhos de Jesus? Afinal, os discípulos remaram por volta da “quarta vigília da noite”., ou seja, de 6h da noite às 3h da madrugada. Em Jo 6.19, lemos que os discípulos já haviam navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios., equivalente a cinco ou seis quilômetros. Já estavam distantes da praia e não teriam a quem recorrer.  Além disso, o vento soprava contra os discípulos, e insistentemente dificultava o remar daqueles homens. Há um outro detalhe: Jesus passa e parece não ter a intenção de parar para ajudá-los: “e queria tomar-lhes a dianteira” (Mc 6.48). Dá nos entender que não havia mais solução.

Essa é, muitas vezes, a nossa crise em nossa vida quando enfrentamos as tempestades. E, muitas vezes, questionamos: Onde Jesus está que não intervém quando mais precisamos da sua ajuda? Onde Ele está quando as tempestades nos assustam? Até quando vamos continuar remando contra o vento? A Palavra de Deus nos assegura que nosso Pai escuta nossos gritos e responde. Assim diz o salmista: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me vem o socorro? Meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra.” (Salmos 121.1-2). “Eu estava chorando ao Senhor com minha voz, e ele respondeu de Seu santo monte.” (Salmo 3.4). Jeremias: “Clama a mim e responder-te-ei e anunciar-te-ei, coisas grandes e firmes que ainda não sabes.” (Jeremias 33.3). Precisamos ser como Jacó, insistir com o Senhor. Ele não saiu da presença do Senhor sem a bênção nas mãos. (Gn 32.22-32). Clamando ao Senhor com urgência, deixamos de lado o nosso orgulho ou qualquer atitude de autossuficiência, e cremos que o Senhor é fiel às suas promessas e jamais permitirá que sejamos vencidos pela tempestade.

Jesus não está distante! Ele aparece para acalmar a tempestade, e exerce todo o poder sobre a natureza. Não só controla a tempestade, mas anda sobre as águas agitadas pelo forte vento.(v.26).  Ele foi ao encontro dos discípulos para ajudá-los. O seu socorro veio na hora oportuna. No entanto, não bastasse o cansaço dos braços remando contra a fúria do vento, agora, os discípulos veem diante si a visão de um fantasma andando pelo mar. Mas não havia motivo para isso. Se tivessem entendido “o significado dos pães”, o milagre que Jesus realizou algumas horas antes quando alimentou milhares de pessoas, eles não teriam ficado surpresos ao ver Jesus andar sobre a água e acalmar o vento.

Jesus, porém, percebendo a reação deles, os acalmou dizendo: “Tende bom ânimo, sou eu, não temais.”(v.27).Sua voz ecoou no meio do vendaval e chegou de forma nítida ao coração dos discípulos. Foram justamente estas palavras que os discípulos precisavam no momento diante do medo e angustia, provocada pelo vendaval em pleno mar. Eles precisavam ouvir: “Eu sou”. Ao dizer esta expressão, Jesus se identifica. Deste modo, os discípulos podiam conhecer que, quem lhes falava, a era o mesmo que falou com Moisés nestes termos: “Eis como responderás aos israelitas: EU SOU envia-me junto de vós.” (Ex 3.14). É assim que Deus normalmente se apresenta no Antigo Testamento. “Eu sou” o Deus Criador, Consolador e Sustentador (Is 43.25; 48.12; 51.12). Esse nome revela que o Senhor é o Deus que intervém na história de Israel, libertando-o das amarras da escravidão do Egito. É o Deus que se revela através de seu Filho, que morreu na cruz para nos salvar. Então, a expressão dita por Jesus, pode ser entendida, como um “não temam, sou Jesus, tenham confiança em mim, porque Eu sou Deus e estou com vocês”.

Ele também contempla nossas lutas, sofrimentos e angustias, bem como também vem ao nosso encontro em meio as tempestades e lutas da vida. Nós não estamos sozinhos durante as lutas, ele está conosco. Se estamos passando por tempestades, devemos aguardar com paciência ajuda do Senhor. Ele não se esqueceu de nós, mas ele virá ao nosso encontro, ainda que seja pela quarta vigília da noite. Ele disse: “tende bom ânimo”!  Como manter o bom ânimo em meio às muitas lutas, adversidades e desafios que a vida moderna nos impõe? Onde é comum encontrarmos pessoas desanimadas? Para mantermos o “bom ânimo" precisamos esperar no Senhor. Durante e depois da tempestade a presença de Cristo deve ser a razão do nosso ânimo e da nossa alegria. Qual tem sido a razão do seu ânimo, da sua alegria e da sua euforia? Não se deixe entregar aos problemas, mas tenha ânimo em Jesus! Lembre-se as palavras de Jesus: “No mundo tereis todo o tipo aflições: desgosto, mágoas preocupações, inquietudes, ansiedades, torturas, mas tende bom ânimo porque Eu venci o mundo”. (Jo 16.33).Lemos em Isaías 41.10: “Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”.

Como os discípulos reagiram mediante a ação do “Eu sou”? Naquele momento, ele se revelava aos discípulos de uma maneira como eles ainda não o conheciam. Pedro com total ousadia pede para ir ter com Jesus. Pede uma confirmação ao Senhor:“ Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas.” (v.28). Era necessário que alguém tomasse a decisão, que desse o primeiro passo, que tivesse a coragem e a vontade de ir até Jesus, ou ao menos, tentasse andar sobre as águas. Pedro  queria estar com Jesus, se aproximar dele. Queria ir além daquele barco, além do natural. Queria andar sobre as águas. As palavras de Pedro traduzidas como “se és tu”, em grego εἰ, não têm um sentido condicional, como quem põe em dúvida que se trate verdadeiramente do Senhor Jesus, e ,por isso, exige uma demonstração. Ao contrário, as palavras de Pedro, no original grego, expressam absoluta certeza. O sentido de suas palavras é este: “já que é o Senhor, uma vez que é o Senhor, mande-me ir para ti”. Pedro não pede um sinal que demonstre que Jesus é verdadeiramente quem diz ser, pede-lhe para ir para Ele. Então, Jesus disse: Vem!” (v.29a).

Confiante, Pedro respondeu ao convite de Jesus. De forma ousada, ele “desce do barco e começa a andar por sobre as águas indo ao encontro de Jesus”  (v.29b),mas em um dado momento, o mesmo Pedro que foi ousado em dizer: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas”, agora se deixou levar pelo medo.(v.30a).Foi vencido pelo vento forte, pelas as dificuldades, vacilou na fé e começou a afundar, e a  sua reação  naquele momento era apenas clamar. Não teve receio de pedir ajuda. Não lhe importava o que os demais discípulos pensariam dele. Ao contrário, foi sincero e objetivo:  “Salve-me, Senhor!”(v.30b).Pedro por mais experiente, habilidoso e inteligente precisava da ajuda do Senhor para vencer os desafios e as adversidades que surgiram naquele momento. Jesus disse: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15.7).Hoje também as dificuldades que se nos apresentam podem se tornar insuportáveis. Sempre haverá “ventos contrários”, adversidades, problemas, conflitos. Ninguém passa pela vida em total calmaria. Sempre há desafios e dificuldades a serem superadas. É justamente nestes momentos  que  começamos a vacilar, o desespero bate à porta e começamos a duvidar se seremos capazes de seguir em frente, Então, clamamos: “Salve-me, Senhor!”

