TEXTO: JO 8. 31-36
TEMA: SOMOS LIVRES QUANDO O FILHO NOS LIBERTA!
Hoje, lembramos a Reforma realizada pelo Dr.
Martinho Lutero, iniciada no dia 31 de outubro de 1517 quando afixou às 95
teses na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha. E para este dia da Reforma,
vamos refletir sobre o texto de João 8.31-36. A temática da mensagem está
centralizada nas palavras de Jesus no versículo 36: “Somos livres quando o
Filho nos liberta”
É uma expressão maravilhosa que resume a essência do
Evangelho, às palavras de Jesus. Mas libertar de quê? O Filho nos liberta da
escravidão do pecado, pois todo aquele que comete pecado é escravo do pecado
(v.34). A escravidão do pecado é uma condição que afeta toda a humanidade desde
a queda de Adão e Eva. Ocorre que o homem foi dominado pelo pecado de tal modo
que ele é incapaz de se libertar desse domínio. E um simples assentimento
mental não é suficiente para tornar o homem verdadeiramente livre da escravidão
do pecado.
No entanto, o Filho nos liberta da escravidão do
pecado, pois tem a autoridade para nos libertar do domínio de Satanás e do
pecado. Somente Ele tem o poder de tirar
o pecador do estado de morte espiritual para o estado de herdeiro da vida
eterna. Por isso, a única liberdade verdadeira é a liberdade trazida por
Cristo: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (v.32). É uma
liberdade verdadeira que nos permite viver em comunhão com Deus. Mas essa
liberdade não significa fazer o queremos. Pelo contrário, é uma liberdade para
viver de acordo com o propósito de Deus para as nossas vidas.
Foi na Bíblia que Lutero descobriu a “verdade que
liberta,” quando vivia na angústia e no desespero, pois havia um profundo
desprezo à pregação da verdade por parte dos clérigos da Igreja Romana. A Igreja
havia se distanciado dos princípios registrados na Bíblia, a única fonte de
conhecimento para fundamentar a fé cristã. Os ensinamentos de Jesus não eram
mais os mesmos. O povo acreditava em bruxarias, superstições e só ouviam falar
de Jesus como Juiz irado e não como o amoroso Salvador. Além disso, o que mais
perturbava Lutero na época, era a venda das indulgências. Por outro lado, as
obras desempenhavam o papel principal no ensinamento dos mestres e professores
daquela época. O relacionamento entre homem e Deus, era através das boas obras.
Lutero ao viver neste contexto sentiu que sua vida estava alicerçada em farsas,
em mentiras, inverdades. indulgências e penitências, e nada disso o faria
chegar mais perto de Deus diante destes ensinamentos.
Muitos anos depois da Reforma, é triste dizer que
muitas pessoas desistiram de buscar esta verdade. Hoje, estamos enfrentando a
secularização, o liberalismo e o relativismo da Palavra de Deus. A idolatria, relíquias,
prosperidade, ritos e promessas idênticos do tempo de Lutero têm se propagado
em muitas igrejas. O que se observa que
as verdades essenciais do evangelho estão ausentes em muitos púlpitos. Há extrema confusão, perda
de identidade e distanciamento do que Jesus ensinou. Lutero, ficaria perplexo
de ver a verdade, algo tão precioso sendo relativizada e desprezada neste mundo
contemporâneo. Por isso, é de suma importância reavaliarmos nossa caminhada à
luz da Palavra de Deus e sermos fiéis ao Filho que nos libertou da escravidão
do pecado.
Estimados irmãos! Jesus fez um discurso aos judeus.
Nesse discurso, Ele falou sobre pontos fundamentais da mensagem do Evangelho,
especialmente, sobre sua pessoa e ministério. E ao final do seu discurso houve
certa reação. Alguns dos judeus chegaram a crer nele (v.30). Outros se mostraram
entusiasmados com os ensinamentos de Jesus, mas não creram, não entenderam e
passaram a questionar Jesus, pois sentiram-se ofendidos pela forma como Ele
falava. (v. 31,33,40). Diante desta reação, Jesus mostra quem é o verdadeiro discípulo.
Ele, primeiro, os convida a permanecer em sua palavra. (v.32a).
Permanecer é uma palavra que significa ficar,
manter-se, não sair. Ora, permanecer na palavra de Jesus tem vários aspectos:
primeiro, quando ouvimos a Palavra de Deus ou lemos é preciso guardar no
coração. O salmista, muitos anos antes, já vivia essa experiência e a retratou
no Salmo 119.11: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra
ti”. Segundo, ter a Palavra de Deus no coração é fundamental para aquele que
segue a Jesus, mas também há necessidade de colocar em prática aquilo que é ensinado:
“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos
a vós mesmos.” (Tiago 1.22). Em suma, um cristão genuíno que permanece na Palavra
de Deus, obedece e procura entender é um verdadeiro discípulo.
