sábado, 24 de outubro de 2026

 

TEXTO:  JO 8. 31-36

TEMA:  SOMOS LIVRES QUANDO O FILHO NOS LIBERTA!

Hoje, lembramos a Reforma realizada pelo Dr. Martinho Lutero, iniciada no dia 31 de outubro de 1517 quando afixou às 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha. E para este dia da Reforma, vamos refletir sobre o texto de João 8.31-36. A temática da mensagem está centralizada nas palavras de Jesus no versículo 36: “Somos livres quando o Filho nos liberta”

 É uma expressão maravilhosa que resume a essência do Evangelho, às palavras de Jesus. Mas libertar de quê? O Filho nos liberta da escravidão do pecado, pois todo aquele que comete pecado é escravo do pecado (v.34). A escravidão do pecado é uma condição que afeta toda a humanidade desde a queda de Adão e Eva. Ocorre que o homem foi dominado pelo pecado de tal modo que ele é incapaz de se libertar desse domínio. E um simples assentimento mental não é suficiente para tornar o homem verdadeiramente livre da escravidão do pecado.

No entanto, o Filho nos liberta da escravidão do pecado, pois tem a autoridade para nos libertar do domínio de Satanás e do pecado.  Somente Ele tem o poder de tirar o pecador do estado de morte espiritual para o estado de herdeiro da vida eterna. Por isso, a única liberdade verdadeira é a liberdade trazida por Cristo: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (v.32). É uma liberdade verdadeira que nos permite viver em comunhão com Deus. Mas essa liberdade não significa fazer o queremos. Pelo contrário, é uma liberdade para viver de acordo com o propósito de Deus para as nossas vidas.

 Foi na Bíblia que Lutero descobriu a “verdade que liberta,” quando vivia na angústia e no desespero, pois havia um profundo desprezo à pregação da verdade por parte dos clérigos da Igreja Romana. A Igreja havia se distanciado dos princípios registrados na Bíblia, a única fonte de conhecimento para fundamentar a fé cristã. Os ensinamentos de Jesus não eram mais os mesmos. O povo acreditava em bruxarias, superstições e só ouviam falar de Jesus como Juiz irado e não como o amoroso Salvador. Além disso, o que mais perturbava Lutero na época, era a venda das indulgências. Por outro lado, as obras desempenhavam o papel principal no ensinamento dos mestres e professores daquela época. O relacionamento entre homem e Deus, era através das boas obras. Lutero ao viver neste contexto sentiu que sua vida estava alicerçada em farsas, em mentiras, inverdades. indulgências e penitências, e nada disso o faria chegar mais perto de Deus diante destes ensinamentos.

 Muitos anos depois da Reforma, é triste dizer que muitas pessoas desistiram de buscar esta verdade. Hoje, estamos enfrentando a secularização, o liberalismo e o relativismo da Palavra de Deus. A idolatria, relíquias, prosperidade, ritos e promessas idênticos do tempo de Lutero têm se propagado em muitas igrejas. O que se observa que  as verdades essenciais do evangelho estão ausentes em  muitos púlpitos. Há extrema confusão, perda de identidade e distanciamento do que Jesus ensinou. Lutero, ficaria perplexo de ver a verdade, algo tão precioso sendo relativizada e desprezada neste mundo contemporâneo. Por isso, é de suma importância reavaliarmos nossa caminhada à luz da Palavra de Deus e sermos fiéis ao Filho que nos libertou da escravidão do pecado.

 Estimados irmãos! Jesus fez um discurso aos judeus. Nesse discurso, Ele falou sobre pontos fundamentais da mensagem do Evangelho, especialmente, sobre sua pessoa e ministério. E ao final do seu discurso houve certa reação. Alguns dos judeus chegaram a crer nele (v.30). Outros se mostraram entusiasmados com os ensinamentos de Jesus, mas não creram, não entenderam e passaram a questionar Jesus, pois sentiram-se ofendidos pela forma como Ele falava. (v. 31,33,40). Diante desta reação, Jesus mostra quem é o verdadeiro discípulo. Ele, primeiro, os convida a permanecer em sua palavra. (v.32a).

 Permanecer é uma palavra que significa ficar, manter-se, não sair. Ora, permanecer na palavra de Jesus tem vários aspectos: primeiro, quando ouvimos a Palavra de Deus ou lemos é preciso guardar no coração. O salmista, muitos anos antes, já vivia essa experiência e a retratou no Salmo 119.11: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”. Segundo, ter a Palavra de Deus no coração é fundamental para aquele que segue a Jesus, mas também há necessidade de colocar em prática aquilo que é ensinado: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” (Tiago 1.22). Em suma, um cristão genuíno que permanece na Palavra de Deus, obedece e procura entender é um verdadeiro discípulo.