Jesus age no momento certo e da maneira correta. Estendeu  a sua mão, segurou-o e disse-lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?”(v.31). O Senhor analisa atitude de Pedro como um momento de dúvida, de pouca fé e confiança nele. Ao experimentar o ímpeto das ondas e a força do vento, Pedro se deixou vencer pelo medo.  Tudo o que era firme e sólido sob seus pés, deixou de sê-lo. A segurança que tinha, desaparece para dar lugar a uma experiência de total insegurança. Mas Pedro não pediu que os discípulos que estavam no barco lhe dessem algum apoio. Ele também não pensou em confiar em suas próprias habilidades para tentar escapar daquela situação difícil, nadando. Pedro simplesmente clamou ao Senhor por socorro. Ele havia vacilado, mas não havia se esquecido de que em sua frente estava o único que podia lhe ajudar. Nem por um instante, ele duvidou que a pessoa, que estava andando sobre as águas, era Jesus. Só a fé em Jesus lhe devolveu a solidez e consistência em sua vida.

O Senhor dirige esta mesma pergunta a cada um de nós. Quantas vezes duvidamos do amor e das promessas do Senhor? Quantas vezes o temor dos ventos (preocupações, tentações, fraquezas, etc.) fazem-nos desviar nosso olhar a Jesus? Quantas vezes na noite escura, alta madrugada, nos sentimos sós, fracos. Enfrentamos  diversas barreiras como, tribulações, mágoas preocupações, inquietudes, ansiedades, medo. Somos levados de um lado para outro num mar de agitações e medos. Mas Jesus sempre está por perto desejoso de que confiemos em suas palavras: “Tende bom ânimo, sou eu, não temais” Precisamos crer que o nosso socorro vem do Senhor, pois ele não permitirá que a tempestade venha a nos destruir. Não importa, se tempestade que você está enfrentando é pequena ou grande, o que importa é que o Senhor está com você e não permitirá que você seja vencido pela tempestade.

Todos os discípulos estavam vivendo momento de fraqueza, dúvida, medo, e “pouca fé”. Mas quando Jesus volta a subir naquele barco, (v.32) o clima muda imediatamente: todos se sentem unidos na fé em Jesus. Todos reconhecem em seu Mestre o Filho de Deus. Mateus registra a reação dos discípulos em harmonia ao propósito principal desse milagre. Eles adoraram a Jesus dizendo: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus” (v.33).Trata-se de uma confissão de sua divindade. Revela quão grandioso  é o nosso  Deus que  nos livra,  nos liberta, nos salva. É o Deus que nos socorre e que nos guarda.  

Estimados irmãos!  Que  no meio das ondas e dos ventos possamos ouvir  voz do Senhor nos convidando para caminhar sobre as águas. E quando  começarmos a afundar, que o Senhor estenda a sua mão em nossa direção, e nos dê livramento, pois confiamos no Senhor. Por isso, não deixe que as dúvidas destruam, esfriem a sua fé. Persista com fé, e com um coração humilde diante do Senhor. Amém!

 

 

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quarta-feira, 2 de agosto de 2023


TEXTO: MT 14.13-21

TEMA: SEJAMOS SEMPRE AGRADECIDOS A DEUS!

No mundo de hoje, parece-nos faltar o exercício constante do que significa agradecer. Ser grato, agradecido, parece não estar mais "na moda" entre as pessoas. Mas quando recebemos diariamente ricas bênçãos de Deus, tanto para nosso corpo como para nossa alma, é justo darmos graças a Deus por tudo quanto Ele nos tem concedido diariamente e reconhecermos a generosidade, o amor, a graça do Senhor para conosco. O texto nos mostra que Jesus não deixou de atender as necessidades materiais da multidão. Procurou ajudar aquelas pessoas diante de suas necessidades corporais. No entanto, Jesus não está apenas interessado em satisfazer as necessidades corporais das pessoas, mas orienta a todos no sentido de buscar o Salvador para receber o “Pão da vida”, o alimento necessário para alma. (Jo 6.24-35). Por isso, convidamos os irmãos para refletirmos sobre o tema: “Sejamos sempre agradecidos a Deus”.

 Mateus nos relata um episódio extremamente interessante sobre o agradecimento. Assim inicia o texto: “E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, a parte; sabendo-o as multidões, vieram das cidades seguindo-o por terra.” (v.13). Jesus sabendo da morte de João Batista, ouvindo sobre esta noticia, retirou-se com seus discípulos para repousar. Ele atravessa o mar da Galiléia num barco, para descansar um pouco em um lugar deserto. Porém as multidões vieram das cidades seguindo-o por terra. Afinal, o que espera essa gente de Jesus? Por que tanto interesse em seguir-lhes os passos, abandonado suas casas, suas oficinas, enfim, suas atividades costumeiras? O evangelista João afirma com mais detalhes: “... porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos.” (6.2).

Ao desembarcar, Jesus vê diante de si uma multidão com fome. Vê diante de si milhares de pessoas passando fome. Havia cerca de cinco mil homens ali, além de mulheres e crianças. A noite já estava chegando, o lugar era deserto, e todas aquelas pessoas precisavam comer; do contrário, desfaleceriam pelo caminho. O que fazer? Onde conseguir alimento para toda esta gente? Os discípulos acham uma solução: “... despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.”(v.15). Acham que o povo mesmo deve procurar um meio de sobreviver. Não temos condições para ajudar a todos. Além disso, já é tarde, o lugar é deserto. O que devemos fazer é mandar embora essa gente. A solução é dispensá-la a fim de que procurasse alimento. Na verdade, eles estavam tentando passar o problema adiante, uma vez que se a multidão ficasse com eles até a noite, seriam os responsáveis em alimentá-la. E eles não viam condições viáveis para isso.

Qual é a nossa atitude? Será que não agimos da mesma forma como os discípulos? Estamos prontos a sacrificar a nossa própria vida, e oferecer o nosso grande amor em beneficio de nosso irmão? Quais são as nossas desculpas? Será que estamos amando nosso próximo como nós amamos? Na verdade, somos egoístas. Olhamos somente para nós mesmos.  Olhamos o lado negativo das pessoas ao nosso redor! Vivemos o nosso mundo e já nos damos por satisfeitos. Falta o verdadeiro amor para com as pessoas necessitadas. O apóstolo Pedro ressalta: “Tende amor intenso uns para com os outros”. (I Pe 4.7) Amor intenso na hospitalidade, na compreensão, no  apoio e ajuda diante da  situação que vivem as pessoas em nossa sociedade. Este deve ser o nosso proceder. Jesus procedeu assim: Ele teve compaixão daquela multidão; compaixão significa amor, misericórdia e bondade.

