TEXTO: SL 98
O Salmo 98 é um convite para louvor ao Senhor. O salmista anônimo,em uma reação exultante, convida todo o povo a celebrar a fidelidade, salvação e justiça de Deus:“pois fez notória a sua salvação; manifestou a sua justiça perante os olhos das nações.” Esta declaração do salmista demonstra que o Senhor está vindo para julgar o mundo com justiça.Ele virá,mas não agira injustamente, pois Ele é a própria justiça. Isto significa que a justiça finalmente será feita. Eis a razão do salmista convidar a todos para cantar um novo cântico ao Senhor. É um chamado para adorar o Messias; uma nova revelação do amor e da salvação de Deus; um apelo para que toda a criação,incluindo o mar, os rios e as montanhas, se unam a esse cântico de louvor como um reflexo do alcance universal da missão do Messias. Enfim, encontramos no salmo não apenas um relato histórico, mas uma visão escatológica da vitória final de Deus sobre o mal, da redenção universal e do estabelecimento de sua justiça.
Também somos convidados a louvar ao Senhor,expressar por palavras e ações.A Bíblia diz que devemos louvar a Deus em todo tempo (Salmos 44.8). Isto significa que ,diariamente, devemos louvar ao Senhor.Seja nos momentos bons, nas adversidades e nos momentos ruins. Mas você já se perguntou por que devemos louvar a Deus? Vamos dividir em três partes a nossa mensagem para entender esta pergunta.
Primeiro, porque fomos criados por Deus, e o Senhor nunca deixou de realizar grande feitos em nossas vidas. Por isso, somos convidados a agradecer pela ação contínua de Deus em nossas vidas,pela sua misericórdia, sua bondade, pelas suas muitas dádivas, perdão e por responder às nossas orações.
Segundo ,aprender que o conteúdo do louvor é o Senhor. Ele é o nosso Redentor, nosso Rei e nosso Juiz e merece toda a honra, toda glória e todo o louvor.
Terceiro,porque Deus vem para julgar com justiça e equidade, a fim de trazer salvação a seu povo. Por isso, a nossa vida deve ser acompanhada de cântico jubiloso, brados de alegria e palmas. Vamos louvar ao Senhor?
O Salmo inicia com um convite à adoração ao Deus da aliança: “Cantai ao Senhor um cântico novo”. (v.1a). O salmista quer que o povo renove sua adoração a Deus. A iniciativa é de oferecer a Deus algo novo, nada parecido com uma religiosidade “fria” espiritualmente e sem motivação. Mas será através de um cântico novo. O cântico novo representa uma nova maneira de falar, de cantar,viver. Sendo assim, o salmista usa como o motivo para adorarmos ao Senhor as suas maravilhas: “porque o Senhor fez maravilhas, a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a vitória”. (v.1b).É perceptível a disposição do salmista de render ao Senhor louvor, diante dos feitos maravilhosos que o Senhor realizou. Afinal, Deus fez coisas maravilhosas com seu poder. É toda a sua obra é maravilhosa aos nossos olhos.
Também somos convidados a “cantar ao Senhor um cântico novo”. Mas, olhando para a nossa vida, certamente confessaremos que nem sempre nos sentimos dispostos a cantar, louvor com Salmos e hinos e cânticos espirituais. Parece que nenhum cântico provenha dos nossos lábios, pois falta motivação. Mas, a Palavra de Deus não pergunta pela nossa disposição, nem pelos nossos sentimentos. Ao contrário, nos diz que temos grandes motivos para cantarmos louvor e gratidão ao Senhor, porque são muitas maravilhas que Deus realiza diariamente em nossas vidas, e nem sempre as percebemos. Na verdade, conseguimos visualizar com mais facilidade o que deu errado, o que falhou em nossa vida. Também, muitas vezes, só relacionamos as maravilhas do Senhor com os grandes acontecimentos em nossas vidas. No entanto, as maravilhas do Senhor também se revelam nos pequenos gestos do dia a dia. Num sorriso, numa palavra de incentivo, num olhar de amor, no enxugar de uma lágrima, num abraço, no partilhar do pão. Por isso,o Senhor merece todo o louvor!
Ele também diz que o Senhor fez com que a sua salvação fosse conhecida, vista publicamente, e que a sua justiça fosse observada, contemplada pelas nações: “O Senhor fez notória a sua salvação; manifestou a sua justiça perante os olhos das nações.” (v.2). Aqui,fica evidente o que o Senhor fez pelo povo: “sua salvação” e "justiça.” Esta é intervenção de Deus em favor de Israel, que as nações viram e contemplaram, como livramento do povo hebreu do Egito e sua vitória sobre as nações.Nestas palavras do salmista encontramos um viés profético e escatológico. Em outras palavras, todo livramento e salvação que Deus operou para o bem de Israel, estava prefigurando a salvação final que Ele traria por meio de seu Filho. No Antigo Testamento, a salvação estava atrelada à justiça, e não é diferente no Novo Testamento. A Bíblia diz que Jesus cumpriu toda a justiça quando morreu na cruz.Foi plenamente cumprida em Cristo, sendo punido pelo pecado da humanidade. Com a morte de Jesus, o preço da dívida da culpa e condenação foi pago. Todos que creem Nele podem desfrutar do perdão de pecados. Pelos méritos de Jesus, todo que busca a sua justiça é considerado justificado e aceito por Deus.