Para aqueles que perseveram, permanecem firmemente
nos ensinos da Palavra de Deus, Jesus diz: “conhecereis a verdade.”
(v.32a). A palavra "conhecer” vem
do grego γινώσκω que significa aprender a conhecer, vir a conhecer, obter um
conhecimento, tornar-se conhecido. Fica evidente que, quem permanecer, ficar,
continuar, ser perseverante, é moldado pelos ensinamentos de Jesus. E,
consequentemente, nos leva conhece-lo de maneira muito mais profunda, pois conheceremos
a “verdade.” Observa-se que João apresenta um conceito de verdade diferente da
concepção grega. Para os gregos, verdade
significa o que é palpável, real. Mas qual é a verdade que Jesus está falando?
Como podemos conhecer esta verdade? Deus
revelou a verdade ao mundo através de Jesus. Quando Jesus veio como homem, ele
nos mostrou a verdade de uma forma que podemos compreender. Jesus em Jo 14.6 mostra que Ele é a verdade
divina. Nele os homens vivem e se libertam do pecado.
Ao longo dos séculos, muitas pessoas têm confessado
esta verdade que Jesus ensinou. Lutero é um exemplo. Ele viveu num período que caracterizou por um
profundo desprezo à pregação da Palavra de Deus por parte dos clérigos da
Igreja Romana. O povo acreditava em bruxarias, eram cheios de superstições e só
ouviam falar de Jesus como Juiz irado e não como o amoroso Salvador. Além
disso, o que mais perturbava o povo na época, era a venda das indulgências. Por
outro lado, as obras desempenhavam o papel principal no ensinamento dos mestres
e professores daquela época. O relacionamento entre homem e Deus, era através
das boas obras. Lutero ao viver neste contexto sentiu que sua vida estava
alicerçada em farsas, em mentiras, inverdades. indulgências e penitências, e
nada disso o faria chegar mais perto de Deus diante destes ensinamentos.
Lutero encontrou nas Escrituras, a verdade quando
vivia na angústia e no desespero. Entendeu de que bastava crer em Jesus, o
caminho, a verdade e a vida, que seria liberto e teria paz em sua vida. Com
certeza, lembrou das palavras de Jesus, para aqueles que creram nele “e a
verdade vos libertará” (v.32b). Mas será todos entendemos o que é liberdade? A
Bíblia explica que a verdadeira liberdade está em Jesus Cristo. Ele é a verdade
que liberta. Ele veio para nos libertar do domínio de Satanás e do pecado.
Somente Ele tem o poder de tirar o pecador do estado de morte espiritual para o
estado de herdeiro da vida eterna. Por isso, a única liberdade verdadeira é a
liberdade trazida por Cristo. Quando Ele nos liberta então, seremos livres.
Porém, ser verdadeiramente livre não significa viver uma vida sem compromisso e
sem lei (1 Coríntios 9.21; Gálatas 6.2). Portanto, livre de verdade é aquele
que serve a Deus e vive uma vida de acordo com sua vontade.
Quando Jesus falou sobre liberdade, deixaram os
judeus atônitos e responderam: “Somos descendência de Abraão e jamais fomos
escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?” (v.33). Estes judeus eram opositores
e procuraram matar Jesus (vv.37, 39). Jesus disse que eram filhos de Satanás.
(v.40). Eles se sentiram afrontados pelas palavras de Jesus, e argumentam:
“somos descendentes de Abraão.” Para eles o patriarca Abraão era um homem em
aliança com Deus, e impôs toda a liberdade civil e religiosa sobre eles, e
nunca foram escravizados por qualquer poder estrangeiro e governado por leis.
Este foi o maior orgulho dos judeus, de que eles eram os herdeiros da aliança
com Abraão. Sendo assim, afirmam: “jamais fomos escravos de alguém.” É evidente
que este argumento dos opositores não era verdadeiro. Esqueceram que viveram na
escravidão no Egito e na Babilônia. Serviram a essas nações como escravo. Com
tal argumento, tentaram também esquecer do fato bem presente de que naquele
tempo Roma dominava a terra de Israel.
Diante desta atitude dos judeus, o que se conclui é
que eles não admitiam para si mesmos, que não eram livres. Então, Jesus replica
com outra declaração, tentando ampliar e esclarecer aos judeus. Ele
recordou-lhes que havia outra escravidão à qual eles não davam a mínima
atenção. Jesus afirma: “Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete
pecado é escravo do pecado.” (v.34).
Jesus usa aqui o termo δοῦλος que significa literalmente “escravo” em
grego. Muitos traduzem como “servo”. Jesus ao usar este termo marcou a
consciência inquieta de que eles não eram tão livres quanto gostariam de ser,
pois eram escravos do pecado e não queriam admitir. Pensavam que sendo
descendente de Abraão, eram livres.