Jesus sabia que o lugar era deserto, que a hora era avançada e que a multidão estava faminta, mas ele tinha um plano especial para alimentá-la. Ele tinha outra solução. No entanto, tal foi à surpresa dos discípulos, quando o Senhor Jesus lhes disse que não havia necessidade daquela multidão sair à procura de alimento, mas que eles mesmos deveriam (e podiam) dar-lhes de comer. A resposta foi inesperada e direta: “Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos de comer”. (v.16). Os discípulos não conseguiram entender as palavras de Jesus. Entre desapontados e assustados, retrucaram: Temos aqui apenas cinco pães e dois peixinhos! Isto que possuímos é pouco para muita gente! Do ponto de vista humano era impossível alimentar aquela multidão com cinco pães e dois peixinhos. Somente um milagre poderia saciar a fome desta gente.

É de fato, Jesus realizou um milagre !O milagre também saciou a fome do profeta Elias e da viúva de Sarepta conforme lemos em 1 Reis 17.7-24. É uma história comovente. Demonstra o quanto Deus tem compaixão para com seu povo. Diante do sofrimento da fome, o profeta recebeu uma orientação do Senhor, para que se dirigisse à Sarepta, pois ali seria alimentado por uma viúva. Ao chegar naquela pequena cidade, Elias se deparou com a viúva catando gravetos, pois pretendia fazer um pequeno fogo. Isso mostra que a comida era escassa, e a dificuldade abundante. O marido havia morrido. Ela e o seu filhinho estavam também prestes a morrer, pois havia uma terrível seca na terra. Restava-lhe um pouco de óleo e de farinha – exatamente o necessário para preparar a refeição final para ela e para o filho. Depois de comerem, só podiam esperar a morte.

Depois de horas de viagem e de cansaço, o profeta do Senhor pede àquela mulher que lhe trouxesse um pouco de água num vaso, para beber. Quando se voltou para ir a casa buscar água, ele disse: "Traze-me também um bocado de pão na tua mão". Ela explicou-lhe a situação, dizendo: "Tão certo como vive o Senhor teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para meu filho; comê-lo-emos e morremos''. Realmente, ela não podia atender o seu pedido. No entanto, o profeta demonstra compaixão e responde: "Não temas; vai, faze o que disseste; mas  primeiro faze dele para mim um bolo pequeno, e traze-mo para fora; depois farás para ti e para o teu filho. Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra''.

Essa história se repete em nossos dias. Também desconhecermos o que o Senhor pode fazer com os nossos cinco pães e dois peixinhos; com pouca de farinha e azeite que possuímos. Precisamos colocar o pouco que temos nas mãos daquele que pode multiplicar. Este milagre o Senhor tem realizado diariamente em nossas vidas. Mas qual tem sido a nossa resposta a Deus. Temos valorizado tudo o que Ele tem nos dado? Devemos deixar o pessimismo, a incredulidade, o negativismo de lado, pois sempre existe uma alternativa para sairmos de uma situação difícil.  Deus sabe o que precisamos em nossas vidas, conhece a verdadeira necessidade que temos, e nós mesmos, muitas vezes, estamos perturbados e não sabemos direito o que precisamos realmente.

Jesus quer saciar a fome deste povo faminto. Contudo, não censura os discípulos, não argumenta com eles, não discute sobre a dureza de seus corações, deixando de lado a fé e confiança no seu Senhor, apenas dá-lhes uma ordem: “Trazei-os”. (v.18). Mesmo não sabendo ainda o porquê da ordem, obedecem a Jesus. Ao invés de mandar este povo embora, como era a ideia dos discípulos, Jesus se compadece deles. Ordena aos seus discípulos que a multidão se assentasse sobre a grama, porque algo haveria de acontecer.

Jesus toma os pães e os peixinhos. Milhares de pessoas olham para Jesus. Ele agradece ao Pai celestial, antes da refeição. O texto nos diz: “Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus”. (v.19).  . Que magnífico exemplo nos dá o próprio Filho de Deus diante de todo o povo, Ele ergue os olhos ao céu. Seu exemplo nos ensina a olharmos constantemente ao alto, em oração e agradecimento pela alimentação que recebemos diariamente. Lembrando sempre que dar graça é uma ação que caracteriza os filhos de Deus. Agradecer pelo amparo , o cuidado, proteção que Deus tem concedido cada momento. Em tudo dependemos de Deus. Ele nos deu a vida, o existir, o ar que respiramos a água que bebemos e o alimento que nos sustenta. Tudo nos é dado por sua bondade, onipotência e amor. Que nunca esqueçamos: o pão que vem de cima é dádiva do Pai celeste.

Jesus após orar, pega os pães e peixes, parte e entrega aos discípulos para que fizessem a distribuição ao povo. Os discípulos ao receberem a ordem de Cristo, mesmo sem entender completamente o que estava acontecendo, foram e serviram o povo. E o milagre aconteceu. É impressionante a maneira simples como ocorre. O pão não acaba no cesto, sempre tem mais. Cestos e mais cestos entram em ação. A distribuição segue em ordem. Grupos após grupos, mãos estendidas recebem sua porção de pão e peixe. Talvez os mais distantes reclamassem: Será que chega até nós? Não vai acabar antes? Mas isto não aconteceu. Todos foram atendidos. Até podiam repetir, à vontade.

Jesus teve compaixão daquela multidão. Alimentou àquela gente. Da mesma forma, Ele tem nos alimentado diariamente. Desde a criação Deus mantém até hoje a ordem natural para prover o pão necessário.  Somos rodeados de milagres. Milhões de pessoas são alimentados diariamente neste mundo. Jamais sentimos desamparados, pois confiamos no poder e na misericórdia do Pai que estás nos céus.

Todos, agora, estavam satisfeitos. Saciaram a sua fome. Agora, podiam voltar aos seus lares. Mas Jesus nos dá uma lição de agradecimento e mordomia quando ele vê sobras e pedaços de pão e de peixes estendidos pelo chão. Ele ordena aos seus discípulos a recolherem os pedaços para que nada se perca. Como resultado: Eles encheram exatamente doze cestos. Ele nos ensina que nada deve ser desprezado.

No entanto, Jesus tem algo mais importante a nos oferecer, do que simplesmente comida. Ele nos oferece o verdadeiro alimento, aquele que nos satisfaz plenamente. Ele se apresenta a nós como o pão da vida, o alimento que nos dá força para caminhar com maior firmeza, ajudando-nos a superar dificuldades e obstáculos, diante da nossa jornada,  até chegarmos à vida plena junto de Deus. Ele afirma: Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede. (João 6.35). Jesus, o pão da vida é a única possibilidade do alimento que subsiste para a vida eterna. Aquele que aceitar, jamais terá fome ou sede, pois quem está com Jesus nunca mais terá fome nem sede.

Portanto, Cristo nos convida diariamente a fazermos uso diário do maná celeste para que a fome não enfraqueça a nossa fé e venha aos poucos destruir tudo o que temos e que perfaz nossa esperança, nossa alegria, nosso único consolo na vida e na morte. Por isso, a nossa preocupação, como filhos de Deus, é antes de tudo a busca do alimento para a nossa alma. Resta saber, qual será a nossa posição, que tomaremos com relação a este convite, pois sabemos perfeitamente, o quanto o ser humano tem rejeitado Jesus, o pão da vida.                                                  

Que nós saibamos agradecer pela alimentação do corpo e da alma que recebemos diariamente.

