TEXTO: ML 3.13-18
TEMA: A DIFERENÇA ENTRE O JUSTO E O PERVERSO
Estimados irmãos! Que a paz do nosso Senhor Jesus Cristo nos acompanhe neste dia. Convido-os a abrir suas Bíblias Em Ml 3.13-18 para refletirmos juntos sobre nossa caminhada cristã. O tema de hoje é: a diferença entre o justo e o perverso.
Vivemos num mundo onde, cada vez mais, encontramos dificuldade em diferenciar as coisas. Tudo parece repetir-se, como se estivéssemos presos a um ciclo de ideias recicladas. As pessoas manifestam os mesmos pensamentos, reproduzindo opiniões prontas sem questionar sua origem. Os assuntos são sempre os mesmos, girando em torno de temas que se esgotam, mas continuam sendo repetidos por falta de algo novo a dizer. As palestras, as mensagens motivacionais, os posts nas redes sociais, as opiniões compartilhadas por toda parte... tudo parece seguir um padrão. A conclusão é clara: há uma crescente dificuldade em em diferenciar as coisas neste mundo.
Essa mesma dificuldade de diferenciar também estava presente no tempo de Malaquias. Ele descreve uma situação cujo reflexo encontramos claramente em nossos dias: havia dois grupos entre o povo. De um lado, os arrogantes e os que praticavam a perversidade; de outro, aqueles que temiam o Senhor, andavam em integridade e buscavam viver em obediência à Sua vontade. No entanto, nem todos conseguiam enxergar essa diferença entre a prosperidade dos ímpios e o sofrimento dos justos. E você sabe a diferença? Quem, afinal, merece se dar bem? O justo, que procura viver com integridade e retidão? Ou o ímpio, que prospera sendo desonesto e negligenciando princípios? Então, vejamos cinco respostas:
Primeiro, o perverso despreza Deus. (v.13).O povo de Israel encontrava-se em um estado de profundo afastamento do Senhor, manifestando intensa corrupção moral e espiritual.O Senhor o acusa de proferir “palavras duras” (ou fortes/firmes) contra Ele. Trata-se de uma acusação de arrogância e teimosia, indicando que o povo falava com ceticismo, desafio e falta de respeito pela autoridade divina.
Segundo, o perverso alega que servir a Deus é inútil ou vão.(v.14).Não eram sinceros no culto que prestavam ao Senhor.Não existia nenhum propósito para viver uma vida para Deus, tudo era simplesmente uma enganação. Na verdade tinham motivos egoístas para servir a Deus, pois esperavam ser recompensados pelo fato de estarem servido a Deus. Como as recompensas não vinham de imediato, o desânimo e a frustração constitui-se numa resposta lamentável: inútil é servir a Deus.
Terceiro, os justos encorajavam o próximo: “...falavam uns aos outros...” (v. 16).Esses servos fiéis não apenas andavam com Deus, mas também encorajavam outros a trilhar esse caminho. Eles compartilhavam a mensagem de Deus com as pessoas.De modo similar, nós também precisamos fortalecer, incentivar e encorajar uns aos outros, especialmente em tempos de crise. Deus determinou que cuidássemos uns dos outros.
Quarto Deus recompensará os justos no Juízo. (v.17). O Senhor é enfático ao declarar que os justos serão recompensados. Não se trata de acúmulo de bens materiais, afinal, Ele é o Criador de todas as coisas, possuidor e controlador do universo, tendo tudo em Suas mãos sob absoluto domínio (Colossenses 1.16-17).O Senhor refere-se, portanto, àqueles que O servem fielmente. Aqueles que temem ao Senhor e mantêm uma comunhão agradável e sincera uns com os outros. Sem dúvida, essas são as duas características fundamentais dos verdadeiros “servos de Deus”: temer ao Senhor e cultivar a comunhão fraterna.