Mas o que é ser escravo do pecado? O pecado procura
uma maneira de nos escravizar, controlar, dominar e ditar nossos atos. Tem
poder sobre o homem e o torna seu senhor. Torna-se permanente em nossa carne
cujo efeito é a escravidão. E não existe escravidão semelhante a esta. Quantas
pessoas, em todo o mundo, são escravas do pecado, embora não admitam!
Tornaram-se cativos de suas fraquezas e corrupções, e se mostram incapazes de
serem libertos. Às vezes, se orgulham de serem eminentemente livres. Em Rm 7.20-24. Paulo nos revela a extensão da realidade do
pecado. Precisamos acolher o Filho de Deus, que nos libertou do poder do pecado
(Rm 6.1-5). Ele veio para nos libertar da escravidão do pecado. Quando nos
aproximamos de Cristo em arrependimento e recebemos este perdão, e somos
capacitados pelo Espírito Santo que vem habitar em nós.
Diante dos argumentos dos seus opositores, Jesus,
faz uma diferença entre o escravo e filho. Assim, entenderia o que Jesus estava
ensinando: “O escravo não fica para sempre em casa.” (v.35a). Em qualquer casa havia uma diferença entre o
escravo e o filho. O escravo não tinha vontade própria. Ele fazia somente a
vontade do seu senhor. Ele não é o
herdeiro e pode a qualquer momento ser expulso da casa, ou ser vendido.
Diferente é o filho: “filho, sim, para sempre.” (v.35b).Ele tem o direito. É o
herdeiro e não pode ser descartado ou vendido. É privilegiado com o direito de
permanecer na família até a morte. Mas o que Jesus queria mostrar com essa
diferença aos judeus? Jesus estabelece uma advertência aos judeus: vocês podem
ser escravos do pecado, que conduz à morte, ou podem escolher ser filho e
obedecer a Deus, que conduz à vida de justiça. Se vocês não forem filhos, são
considerados escravos, e não terão seus privilégios especiais como nação. Jesus,
então, poderia perguntar aos seus opositores: Vocês creem que são os filhos na
casa de Deus? Creem que nada lhes pode separar da presença de Deus? Mas a grande questão é: nós temos sido
escrevo ou temos sido filhos?
Finalizando Jesus mostra aos seus opositores a
natureza da verdadeira liberdade: “Se, pois, o Filho vos libertar,
verdadeiramente sereis livres”. (v.36). Estas palavras de Jesus, é uma
expressão maravilhosa que resume a essência do Evangelho. Demonstra que todo
aquele que comete pecado é escravo do pecado. Isso significa que o homem foi
dominado pelo pecado de tal modo que ele é incapaz de se libertar desse domínio.
E um simples assentimento mental não é suficiente para tornar o homem
verdadeiramente livre. É necessário que haja uma entrega completa a Cristo,
reconhecendo-o como Aquele nos libertou
do domínio de Satanás e do pecado.
Somente Ele tem o poder de tirar o pecador do estado de morte espiritual
para o estado de herdeiro da vida eterna. Por isso, a única liberdade
verdadeira é a liberdade trazida por Cristo. Quando Ele nos liberta então,
seremos livres. Porém, ser verdadeiramente livre não significa viver uma vida
sem compromisso com o Filho, (1 Coríntios 9.21; Gálatas 6.2) servindo e vivendo
de acordo com sua vontade.
No entanto, muitos anos depois da Reforma, é triste dizer
que muitas pessoas desistiram de buscar esta verdade. Hoje, estamos enfrentando
a secularização. Liberalismo e o relativismo da Palavra de Deus. A idolatria, relíquias,
prosperidade, ritos e promessas idênticos do tempo de Lutero têm se propagado
em muitas igrejas. O que se observa que as verdades essenciais do evangelho
estão ausentes em muitos púlpitos. Há extrema confusão, perda de identidade e
distanciamento do que Jesus ensinou. Lutero, ficaria perplexo de ver a verdade,
algo tão precioso sendo relativizada e desprezada neste mundo contemporâneo. É
de suma importância reavaliarmos nossa caminhada à luz da Palavra de Deus e
sermos fiéis ao Filho que nos libertou da escravidão do pecado.
Estimados irmãos! Assim como Deus agiu na História,
através de Lutero, ocasionando a Reforma, Deus também quer usar a cada um de
nós, para transmitir a sua mensagem ao mundo e mostrar que o Filho nos liberta
da escravidão do pecado; que tem a autoridade para nos libertar do domínio de
Satanás e do pecado; que tem o poder de tirar o pecador do estado de morte
espiritual para o estado de herdeiro da vida eterna. Como é maravilhoso depois
de 507 anos, ainda continuamos pregando, confessando e proclamando esta verdade!
Por isso, cremos que Jesus Cristo nos liberta da escravidão do pecado. Amém!
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