 

 

 

quinta-feira, 29 de junho de 2023


TEXTO: MT 10.34-42

TEMA: DIFICULDADES E ALEGRIAS NA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

Jesus preparou e comissionou os seus discípulos a saírem pelas cidades, proclamando a mensagem do evangelho. Além disso, deu-lhes alguns conselhos e palavras de encorajamento que seriam essenciais, diante das dificuldades que enfrentariam, pois Jesus avisou que encontrariam resistência violenta durante seu ministério. Seriam rejeitados, mal tratados, muitas vezes, até mesmo dentro da própria família, por causa do nome de Jesus. E ainda, deveriam esquecer de si mesmo, perder interesse próprio e viver submisso a Cristo ao carregar a sua cruz.  

No entanto, Jesus não fala somente de dificuldades aos discípulos. Ele fala de recompensa, de alegria e consolo. Ele afirma se eles optarem por comprometer-se com o evangelho, como mensageiro de Jesus, teriam sua recompensa do próprio Cristo. Seriam abençoados não por merecimento, mas, por dádiva de Deus, receberiam as recompensas – da vida eterna  e o galardão, que nunca se perderá.

 Também somos enviados para salvar o mundo, proclamar e ensinar a Palavra de Deus a todos às nações. Ele quer que demos bom testemunho. Glorifiquemos o seu nome. Anunciemos que Ele é  sal da terra e a luz do mundo. Mas precisamos estar conscientes diante das imensas dificuldades que enfrentaremos neste mundo tão hostil, onde seremos  zombados, criticados, desprezados, perseguidos. No entanto, apesar de todas estas dificuldades existentes, Cristo nos encoraja em nossa missão, da mesma forma como agiu com seus discípulos. Ele nos dá força para anunciar a sua palavra, e prometeu estar conosco. Portanto, o desafio é servir e comprometer-se com o evangelho, diante das dificuldades e alegrias.

Jesus inicia a sua mensagem ao afirmar aos discípulos: “não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer paz, mas espada”(v.34). As palavras de Jesus, a princípio podem nos parecer um dito paradoxal, uma vez que  as Escrituras  citam vários exemplos  que Jesus é o Príncipe da Paz. (Isaías 9.6). Ele é a nossa paz. (Ef.2.14). Os anjos ao proclamar o nascimento do Messias, eles cantaram "Paz na terra". E, em João 14.27, Jesus afirma: "A minha paz vos dou". Ele mesmo disse: que são bem-aventurados os pacificadores. (Mateus 5.9). Em pelo menos três lugares na carta aos Romanos, Paulo falou sobre a paz que Deus nos dá. (5.1; 8.6; 14.17).Portanto, não seria uma contradição o que Jesus estaria ensinando? Como  poderia afirmar que não veio trazer paz, mas espada, instrumento  característico da guerra? Como poderia afirmar que não veio trazer união, mas divisão?

Não há contradição. Lembrando que espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva, usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era uma arma poderosa, e por onde ela passava, ocorria uma divisão. Jesus proibiu ao discípulo o uso da espada para defendê-lo contra a turba que veio prendê-lo. E ainda alertou que todos que lançam mão da espada à espada perecerão. (Mt 26.52). Quando Jesus fala de espada, não  está incentivando a violência. Não está enviando seus discípulos ao mundo para a luta em forma de guerra e destruição. Não veio armar seus seguidores para que estes, por meio da força, possam conseguir novos discípulos. A espada como arma de guerra é símbolo da Palavra de Deus. A Bíblia nos ensina que a Palavra do Senhor "é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hebreus 4.12).Quando seria anunciado, ministrado e praticada de forma tão intensa a mensagem de Cristo, resultaria em divisão entre as pessoas. Causariam discussões, debates, discórdias, reações, ódio e perseguições, bem como  sacrifícios dolorosos, inclusive   nas estruturas sociais, políticas e religiosas.

 Portanto, Jesus não veio trazer violência e guerra, mas paz. Mas não a paz  que os  judeus esperavam, e que o mundo tanta almeja, uma paz que simplesmente significasse ausência de guerras no mundo, pois o mundo nos dá uma paz falsa e mentirosa, efêmera, fugaz, passageira. O mundo procura nos enganar, iludir com essa paz. Jesus fala aos seus discípulos de outra paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”( Jo14.27). E ,ainda, disse: Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. (Jo 16.33). Portanto, Ele veio trazer ao coração do pecador redimido a paz com Deus. ( Mt 11.29). Por intermédio da cruz somos reconciliados com Deus. Por meio de Cristo há um caminho de aproximação para com Deus. Ele é a Porta, o Caminho para o Pai (Jo 10.7,9; 14.6); por intermédio dele, os homens, embora pecadores, uma vez reconciliados, podem se aproximar “com confiança do trono da graça” (Hb 4.16).

No entanto, apesar da paz de Cristo estar à disposição, não são todos que a vivem e a acolhem. No mundo existem pessoas que não aceitam a mensagem do evangelho de Cristo. Para muitos são loucura. (1 Coríntios 1.18).A verdade é que o mundo está cheio de perversos, de pessoas que têm suas vidas no pecado, sem qualquer arrependimento. Nesse sentido vemos Jesus explicando que essas pessoas se levantarão em oposição àqueles que vivem na paz de Cristo. Elas vão hostilizar a mensagem de Cristo e rejeitá-la. Os servos  de Cristo, que vivem nesse mundo, também serão hostilizados e rejeitados por seguirem a Cristo. Como se observa, a proclamação do evangelho resultaria discussões, sofrimento, perseguição, conflitos e desprezo. Essa divisão é tão profunda que ,muitas vezes, à espada trazida por Cristo rompe até mesmo os laços pessoais mais íntimos: “pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra." Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.” (vv.35 e 36). Jesus aplica uma profecia do profeta Miquéias e indica que por amor a Cristo pessoas seriam perseguidas e desprezadas pelos membros de sua própria casa ( Miqueias 7.6).O profeta está se queixando da corrupção moral que prevalecia em seus dias: amigos infiéis; esposas em quem não se podia confiar, filhos que não honravam os pais, conflitos familiares; os mandamentos do Senhor estavam sendo desobedecido.

No entanto, as orientações  de Cristo vão ainda mais além: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama o filho e a filha mais do que a mim, não é digno de mim.” (v. 37). Jesus não está desejando que não amemos nossa família, que desprezemos aos pais e filhos. Mesmo porque temos vários textos que falam da obediência aos pais, do amar ao pai e a mãe: “honra a teu pai e a tua mãe… ” (Êx 20.12; Mt 19.19; Ef 6.2),do amar aos filhos e do próximo. (Lv 19.18; Mt 19.9). Portanto, amar aos pais e aos filhos é da vontade de Deus. No entanto, a nossa família pode tornar-se uma “cruz”. Pode tornar-se um empecilho quando deixamos de buscar a Jesus, nosso Salvador, porque, muitas vezes, colocamos como primeira prioridade a comida, a roupa, o dinheiro, a família, a carreira e  nos esquecemos de Deus. Por isso, Jesus nos desafia a mudar nossas prioridades. Buscar primeiro a Deus, ou seja, a nossa maior preocupação deve ser o nosso relacionamento com Deus. Quando o nosso relacionamento com qualquer pessoa estiver sendo um impedimento, um embaraço em nosso relacionamento com Jesus, a nossa escolha deve ser Jesus. E isto se estende até mesmo em relação às pessoas que mais amamos. Enfim, a família não deveria ser um empecilho na divulgação do Evangelho às pessoas.