Quinto, o discernimento definitivo (v.18). No Dia do Juízo (o Dia do Senhor) se manifestará a diferença. No tempo certo, o Senhor revelará a diferença entre o justo e o perverso, entre o que O serve e o que não O serve.A justiça divina não falha nem se atrasa; apenas aguarda o tempo certo. Enquanto isso, o Senhor nos chama a permanecer fiel quando tudo ao nosso redor diz o oposto.
Estimados irmãos! O povo estava se afastando do Senhor e corrompendo-se moralmente e espiritualmente. Havia uma profanação e total desrespeito para com Deus dentro do Santuário. Na verdade, uma adoração hipócrita. Deus estava sendo insultado na adoração e a consequência disso era um afastamento da santidade do Senhor. Os israelistas falavam mal de Deus: “As vossas palavras foram duras para mim, diz o Senhor.” (v.13a). A forma verbal usada aqui significa “ser forte”; “ser firme”, “ser duro”; pessoas com o coração endurecido. É difícil entender esta atitude dos judeus, pois Deus os amava. Foram escolhidos dentre todas as nações.Mas ainda, assim, questionam Deus: “… mas vós dizeis: Que temos falado contra ti?” (v.13b). Com esta pergunta queriam mudar o foco do diálogo ou simplesmente fingir que não estavam entendo ou do que se tratava a repreensão de Deus.
Também, muitas vezes, usamos palavras muito duras com o nosso Deus. Afrontamos. Usamos expressões pesadas, e ainda, afirmamos: Que temos falado contra Deus? Temos, sim, falado muitas coisas que não agradam a Deus e não reconhecemos. Agimos como se fossemos perfeitos e quando somos questionados fingimos que não sabemos sobre o que se trata a repreensão. Precisamos fazer uma reflexão sobre a nossa vida espiritual: Reconhecemos os nossos erros ou fingimos que está tudo certo na nossa vida, mesmo sabendo que está tudo errado? Somos capazes de voltar atrás quando percebemos que cometemos um erro com alguém? Errar faz parte da natureza humana. O importante é como nos posicionamos diante dos erros cometidos. Podemos enganar as pessoas, mostrando-lhes que somos perfeitos, mas nunca podemos enganar a Deus.
Os judeus tinham um coração obstinado, eram duro e incoerente. É o que podemos observar, quando o Senhor afirma: “Vós dizeis: Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos e em andar de luto diante do Senhor dos Exércitos?” (v.14). Não eram sinceros no culto que prestavam ao Senhor.Não existia nenhum propósito para viver uma vida para Deus, tudo era simplesmente uma enganação. Esta triste realidade transparece quando afirmam que seria inútil servir a Deus. A expressão inútil denota aquilo que não tem substância ou conteúdo, que é vão, inútil, sem valor. Na verdade tinham motivos egoístas para servir a Deus, pois esperavam ser recompensados pelo fato de estarem servido a Deus. Como as recompensas não vinham de imediato, o desânimo e a frustração constitui-se numa resposta lamentável: inútil é servir a Deus.
Revoltados porque não eram atendidos, começaram a se comparar com os ímpios: “Ora, pois, nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao Senhor e escapam.” (v.15). Aos olhos deles, os perversos colhiam bênçãos e os escarnecedores arrogantes não sofriam castigos, enquanto que muitos dos que temiam a Deus e lhe obedeciam, não vivenciavam coisas melhores que os demais. E então começaram também a se perguntar: Por que deveriam continuar ofertando e dizimando, se aqueles que viviam fora da lei pareciam ser mais abençoados do que eles? É uma atitude equivocada esta forma de pensar dos judeus, pois dizer que os ímpios prosperam, é como se acusassem Deus de injusto, ingrato e mentiroso.