 Para aqueles que perseveram, permanecem firmemente nos ensinos da Palavra de Deus, Jesus diz: “conhecereis a verdade.” (v.32a).  A palavra "conhecer” vem do grego γινώσκω que significa aprender a conhecer, vir a conhecer, obter um conhecimento, tornar-se conhecido. Fica evidente que, quem permanecer, ficar, continuar, ser perseverante, é moldado pelos ensinamentos de Jesus. E, consequentemente, nos leva conhece-lo de maneira muito mais profunda, pois conheceremos a “verdade.” Observa-se que João apresenta um conceito de verdade diferente da concepção grega.  Para os gregos, verdade significa o que é palpável, real. Mas qual é a verdade que Jesus está falando? Como podemos conhecer esta verdade?  Deus revelou a verdade ao mundo através de Jesus. Quando Jesus veio como homem, ele nos mostrou a verdade de uma forma que podemos compreender.  Jesus em Jo 14.6 mostra que Ele é a verdade divina. Nele os homens vivem e se libertam do pecado.

 Ao longo dos séculos, muitas pessoas têm confessado esta verdade que Jesus ensinou. Lutero é um exemplo.  Ele viveu num período que caracterizou por um profundo desprezo à pregação da Palavra de Deus por parte dos clérigos da Igreja Romana. O povo acreditava em bruxarias, eram cheios de superstições e só ouviam falar de Jesus como Juiz irado e não como o amoroso Salvador. Além disso, o que mais perturbava o povo na época, era a venda das indulgências. Por outro lado, as obras desempenhavam o papel principal no ensinamento dos mestres e professores daquela época. O relacionamento entre homem e Deus, era através das boas obras. Lutero ao viver neste contexto sentiu que sua vida estava alicerçada em farsas, em mentiras, inverdades. indulgências e penitências, e nada disso o faria chegar mais perto de Deus diante destes ensinamentos.

 Lutero encontrou nas Escrituras, a verdade quando vivia na angústia e no desespero. Entendeu de que bastava crer em Jesus, o caminho, a verdade e a vida, que seria liberto e teria paz em sua vida. Com certeza, lembrou das palavras de Jesus, para aqueles que creram nele “e a verdade vos libertará” (v.32b). Mas será todos entendemos o que é liberdade? A Bíblia explica que a verdadeira liberdade está em Jesus Cristo. Ele é a verdade que liberta. Ele veio para nos libertar do domínio de Satanás e do pecado. Somente Ele tem o poder de tirar o pecador do estado de morte espiritual para o estado de herdeiro da vida eterna. Por isso, a única liberdade verdadeira é a liberdade trazida por Cristo. Quando Ele nos liberta então, seremos livres. Porém, ser verdadeiramente livre não significa viver uma vida sem compromisso e sem lei (1 Coríntios 9.21; Gálatas 6.2). Portanto, livre de verdade é aquele que serve a Deus e vive uma vida de acordo com sua vontade.

 Quando Jesus falou sobre liberdade, deixaram os judeus atônitos e responderam: “Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?” (v.33). Estes judeus eram opositores e procuraram matar Jesus (vv.37, 39). Jesus disse que eram filhos de Satanás. (v.40). Eles se sentiram afrontados pelas palavras de Jesus, e argumentam: “somos descendentes de Abraão.” Para eles o patriarca Abraão era um homem em aliança com Deus, e impôs toda a liberdade civil e religiosa sobre eles, e nunca foram escravizados por qualquer poder estrangeiro e governado por leis. Este foi o maior orgulho dos judeus, de que eles eram os herdeiros da aliança com Abraão. Sendo assim, afirmam: “jamais fomos escravos de alguém.” É evidente que este argumento dos opositores não era verdadeiro. Esqueceram que viveram na escravidão no Egito e na Babilônia. Serviram a essas nações como escravo. Com tal argumento, tentaram também esquecer do fato bem presente de que naquele tempo Roma dominava a terra de Israel.

 Diante desta atitude dos judeus, o que se conclui é que eles não admitiam para si mesmos, que não eram livres. Então, Jesus replica com outra declaração, tentando ampliar e esclarecer aos judeus. Ele recordou-lhes que havia outra escravidão à qual eles não davam a mínima atenção. Jesus afirma: “Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado.” (v.34).  Jesus usa aqui o termo δοῦλος que significa literalmente “escravo” em grego. Muitos traduzem como “servo”. Jesus ao usar este termo marcou a consciência inquieta de que eles não eram tão livres quanto gostariam de ser, pois eram escravos do pecado e não queriam admitir. Pensavam que sendo descendente de Abraão, eram livres.