Portanto, Jesus deixa explícito quando afirma que não é digno dele todo aquele que ama seu pai e sua mãe mais do que a Ele. Amar aqui significa ouvir, seguir, dar atenção, privilegiar, enfim, ter mais consideração e obedecer. E para ser digno de Jesus, precisamos amar mais a Jesus que os próprios familiares. Mas Jesus  deixa claro que ninguém será digno, se recusar a  tomar a cruz: “E quem não toma a sua cruz e vem após mim,  não é digno de mim.” (v.38). Ele coloca algumas condições e apresenta dois princípios básicos para quem almeja ser um verdadeiro discípulo de Cristo. Primeiro, os discípulos deveriam esquecer de si mesmo; perder a visão ou interesse próprio e viver submisso a Cristo. Segundo, “carregar a cruz” não é de maneira alguma, simplesmente, “sofrer” por sofrer. Mas trata de enfrentar as consequências de seguir a Jesus. Ele ilustra as dificuldades que os apóstolos deveriam esperar no discipulado cristão. Seria árduo e traria sofrimento, tão horríveis como a morte na cruz. Seria inevitável a cruz na vida dos discípulos.

Diante desta grande verdade sobre o "carregar a cruz", Jesus ensina o que, realmente, faz com que uma pessoa seja um discípulo verdadeiro, genuinamente unido a Ele: essa pessoa precisa negar-se a si mesma. No  entanto, aquele que nega ou está ansioso para salvar sua vida, ou seu conforto e segurança neste mundo, diante das perseguições, perderá a vida "eterna”: “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á”(v.39). Evidente que queremos salvar a nossa vida.  Não está errado! Entretanto, o erro se configura quando os bens materiais são colocados antes de servir, honrar e glorificar a Deus. Afinal, vivemos numa época em que as pessoas só pensam em ganhar. Nossa sociedade é capitalista, materialista, consumista e existencialista. O que está no centro de toda a filosofia de vida é o eu, o meu, o que posso ganhar de lucro pessoal. Os nossos tempos estimulam a necessidade de ganhar. Em nome dessa vontade de ter o mundo inteiro, o homem quer viver a sua própria vida. A triste realidade é que pelo fato de muitas pessoas ao salvar sua vida terrena, aproveitando de tudo, perderão a vida eterna, pois preferem trocar os valores eternos pelos prazeres transitórios dessa vida efêmera. Ganhar o mundo e perder a alma é uma péssima decisão!

 Está disposto a perder a sua vida por Cristo, ou ganhar a sua vida neste mundo? Qual a sua decisão? O convite de Jesus continua valendo: venham a mim e sigam-me; sejam meus discípulos e busquem as coisas de Deus em primeiro lugar. As palavras de Jesus nos chamam para uma atitude de vida, de renúncia. Por isso, entrega-se totalmente a Cristo! Essa entrega implica em deixar o que existe de mais precioso em sua vida para seguir a Cristo, para que posso obter a salvação de sua alma. Jesus deixa bem claro: se queremos viver eternamente temos que estar preparados, se for possível  renunciar a nossa vida.

Jesus encerra os seus ensinamentos. Ele não fala somente de perseguição, rejeição, dificuldades, mas também haveria receptividade. Os discípulos seriam recebidos ao levar a mensagem do Evangelho, ou seja, Cristo se manifesta  às pessoas por meio daqueles a quem Ele envia. Ele seria aceito ou rejeitado: “Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.”(v.40). Receber Jesus Cristo significa receber Deus e a salvação que ele oferece. Ele vem em primeiro lugar, porque, recebendo-O, recebe-se Deus. Quem cumpre a tarefa do fazer conhecido o nome de Jesus Cristo são os discípulos. Nesta parte dos ensinamentos de Jesus, vemos implícito o “Ide”. Indo precisavam pregar as Boas Novas. Sendo assim, Jesus os encoraja mostrando-lhes que quem os recebe tem a salvação. Por esse motivo, podemos nos colocar no lugar deles e saber que, sempre que fazemos um trabalho de evangelismo, estamos levando não a nossa mensagem, mas Cristo e o Pai.

Quando recebemos e honramos uma pessoa enviada de Deus, Ele nos recompensará devidamente. Jesus prometeu galardoar os seus discípulos tanto no presente quanto no por vir. Ele associou essa recompensa ao sofrimento, aflição, perseguição  pela causa do Evangelho. Sendo assim, esclarece essa questão aos discípulos:  “Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo”.(v.41).A palavra galardão de uma maneira geral significa recompensa. É bom deixar claro que esse galardão não tem nada a ver com a salvação. Até porque a salvação não é por obras, mas pela graça e mediante a fé (Efésios 2.8).O verbo “receber” significa aceitar, tomar aquilo , ter algum favor, ser recompensado, ser alcançado e dar recepção a algo. Mas podemos ainda entender que o verbo “receber” literalmente significa receber em casa, hospedar, dar uma refeição, ou atentar ao ensino, ao exemplo de vida.

Portanto, aqueles que receberem um profeta, uma pessoa justa significa receber a mensagem de Deus e tem a promessa da recompensa. A história da viúva que deu a Elias alimento e água, é uma exemplo. Por “receber um profeta”, foi grandemente abençoada. Seu estoque de farinha de trigo e de azeite foi multiplicado por este profeta que agiu sob o espírito de Deus. Evidentemente, a viúva recebeu Elias ‘porque ele era profeta’. Assim, ela recebeu “a recompensa de profeta”. Nos dias de Jesus, se alguém tivesse o privilégio de receber um seguidor dele em sua casa, estava em condição de receber “a recompensa de homem justo”. O visitante sem dúvida partilharia as verdades edificantes sobre a sua fé e os ensinamentos da Palavra de Deus, com seu hospedeiro, assim como fez Jesus. O texto dá uma amplidão a cerca deste princípio, quem recebe um apóstolo, um pastor, um líder…, no exercício do seu ministério ,  recebe o galardão.

No entanto, as palavras de Jesus sugere algo prático. O receber se constitui, exclusivamente, a mesma atitude que o próprio Cristo nos recebeu, e ainda recebe: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.”(v.42).Os discípulos deveriam se conscientizar da importância dessa prática. Ela era imprescindível durante a perseguição, uma vez que muitos deles necessitavam desse apoio e segurança em suas viagens missionárias de expansão do reino de Deus. A prática da hospitalidade é um importante dentro da igreja. Por meio dela, podemos expressar mais uma maneira de servir ao Senhor. A nossa hospitalidade ajuda os irmãos a cumprirem as suas tarefas, principalmente quando estão viajando a serviço do Senhor..

Com certeza, as recompensas estarão garantidas aos que são hospitaleiros, visto que Deus nunca fica devendo nada a ninguém. Jesus  diz que, quando damos de beber, ainda que seja um copo de água fria, a um pequeninos, aqueles  que são enviados, Ele nunca esquece e garante o galardão. Agora, imagine quando agimos indo além de um copo de água fria, quando obedecemos, andamos em fidelidade, lealdade, unidade e aliança com o nosso Deus. Isto nos motiva ainda mais a enfrentar as perseguições que nos sobrevêm com coragem e alegria. Por isso, mãos à obra, porque sabemos que há grande número de pessoas que ainda não ouviram o evangelho de Cristo. Temos que anunciar. Eis a nossa grande responsabilidade. Somos missionários, chamados e enviados a ser sal da terra e luz do mundo. Quem descobriu uma fonte de água cristalina no deserto não pode deixar de anuncia-lo aos outros que também estão com sede.