Em nossas vidas, às vezes, nos perguntamos: Como podem os ímpios prosperar, enquanto os justos vivem sofrendo? Diante deste questionamento, observamos os corruptos prosperando, enriquecendo, parecendo não ter problemas, nem passar por provações ou tribulações. Em contrapartida, aqueles que servem a Deus, que procuram ser justos em palavras e ações, estes vivem enfrentando dificuldades, lidando com adversidades, suportando enfermidades, conflitos familiares, carências financeiras, perdas dolorosas, perseguições, abandono e solidão.É nesse momento que a dúvida surge, e somos tentados a concluir: Deus está sendo injusto.Nessas horas, começamos a questionar a soberania, a bondade e a justiça de Deus. Consequentemente, a primeira coisa que notamos é o enfraquecimento da nossa fé e da nossa confiança nas Suas promessas.
Entretanto, a verdade é que Deus é justo, e Ele não desampara Seus servos. Aqueles que confiam no Senhor e andam em Seus caminhos possuem muitas promessas em seu favor. Entre o povo, havia fiéis que caminhavam, perseveravam e temiam ao Senhor. Por causa do sentimento que compartilhavam para com Deus, eles se reuniam, falavam uns com os outros e desfrutavam da comunhão entre si.Esses fiéis reprovavam veementemente a atitude dos líderes e do povo, não aceitando: a negligência ao culto; o adultério e o divórcio; a forma descuidada com que os sacrifícios eram oferecidos; o roubo a Deus nos dízimos e nas ofertas; e a audácia de questionar a Deus e afirmar que era inútil servi-Lo.Mesmo em situações desesperadoras, eles não estavam sozinhos, pois o Pai estava com cada um deles. Como é maravilhoso saber que o Senhor nos escolheu para sermos Seus filhos — um ato de amor demonstrado por meio de Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar. Por meio de Sua Palavra, Ele nos concede bênçãos que vão desde as materiais (como saúde, alimento, vestes e lar) até a maior de todas: a salvação.Cabe a nós, hoje, receber do Senhor o que Ele nos oferece: acolher com humildade Sua correção e nos submeter ao Seu tratamento, reconhecendo e aproveitando as bênçãos que Ele derrama sobre a nossa vida.
O profeta Malaquias destaca quatro importantes verdades sobre aqueles que temiam ao Senhor: primeiro, eles encorajavam o próximo: “...falavam uns aos outros...” (v. 16a).Esses servos fiéis não apenas andavam com Deus, mas também encorajavam outros a trilhar esse caminho. Eles compartilhavam a mensagem de Deus com as pessoas.De modo similar, nós também precisamos fortalecer, incentivar e encorajar uns aos outros, especialmente em tempos de crise. Deus determinou que cuidássemos uns dos outros. Vemos, amplamente, por toda a Bíblia, instruções acerca do cuidado mútuo. A Palavra do Senhor nos ensina que a vida cristã não pode ser vivida isoladamente (Hb 10.25), pois somos uma família (Ef 2.19), escolhida antes da fundação do mundo (Ef 1.4) para viver em comunhão (At 2.42-47), com alegria e devoção. Essa comunhão implica, acima de tudo, cuidar uns dos outros, pastorear, aconselhar, admoestar e orar (Cl 3.16-17; Tg 5.16).
Em segundo lugar, o Senhor está atento e ouve as nossas palavras (v.16b).É maravilhoso saber que o Senhor está sempre atento às nossas orações; Ele sempre nos ouve e jamais despreza as nossas súplicas. Deus escuta as nossas palavras, valoriza-as e dá importância ao que fazemos e falamos.Ele está atento ao que acontece conosco. Ele sabe quem somos, o que está ocorrendo em nossa vida, onde estamos, o que estamos fazendo e para onde estamos indo.A oração é o meio pelo qual nos conectamos com Deus de forma contínua e direta. Por meio dela, recebemos tudo o que é necessário para realizar a obra do Senhor e alcançar os resultados que Ele deseja em nossa vida.A oração não é apenas um pedido, mas um encontro diário com o Pai, que nos orienta, fortalece e sustenta a cada passo que damos. É reconfortante saber que podemos contar sempre com a Sua sabedoria e o Seu conselho. Essa certeza nos enche de confiança ao servi-Lo, lembrando-nos de que Deus está sempre pronto para nos ouvir e nos acolher, mesmo nos momentos de dúvida ou fraqueza.