 Mas o que é ser escravo do pecado? O pecado procura uma maneira de nos escravizar, controlar, dominar e ditar nossos atos. Tem poder sobre o homem e o torna seu senhor. Torna-se permanente em nossa carne cujo efeito é a escravidão. E não existe escravidão semelhante a esta. Quantas pessoas, em todo o mundo, são escravas do pecado, embora não admitam! Tornaram-se cativos de suas fraquezas e corrupções, e se mostram incapazes de serem libertos. Às vezes, se orgulham de serem eminentemente livres. Em Rm 7.20-24.  Paulo nos revela a extensão da realidade do pecado. Precisamos acolher o Filho de Deus, que nos libertou do poder do pecado (Rm 6.1-5). Ele veio para nos libertar da escravidão do pecado. Quando nos aproximamos de Cristo em arrependimento e recebemos este perdão, e somos capacitados pelo Espírito Santo que vem habitar em nós.

 Diante dos argumentos dos seus opositores, Jesus, faz uma diferença entre o escravo e filho. Assim, entenderia o que Jesus estava ensinando: “O escravo não fica para sempre em casa.” (v.35a).  Em qualquer casa havia uma diferença entre o escravo e o filho. O escravo não tinha vontade própria. Ele fazia somente a vontade do seu senhor.  Ele não é o herdeiro e pode a qualquer momento ser expulso da casa, ou ser vendido. Diferente é o filho: “filho, sim, para sempre.” (v.35b).Ele tem o direito. É o herdeiro e não pode ser descartado ou vendido. É privilegiado com o direito de permanecer na família até a morte. Mas o que Jesus queria mostrar com essa diferença aos judeus? Jesus estabelece uma advertência aos judeus: vocês podem ser escravos do pecado, que conduz à morte, ou podem escolher ser filho e obedecer a Deus, que conduz à vida de justiça. Se vocês não forem filhos, são considerados escravos, e não terão seus privilégios especiais como nação. Jesus, então, poderia perguntar aos seus opositores: Vocês creem que são os filhos na casa de Deus? Creem que nada lhes pode separar da presença de Deus?  Mas a grande questão é: nós temos sido escrevo ou temos sido filhos?

 Finalizando Jesus mostra aos seus opositores a natureza da verdadeira liberdade: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (v.36). Estas palavras de Jesus, é uma expressão maravilhosa que resume a essência do Evangelho. Demonstra que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Isso significa que o homem foi dominado pelo pecado de tal modo que ele é incapaz de se libertar desse domínio. E um simples assentimento mental não é suficiente para tornar o homem verdadeiramente livre. É necessário que haja uma entrega completa a Cristo, reconhecendo-o como   Aquele nos libertou do domínio de Satanás e do pecado.  Somente Ele tem o poder de tirar o pecador do estado de morte espiritual para o estado de herdeiro da vida eterna. Por isso, a única liberdade verdadeira é a liberdade trazida por Cristo. Quando Ele nos liberta então, seremos livres. Porém, ser verdadeiramente livre não significa viver uma vida sem compromisso com o Filho, (1 Coríntios 9.21; Gálatas 6.2) servindo e vivendo de acordo com sua vontade.

 No entanto, muitos anos depois da Reforma, é triste dizer que muitas pessoas desistiram de buscar esta verdade. Hoje, estamos enfrentando a secularização. Liberalismo e o relativismo da Palavra de Deus. A idolatria, relíquias, prosperidade, ritos e promessas idênticos do tempo de Lutero têm se propagado em muitas igrejas. O que se observa que as verdades essenciais do evangelho estão ausentes em muitos púlpitos. Há extrema confusão, perda de identidade e distanciamento do que Jesus ensinou. Lutero, ficaria perplexo de ver a verdade, algo tão precioso sendo relativizada e desprezada neste mundo contemporâneo. É de suma importância reavaliarmos nossa caminhada à luz da Palavra de Deus e sermos fiéis ao Filho que nos libertou da escravidão do pecado.

Estimados irmãos! Assim como Deus agiu na História, através de Lutero, ocasionando a Reforma, Deus também quer usar a cada um de nós, para transmitir a sua mensagem ao mundo e mostrar que o Filho nos liberta da escravidão do pecado; que tem a autoridade para nos libertar do domínio de Satanás e do pecado; que tem o poder de tirar o pecador do estado de morte espiritual para o estado de herdeiro da vida eterna. Como é maravilhoso depois de 507 anos, ainda continuamos pregando, confessando e proclamando esta verdade! Por isso, cremos que Jesus Cristo nos liberta da escravidão do pecado. Amém!

 

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