Estimados irmãos! Se hoje o nome de Cristo é proclamado nos lugares mais longínquos deste mundo é porque estes discípulos levaram o Evangelho. E a história confirma que muitos apóstolos morreram morte de martírio. E com eles e após eles muitos outros cristãos foram martirizados até a morte. Mas em meio as dificuldades, tristezas e alegrias não negaram a Jesus. Amém.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

 TEXTO: SL 91

TEMA A NOSSA A PROTEÇÃO VEM DO SENHOR!

O salmo 91 é considerado um dos salmos mais conhecido nas Sagradas Escrituras. Ele é messiânico, ou seja, é uma profecia que descreve o ministério de Cristo, o seu sofrimento, morte e ressurreição, aquele que antes de ser introduzido no mundo dos homens estava no esconderijo do Altíssimo. É anônimo, ou seja, não se sabe quem foi o seu autor. Ele fala da segurança e proteção que Deus oferece, em meio as aflições, para aqueles que confiam nas promessas do Senhor. No contexto do salmo há diversos termos que o salmista usa, como abrigo, sombra, refúgio, fortaleza, cobrir, escudo e assim por diante, que demostram que Deus é fiel e cuida de seus seguidores. Somos ensinados a entender que a nossa segurança vem do Senhor, e que Ele jamais nos abandona diante dos perigos.

Sempre vamos passar por aflições durante todo o tempo da nossa vida. São aflições que   surgem através de uma doença, desemprego, problemas conjugais, acidentes, mortes, conflitos, ou qualquer outra coisa que nos venham entristecer. São tantas aflições que, muitas vezes, sentimos que jamais conseguiremos vencê-las, pois temos a sensação de que Deus está tão distante. Não está atento aos dramas da nossa vida. Parece que se esqueceu de nós, ou até mesmo não nos ouve mais. Mas saibam que o próprio Jesus também sentiu aflições. Ele soube o que é sofrer.  Experimentou, em vida, o que todos os humanos experimentam. Ele aconselhou os discípulos sobre as aflições: “neste mundo vocês terão aflições.” (João 16.33). De fato, enfrentaram tantas aflições que foram perseguidos, maltratados, crucificados e condenas à morte. Mas nunca deixaram de buscar no Senhor a proteção. Confiaram nas promessas de Deus.

O salmista também viveu momentos de aflições. Ele não ficou preocupado. Não precisou temer "o pavor da noite", nem medo, nem perigo, pois tinha certeza de que Deus poderia fornecer uma habitação segura. Ele teve esta convicção ao afirmar: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo descansa à sombra do Onipotente”. (v.1). O salmista não está falando de qualquer esconderijo. Não se trata de um lugar físico. Não se trata de esconder-se num esconderijo, onde as pessoas não nos vejam. Mas um lugar que transmite a ideia de segurança e abrigo, longe das ameaças. Um lugar “secreto” na presença do Senhor onde há comunhão entre Deus e seu povo, um momento quando buscamos verdadeiramente a Deus em oração. Enfim, o salmista ainda tem esta certeza quando reconhece a grandeza de Deus ao buscar no Senhor o verdadeiro descanso espiritual.  Ele diz: “Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.” (v.2). Baluarte traz a ideia de “apoio, de firmeza, de proteção”.

Em que esconderijo você está? Do desânimo?   Da incredulidade?  Do medo? Onde você se esconde? E suas próprias riquezas, na sua força, fama e prestígio social? A verdade é que, quando as pessoas seguem este caminho, elas vivem iludidas e desfrutam de uma falsa segurança, porque estes tipos de esconderijos não são seguros. Mas somente aqueles que descansam no “esconderijo do Altíssimo”, na “sombra do Onipotente” encontram alivio, proteção e segurança diante das aflições. Estarão protegidos contra as armadilhas e doenças mortais. Esta é a conclusão do salmista: “Ele livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo.” (vv. 3 e 4). Deus mostra que livrará os seus filhos de todo e qualquer mal: da doença, dos perigos do mundo, e ainda irá nos proteger debaixo de suas asas, como fazem os pássaros com seus filhotes.

Mas quando falamos de armadilha, é preciso lembrar que todos os dias, desde quando levantamos até dormir, o diabo arma laço. Usa os mais diversos tipos de armadilhas nesse mundo para nos destruir, para nos tirar de Deus, para nos trazer infelicidade, para destruir nossa família. Coloca a nossa disposição coisas atraentes, iscas que realmente são agradáveis aos nossos olhos. São armadilhas mortais e muito bem camufladas. E muitos têm caído nestas armadilhas, tornando-se presas de suas artimanhas e cilada enganosas. Como consequência, a comunhão com Deus é afetada.

Neste sentido, é fundamental ficar atento, tomando sempre o cuidado necessário para evitar cair nestas armadilhas. Jesus usou a Palavra de Deus para se defender contra as armadilhas do diabo. É a Palavra de Deus que nos dá a força para enfrentar as realidades e dificuldades da vida, que nos dá esperança e garantia da assistência e presença de Deus. Além disso, precisamos vigiar constantemente. Assim como recomendou Jesus no Getsemani: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Fujam dos laços do inimigo!

Mas, não há motivos para ter medo, pois o Senhor permanece no controle diante de todas as aflições que os cristãos enfrentam. Na verdade, estão seguros de toda a tentação e assalto de Satanás. Estão protegidos diante de uma segurança constante e contínua de Deus. Situação que ocorre durante à noite quando nos causam sensações de medo e angustia, quando não conseguimos dormir em paz. Da mesma forma, a flecha que é lançada durante o dia e nos causa muitos danos, sofrimentos e perdas. Também estão seguros quando sobrevêm todo o tipo de males e pestes. (vv.5 e 6). Seja qual for o tipo de calamidade que nos assola, somos protegidos pelo Senhor, e por isso, não há motivo para temer.

É importante lembrar que não há nenhum tipo de calamidade que o Altíssimo não possa repelir. Isto demonstra que Deus é poderoso para nos guardar e livrar de todo perigo que nos cerca! O salmista fala deste cuidado protetor que Senhor tem para com aqueles que são seus: “Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido” (v.7). Com estas palavras, o salmista demonstra que, ainda que ocorra infelicidades, calamidades, dor, angústia, cansaço, desilusão, nada disso será atingido, Além disso, aquele que tem Deus como refúgio, caminha sempre sob a proteção do Altíssimo. É o próprio salmista quem afirma: “O Senhor é o meu refúgio”. (v.9a). Apenas Deus deve ser nosso refúgio, e fazer de Deus nosso refúgio é saber que toda a bênção e toda a ajuda vêm do Senhor. Sendo assim, se fizermos do Senhor o nosso refúgio, nenhum mal nos sucederá porque estamos habitando em um lugar de proteção, onde há um relacionamento seguro com o Senhor. Portanto, fazer do Altíssimo a sua habitação e permanecer na presença de Deus, dentro de sua casa, era o que o salmista desejava, onde “nem o mal e a praga chegariam a sua tenda” (v.9b).