Em terceiro lugar, Deus relembra as obras dos Seus servos.O Senhor registra tudo, conforme afirma o profeta: “...havia um memorial escrito diante dele...” (v.16). O profeta deixa claro que há um registro escrito perante Deus, onde estão catalogadas as palavras e os atos daqueles que são tementes e se lembram do nome do Senhor. Por isso, não há motivos para nos preocuparmos em catalogar nossos sucessos e fracassos, pois o registro do Senhor é o que verdadeiramente importa. As anotações e estatísticas que fazemos não são importantes, visto que é o Senhor quem avalia o nosso serviço. O que tem valor é o que Ele anota (Romanos 14.12; 2 Coríntios 5.10), pois é a Ele que estamos servindo (Efésios 6.6-7).O Memorial do Senhor registrará cada detalhe com absoluta fidelidade. A Sua apreciação será sempre a mais justa! Não haverá distorções, equívocos ou depreciações, mas a fidelidade divina no Livro da Eternidade.Então, veremos claramente a diferença entre o justo e o perverso; entre aquele que serve a Deus e o que não serve. Portanto, aqueles que têm seu nome escrito no Livro da Vida têm grande alegria e, por isso, entrarão na Cidade de Deus.
Em quarto lugar, Deus recompensará os justos no Juízo. A promessa é clara: “Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” (v. 17).O Senhor é enfático ao declarar que os justos serão um “tesouro particular”. Não se trata de acúmulo de bens materiais, afinal, Ele é o Criador de todas as coisas, possuidor e controlador do universo, tendo tudo em Suas mãos sob absoluto domínio (Colossenses 1.16-17).O Senhor refere-se, portanto, àqueles que O servem fielmente. São aqueles que temem ao Senhor e mantêm uma comunhão agradável e sincera uns com os outros. Sem dúvida, essas são as duas características fundamentais dos verdadeiros “servos de Deus”: temer ao Senhor e cultivar a comunhão fraterna.
Neste mundo, aparentemente, os ímpios prevalecem: acumulam riquezas, desfrutam de saúde e parecem prosperar. No entanto, no Dia do Juízo Final, eles não se levantarão e não prevalecerão.O Salmo 1, de forma clara e objetiva, distingue esses dois caminhos ao afirmar: “O Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (v. 6).O salmista é enfático quanto ao destino dos ímpios, utilizando o termo “perecer”, que denota cessar de viver ou deixar de existir; ser destruído; tornar-se nada; consumir-se; morrer.Aqueles que andaram segundo a própria vontade, vivendo para satisfazer a carne, o coração e os desejos pessoais, e não segundo a vontade de Deus, perecerão no último dia, sendo condenados ao sofrimento eterno e à separação do Senhor.Este é o caminho dos ímpios, que conduz à destruição. Eles serão consumidos justamente porque escolheram trilhar o caminho do pecado. Deus já demonstrou, ao longo da história, por meio de eventos como o Dilúvio e a destruição de Sodoma, que os ímpios, de fato, serão destruídos.
Estimados irmãos! Abandonem os seus próprios caminhos! Voltem-se para a Palavra do Senhor, rejeitem os desejos do seu coração, que é enganoso e corrupto, e obedeçam ao Senhor, vivendo a Sua Palavra.Deixem tudo o que não está de acordo com a Lei de Deus e se voltem para Ele, que é rico em perdoar.Aqueles que agirem assim prevalecerão e se levantarão no Dia do Juízo, recebendo as boas-vindas do Juiz e a herança prometida: o Reino Eterno.Contudo, aqueles que recusarem, não se levantarão, mas serão apartados para o sofrimento eterno. Amém.
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