O salmista rende esse resultado à fidelidade de Deus, às promessas que fez e ao amor leal com seu povo.(Gn 22.15-18; Hb 6.13-18): “Lembrou-se da sua misericórdia e da sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus.” (v.3).Ele não os abandonou em meio às suas tribulações e lutas. Antes os sustentou em todo o seu caminho e os multiplicou, como prometido, com uma maravilhosa consequência: os povos mais distantes contemplaram a salvação do Senhor, se fez conhecer por toda parte. Por meios de seus atos de misericórdia e graça, sendo o maior deles a morte e ressurreição do Senhor Jesus, o mundo pode contemplar que Deus nunca desamparou o seu povo. O Senhor os redimiu de toda servidão no Egito e de toda servidão ao pecado. Ele abriu as portas da salvação, o caminho estreito rumo a Ele (Mt 27.51; Mc 15.38). Ele trouxe finalmente a adoção de filhos para que o chamássemos de Pai (Rm 8.15; Gl 4.5). Isto demonstra o quanto Ele é bom e verdadeiro, e permanece para sempre.
O autor agora convoca novamente os seus ouvintes a louvarem mais uma vez ao Senhor. Contudo, agora ele especifica o seu público. Ele se dirige a “todos os moradores da terra”, ou seja, a salvação que foi manifestada a Israel traz alegria não somente a Israel, mas a todas as nações: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra” (v.4a). É uma ordem vibrante para louvar em público todos os moradores da terra. Isto significa que a salvação que foi manifestada traz alegria não somente a Israel, mas a todas as nações. É um chamado universal que não prevê divisões étnicas, mas atinge a todos, judeus e gentios. É um Deus soberano que governa todo o universo,e está disposto a receber adoradores de todas as partes, cada um celebrando com “brados de alegria, regozijo e louvores”. (v.4b). Cada um demonstrando uma atitude de alegria, vibrante e condizente com a gratidão a Deus, “com harpa louvores ao Senhor, com harpa e voz de canto; com trombetas e ao som de buzinas, exultai perante o Senhor, que é rei.” (v.5 e 6a).Não poderia haver motivo de maior alegria e júbilo do que saber que fomos contemplados por Deus no seu plano de salvação. Portanto, nenhum israelita deveria ficar desocupado, ficar de fora dessa manifestação pública de louvor. Afinal, eles não ofereceriam esse louvor a uma pessoa qualquer, mas a um rei – o Rei: exultai perante o Senhor, que é rei” (v.6b).
O salmista não não se limita somente a conclamação a todos os povos. mas também as forças da natureza para que louvem a Deus, o juiz soberano do universo. Ele se dirige à toda a criação,referendo-se ao mar, aos rios e às montanhas. É um momento de louvor em que toda a criação presta louvores ao Rei: “Ruja o mar e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam.” (v.7). É a própria a natureza louvando a Deus. O mar, as águas e as montanhas em toda a plenitude devem louvar e engrandecer a Deus. Todo a natureza acrescenta suas vozes à orquestra de louvor. Ele prossegue personificando elementos da natureza, como se fossem pessoas em louvor a Deus: “Os rios batam palmas, e juntos cantem de júbilo os montes.”( (v.8).As palmas são uma expressão de júbilo na Escritura (Sl 47.1; Is 55.12), e são usadas em contexto de louvor. Ele retrata os rios com mãos para bater palmas, o que representa a alegria que toma conta da criação por causa da justiça do Senhor. Este louvor não viria somente dos israelitas, os quais habitam próximos ao rio Jordão e ao monte Sião, mas de pessoas de toda parte, habitantes próximos a todos os rios e montes da terra.
O salmo termina, apresentando o motivo da alegria: “ na presença do Senhor, porque ele vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com equidade.” (v.9).É diante da face do Senhor que nós encontramos alegria permanente (At 2.28). O Senhor está vindo para julgar o mundo com justiça. O seu justo julgamento é o que nos faz sentir alegres, afinal a justiça será aplicada de forma correta, e todo sentimento de indignação será tirado de nossos corações.Ele virá, e restaurará todas as coisas, pois Ele salva, reina e julga. Ele julgará o mundo com toda justiça e retidão e os povos, com equidade e igualdade.Isso significa que todo o mal será removido por Ele, e governará com justiça (Is 11.3-5). Assim cremos, assim esperamos, pois essa é a nossa esperança.
Estimados irmãos! Este salmo nos ensina que precisamos louvar a Deus em todo o momento, pois Senhor não deixa de realizar grandes feitos em nossas vidas. Eles são incontáveis, e devemos, agradecê-lo. São maravilhosos e não poderiam ter acontecido se não por Sua grandiosidade. Por isso, o louvor é uma forma eficaz de demonstrarmos nossa gratidão a Deus,pois Ele é digno de louvor.Na verdade, somente Ele deve ser adorado. Que possamos viver em constante louvor ao nosso Deus, reconhecendo Sua fidelidade e encontrando alegria em Sua presença constante. Desejamos que o louvor seja uma resposta natural e jubilosa de nossos corações, manifestando a grandeza do nosso Deus em toda a terra. Amém.
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