No entanto, ainda há outro cuidado em meio as tribulações e perigos do mundo em que vivemos. Agora, o salmista revela as ordens de Deus em benefício daqueles que lhe pertencem. O mal e nem a praga atingirão a nossa casa, porque Deus dá ordem aos anjos para nos proteger e sustentar. Deus coloca seus anjos para cuidar dos justos, protegendo-os cuidadosamente em meio a tanta violência, desastres e catástrofes que o povo de Deus tem enfrentado. É desta forma que salmista se expressa: “Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra”. (vv.11 e 12). O resultado desse cuidado amoroso é o livramento até mesmo diante dos maiores perigos: “Pisarás o leão e a áspide, calcarás aos pés o leãozinho e a serpente”. (v.13). O Senhor está acampado aonde estivermos, independente das tribulações e perigos do mundo em que vivemos: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra” (Salmos 34.7).

Ao encerrar o salmo o salmista afirma que a sua proteção provém de um relacionamento que se baseia no amor de Deus. Deus age com amor para com aqueles que o amam. Ele descreve este amor através de determinados verbos, um modo como se Deus estivesse falando com o salmista: “livrarei, protegerei, responderei, estarei (com ele), resgatarei, darei (honra), recompensarei e, de novo, darei (minha salvação)”. Isso gera um relacionamento entre Deus e seu servo, dando acesso para que clame ao Senhor e seja atendido. Revela um relacionamento amoroso que é ir além de simplesmente dar aquilo que falta, mas também abençoar além do esperado. Mas essas promessas maravilhosas são para os que o amam (v. 14), confiam em seu nome (v. 14) e clamam por ele (v. 15).

Estimados irmãos! Diariamente enfrentamos tantas aflições neste mundo. São as dificuldades, os problemas, os sofrimentos que enfrentamos. Mas não estamos sozinhos. Deus está conosco. Ele é O Senhor dos Exércitos que peleja pelo seu povo. É Ele que nos fortalece e nos concede força para vencermos as nossas aflições. Ele coloca à disposição toda a “força do Seu poder”. Só o poder de Deus é que nos sustenta diante das dificuldades da vida. E para ficarmos firmes é preciso nos fortalecer no Senhor, pois o mundo não nos oferece proteção verdadeira. Somente Deus pode nos dar verdadeira proteção. Amém.

 

 


quinta-feira, 8 de junho de 2023



TEXTO: MT 9. 9-13 
TEMA: JESUS VEIO CHAMAR  PECADORES! 

Jesus, não chamou os escribas e fariseus. A sua preocupação, no momento, era buscar e salvar as pessoas que eram desprezadas pela sociedade, que viviam uma vida sem orientação, sem rumo, sem consolo, sem esperança e que viviam no pecado. Ele deixou claro que "veio buscar e salvar o perdido" (Lucas 19.10).Ele ainda diz: “Todo aquele que vem a mim, jamais o lançarei fora.” (Jo 6.37).Como é maravilhoso saber que Jesus vai em busca dos pecadores, oferecendo o perdão para aqueles que se arrependem. Pecador como Davi: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos” (Sl 51. 4).Pecador como o publicano que disse:  “Senhor! Sê propício a mim pecador“. (Lc 18.13).Pecador como o malfeitor na cruz, quando diz: “Senhor! Lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.” (Lucas 23.42).

Esta preocupação de Jesus pelos pecadores fica evidente  em nosso texto quando Ele chama Mateus e diz “segue-me”. O coração de Mateus se transformou quando Cristo lhe mostrou o verdadeiro caminho. Ele, agora é um discípulo de Jesus. Quando reconhecemos nossos pecados, Deus está pronto para nos perdoar. Ele não rejeita um coração quebrantado e nem manda embora aqueles que vêm a ele. É o amor de Cristo! Este amor que Ele no oferece, acalma qualquer coração angustiado por causa do pecado. Ele está de braços abertos esperando você, e está chamando pelo seu nome para curar a ferida profunda que está dentro do seu coração.

Jesus começa o seu ministério aqui na terra. Uma das primeiras preocupações é escolher os seus discípulos. Homens que iriam anunciar as boas novas do Evangelho a todas as nações. Homens que seriam embaixadores de Cristo, mensageiros da paz, servos do Senhor, enfim, homens que iriam continuar com sua obra aqui na terra. Mateus é um deles. Assim, afirma o texto: “Jesus viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria.” (v.9). Mas afinal quem era  Mateus? Era um publicano, isto é, um funcionário público, mais exatamente, um cobrador de impostos. Essa classe de trabalhadores era desprezada  pelo povo, isto porque, os publicanos não eram bem vistos pelo povo, em face de sua desonestidade e da violência que empregavam para com as pessoas nas suas cobranças de impostos. Para garantirem bom lucro pessoal, tinham liberdade de aumentar as taxas.

 Era uma posição que não agradava a Jesus. E ao observar a situação de Mateus, lhe disse: “Segue-me!”. O verbo ἀκολουθέω significa “ir atrás de alguém”; e no sentido figurado significa “ser discípulo”, “ir em seguimento de alguém. ”Segue-me!” é a voz do Senhor chamando o publicano Mateus para ser seu discípulo. Nestas palavras há algo de especial. É aqui que se revela o amor de Deus para com Mateus. Podemos afirmar que estas palavras significaram para Mateus uma nova esperança, uma vez que era cego espiritualmente. E no fundo do seu coração desejava livrar-se de seus pecados, mas não sabia como consegui-lo. Jesus ofereceu-lhe o perdão, olhou com misericórdia e disse: “Segue-me!”.  Mateus decididamente se levantou e fez a escolha de segui-lo, abandonando sua vida antiga, abarrotada de opressões e explorações. Não perguntou por que, para onde, o que fazer. Deixa a sua profissão e segue a Jesus. De agora em diante será diferente. Ele estaria sempre com Jesus para ter a oportunidade de ouvir de seus lábios os seus ensinamentos. Que posição privilegiada: ser discípulo de Jesus.

Jesus também convida a cada um de nós: “Segue-me!” Esta é a ordem de Jesus. Não queres ser o seu seguidor? Não queres ser discípulo do Filho de Deus? Ele te convida diariamente a seguir o verdadeiro caminho. Ele também diz, crê em mim, segue os meus passos e os meus conselhos. Eu te darei a água da fonte da vida, a vida eterna, porque eu sou o caminho que conduz à vida eterna. Seguir a Jesus não significa ouvir a Palavra de Deus de vez em quando, mas seguir a Jesus quer dizer renunciar a si mesmo. É entregar-se a Deus com todo o nosso coração. Seguir a Jesus implica em primeiro lugar, uma ruptura com o passado. O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que abandona tudo, a fim de pertencer totalmente a seu novo Mestre. Seguir a Jesus implica logo numa participação no trabalho do seu reino aqui na terra. Seguir a Jesus é caminhar em direção de um novo porvir que é a vida eterna.

O coração de Mateus se transformou quando Cristo lhe mostrou o verdadeiro caminho. Ele, agora é um discípulo de Jesus. Sendo assim, quer expressar sua gratidão ao Salvador. Precisa justificar a sua transformação. Precisa apresentar a seus colegas publicanos o seu Mestre. Por isso, oferece um banquete em sua casa. Este banquete deu oportunidade a que, seus amigos ouvissem a Jesus, pois ali também se encontravam, além dos discípulos, muitos publicanos e pecadores. Entretanto, havia outras pessoas neste banquete. Homens que sempre queriam colocar Jesus à prova. Não estavam ali para ouvir a mensagem de Jesus, mas, sim, para observar a atitude de Jesus. Estes eram os fariseus. Eles veem com maus olhos aquilo que Jesus está fazendo, ou seja, comendo com publicanos e pecadores, com pessoas de  má fama.

O fato de Jesus estar ,constantemente, cercado por pessoas humildes, de má fama, sempre escandalizou os líderes religiosos da época, como os fariseus. Ora, esta questão para os fariseus era um escândalo. Talvez, receosos de enfrentar a Jesus, eles resolvem fazer uma pergunta ,diretamente, aos discípulos quando viram  toda aquela cena: “Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” (v.11).Diante desta pergunta, conclui-se que os fariseus eram preconceituosos e discriminavam as pessoas: os samaritanos como hereges, os estrangeiros como impuros, os leprosos como amaldiçoados por Deus. Eram pessoas que desprezavam os cobradores de impostos como traidores e os pobres como ignorantes da Lei.  Desclassificavam as mulheres, as crianças, os presos, os doentes mentais. Hoje, estamos vivendo este mesmo problema em nossa sociedade. Quantas pessoas têm enfrentado em seu dia a dia situações de preconceito e de discriminação. Precisamos ter cuidado para não excluir estas pessoas do nosso convívio, principalmente, da presença de Jesus Cristo.

Jesus derrubou as barreiras preconceituosas e religiosas dos fariseus. Ele mesmo responde a pergunta dos fariseus, Ele afirma: “Os sãos não precisam de médicos, e, sim, os doentes”.(v.12).De fato, se pensarmos em termos da medicina, os sãos não precisam de médicos. Normalmente quem vai ao médico são os doentes. Eles que precisam de tratamento, de uma analise clínica e de remédios. No sentido espiritual, os sãos seriam as pessoas justas, neste caso os fariseus. Eles julgavam-se espiritualmente sãos e sadios. Pensavam estar com sua vida em ordem com Deus. E, por isso, não precisavam de um médico para sua alma, Cristo, o único Médico que pudesse curar a sua enfermidade. Sendo assim, Jesus não pergunta: Onde posso encontrar os ricos, os honrados ou os eruditos? Esses tinham seus confortos e desprezariam suas ofertas. Ele não visitou Herodes ou César. Ele tratou com aqueles que todos reconheciam como miseráveis e perdidos. Este é o principio fundamental de bondade sobre o qual Jesus procedeu.

Portanto, Jesus, o Médico, vai ao encontro destas pessoas doentes e os acolhem, porque precisam dele. Ele, porém, não faz acepção de pessoas, como faziam os fariseus. Mas recebe publicanos e pecadores, e nunca excluiu os escravos, doentes, portadores de deficiências, adúlteros, prostitutas. Conversou com homens ilustres, como Nicodemos e compôs Seu discipulado de homens simples. Ao aceitar as pessoas excluídas, Jesus rompe o círculo de marginalidade e reintegra-as ao convívio diário com outras pessoas. Jesus, como Médico, acolhe as pessoas, oferece a proximidade fraterna e conciliadora em nome de Deus. Ele não os despreza, porque Deus ama todas as pessoas e as quer libertar e salvar. Ele veio buscar e salvar o perdido,  pois  o homem se perdeu desde o jardim do Éden! Ele se afastou de Deus, e a consequência foi desastrosa: o homem separou-se da presença de Deus e estava condenado. Eles, agora precisam do Médico para curar da doença chamado pecado.  

Somo nós sãos? Por certo que não. Necessitamos diariamente do amor e do perdão de Deus, assim como o doente precisa do médico. Na verdade, todos os homens são doentes espiritualmente. São portadores de uma doença que nenhum médico pode curar, a saber: o pecado. O pecado é a nossa separação de Deus, a nossa culpa diante de Deus, o mal dos males. Vivendo nesta miséria, espiritualmente, o homem abandona a Deus e se sente abandonado. Porém, Cristo o chama: “Segue-me.” Chama, a seguir o seu caminho. Mas será que o homem ouve a voz do Senhor? Mateus ouviu e seguiu imediatamente Jesus.

Diante da atitude dos fariseus, homens cheios de preconceitos, Jesus faz uma crítica que ecoa em nossos dias. Ele cita o texto de Oséias 6.6: “Ide, porém, e aprendei o que significa.”(v.13a).A frase “Ide, aprendei…” era uma expressão usada pelos rabinos da época para dizer que a pessoa havia interpretado de forma errada uma passagem ou conceito. De fato, apesar dos fariseus terem profundo conhecimento da lei e todos o rituais, não compreenderam a essência do texto, pois desconheciam o significado da ordem divina. Sendo assim, Jesus ordenou aos fariseus e escribas que aprendessem o significado da ordem: “Misericórdia quero, e não sacrifício.” (v.13b).Os fariseus precisavam aprender, e Jesus os lembra, chama a atenção de que nada adiantava realizar um culto cerimonial que nada têm a ver com a prática misericordiosa, a graça de Deus e seu poder salvador. Deus quer que as pessoas tenham atos misericordiosos e confiem nele.  Se os doutores à época desconheciam o verdadeiro significado do exigido por Deus, será que o homem do nosso tempo conseguiu aprender o que Jesus ordenou? Qual é a misericórdia que Deus exige?

Jesus faz uma aplicação do que havia falado anteriormente, e descreve de modo interessante o Seu próprio objetivo de vir ao mundo. Ele disse: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores (ao arrependimento).”( v.13c).Como médico de almas, veio curar doentes espirituais, ou seja pecadores. E o que seria essa cura? O perdão dos pecados, que é concedido exatamente através do arrependimento. Quando diz “vim chamar pecadores ao arrependimento”, significa que Jesus veio propor o perdão, que tornará as pessoas salvas, livres do domínio do pecado. E quanto aos justos - o que dizer deles? Jesus simplesmente afirmou que não veio chamar justos ao arrependimento. Ele não veio para esses, porque esses já se justificam, já se elevam, já se colocam acima dos outros. Esses são comportamentos próprios dos fariseus, dos hipócritas da época de Jesus.

Estimados irmãos! Não pense que o simples fato de ser religioso, o torna uma pessoa aceitável a Deus. Deus não está atrás de rituais, serviços religiosos, liturgias, desses homens, como os fariseus. Jesus chama aos pecadores. Assim, como fez com Mateus. Ele esteve em sua casa e participou de um banquete, o acolheu, o amou e perdoou. Jesus nos chama ao arrependimento, nos resgata rumo a uma vida eterna de comunhão com Deus. Quando reconhecemos que precisamos de Deus, o Espírito Santo nos traz o verdadeiro arrependimento em nosso coração. Amém!